28 de nov de 2015

Politicagem e corrupção: Brasil perde.

• Juros do cheque especial sobem a 278%; rotativo do cartão cai a 406%. 
• O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, declarou que pode decidir na segunda-feira sobre todos os sete pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O jogo com o tempo é claro: na terça-feira o Conselho de Ética decidirá pelo prosseguimento ou não do processo de sua cassação e, para escapar. 
• Hoje preso e abandonado, Delcídio fará falta para Dilma. O líder do governo era considerado bom articulador, com trânsito entre aliados e oposicionistas. Primeiro prejuízo do Planalto com a prisão do senador será com o projeto de repatriação de recursos. 
• Dilma decide bloquear R$ 10 bi no Orçamento. Decreto de contingenciamento será publicado na próxima segunda-feira; a medida tornou-se necessária devido à não aprovação da nova meta fiscal deste ano pelo Congresso Nacional; a presidente também cancelou sua ida para o Japão e para o Vietnã. 
• O Ministério das Relações Exteriores deu a ordem nesta sexta-feira (27) para as representações, consulados e embaixadas brasileiras em todo o mundo “limparem” as contas até dia 4 e pagar o que for possível para evitar o bloqueio da grana, ordenado pelo governo Dilma. Outros órgãos públicos no Brasil estão seguindo a mesma orientação do Itamaraty, mas o governo ainda não revelou os detalhes do bloqueio. 
• Dilma vai ignorar determinação legal que manda cortar R$ 107 bi. Sem nova meta fiscal aprovada, bloqueio teria de ser feito na próxima segunda. • Governo anuncia ação de R$ 20 bi contra Samarco, Vale e Bhp. 
• Prisão do senador Delcídio do Amaral indica que hoje ninguém está a salvo de ser punido pela Justiça. Senado evitou suicídio institucional ao manter prisão de Delcídio. Com prisão de Delcídio, Supremo quis mostrar que não é influenciável. Empresa da qual banqueiro preso é sócio ganhou R$ 700 milhões da Petrobras. Advogado de Cerveró, acusado de obstruir a Lava Jato, é preso no Rio de Janeiro. Autor de gravação que incriminou senador, filho de Cerveró recebe apoio na redes. Pedido de cassação de Delcídio deve ser entregue na terça. 
• Família de Delcídio pressiona para que ele delate todos, depois de Lula chamá-lo de idiota. Com a prisão de Delcídio do Amaral, agora são 13 os senadores investigados na Operação Lava Jato. Entre eles, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), a ex-ministra e senadora Gleisi Hoffmann (PT) e o senador Fernando Collor de Mello (PTB). Após as palavras de Lula, se achando o 'expert' da politicagem, ao chamar Delcídio de imbecil e idiota por ter sido pego. 
• Delcídio Amaral, chateado, confirma voz na gravação. Ele confirmou à Polícia Federal que a voz que está na gravação feita por Bernardo Cerveró é dele mesmo. O senador alegou, porém, que não ofereceu mesada de R$ 50 mil mensais à família de Nestor Cerveró para evitar sua delação premiada. O petista, que já é alvo de investigação no Supremo, prestou depoimento à PF hoje à tarde por cerca de quatro horas. Seu advogado Maurício Silva Leite disse ao G1 que Delcídio foi confrontado com trechos da gravação e deu sua versão para os fatos. O senador está muito chateado, está aguardando sereno o desenrolar das investigações, mas tá muito preocupado com tudo isso que aconteceu, contou o advogado, que divulgará amanhã uma nota à imprensa. (OAntagonista) 
• Suplente de Delcídio é ligado a dois presos na Lava-Jato. Pedro Chaves, que pode assumir o mandato no caso de renúncia ou cassação do petista, fez fortuna no Mato Grosso do Sul no setor de educação. Novo na política apesar dos 70 anos, tem relação familiar com o pecuarista José Carlos Bumlai. 
• Cobrado por lideranças da sociedade, como o empresário Jorge Paulo Lemann, a dialogar com o ex-presidente Lula em busca de saídas para a crise política, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu fechar de vez as portas para um eventual entendimento; Sempre me dispus a conversar com o Lula, mas agora não há mais condições. No momento, ele não merece o meu respeito. Só depois de se explicar, e se me convencer, diz FHC, cantando de galo; Não quero conversar com quem pode estar envolvido nisso. Quero ver primeiro quem vai sobrar, quem vai ficar de pé. Aí sim, podemos conversar; fala de FHC ocorreu após a prisão de Delcídio Amaral (PT-MS), que foi diretor da Petrobras no seu governo FHC, em diálogos gravados, ter receio de revelações sobre propinas pagas pela Alstom, empresa-símbolo da corrupção tucana. 
• Lava-Jato: Romário se enrola sobre conta suíça e envolve BTG. Muda versão e admite ter tido conta em banco de André Esteves. 
• Demitido há duas semanas da Globo News, canal no trabalhava há 19 anos, o jornalista Sidney Rezende não teve direito a um e-mail de despedida, escrito pelo diretor-geral de jornalismo e esportes da Globo, Ali Kamel, e distribuído a todos os jornalistas da casa, como é de praxe na emissora; Rezende disse a amigos que Kamel propôs a ele um e-mail de despedida dizendo que o jornalista estava saindo do Grupo Globo a pedido, para cuidar de negócios particulares. Rezende não concordou e sugeriu a Kamel que ele deveria dizer a verdade; Kamel optou por não escrever nenhuma nota; Rezende foi demitido por criticar pauta anti Brasil. 
• Investigação iniciada na Operação Zelotes questiona contrato da empresa de Luís Cláudio, a LFT, de marketing esportivo; segundo a versão da PF o conteúdo da consultoria foi copiado da internet; a defesa do filho do ex-presidente diz que foram entregues relatórios sobre cada um dos projetos elaborados pela consultoria, que todos os valores foram declarados à Receita Federal e que houve a emissão de notas fiscais.
• Quatro terremotos nesta semana atingem cidades de três estados do Brasil e do Peru. 
• PF vai investigar vazamento de delação de Cerveró. Uma cópia do documento foi parar nas mãos do banqueiro André Esteves. 
• Ações da ABI e da OAB contra a Lei do Direito de Resposta mostram que norma tem de ser revista. 
•  Brasil enviará cônsul a eleição parlamentar na Venezuela. Redução do status do representante vem após TSE protestar contra pleito. 
 • Banco Central quer evitar volta de Esteves à chefia do BTG. Para BC, banqueiro deve ficar afastado da instituição mesmo se for solto. 
• Inaugurado por Dilma, Canal do Sertão de AL foi superfaturado, diz TCU. 
• João Havelange é internado no Rio, mas quadro é estável. Aos 99 anos, o ex-presidente da Fifa apresenta problemas pulmonares. No ano passado, ele superou uma infecção respiratória parecida. 
• Atirador dispara em clínica de aborto nos EUA e fere ao menos 9 num ataque em Colorado Springs, estado do Colorado (EUA). As vítimas foram atingidas por um homem que disparou com uma espingarda no Planned Parenthood, um centro de planejamento familiar; o atirador foi capturado, após pelo menos três horas de cerco policial. 

