11 de nov de 2015

Nada mais dito, engaveto tudo...

• Essa é mais uma do governo e Câmara para sacrificar o povo por mais 30 anos. Energia elétrica: Câmara repassa ao consumidor custos da seca. Medida Provisória que aumenta bandeira tarifaria em razão do risco hidrológico (produção mais baixa em decorrência da falta de chuvas), além disso, a medida também autoriza novos leilões de hidrelétricas, com os quais o governo pretende arrecadar R$ 17 bilhões. Segue para o Senado. 
• Caminhoneiros bloqueiam rodovias no país no terceiro dia de protestos. Dilma abusa do poder, muda lei de maneira ditatorial e multa de até R$ 19 mil já está valendo. Novo valor da multa para quem bloquear estradas será de R$ 5.746, valor antes fixado em R$ 1.915; quem organizar eventos terá de pagar R$ 19.154; aqueles que receberem multas também não poderão tomar crédito para a compra de veículos por dez anos. Governo manda e forças policiais iniciam repressão contra caminhoneiros. Ministro da justiça volta falar em 'golpe', manda multar e 'descer o cacete' nos caminhoneiros, já o MST pode fazer o diabo, ainda armado e ninguém diz nada, ao contrário, dão dinheiro aos vagabundos. 
• Convocação dia 15./ Aqui
• PSDB na Câmara agora decide pedir saída de Cunha. Decisão foi tomada quase três meses depois de o presidente da Casa ter sido denunciado ao STF por suspeita de envolvimento no petrolão. Partido promete divulgação de nota e pressão pelo afastamento do deputado em plenário. Procuradoria-Geral da República quer apurar se presidente da Câmara usou laranjas para movimentar recursos e obter mais informações sobre conta não declarada em banco norte-americano. • Governo tira dinheiro previsto em orçamento, sucateia e abandona portos no Brasil. 
• O Pros comprou um helicóptero de R$ 2,4 milhões com recursos originários do fundo partidário; aeronave, modelo Robinson R66 Turbine, de prefixo PP-CHF, se juntará a um bimotor adquirido pelo partido em 2014; nenhum dos três maiores partidos políticos do Brasil, PMDB, PT e PSDB, possuem aeronaves próprias. O Pros é a 15ª maior bancada do Congresso Nacional; Isso é um absurdo. Como pode usar dinheiro público para comprar helicóptero só para vir de Planaltina de Goiás para Brasília", disparou o líder da legenda na Câmara, Domingos Neto (CE); trajeto de 60 quilômetros é feito constantemente pelo presidente nacional da legenda, o ex-vereador de Planaltina de Goiás Eurípedes Júnior. 
• Lei para repatriar dinheiro atende a bandidagem. É mesmo estarrecedor o projeto que prevê a repatriação de dinheiro transferido ilegalmente ao exterior. Na prática, permite anistiar dinheiro sujo de corrupção, contrabando, sonegação, assalto, tráfico, resgate de sequestrados etc. O projeto veda a punição de sonegação, inclusive de contribuição ao INSS, falsificação de documento (público ou particular), evasão de divisas e lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores. Projeto carimbado: Na oposição, prospera a suspeita de que o projeto de repatriação de dinheiro foi criado para beneficiar pessoas ligadas ao governo. (Diário do Poder) 
• Cartilha de 34 páginas, que contou com o aval do presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, afirma que tanto os integrantes da força-tarefa da Lava Jato como o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, trabalham, em sintonia com setores da imprensa, para aniquilar de vez a legenda; Mentem sob a proteção da toga, nos mais altos tribunais, afrontando a consciência jurídica da Nação em rede nacional de TV. Mentem sob a impunidade parlamentar, disseminando o ódio nas redes sociais. Mentem sob a proteção da autonomia funcional, forjando procedimentos investigatórios sem base alguma, apenas para produzir manchetes, diz o texto. 
• TCU descobre prejuízo criminoso de R$ 3 bilhões em refinarias e abre investigação contra Dilma. 
• Filho de ex-deputado contradiz Cunha e delator sobre depósitos na Suíça. Apontado pelo lobista João Henriques como um possível operador em favor de Cunha no esquema de corrupção na Petrobras, Felipe Diniz disse que nunca indicou qualquer conta de Cunha, muito menos na Suíça
• Jato Cessna Citation que caiu no município de Guarda-Mor (MG), divisa com Goiás, na noite de terça-feira transportava executivos do Bradesco; segundo a Aeronáutica, o avião Cessna Citation 7, de prefixo PT-WQH, decolou às 18h39 de Brasília com destino a São Paulo; quatro pessoas estavam à bordo - dois tripulantes e dois passageiros; entre os mortos está o presidente da Bradesco Vida e Previdência, Lucio Flávio de Oliveira; presidente da Bradesco Seguros, Marco Antônio Rossi, também morreu no acidente. 
• Lula e ministros do núcleo político vêm realizando forte campanha pelo nome de Meirelles junto à presidente Dilma como alternativa para substituir Levy e acelerar a retomada do crescimento econômico, informa Valor Econômico. 
• Dilma ignora paralisações e governo torra mais de R$ 150 milhões para divulgar Olimpíadas. 
• Juiz Moro diz a presos e delatores: eu também estou cansado de ouvir a mesma história
• Justiça determina à Samarco conservação de provas do dano ambiental. Mineradora terá também de fornecer um helicóptero para sobrevoar a parte capixaba do Rio Doce atingida pelos rejeitos. Bombeiros confirmam sexta morte em Mariana. O abalo sísmico registrado na região de Mariana não alterou a rotina das equipes de busca e salvamento. João Munhós de Souza, procurador da República em Colatina (ES), disse que, para casos de danos ambientais, a jurisprudência tem sido clara no sentido de que não é necessária demonstração de culpa da empresa pelo evento que gerou o dano para que ela seja obrigada a arcar com os custos de reparação; Basta a demonstração de que houve o dano e que houve uma relação entre dano causado e a atividade empresarial desenvolvida pela empresa, que ela se torna responsável pelo dano causado, disse. 
• Relator da LDO reduz R$ 30 bilhões na meta do superávit de 2016. A líderes de partidos na Comissão Mista de Orçamento, deputado Ricardo Teobaldo sugeriu que União fique responsável em apresentar R$ 4,4 bilhões em saldo positivo para o próximo ano. 

