6 de set de 2015

Proselitismo, é só que sabe falar, e ruim...

• Ainda bem! Dilma não fará pronunciamento na TV no feriado de 7 de Setembro. 
• Governo precisa de mais tempo, admite Mercadante. Ministro da Casa Civil credita grande parte da crise à economia mundial, mas reconhece que governo foi além do que podia na política anticíclica. 
• Fala polêmica de Temer estimula grupo anti-Dilma. Peemedebista diz que presidente não conseguirá se manter com falta de apoio. 
• Desoneração de tributos tira R$ 458 bi da gestão Dilma. Valor seria suficiente para sustentar por 17 anos o Bolsa Família. 
• Efeito colateral de incentivos perdura por vários anos. Impacto nas contas foi crescente com sobreposição da desoneração até 2014. 
• Executivo liga doleiro a senador do PMDB. Ex-diretor de empreiteira afirma que Youssef pediu R$ 500 mil a Raupp. 
• Ambiente de risco. Aumento do descrédito do governo pode provocar mais um ano de recessão profunda em 2016. 
• Polícia Federal descobre rede de apoiadores do Estado Islâmico em São Paulo. O achado assusta. Ainda mais porque terrorismo, no Brasil, não é crime. 
• Gestão Haddad deixa no papel 64% das obras da periferia. Prefeitura de São Paulo aponta falta de repasses pelo governo federal. 
• Europa ainda não conseguiu dar uma resposta para as levas de refugiados que chegam ao continente e busca solução sustentável para crise de migração. Líderes precisam de resposta urgente, mas viável no longo prazo. Após passar fronteira com a Grécia, refugiados andam por estrada na Macedônia rumo à Sérvia e à Hungria, trajeto usado para chegar à Alemanha. 
• Papa abre Vaticano para refugiados e pede que paróquias façam o mesmo. Áustria acolhe refugiados com salva de palmas, comida e roupas. Alemães dão boas-vindas com comida e Israel constrói muro e rejeita sírios.
• Reino Unido celebra Elizabeth 2ª, que na quarta-feira, 9 de setembro, supera a tataravó Vitória e se torna a rainha que ficou mais tempo no comando. 
• Renúncia de presidente acirra a eleição na Guatemala. Após saída de Molina, comediante assume liderança de pesquisas.

Dilma desmente Dilma. 
. Um governo que tomou tudo dos brasileiros. Um partido que saqueou as contas públicas aparelhando o Estado com um sindicato de ladrões, como bem definiu o ministro do Supremo, Gilmar Mendes.
. Uma presidente que implodiu com a economia e praticou mirabolantes pedaladas fiscais para esconder seus erros. 
. Uma administração que tem inúmeros atos investigados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que podem cassar o mandato ou levar ao impeachment. 
. Aliados e tesoureiros presos. Um oceano de provas sobre esquemas fraudulentos. Desvios de estatais. Doações ilegais em campanha. Negociatas de cargos e verbas para garantir apoio.
. O enredo de podridões já podia estar no limite. Mas a esquadra petista segue armando tramoias sem fim e mentindo descaradamente para sustentar a todo custo o seu projeto de poder. 
. Costura acordos e paga pelo aval parlamentar. Perto de R$ 500 milhões sairão dos cofres do Tesouro para emendas de deputados e senadores (novamente no toma-lá-dá-cá, não importando dificuldades de caixa ou ajustes em andamento). 
. O interesse partidário acima de tudo! Nesse teatro de absurdos, protagonistas e coadjuvantes não enxergam limites para a farsa. 
. Agora vem a presidente dizer que nada sabia sobre a gravidade da crise. Mente ou dissimula? Foram vários os alertas que recebeu de especialistas, de adversários políticos e mesmo de assessores. Preferiu ignorar. Fez ouvidos moucos. Só enxergava a reeleição.
. Indagada, em meados do ano passado, sobre o encolhimento gradativo do PIB, disse ser conversa de pessimistas. Afirmou com todas as letras que a inflação estava controlada e que, em breve, retornaria ao centro da meta. Que o crescimento viria, vigoroso e sustentável. 
. Dilma atacou toda e qualquer proposta de ajuste. Sua teimosia em classificar de catastrofismo os sinais do desastre iminente não era miopia. Mas estratégia. Ela deliberadamente distorceu a realidade a seu favor e iludiu os brasileiros que acreditaram em suas promessas. Continua com a mesma tática. 
. Ao sabor das conveniências, recorre de improviso a lances de marketing para agradar a plateia. Mesmo que depois não cumpra o anunciado. Foi assim mais uma vez na semana passada ao comunicar publicamente a almejada redução de ministérios.
. Dilma resolveu ali desmentir Dilma. Ela que considerava a ideia desse enxugamento da máquina uma imensa cegueira tecnocrática voltou atrás. De novo. 
. Durante a campanha chegou a reagir com veemência a propostas nesse sentido de candidatos opositores: tem gente querendo reduzir ministérios. Um deles o da Igualdade Racial, outro o que luta em defesa das mulheres. Eu acho um verdadeiro escândalo querer acabar com ministérios. Das duas uma: ou Dilma mentiu lá atrás ou mente agora.
. De maneira amadora e desorganizada mandou avisar que cortará 10 pastas. Dentre as quais entraram também na mira as duas citadas por ela. É preciso acompanhar se irá adiante.
. Para dar estofo à empreitada estabeleceu o objetivo de eliminar mil cargos de confiança. Um pingo d’água na estrutura que conta com 22 mil postos comissionados. 
. Para se ter uma ideia da multiplicação acelerada de vagas na esfera federal basta dizer que em meados de 2007 o número total não passava de seis mil postos. 
. Os seguidos governos de Lula e Dilma levaram à estratosfera essa ocupação da máquina e o movimento em curso pode não passar de mera maquiagem. 
. Serão extintos menos de 5% dos cargos existentes, a maioria dos quais sequer ocupados. Resta saber se na tesourada vão prevalecer critérios técnicos e de eficiência administrativa ou a velha motivação política de acomodação dos apaniguados e simpatizantes partidários. O leilão está aberto. 
. Para o ex-ministro e economista, Delfim Netto, o atual governo decidiu destruir as finanças públicas para conseguir a reeleição.
. Na sua classificação, o Palácio é um serpentário. E fica para os brasileiros a dúvida: Como emprestar alguma credibilidade a esse grupo que ocupa o Planalto?
. Dilma pede voto de confiança e quer que esqueçam o que ela disse. O mesmo tentou o seu antecessor, Lula. A propósito dele a pupila alega existir uma intolerância inadmissível
. Em entrevista a jornalistas, dias atrás, falou que a intolerância é a pior coisa que pode acontecer numa sociedade porque cria o nós e o eles. Isso é fascismo
. Talvez a presidente tenha esquecido que foi o próprio Lula quem criou o nós contra eles e que ainda difunde a divisão. Se não, é de se imaginar que Dilma reviu o conceito a respeito de Lula e passou a encará-lo como fascista.
. Afinal, a presidente vive mudando de opinião. Vai saber! (Carlos José Marques, diretor editorial da Revista Carta Capital) 