Mistérios dentro de enigmas cercados por charadas.
Do presidente do partido, Rui Falcão, ao ex-presidente Lula, passando pela presidente Dilma e os ministros petistas - todos optaram por lançar Delcídio do Amaral ao mar, como carga supérflua. Continuar flutuando tornou-se essencial para eles, mesmo com o sacrifício do agora ex-líder do governo no Senado. Mais do que os anéis, sacrificaram um dedo gordo, isso depois de terem cortado outros, como José Dirceu e demais condenados no mensalão. O diabo é que o PT vai ficando maneta. Já não consegue manipular os desafios que se sucedem. Logo a embarcação dos companheiros irá a pique e seus principais dirigentes tomarão o rumo das profundezas.
A pergunta é saber se chegarão a 2018 antes do naufrágio. As variadas pesquisas de opinião, as ostensivas e as reservadas, indicam que o PT não manterá poder. Aproxima-se o ensaio geral, daqui a menos de um ano, com as eleições municipais. Se o fracasso já era previsto para a escolha dos prefeitos das capitais estaduais e principais cidades, mais escancarado se torna com o decorrer dos dias. Prenúncio da derrota maior quando se tratar da eleição do sucessor de Madame. Hoje, nem o Lula se salvaria, ainda que a indefinição sobre os candidatos oposicionistas torne a disputa nebulosa. Fora do ex-presidente, porém, nenhuma hipótese petista.
Do lado dos tucanos, Aécio Neves, Geraldo Alckmin ou José Serra? No cada vez mais distanciado PMDB, o vice Michel Temer conseguirá empolgar? Entre os avulsos, Ciro Gomes, Ronaldo Caiado, Marina Silva, Jair Bolsonaro, Álvaro Dias, Cristóvam Buarque, Joaquim Barbosa e quantos mais?
Aguarda-se o desdobramento do petrolão. Entre companheiros, peemedebistas e integrantes de outros partidos, o desespero é grande. Nem se fala dos empreiteiros e banqueiros também envolvidos. Mas chumbo grosso virá com certeza. O ministro Teori Zavaski recomendou que se espere mais denúncias. O juiz Sérgio Moro não esmorece. E o país inteiro aplaude cada nova ação do Judiciário.
Em suma, as preocupações com 2018 ficam esmaecidas diante das surpresas de 2015 e seguintes. Ainda na próxima semana saberemos se o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, dará andamento a um pedido de impeachment contra a presidente Dilma, reação prévia a sua provável condenação por falta de decoro parlamentar pelo Conselho de Ética. Nesse caso, se aprovado o afastamento da presidente por deputados e senadores, assumiria o vice Michel Temer, com a dúvida sobre se teria condições de pleitear a reeleição. Obviamente, se o Congresso não rejeitar o princípio do segundo mandato, imposto desde os tempos de Fernando Henrique. Mistérios dentro de enigmas, cercados por charadas. (Carlos Chagas) 

