21 de nov de 2015

Com 1 dígito continua a flanar...

• Governo revisa contração do PIB para 3,1% em 2015. 
• Dólar fecha abaixo de R$ 3,70 na 5ª baixa consecutiva. 
• Emprego formal registra queda em ritmo recorde no Brasil. Outubro tem pior resultado desde 1992; no ano, país perde 819 mil vagas. 
• Nova revisão do governo projeta queda de 3,1% no PIB em 2015. 
• Incêndio na Chapada Diamantina, na Bahia, é considerado um dos três piores deste século. 
• Brasil fecha 169.131 vagas formais em outubro. É o pior resultado para o mês da série histórica; desde janeiro, foram mais de 800 mil postos fechados. 
• Inadimplência sobe, e Caixa eleva proteção contra calote. Excluindo setor imobiliário, atraso na carteira chegou a 6,3% no 3º trimestre.
• Depoimento compromete Dilma com Pasadena: Caiu como uma bomba, no Tribunal de Contas da União, o depoimento que compromete a presidente Dilma com a compra superfaturada da refinaria americana de Pasadena, que provocou prejuízos de US$ 800 milhões (ou R$ 3 bilhões) ao Brasil. O conselho de administração da Petrobras, presidido por Dilma, analisou e aprovou o negócio um dia após ser fechado, segundo contou Aghostilde Mônaco de Carvalho, funcionário da Petrobras, que depôs sob acordo de delação premiada; Presidente no comando: A pressa na aprovação da compra de Pasadena pelo conselho de administração coloca Dilma como um dos responsáveis pelo negócio; Espanto no TCU: O depoimento de Aghostilde foi lido pelo ministro Vital do Rêgo, relator da tomada de Contas Especial na Petrobras. Causou estupefação. (Diário do Poder) 
• Menos de 2% dos municípios têm nota máxima em transparência, diz CGU.
• Plano de emergência da Samarco ignora alerta a morador. Documento não prevê estratégia de aviso e tem telefones errados de agentes. Empresa diz que teve aval de órgãos públicos. MG e ES vão processar em conjunto a Samarco. Governadores se inspiraram em indenização bilionária paga pela British Oil no Golfo do México. Na quinta-feira vence prazo para que a Samarco deposite R$ 500 mi para o pagamento de indenizações. 
• Superada a tese da superioridade branca, restou a desigualdade. Último país a abolir a escravidão, o Brasil ainda preserva o preconceito contra afrodescendentes, embora em diversas pesquisas a maioria declare não ser racista; racismo definido pelo cientista social Florestan Fernandes (1920-1995) como o preconceito de ter preconceito leva muita gente a chamar uma pessoa negra de mulata, escurinha ou moreninha. 
• Incêndio histórico na Chapada Diamantina. Fogo já destruiu 30 mil campos de futebol na região onde nascem os principais rios da BA; turistas sumiram. 
• Outro Lula: Em outros tempos, quando Lula dava uma entrevista, o que falava tinha repercussão e orientava a militância, sem contar seus ministros amestrados Agora, na conversa com Roberto D’Ávila, o que restou foram contradições, devidamente exploradas pelos analistas políticos. A maior delas, certamente, é a de que ex-presidente não pode dar palpite. No caso dele, pode: troca ministros, tem reuniões semanais com Dilma, orienta entrevistas e faz recomendações a ministros. O Instituto Lula é um puxadinho do Planalto. No caso de Joaquim Levy, uma semana antes havia dito que o ministro estava com a validade vencida. É um outro Lula: nesse, poucos acreditam. (Giba Um) 
• Loterias no Brasil suscitam enormes esperanças nos apostadores, mas o grande vencedor é o governo.
• O Brasil e o terror: Apesar da negativa da presidente, existe ameaça a Olimpíadas do Rio.
• Pressão cresce e Cunha perde força. Deputados que ainda apoiam presidente da Câmara começam a se afastar. Oposição diz que Cunha usa cargo para se defender. PPS e Rede vão à Justiça pedir saída do deputado do comando da Casa. 
• Microcefalia e desastre em Minas mostram decadência institucional. Microcefalia pode se espalhar pelo país, diz ministério. Com surto, falta inseticida para mosquito da zika no Nordeste. Sumiço do produto deve-se à microcefalia. 
• Anvisa autoriza venda de teste para HIV na farmácia. Auto teste, disponível no exterior, é similar àqueles que detectam gravidez.
• Reunião do G20 mostrou dificuldades para alcançar um acordo capaz de deter o aquecimento global. 
• França aprova extensão do estado de emergência. Líderes políticos comprometeram segurança francesa. População vai resistir, mas descrédito dos partidos é cada vez maior. Conselho de Segurança da ONU autoriza todas as medidas contra ISIS. O texto propõe aumentar e coordenar a luta antiterrorista e manifesta a intenção de reforçar as sanções contra cidadãos e entidades relacionados com o grupo extremista Estado Islâmico. O documento pede ainda para que seja feito um maior esforço para deter o fluxo de combatentes estrangeiros que viajam para o Oriente Médio. 
• Bélgica aumenta alerta de terrorismo para nível máximo. 
• Rússia diz ter matado 600 rebeldes na Síria. 
• Ataque no Mali visa bastião francês antiterror na África. País africano concentra maior número de tropas de Paris no exterior. Grupo ligado a Al-Qaeda reivindica ataque no Mali. Grupo militante islâmico al Mourabitoun disse que é co-responsável junto com a Al Qaeda no Magrebe Islâmico por um ataque a um hotel na capital do Mali nesta sexta-feira, 20, em que pelo menos 27 pessoas morreram, disse a agência de notícias da Mauritânia Alakhbar; todos os reféns restantes estão em segurança e fora do hotel. 
• Argentina: Com troca de governo, repressores sonham com liberdade. Condenados veem esperança de sair da prisão com fim da era Kirchner. Desafio maior de Macri ou Scioli será a economia. 

