12 de out de 2015

...EU estou aqui.

 photo _fe_crianccedila.jpg • A falta de habilidade de Dilma com a base aliada no Congresso fez com que o vice-presidente Michel Temer assumisse, não-oficialmente, a articulação política paralela do governo. A desastrada reforma reforçou a atuação de Temer, que organiza reuniões no Palácio do Jaburu e trata diretamente com parlamentares. Temer intercedeu no PMDB e garantiu votar na próxima semana o veto de Dilma ao reajuste do Judiciário, que custará R$ 26 bilhões a mais no orçamento até 2018. 
• Orçamento com deficit se torna opção de Estados. Assim como Dilma, governadores de RS e MG admitiram rombo em 2016. 
• Delator diz que pagou despesas de filho de Lula. Acusação foi feita por Fernando Baiano em acordo de delação premiada. Oposição quer o filho de Lula na CPI - Deputado Onyx Lorenzoni (DEM- RS) diz que os supostos pagamentos de Fernando Baiano, apontado como operador, ao filho do ex-presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mostram que o PT participou da divisão de propina mesmo nas diretorias que não comandava na Petrobras; lobista afirmou em delação premiada ter repassado R$ 2 milhões a ele, que nega. 
• Oposição tenta repetir tática usada contra Cunha. Plano é obter acesso a denúncias envolvendo petistas na Lava Jato. Encontro ocorreu neste sábado, no Rio de Janeiro, e reuniu o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o líder da bancada do PSDB, Carlos Sampaio (PSDB-SP), e o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ); os três combinaram o seguinte roteiro: Cunha rejeitará todos os pedidos de impeachment, menos o apresentado por Hélio Bicudo, que será turbinado com uma manifestação do procurador Júlio Marcelo de Oliveira, que atua junto ao Tribunal de Contas da União, alegando que as chamadas pedaladas fiscais prosseguiram em 2015; assim, Cunha terá um argumento para dizer que aceitará uma denúncia ancorada em fatos do atual mandato, e não do anterior; encontro secreto confirma que a nota da oposição, pedindo o afastamento de Cunha, não passa de encenação. 
• Para PT, decisão do TCU não pode basear impeachment. Parecer defende que rejeição de contas só vale após análise do Congresso. 
• Informação foi antecipada pelo jornalista Ricardo Noblat; segundo ele, na nova denúncia que será apresentada ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República deve pedir a prisão preventiva do presidente da Câmara dos Deputados; Noblat, no entanto, argumenta que Cunha, titular de várias contas secretas na Suíça, pode usar a denúncia para se vingar da presidente Dilma Rousseff, aprovando um pedido de impeachment e desviando o foco; O segundo na linha direta de sucessão do presidente da República resistiria à tentação de usar os poderes do cargo para defender-se?, questiona Noblat, que argumenta que a oposição ainda mantém sua aliança com o deputado atolado em denúncias. 
• Insatisfeitos com salários e com a atuação do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, funcionários iniciaram uma operação tartaruga e divulgaram notas de protesto; eles reclamam que a atuação de Adams na AGU tem por objetivo mais auxiliar a gestão Dilma do que o Estado brasileiro. 
• Economia brasileira se destaca entre estimativas desalentadoras do FMI para o PIB global.

Por que não?
. Falar da fé movendo crentes ao Círio de Nazaré, à Nossa Senhora da Aparecida e às igrejas mostram o que move pessoas sofridas ou certas dos milagres acontecidos. Mais do que nunca pelos problemas da carne, do espírito e da sobrevivência ante o Estado, há de se possuir força inquebrantável ao resistir a tudo e se entregar ao jugo do Deus e suas Santas.
. O mundo sempre foi assim e basta um olhar nos meios de comunicação das atrocidades por meio de guerras fraticidas e tentar entender o porquê do poder pelo dinheiro, ostentação e governança.
. Inegável que existem pessoas doentias e seguidores alucinados na busca da voz, como se sabe pela História dos Tempos. 
. Mas há um tempo para tudo e para todos. 
. Dia da Criança é fato que alenta no sorriso, inocência e alegria que ela transborda. Por todos os cantos do país há um misto de festas com as gulodices e união.
. Bom seria todos os dias houvessem tão fortes os verdadeiros Dias da Fé e da Criança. Possível é, só depende de cada um. Paz! (AA) 

Preservar o poder é mais importante.  
. Ricardo Berzoini, ministro da Secretaria de Governo, reúne amanhã os líderes dos partidos da base oficial. No mesmo dia os ministros Katia Abreu, Eliseu Padilha e Henrique Eduardo Alves, do PMDB, começarão nova temporada de caça aos deputados do partido, pretendendo que façam declarações de lealdade à presidente Dilma, comprometendo-se a não embarcar na canoa do impeachment. Madame, de seu turno, continuará batendo firme e denunciando tratar-se de um golpe a tentativa de tirá-la do palácio do Planalto. Mais aproveitará viagens e inaugurações pelo país, além de ampliar o número de entrevistas nesse sentido.
. Significa, essa operação de salvamento, estar o governo apavorado com a hipótese do impeachment. Por duas vezes grande parte da bancada governista na Câmara negou-se a comparecer ao plenário para aprovar os vetos da presidente a projetos que aumentam despesas públicas. A omissão fez prever que os insatisfeitos poderão integrar-se à iniciativa das oposições.
. Para neutralizar a rebelião, começa também amanhã a Semana de São Francisco, com a distribuição de cargos e nomeações para os deputados garfados pelo ex-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, responsável pelo congelamento das promessas antes feitas por Michel Temer. Aliás, permanece afastado o vice-presidente, depois do malogro da efêmera coordenação política que não deu certo. Seus movimentos vem sendo monitorados com lupa, depois de ter-se aproximado do verdadeiro incentivador do impeachment, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O problema é que sendo presidente do PMDB e beneficiário maior da operação Fora Dilma, Temer perdeu a confiança dos ministros palacianos.
. Não há como desconsiderar o dedo do governo na ação desenvolvida contra Eduardo Cunha, em especial pela imprensa. O deputado fluminense vive o seu inferno zodiacal, claro que por culpa dele mesmo e de sua participação na lambança da Petrobras. É de foice em quarto escuro sua briga com Dilma. Se vai para as profundezas, arriscado a perder o mandato, quer levar a presidente com ele.
. Em suma, a temperatura continua subindo a ponto de o governo haver esquecido a crise econômica. O ministro Joaquim Levy passou a figurante sem expressão. O desemprego, o dólar, a nova CPMF, a alta dos impostos, do custo de vida e as greves são mero detalhe nas preocupações oficiais. Preservar o poder é mais importante. (Carlos Chagas)

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