• Terremoto de 5.3 mata funcionário bolivariano do regime Madurista na Venezuela. 
• Candidato de centro-direita na disputa presidencial da Argentina, o oposicionista Mauricio Macri, sinalizou querer uma maior aproximação com o Brasil. 
• Produção industrial na China cai para 5,6% em outubro. 
• Putin discute preparativos da Rússia para Olimpíadas no Brasil. Chefe de laboratório russo pede demissão após escândalo de doping. 
• Migrações: pelo menos 14 pessoas morrem afogadas na costa da Turquia. 

O adeus de Caetano Veloso. 
. Caetano Veloso publicou um texto nesta Folha [A paz que eu não quero?, caderno Ilustríssima, 8.nov] e a polêmica rebentou. Nele, Caetano confessa que não volta mais a Israel e que agora está do lado palestino no intratável conflito entre judeus e árabes. Para os críticos do cantor, eis uma posição antissemita.
. Li o texto com interesse. E, com a devida vênia aos críticos, desde quando discórdias profundas com o governo de Israel qualificam qualquer pessoa como antissemita?
. Se as palavras ainda significam alguma coisa, em nenhum momento do texto encontrei essa aversão criminosa a judeus (como um todo) que define um verdadeiro antissemita.
. Pelo contrário: confrontado com radicais palestinos que defendem a eliminação de Israel, a atitude de Caetano é sempre a mesma. Distância. Caetano Veloso não se esquece dos loucos que também existem do seu lado das barricadas.
. O texto do músico relata apenas a experiência pessoal de quem visitou a Cisjordânia e não gostou do que viu. Eu também já visitei a Cisjordânia e não gostei do que vi.
. A questão relevante, porém, não passa por gostar ou não gostar. Passa por entender como e porque se chegou até aqui. Ou, por outras palavras, por que motivo não é possível trocar território por paz?
. A resposta é simples, mas trágica: porque, historicamente falando, a parte árabe sempre recusou essa troca. Ainda durante o mandato britânico, depois da Primeira Guerra Mundial, foram várias as tentativas para uma divisão da Palestina entre os povos que já a habitavam sob dominação turco-otamana.
. O filme foi repetidamente o mesmo: aceitação judaica, recusa árabe. E, se assim foi durante o mandato britânico, assim continuou com o Plano de Partição das Nações Unidas (1947) e até, ironia das ironias, com o fim da Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando a Cisjordânia foi ocupada.
. Sobre essa ocupação, importa dizer três coisas que Caetano talvez desconheça.
. Primeiro, que o conflito de 1967 tornou-se inevitável ante os planos do egípcio Nasser para riscar Israel do mapa.
. Segundo, que ela não era terra palestina; desde a guerra de 1948, a Cisjordânia estava ocupada pela Jordânia, da mesma forma que Gaza estava sob ocupação do Egito. Curiosamente, ou talvez não, os palestinos nunca se mostraram muito combativos contra essas ocupações de terras que eram suas.
. E, terceiro, que Israel tentou a devolução dos territórios desde que os seus inimigos árabes aceitassem a paz, o reconhecimento e as negociações com Israel. 
. Os inimigos árabes, chefiados por Nasser, preferiram reunir-se em Cartum, capital sudanesa, em cimeira que ficou para a história como a Cimeira dos Três Nãos: não à paz, não ao reconhecimento e não às negociações. 
. Hoje, a ocupação continua porque, entretanto, Israel conheceu um novo episódio traumático: em 2005, o premiê Ariel Sharon retirou as tropas unilateralmente de Gaza, acreditando que esse primeiro passo levaria a um segundo. A retirada da Cisjordânia. 
. Será preciso lembrar a Caetano Veloso o que aconteceu em Gaza depois da retirada israelense e da vitória eleitoral do Hamas - um grupo terrorista que, na teoria e na prática, defende a total destruição de Israel? E que passou a usar Gaza como rampa de lançamento de foguetes para o interior do Estado judaico? 
. O fim da ocupação da Cisjordânia foi adiado sine die, não por opção de Israel, mas porque os radicais deixaram Israel sem opções. 
. Caetano Veloso ama Tel Aviv, mas declara que não tenciona lá voltar. É um direito que lhe assiste. 
. Mas talvez seja importante lembrar que a cidade é esse Rio de Janeiro banhado pelo Mediterrâneo não por causa da ocupação - mas porque é a mais judaica das cidades judaicas. 
. Fundada em 1909 por emigrantes judeus - ainda a Palestina era parte do Império Otomano -, ela expressa o tipo de cosmopolitismo e familiaridade que não se encontra nas capitais islâmicas da vizinhança. Capitais de países onde democracia, respeito pelos direitos humanos ou igualdade entre os sexos são produtos raros. Seria uma pena que Caetano Veloso, um homem inteligente, trocasse Tel Aviv por Damasco, Teerã ou Riade. (João Pereira Coutinho, escritor português, doutor em ciência política e colunista do Correio da Manhã) 

