20 de nov de 2015

E volta ela com a CPMF...

• Dia da Consciência Negra tem shows para celebrar a data. Roteiro reúne espaços para mergulhar na cultura afro-brasileira. Pela 1ª vez, 51% dos jovens negros estão no ensino médio. Fator que mais explica avanço é redução da reprovação e da evasão. 
• Lei do direito de resposta é hostil à liberdade de imprensa. 
• Gasolina puxa a alta da prévia da inflação. Taxa em novembro é a maior desde 2010.
• Lama de Minas deve atingir área de 9 km de mar no Espírito Santo. Rejeitos podem afetar presença de algas, moluscos, crustáceos e peixes na região. Justiça dá 24 h para mineradora barrar a lama. Rejeitos vão chegar ao litoral do ES. Vale doou à metade dos deputados de comissão. Lama de MG deve atingir 9 km de mar no Espírito Santo. Cálculo foi feito por instituto da UFRJ feito a pedido do Ibama. Previsão é que a lama chegue ao mar nesta sexta-feira. 
• Cunha ameaça ir ao STF contra Conselho de Ética. Presidente da Câmara nega ter agido para barrar investigação no colegiado e resiste à pressão por sua saída do comando da Casa. Relator do caso no Conselho, Fausto Pinato diz ter recebido ameaças e obteve reforço na proteção pessoal. 
• O povo ficará a ver navios... Ex-presidente tucano FHC critica os 45 dos 47 deputados do partido que tentaram derrubar veto de Dilma Rousseff sobre o aumento do Poder Judiciário, que criaria despesas adicionais de R$ 39 bilhões; Posso até entender a lógica eleitoral, mas não acho correto diante da responsabilidade que temos com o país. O aumento era muito grande, disse ele; sobre a crise política, FHC diz agora que não vê pressão popular para um eventual impeachment: Não temos maioria clamando por nada. Se você faz a pergunta se o entrevistado quer que a presidente saia, ele vai dizer que quer. Eu acho que é um sentimento mais de distanciamento e de descrença; aparentemente, FHC agora quer dialogar; questionado sobre o fim das doações privadas, diz que a legislação tem que ser muito restritiva, aberta talvez para doações de conglomerados empresariais com um limite. 
• Voto impresso é passo atrás, afirma presidente do TSE. Toffoli diz que medida custaria R$ 1,7 bilhão e não poderá entrar em prática. 
• Revisão dos dados do PIB de 2012 e 2013 confirmam o péssimo desempenho da economia sob Dilma. 
• Pedalada? Governo prepara reforço de capital para Petrobras. Intenção é adotar uma operação conhecida como instrumento híbrido de capital e dívida, já utilizada anteriormente para reforçar o patrimônio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, segundo o Broadcast, da Agência Estado; sistema funciona como um financiamento sem data de vencimento, que não diluiria os minoritários nem teria impacto no resultado fiscal do governo; sob o comando de Aldemir Bendine, a Petrobras já levantou este ano mais de US$ 14 bi em financiamentos externos para melhorar caixa. 
• Câmara: Com sessão esvaziada não houve quórum para votação da Medida Provisória que autoria a União a vender imóveis sob sua propriedade, incluindo terrenos de marinha. Parlamentares deixaram o plenário em protesto ao cancelamento da reunião do Conselho de Ética. 
• Condenado a 4 anos e 8 meses de prisão desde 2013 pelo Supremo Tribunal Federal, até hoje o senador Ivo Cassol (PP-RO) vem levando no bico o próprio STF, e exerce o mandato normalmente. Há 5 meses, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, recebeu o processo da relatora, ministra Carmen Lúcia, contrário à última manobra protelatória de Cassol. Mas Lewandowski mantém esse julgamento fora da pauta. (Diário do Poder) 
• Polícia Federal pede quebra de sigilo de operações do BNDES. Solicitação foi feita após apreensão, em junho passado, de diversos contratos relacionados a obras da Odebrecht em países no exterior. 
• Barusco confirma pagamento de propina em contratos da Sete Brasil. Em depoimento a CPI nesta quinta-feira, o ex-gerente de Serviços da Petrobras disse que não participou de negociações com representantes de fundos de pensão. 
• Após tragédia, Vale perde R$ 12,6 bi de valor de mercado. Desde o rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), os papéis da mineradora brasileira, comandada por Murilo Ferreira, despencaram 15,86% (ON) e 13,78% (PNA), enquanto o Ibovespa subiu 0,9%; controladora da Samarco ao lado da BHP Billiton, a Vale perdeu R$ 12,6 bilhões em valor de mercado desde o último dia 4, véspera do desastre, segundo a consultoria Economática.
• Desemprego vai a 7,9% em outubro, maior taxa para o mês desde 2007. Brasil tem 1,9 milhão de desocupados. Número é o maior em 13 anos, diz IBGE. 
• Emissões ligadas à energia sobem 6% no país em 2014. Valor total de CO2 liberado na atmosfera pelo país está estável desde 2009. 
• Casos de corrupção causam efeito dominó na Conmebol. Três cartolas estão presos, dois renunciaram e dois não vão mais na entidade. 
• Desigualdade entre homens e mulheres dispara no Brasil em 2015. Ranking publicado pelo Fórum Econômico Mundial mostra o país na posição 85 entre 145 nações; Em 2014, estava em 71º lugar.
• Cresce nº de pessoas que voltam a ter dívidas após limpar nome. 
• Motorista tem vencimento de até R$ 32 mil no TCE do Rio. Análise de 500 nomes constata que 94% recebem salários brutos maiores que R$ 20 mil. 
• Deputado usa cota para abastecer em posto do irmão. Verba da Câmara bancou R$ 189 mil para que Wellington Roberto (PR-PB) enchesse o tanque de seus carros. Embora uso da cota em empresa de parente seja proibido, parlamentar diz não ver irregularidade e que não devolverá dinheiro. 

