22 de nov de 2015

Políticas em Black Friday...

• Ibama recebe 8,7% das multas aplicadas. Entre 2011 e 2014, órgão recebeu apenas R$ 424 milhões dos R$ 4,9 bilhões autuados; existe medo que Samarco não pague por tragédia com barragens; Lama de Mariana chega ao litoral do Espírito Santo com protesto de moradores; Lama arrasa pesca no rio Doce, e pescadores veem futuro desolador
• Endividado após eleições de 2014, PT teme asfixia financeira. 
• O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula e, aparentemente, um dos próximos alvos da Operação Lava Jato, decidiu questionar o que dizem os delatores Fernando Baiano e Salim Schahin, que o acusam em seus acordos de delação premiada; Se os R$ 12,6 milhões entraram na minha conta, não tem como o meu dinheiro ter ido para o PT. Eu não dei dinheiro para o PT coisíssima nenhuma. Ponto, diz Bumlai, sobre o empréstimo feito por Schahin; ele também contesta a história contada por Fernando Baiano, sobre um suposto pedido de R$ 1,5 milhão para uma nora de Lula; tenho como provar que é mentira
• Ainda na entrevista a Roberto D’Ávila, Lula garantiu que nunca ninguém lhe ofereceu nem uma pêra. Esqueceu-se dos quase oito anos que morou, de graça, no apartamento do compadre Roberto Teixeira e que sua empresa faturou R$ 27 milhões em palestras no Exterior, das quais não se tem registro, nem mesmo uma fotografia. Se bem que, nesse caso, pode dizer que eram palestras privadas e que esse tipo de atividade até nem pode ser chamada de pêra
• Levy diz não ter ampulheta quanto a data para o fim da crise. 
• MP quer cassar concessões de vários políticos. Iniciativa, que será conduzida pelas sedes regionais do Ministério Público, pode atingir políticos famosos, como os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Edison Lobão (PMDB-MA) e Jader Barbalho (PMDB-PA), assim como os deputados Sarney Filho (PMDB-MA) e Beto Mansur (PRB-SP); todos eles possuem cotas em emissoras de rádio ou televisão - o que é proibido por lei; ao todo, 32 deputados e oito senadores serão atingidos pela ofensiva. 
• Governo banca diárias para Stédile, líder do MST. O governo federal repassou, sem qualquer processo licitatório, milhares de reais ao líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile. A grana tem sido depositada ao longo dos governos petistas, ao menos 24 vezes. A maioria dos pagamentos (18) foi justificada como “Diárias a colaboradores eventuais” para bancar viagens de Stédile para locais como Brasília, São Paulo e Florianópolis; Contribuinte lesado: Em 2015, a Presidência pagou diária para Stédile comparecer a uma entrevista no programa Espaço Público, da EBC, a TV do Lula. (Diário do Poder) 
• Polícia retira barracas de manifestantes em frente ao Congresso Nacional. Cerca de 15 barracas a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff foram arrancadas do gramado imediatamente em frente ao Congresso Nacional, pela Polícia Legislativa. 
• Número de escolas ocupadas em SP chega a 74. Trapalhada educacional mina projeto Alckmin 2018. Principal concorrente de Aécio Neves numa candidatura do PSDB a presidente, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, termina a semana com capital político menor, por conta da agenda negativa que vem mantendo em áreas estratégicas do governo, como a Educação; a rejeição à chamada reorganização da rede de ensino estadual que prevê fechamento de mais de 90 escolas em todo o estado só cresce. 
• Silvio Santos proíbe Rachel Sheherazade de falar sobre. Percentual dos franceses que o aprovam ainda é baixo, mas subiu sete pontos, indo de 20% a 27%. 
• A Bahia vaiou Lula no dia da Consciência Negra.

• Argentina escolhe presidente em 2º turno inédito neste domingo. Trajetória e esporte unem rivais Macri e Scioli. 
• EI faz novas ameaças contra a França. Grupo extremista Estado Islâmico postou novo vídeo com ameaças da realização de novos atentados terroristas na França; em uma das cenas está a imagem caída da Torre Eiffel, um dos maiores símbolos franceses; gravação mostra, ainda, dois extremistas do Estado Islâmico, aparentemente de origem francesa, na província síria de Alepo - um dos redutos do grupo - elogiando os ataques a Paris e incitando outros muçulmanos da França e do mundo inteiro a praticarem atos semelhantes. 
• EUA e aliados lançam ataques contra Estado Islâmico no Iraque e na Síria. 