Adeus à fraude. Voto impresso agora é lei.
. Dilma não queria o voto impresso e vetou. Mas o Congresso derrubou o seu veto.
. Agora, só falta acabar com o voto obrigatório, para esse País sair desse atraso. Leia

Parecem zumbis. 
Do festival de baixarias encenado na Câmara esta semana, em especial quinta-feira, sobressai o comportamento da bancada do PT. Negativamente, é claro. Como entender que depois de um mês guerreando Eduardo Cunha, os companheiros se tenham transformado em linha auxiliar do presidente dos deputados? Com raras exceções, faltaram à sessão iniciada pela manhã, visando não dar número no Conselho de Ética, ajudando a protelar o início do processo contra o parlamentar fluminense. Um desabafo proveniente de diversas gargantas oposicionistas fazia-se ouvir de quando em quando: onde anda o PT?
O gato comeu. Melhor dizendo, cumprindo ordens do palácio do Planalto, o partido integrou-se na missão impossível de salvar Eduardo Cunha. Por que? Por ser verdadeiro o abominável acordo da presidente Dilma com o singular personagem hoje empenhado em evitar sua condenação por quebra de decoro. O governo tenta garantir o mandato dele, Madame, de seu turno, vê engavetado o pedido de impeachment apresentado por antigos fundadores do Partido dos Trabalhadores. Um acordo digno da quadrilha de Al Capone.
Nem Cunha nem Dilma admitem a hipótese de defender-se das acusações, coisa que seria normal no caso de inocência. Como uma quebrou a Lei da Responsabilidade Fiscal e outro mentiu negando possuir dinheiro no exterior, empenham-se em sepultar os julgamentos antes de iniciados. Querem chegar incólumes ao fim do ano, adquirindo o oxigênio necessário para apagar a memória nacional.
A gente pergunta como foi possível essa transfiguração da legenda que um dia imaginou-se dona da ética e da moral. A resposta surge clara: com raras exceções, venderam-se os companheiros. Trocaram o ideal de mudar o país pelas mesmas concepções e interesses que combatiam. Pior do que esquecer ou não lembrar de seus antigos propósitos é a desfaçatez com que obedecem as novas instruções. Parecem zumbis. Por certo que compensados com as benesses do poder.
Um anunciante perdido
De vez em quando é bom lembrar episódios do folclore político. O saudoso mestre Arnaldo Nogueira, pioneiro dos programas de entrevista na televisão, com o inesquecível Falando Francamente, nos anos cinquenta, recebia o marechal Cândido Rondon. Velhinho, quase totalmente surdo, o entrevistado mantinha a sagacidade que pautou toda sua vida. Naqueles idos o vídeo-tape não havia sido inventado, todos os programas eram ao vivo. Como norma, no meio da entrevista, Arnaldo Nogueira fazia um intervalo, informando o convidado de que tomariam um delicioso guaraná champagne da Antártida, patrocinadora do programa. Nessa hora entrava no estúdio uma sestrosa mocinha de mini-saia, com taças numa bandeja de prata. Se o entrevistado queria agradar o jornalista, tomava um gole e exclamavam “que delícia” e o programa continuava. O marechal Rondon custou a entender o intervalo, que só percebeu quando diante de uma taça de guaraná e aí surpreendeu: guaraná champagne da Antártida? Eu não bebo essa porcaria. A tempo em que derramava o líquido no tapete, completou: Só bebo guaraná ralado na língua do pirarucu! 
Desnecessário dizer que Arnaldo perdeu o patrocinador, mas essa historinha se conta a propósito da recente entrevista que o ex-presidente Lula concedeu ao competente Roberto D’Ávila. Tantas agressões fez o primeiro companheiro aos fatos que o jornalista corre o risco de perder seu patrocinador. No caso, o público admirador de sua capacidade... (Carlos Chagas)