• Unasul nega veto a Jobim em eleição venezuelana. Ernesto Samper quer que TSE recue da decisão de boicotar missão no pleito. 
• Será que é possível virar o jogo contra o EI sem enviar tropas? 
• Estado Islâmico se mantém com petróleo, saque e sequestro. Facção radical funciona como uma corporação muito bem administrada. 
• A França informou que desconhece se o suspeito pelos ataques de Paris Salah Abdeslam está no país ou na Bélgica e nem se mais grupos ligados diretamente aos terroristas ainda estão à solta, disse o primeiro-ministro Manuel Valls.A ameaça está aí. Nós não sabemos neste momento da investigação se há grupos, indivíduos, que estão diretamente ligados com os ataques de sexta-feira à noite, afirmou; questionado se sabia se Abdeslam estava na França ou na Bélgica, Valls declarou: Não. A caçada continua; Salah Abdeslam, 26 anos, cidadão francês nascido em Bruxelas, é suspeito de ter alugado o carro usado nos ataques. 
• E aí? Mentor de ataques em Paris foi morto(?). Impressão digital confirmou que Abdelhamid Abaaoud morreu em operação ontem. 
• Crise empurra classe média argentina para Mauricio Macri. Segmento encolheu nos últimos anos na Argentina; famílias se queixam de inflação alta e corrupção. Néstor Kirchner, um nome onipresente na Argentina. Avós da Praça de Maio entram na campanha de Scioli. 
O grupo Rezidor, que administra o Hotel Radisson em Bamako, no Mali, está ciente da tomada de reféns que está ocorrendo. Duas pessoas fazem reféns 140 clientes e 30 empregados, diz um comunicado do estabelecimento; um tiroteio no hotel, no centro da capital, supostamente feito por jihadistas, levou à definição de um perímetro de segurança no local; hotel foi invadido por forças de segurança malinesas no final da manhã e dezenas de reféns foram libertados. 
• China mata 28 supostos terroristas em Xinjiang. 