Em 48 horas, tudo mudou.
Os ventos mudaram. Mais do que tempestades, prenunciam-se ciclones. No caso, abalando as colunas do palácio do Planalto e da Câmara dos Deputados. De repente, tornou-se outra vez uma possibilidade o impeachment da presidente Dilma. Raios e trovões adensam-se novamente sobre a Praça dos Três Poderes, depois de conhecido o teor da delação premiada feita ao Ministério Público por um ex-funcionário da Petrobrás, auxiliar de Nestor Cerveró, ex-diretor de assuntos internacionais da empresa, condenado e preso meses atrás como envolvido na escandalosa compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O prejuízo foi de 800 milhões de dólares, e segundo a delação, Madame sabia de tudo, pois presidia o Conselho de Administração da Petrobrás durante a venda, que autorizou. A acusação acaba de ser lida no plenário do Tribunal de Contas da União e servirá para alimentar o pedido de afastamento de Dilma, a tramitar no Congresso.
Junte-se a essa explosiva situação a não menos pior sorte do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a um passo de ser catapultado de suas funções por decisão do Supremo Tribunal Federal. Seu último ato poderia ser, como vingança, a aceitação do pedido de impeachment.
Em 48 horas, tudo mudou. Parece desfeito o acordo entre Dilma e Cunha para um salvar o mandato do outro, já que a natureza das coisas prevaleceu na dinâmica política. À lambança conduzida pelo presidente da Câmara para impedir a sessão do Conselho de Ética, quinta-feira, juntou-se, na sexta, a nova denúncia contra a presidente da República, no TCU. 
A impressão é de que a chefe do governo acaba de perder o que lhe restava de sólida base parlamentar, assim como ao representante fluminense começa a faltar número suficiente de deputados para respaldá-lo.
Estivesse o país vivendo dias normais e dificilmente chegaríamos a esse ponto de ebulição, mas como evitá-lo em plena crise, com o desemprego se multiplicando, a inflação chegando aos dois dígitos, os impostos crescendo, os direitos trabalhistas sendo reduzidos e a corrupção campeando?
Registra-se à vista de todos a rejeição da sociedade às instituições encarregadas de conduzi-la. Ninguém acredita mais em partidos políticos, em governos e mesmo em associações civis. O ensino e a saúde viram-se criminosamente contingenciados no orçamento, os serviços públicos permanecem em queda livre, até a natureza nos castiga. Por que salvar Dilma e Cunha, mesmo diante da evidência de não serem os únicos responsáveis pelo caos?
Falta de ar ou de terra?
Milton Campos era candidato a vice-presidente da República em1960, viajando com o presidenciável Jânio Quadros por todo o país. O avião que os conduzia perdeu-se nos céus de Mato Grosso, o combustível se esgotava e a comitiva se exasperava. A aeromoça aproximou-se do velho professor de democracia, pálido e sem falar, perguntando: Dr.Milton, o senhor está com falta de ar? Resposta imediata: Não, minha filha, estou é com falta de terra... (Carlos Chagas) 

Negociar com terroristas. 
Deve estar bem presente na lembrança de todos a espantosa declaração da presidente Dilma na Assembleia da ONU, em 23 de setembro do ano passado, recomendando diálogo, acordo e intermediação para resolver o terrorismo do EI. Na véspera, os Estados Unidos haviam bombardeado posições dos terroristas e nossa mandatária lamentou enormemente a conduta. Perguntei então: como negociar com aqueles degenerados? Quem iria levar um papo com eles? A própria presidente? O Marco Aurélio Garcia? Nesse tipo de encontro, o negociador entra com o pescoço e o EI com a faca. O negociador com a mulher e o EI com o estuprador.
Percebeu-se, então, a coerência entre aquelas declarações e os seguintes fatos: 
a) a criação do Foro de São Paulo, por Lula e Fidel, com a presença das FARC e as estreitas relações entre o PT e a narcoguerrilha colombiana, conforme insistentemente denunciado por Olavo de Carvalho; 
b) a acusação feita por Lula ao presidente Álvaro Uribe, em 2002, de praticar terrorismo de estado contra as FARC; 
c) a posterior recusa de Lula, já presidente, ao pedido colombiano, para que o Brasil reconhecesse as FARC como organização terrorista; 
d) as posições do governo petista, sempre alinhadas com as posições do grupo terrorista Hamas; 
e) o apoio às pretensões atômicas do iraniano Ahmadinejad, malgrado sua declarada intenção de destruir Israel.
Lembremos, também, que vários de nossos atuais governantes participaram de ações terroristas durante a luta armada nos anos 60 e 70. Sequestravam personalidades e aeronaves, explodiam bombas, rugiam ameaças. Não estaria aí a causa principal da indulgência do nosso governo para com esse tipo de ação política? Além disso, as forças dirigentes da política externa brasileira jamais expressaram às nações democráticas qualquer sentimento de proximidade e parceria semelhante ao que cultivam com as ditaduras comunistas e com os tiranetes da Ibero-América.
Enfim, ninguém se ofereceu, em 2014, para um tête-a-tête com o califa Abu Bakr Al-Baghdadi. Agora, diante dos atentados de Paris, com os estragos produzidos pelo EI e outros grupos jihadistas jogando milhões de refugiados sobre a Europa, pergunto: a presidente mudou o tom? Muito pouco. Dilma ficou consternada, expressou solidariedade ao povo e ao governo francês, chamou os terroristas de covardes e disse, textualmente que - os atos cometidos em Paris devem ser combatidos sem trégua. Isso é combate ao terrorismo? Não. Isso é combate a alguns terroristas na França. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor)

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