Medidas inadiáveis.
Receituário - O receituário que o PMDB apresentou nesta semana, que tem como propósito tirar o país da crise, ainda que não contenha medidas suficientes para resolver os graves problemas crônicos que a economia brasileira enfrenta, desde o ano de 1500, deveria ter aprovação imediata, com apoio de todos os brasileiros.
Nova matriz de desenvolvimento - O que mais chama a atenção é que o (tardio) conjunto de medidas, ou nova matriz de desenvolvimento, que resultaram de uma encomenda feita pelo PMDB a economistas, cientistas políticos, e empresários, o PT não só não digere como tem verdadeiro pavor. Principalmente porque fere, em todos os sentidos, o que manda a cartilha do Foro de São Paulo.
Apoiar - Mesmo que muitos leitores já estejam minimamente informados sobre o conteúdo do documento, o que me preocupa é o tempo que o PMDB levou para se dar conta de tantas obviedades. Entretanto, independentemente deste monumental atraso, é importante apoiar e exigir o que lá está escrito. Eis: 
Medidas... 
1 - O Orçamento Geral da União, depois de aprovado pelo Congresso, deve ser cumprido pelo Executivo. Ou seja, passa a ser impositivo e não autorizativo
2 - As despesas constitucionais obrigatórias com saúde e educação acabariam. Todo ano seriam estabelecidos no orçamento os valores para cada área. 
3 - O fim de todas as indexações, inclusive para salários e previdência. A cada ano, Congresso e executivo definiriam os reajustes que serão concedidos.
Medidas... 
4 - Que seja criada uma idade mínima de aposentadoria do INSS: não inferior a 65 anos para homens e 60 para as mulheres.
5 - O fim da indexação de benefícios ao salário mínimo.
6 - Mudar a política externa brasileira negociando acordos comerciais com Estados Unidos, Europa e Ásia com ou sem a participação do Mercosul.
Medidas... 
7 - Voltar ao regime de concessões na área de petróleo, em vez do de partilha, dando à Petrobras o direito de preferência.
8 - Privatização do que for necessário para reduzir o tamanho do estado.
9 - Simplificar e reduzir o número de impostos, unificando a legislação do ICMS.
Medidas...
10 - Garantir segurança jurídica para investimentos e criação de empresas, aprimorando a concessão de licenciamentos ambientais.
11 - Nas negociações entre patrões e empregados, os acordos coletivos prevaleceriam sobre as normas legais, resguardados os direitos básicos.
Sugestão - A título de sugestão, um dos pontos que proponho para ser modificado é o que trata da Previdência. Partindo apenas da simples constatação atuarial, de que as mulheres vivem, em média, cinco anos mais do que os homens, por questão de justiça e honestidade de princípios a idade mínima, tanto para homens quanto para mulheres, deveria ser a mesma. Esta realidade, incontestável, o PMDB ainda não conseguiu entender. (GSPires) 
Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos." (Pitágoras)

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