Os artífices da baderna.
. O direito de manifestação é sagrado, mas a Constituição não sustenta o direto de baderna. Certos exageros são até toleráveis, em determinados momentos, mas não dá para aceitar o que se passa no entorno do Congresso, agora palco de violentos entreveros entre facções divergentes, onde até tiros tem sido disparados. Sem falar nos grupos que há semanas armaram barracas nos jardins fronteiriços, onde dormem, cozinham e lavam roupa, entre outras necessidades. Esses grupos perturbam o ingresso de parlamentares e funcionários, vociferando e agredindo, quando não tentam invadir as portarias e instalações próximas.
. Isso não é democracia. Significa barbárie, estranhamente permitida, quando não estimulada pelos dirigentes do Congresso. No caso, os dois maiores responsáveis, Renan Calheiros e Eduardo Cunha, presidentes do Senado e da Câmara. Falta-lhes autoridade, como talvez lhes sobre desfaçatez. Dá saudade dos tempos em que Antônio Carlos Magalhães impunha a ordem nas dependências e na periferia do Legislativo.
. Do jeito que as coisas vão, logo assistiremos batalhas campais na Praça dos Três Poderes, estimuladas por vândalos de tendências variadas, empenhados em demonstrar as vantagens da violência sobre a civilização.
. A pergunta que se faz é sobre como interromper esse triste processo de prevalência da baderna sobre a livre manifestação. Falta de policiamento não parece, pois além da Polícia Legislativa, sob comando direto das mesas da Câmara e do Senado, existem a Polícia Militar do Distrito Federal, a Polícia Federal e até a Polícia Rodoviária, facilmente mobilizáveis por simples telefonemas. Para começo de conversa, para proteger passeatas e manifestações pacíficas, mas, com firmeza, para evitar e interromper invasões, depredações e, agora, assentamentos espúrios e choques animalescos. Todo protesto é saudável, desde que limitado à ordem. Mesmo nos tempos bicudos da ditadura e diante da provocação das forças policiais, os manifestantes comportavam-se dentro de parâmetros civilizados. Inverteu-se a equação, fazendo desconfiar das intenções dos artífices da baderna. Importa não confundi-los com o cidadão comum, com ênfase para os jovens, indignados com o que se passa no país em termos de roubalheira institucionalizada, desemprego, falta de serviços públicos e indolência do Congresso, entre outras razões. Só que acampar nos jardins do Legislativo poderá constituir-se numa aventura galante e irresponsável, jamais em mecanismo capaz de dar eficiência aos poderes públicos.
. A imagem da Esplanada dos Ministérios, com seus jardins monumentais, vem sendo distribuída pela mídia internacional como verdadeiro Pátio dos Milagres saído das páginas de Victor Hugo. Com a diferença de que os bandidos não se encontram apenas do lado de fora da catedral... (Carlos Chagas) 

Bem-vindo, Uber X.  
Uber - O editorial que publiquei na semana passada, com título cultura do atraso, como já esperava, gerou manifestações de alguns leitores que resolveram, através de um elevado grau de resistência ao que é bom, necessário e saudável, comprovar o quanto é absolutamente verdadeira esta afirmação.
Liberdade de escolha - Esta fantástica resistência cultural se deu só porque saudei a chegada ao Brasil e, notadamente em Porto Alegre (que acontece hoje, 19/11), do serviço de transporte individual de passageiros oferecido através do aplicativo Uber.
Intervenção do Estado - Este comportamento revelado por manifestações absurdas identifica o quanto o povo brasileiro já se acostumou com a constante intervenção do estado na economia, com a ajuda incondicional das mais diversas corporações, que ditam e/ou impõem as regras que os governos devem aprovar e seguir. 
Liberdade - Ao invés de saudar a liberdade, qual seja de poder escolher o serviço de transporte que melhor entender, alguns leitores me escreveram para dizer que são contrários à chegada do Uber, alegando um monte de tolices. O curioso é que nenhuma delas contribui para a satisfação individual de quem pretende fazer uso do transporte oferecido pelo Uber.
Melhor para todos - Ora, se estes resistentes resolverem usar um milímetro de seus cérebros para entender que a chegada do Uber (e assemelhados) é bom para os usuários (pelo simples fato de poderem escolher) e excelente para os motoristas de táxis, que passam a ter mais mercado de trabalho. Até porque mais de 90% não são taxistas, ou seja não são os donos da licença (cartório) que autorizam a operação do serviço. 
Concorrência desleal - Alguns, em defesa do cartório e da intervenção do estado, disseram (sem o menor conhecimento) que os táxis pagam impostos, enquanto o Uber não. O que representa uma concorrência desleal, segundo informaram. 
Isenção tributária - Ora, como se vê, pelo argumento usado pelos resistentes dominados pela cultura do atraso fica claro o quanto defendem impostos e, por incrível que possa parecer, são contra o aumento de atividades/serviços.
. Além disso desconhecem que quem realmente goza de isenções tributárias são os taxistas, cujos veículos são isentos do pagamento de ICMS e IPI. No caso do Uber, é bom que fique bem claro, os veículos não tem qualquer isenção. 
Saudação - Como sou um defensor da liberdade saúdo a chegada do Uber X em Porto Alegre. Estou convencido de que os usuários vão ganhar muito com a concorrência, pois só ela tem a capacidade de fazer com que os serviços de transporte individual melhorem. Viva o Uber X. (GSPires) 
Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância. (Sócrates)

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