4 de out de 2015

Não desista, a vida continua.

• Governo se arma para conter ação de Cunha pelo impeachment de Dilma. Petista pede a ministros que se preparem para reagir ao presidente da Câmara. 
• TCU alertou presidente sobre prestação de contas ainda em 2014. Presidente do TCU havia avisado sobre problemas com prestação de contas.
• Dólar eleva custos, mas crise impede repasse da alta a preços. Empresas dançam para se ajustar a câmbio. Crise econômica obriga empresas a vender R$ 150 bilhões em ativos. Alta do dólar e Lava-Jato também motivam venda de negócios. 
• Dúvida? Sindicato, Federação e Confederação, por que na Petrobras? Quais são suas diretrizes? De onde saem os pagamentos desses senhores? Há um mundo mais feliz ou não. 
• Com a intimação para Lula depor na polícia, teve jurista confundindo Informante com Testemunha. Informante não presta juramento. Testemunha comete crime se mentir, mesmo sendo ex-presidente. Ao final, tanto Informante quanto Testemunha podem virar investigado. 
• Atolada em dívidas, UFRJ precisa de R$ 120 milhões para não fechar. 
• Desempregados encaram via-crúcis para dar entrada em seguro nos postos Sine. 
• Congressistas querem abrir uma investigação sobre a MP 471, de 2009, que prorrogou incentivos fiscais a montadoras de veículos. Para a Polícia Federal, há fortes indícios de que teria sido comprada por R$ 36 milhões. Desse total, R$ 2,4 milhões foi para uma empresa de Luis Cláudio, filho de Lula. Agora, querem convocar o filho, o pai e Gilberto Carvalho, além de outros executivos envolvidos.Luis Cláudio disse que recebeu por um projeto esportivo
• Um dos principais articuladores do ambiente atual de instabilidade política, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a dizer que a presidente Dilma Rousseff poderá ser renunciada, num eufemismo para não afirmar que pode ser derrubada pelo golpismo da oposição; Talvez um anjo perverso aconselhe à presidente: entregue logo sua alma ao diabo, entre mais fundo no toma lá dá cá e salve seu mandato, escreveu o ex-presidente, ao comentar a reforma ministerial, que tornou mais remota a possibilidade de impeachment; Pode até conseguir, mas valerá a pena? E acaso isso modifica a dança do país à beira do abismo?, questionou FHC. 
• Morre, aos 58, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras. Foi presidente do Sindicato dos Mineiros do Estado de Sergipe (Sindimina) no período de 1989 até 1994 e dirigente nacional da Central Única dos Trabalhadores (de 1988 até 1990); em 1994, foi eleito senador da República pelo Estado de Sergipe; foi presidente da Petrobras de 2 de janeiro de 2003 até 22 de julho de 2005; depois, assumiu a BR Distribuidora e foi ainda presidente nacional do PT. 
• Mesmo que o Tribunal de Contas da União rejeite as contas da presidente Dilma Rousseff, no julgamento marcado para a próxima quarta-feira, o caso não deve ser avaliado tão cedo pelo plenário do Congresso Nacional; o motivo: o presidente da casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), pretende adiar ao máximo a votação. 
A crise política provocada pela investigação em curso na Petrobras criou incertezas que, por sua vez, afetaram a confiança de consumidores e empresas, diz a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde; ela também defendeu as políticas de ajuste; para melhorar a situação e recuperar a confiança, o investimento e, em última instância, o crescimento, é essencial restabelecer a sustentabilidade fiscal e fortalecer os quadros de política macroeconômica.
• Corte de verbas ameaça nova gestão na pasta da Saúde. Novo ministro terá desafio de administrar em 2016 orçamento com R$ 30 bilhões a menos em relação ao previsto para 2015 0 Programa Mais Médicos terá que trocar até 30% dos participantes. Prazo máximo de três anos vence a partir de agosto de 2016 para primeiras levas de inscrito. Daí que corte, pelo governo federal, de R$ 578 mi do Farmácia Popular preocupa a prefeitura do Rio. 
• Comida com agrotóxico irregular é vendida sem fiscalização pelo país. Quando controle é feito, 31% dos alimentos trazem por risco à saúde. 