Andre Esteves simboliza o poder da plutocracia na política nacional./
. O que acontece quando a plutocracia toma de assalto a democracia?
. Bem, os episódios das últimas horas contam tudo. 
. O banqueiro André Esteves simboliza os estragos que o dinheiro sem freios e limites promove na cena política.
. André Esteves, do BTG Pactual, deu 9,5 milhões de reais para a campanha de Dilma e 7,5 milhões para a de Aécio.
. Para Eduardo Cunha, ele deu 500 mil reais. Quer dizer: deu entre aspas. Ninguém dá dinheiro, sobretudo nos montantes de Esteves.
. Seu banco só deu menos dinheiro na campanha de 2014, entre os gigantes do sistema financeiro, que o Bradesco.
. O dinheiro não destrói tudo, naturalmente. Pode construir coisas boas, na verdade.
. Mas o dinheiro simplesmente destruiu as bases da política brasileira.
. O dinheiro compra até o amor verdadeiro, disse, numa frase célebre, Nelson Rodrigues. Na política brasileira, como se viu com Esteves, compra até uma delação confinada, supostamente, a um pequeno núcleo da Lava Jato.
. Plutocratas como André Esteves são os responsáveis pelo pior Congresso que o dinheiro poderia comprar.
. A obra magna deles foi Cunha, um mestre na arrecadação de dinheiro que acabou financiando campanhas para outros candidatos socialmente deletérios como ele próprio.
. São, ou eram, seus paus mandados, na expressão consagrada de delatores que temiam até por sua vida ao falar em Cunha.
. Controlando-os pelo dinheiro, Cunha chegou à presidência da Câmara e, com seus métodos brutais, impôs uma pauta que representa a essência do atraso.
. Como esquecer a votação para suprimir direitos trabalhistas pela terceirização?
. Como esquecer as gambiarras para preservar aquilo que o fez ser o que é ou foi, o financiamento privado das campanhas?
. E no entanto nada, rigorosamente nada é tão importante para o combate à corrupção quanto o fim da farra do dinheiro privado nas eleições.
. A plutocracia não dá dinheiro. Ela investe. São coisas bem diferentes. O papel dos candidatos bancados pelos plutocratas é defender os interesses de um ínfimo grupo privilegiado.
. Para um país cuja marca é a desigualdade social, é uma tragédia.
. Você dá ares de legitimidade, através do Congresso, a um processo de pilhagem sobre os brasileiros mais humildes.
. Onde estão os congressistas mais combativos pelos direitos sociais, como Jean Wyllys? Não por acaso, no PSOL, o único partido que rejeita dinheiro da plutocracia.
. Pelas circunstâncias, André Esteves é o rosto da ocupação do Congresso pelo dinheiro.
. É preciso promover, com urgência, uma desocupação.
. E o primeiro e imprescindível passo é controlar, rigidamente, o dinheiro por trás das campanhas. (Paulo Nogueira, jornalista) 

Oneroso para o consumidor.  
Leilão das hidrelétricas - Li e ouvi em vários meios de comunicação que o governo Dilma considerou a venda de 29 usinas hidrelétricas, através de leilão realizado ontem, na Bovespa, um grande sucesso. Este sentimento, é preciso esclarecer, se deu, certamente, porque o governo conseguiu arrecadar R$ 17 bilhões com a venda das outorgas. 
Preguiça - Como se sabe, a maioria do povo não tem o hábito de pensar. Para driblar a preguiça, ou o analfabetismo, deixa para a imprensa a tarefa do esclarecimento e/ou formação de opinião sobre tudo que acontece.
R$ 17 Bilhões - Como a mídia, em geral, resolveu aplaudir o resultado do leilão porque o valor arrecadado contribui para a diminuição do déficit público, a maioria dos brasileiros ficou satisfeita. No entanto, o que o povo ainda não sabe é que vai pagar, integralmente, os R$ 17 Bilhões obtidos com a venda das outorgas.
Venda de outorgas - Ora, para começar é preciso que todos saibam que a venda de outorgas pelo maior valor apregoado, significa operação onerosa para o consumidor. Ou seja, o concessionário vencedor da licitação cobrará dos consumidores de energia o valor que pagou no leilão, ao longo do período da concessão. Simples assim.
Não oneroso - Caso o governo tivesse optado pelo sistema de oferta de menor valor da tarifa de energia, aí o concessionário vencedor da licitação estaria transferindo este importante benefício para os consumidores. É o leilão não oneroso para o consumidor
Novo imposto - De novo: o que o governo Dilma-Petista fez, portanto, foi um leilão oneroso. O que é condenável sob todos os aspectos porque o ônus, representado pelos R$ 17 bilhões que o governo vai receber dos vencedores da licitação, nada mais é do que um novo imposto a ser pago pelos consumidores de energia
O Juiz da Lava Jato, Sergio Moro, diz não ter visto iniciativas do Congresso, ou do próprio governo federal, em avançar no combate à corrupção mesmo após todos os desdobramentos da operação e os protestos da população. Fica claro, portanto, que o povo não elege políticos que representem a sua vontade, tanto no Executivo quanto no Legislativo. No Judiciário, nem isso. (GSPires) 
Tudo é considerado impossível até acontecer. (Nelson Mandela)

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