A queda do muro latinoamericano está próxima? 
Muro de Berlim - Ontem, 9 de novembro, o mundo todo, notadamente os europeus, comemorou a passagem do 26º aniversário da queda do Muro de Berlim. Ainda que cinco dias antes (4/11) mais de 500 mil manifestantes resolveram ocupar a praça Alexanderplatz, em Berlim Oriental, para protestar em prol de uma reforma do Estado, o Muro foi aberto no dia 9, quando o governo percebeu que não contava mais com a confiança popular.
. Pois, na medida em que o mundo comemorava a queda do comunismo na Europa, na América Latina um grupo formado e liderado por Lula e Fidel Castro, batizado com o nome Foro de São Paulo, totalmente inconformado deu início às obras de construção de um outro Muro, conhecido como bolivariano.
Início da queda - Pois, passados quase 26 anos da criação do Foro de São Paulo (aniversaria em maio), se tudo que está acontecendo no Brasil e na Argentina realmente der certo, em breve poderemos comemorar o início da queda do Muro Bolivariano. 
Argentina - Se no Brasil ninguém mais aguenta o PT, e muito menos a presidente Dilma, na Argentina, pelo que informam as recentes pesquisas de intenção de voto, o candidato Mauricio Macri, da oposição, está muito próximo da vitória no segundo turno da eleição presidencial, marcada para o dia 22 de novembro. 
Mercosul - Como o Mercosul já deixou de ser um Bloco Comercial para se tornar um braço forte do Foro de São Paulo, o candidato Macri já deu um recado importante: caso saia vitorioso (rezo para tanto) promete solicitar uma reunião extraordinária do Mercosul para pedir a aplicação da cláusula democrática contra a Venezuela, caso o Governo Maduro não liberte López, acusado de incitar à violência durante protestos no ano passado. 
Eixo latinoamericano do mal - Como se vê estamos, nós latinos, muito próximos de começar a destruir o eixo latinoamericano do mal. Depende, exclusivamente, da vontade dos brasileiros, argentinos e demais países que sofrem com a destruição econômica promovida pela Matriz Bolivariana. 
Precursores - Os argentinos podem ser os precursores da mudança política e econômica através do voto, no próximo dia 22/11. Os brasileiros, por sua vez, tem tudo para exigir o afastamento do governo do PT, presidido pela presidente Dilma, considerado o mais corrupto e incompetente deste mundo. Com a palavra, e as ações, o povo descontente. (GSPires)

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