EUA já admitem manter soldados em solo afegão. Queda em Kunduz pode ter sido temporária, mas mostrou fragilidade das forças locais treinadas pelos Estados Unido. ONU: Obama pode ter cometido crime de guerra. Obama diz que ataque a hospital será apurado. Ao menos 19 morreram na unidade dos Médicos Sem Fronteiras após bombardeio dos EUA. Dirigente da ONU diz que ataque a hospital em Kunduz é indesculpável. Médicos Sem Fronteiras condenam ataque a hospital no Afeganistão. 
• Pai de atirador do Oregon pede controle de armas nos EUA. Instrutor de tiro chamou Christopher Harper-Mercer de esquisito e ansioso; jovem cometeu suicídio, revela xerife.
• Israel proíbe entrada de palestinos na Cidade Antiga de Jerusalém. 
• Rússia fez mais de 20 investidas na Síria nas últimas 24 horas. Bombardeios russos destruíram posto de comando do Estado Islâmico. 
• Mortos vão a 85 em deslizamento na Guatemala. Trabalho de resgate deve ser mais restrito. 

STF, mais perigoso do que o PT. 
. Não se surpreenda com o título. Ele não é uma opinião, mas simples expressão de algo facilmente constatável. O PT, como partido ou como base do governo, apesar de todas as tropelias, tem sua ação contida por certos limites. Tais restrições são impostas, ora por conveniências políticas, ora por ações da oposição, ora por reações da parceria, ora pela possibilidade de que a lei, um dia, valha para todos. Já o STF não se submete a limites. No exercício do poder, seus onze membros podem tudo. Não estão submetidos sequer à Constituição. Substituem-se aos parlamentares para legislar e para deslegislar. A opinião da maioria é a própria lei. O que seis decidem é irrecorrível. Pouco se lhes dá o que as pessoas pensam deles.
. Dei-me conta dessa realidade ao ler, na Folha, a opinião do ex-Procurador Regional da República, Rogério Tadeu Romano, sobre o fatiamento da operação Lava Jato. Na teoria e na prática tal decisão deve retirar das mãos do juiz Sérgio Moro e entregar ao ministro Dias Toffoli os processos não relacionados com os escândalos da Petrobrás, sob a alegação de que apenas sobre estes incide a competência do juiz. Graças a tão surpreendente quanto conveniente justificativa, a fatia do processo referente à senadora Gleisi Hoffmann foi cortada das mãos de Moro por envolver lavagem de dinheiro. Com lucidez, o ex-Procurador refuta o argumento esclarecendo que, ao fixar a competência, se deveria levar em conta o crime principal, o crime de corrupção, a origem do dinheiro desviado, e não o secundário, lavagem de dinheiro, que só surge porque havia o principal. Por que será que os advogados dos réus festejaram tanto a decisão do STF? Ah, pois é.
. Até o PT, envolvido à náusea num emaranhado de escândalos sem precedentes na história universal, se preocupa com parecer menos pior. Ao STF pouco se lhe dá se for tido e havido como um tribunal bolivariano, na expressão usada pelo ministro Gilmar Mendes. E me sinto igualmente respaldado para o título deste artigo quando lembro as palavras de Joaquim Barbosa no final da sessão em que oito réus do mensalão foram absolvidos (pasmem!) do crime de formação de quadrilha. Disse ele: Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que este é apenas o primeiro passo. Esta maioria de circunstância tem todo tempo a seu favor para continuar nessa sua sanha reformadora. (...) Essa maioria de circunstância foi formada sob medida para lançar por terra todo um trabalho primoroso, levado a cabo por esta corte no segundo semestre de 2012.
. Sem tirar nem pôr, é o que estamos presenciando. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor)

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