Beberam? Cheiraram? Fumaram? Doidões certamente estão. 
. Culpado conforme as acusações, o petismo quebrou o Brasil e, em quatro anos levou junto o Rio Grande do Sul. Nenhum contador, auditor, economista, desconhecia aquilo que Sinara Polycarpo Figueiredo, assessora de investimentos do Santander, anunciou em circular a seus clientes em junho do ano passado. Aliás, o referido documento afirmava obviedades antigas, que só eram desconhecidas pelos assessores da CNBB e pelos publicitários do governo. Os primeiros emitiram, na mesma época, uma Análise de Conjuntura na qual afirmavam que a inflação estava diminuindo e que uma entidade maligna chamada mercado semeava insegurança para desestabilizar o governo. Os segundos propagavam que o Brasil era e continuaria sendo uma ilha de prosperidade, pleno emprego e desenvolvimento social. A assessora do Santander foi demitida. Os da CNBB permanecem firmes em seus postos. E os publicitários do governo? Estes aprenderam que a mentira é a própria alma de seu negócio. Afinal, é preso ao fio produzido por essas mentiras que balança e se sustenta o indescritível governo da presidente Dilma.
. A irresponsabilidade fiscal, que sempre foi malvista pelo petismo, quebrou o Brasil. Levou-nos ao descrédito internacional. Pôs sob risco o grau de investimento do país. Constrangeu o governo a apresentar ao Congresso um inédito orçamento deficitário para o ano de 2016. Com isso, está obrigando o governo a buscar novas fontes de receita (leia-se tomar-nos mais dinheiro pela via tributária).
. Pois é nesse contexto que eu acabo de ler, no Estadão de hoje, 4 de setembro, que a Petrobrás corta viagens e festas para poupar R$ 12 bilhões. No conteúdo da matéria vê-se que os cortes não atingirão apenas viagens e festas, mas incluem, entre outros, aulas de idiomas, brindes, programas de visitas, uso de veículos para necessidades não operacionais, participação em congressos, seminários e fóruns. E nem uma palavra sobre as periódicas e inúteis enxurradas publicitárias que inundam os grandes meios de comunicação. É também nesse contexto que, no mesmo jornal, lendo editorial com o título O irrealismo do judiciário, fiquei sabendo que o STJ e outros sete Tribunais Regionais do Trabalho encaminharam ao Conselho Nacional de Justiça anteprojetos que criam 1,5 mil cargos de natureza técnica e outro tanto em funções comissionadas! Nada diferente dos aumentos e regalias autoconcedidos. E nada diferente do ânimo criador de caso que tem levado a Câmara dos Deputados a aprovar projetos que elevam sobremaneira o gasto público. O governo, por conta própria, fez tudo que estava ao seu alcance para afundar o país. Não precisa de sugestões nem de auxílio da oposição.
. Eis o que me leva ao título deste artigo. Beberam? Cheiraram? Não podem, as instituições da República, estar em seu estado normal. Poupem-nos de seu convívio. Vão se tratar e voltem quando estiverem restabelecidos. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor) 

Boneco ladravaz de Lula. 
. O grande e marcante acontecimento das manifestações de protestos contra o corrupto desgoverno do PT - ocorridas em todo Brasil no fatídico mês de agosto - foi, sem sombra de dúvida, a aparição do boneco inflado de Lula a desfilar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, metido numa roupa de presidiário.
. No meio da multidão indignada, mas eufórica, o Lula inflável levitou no ar atrelado por fortes correntes ao aparato de uma enorme bola de ferro, dessas que impedem a fuga do prisioneiro, onde se lia a inscrição Operação Lava-Jato. E, dado ainda mais corrosivo: no peito do gigantesco boneco, destacavam-se, em tarja larga, os números 13-171, alusivos, como é fácil de deduzir, à encalacrada legenda petista e ao artigo do Código Penal Brasileiro que define o estelionato como crime cometido para obter, para si ou para outro, vantagem ilícita, em prejuízo do alheio. Sem meias palavras, o impacto da alegoria traduziu abertamente o respeito que a população cabocla dedica hoje ao presidiável líder do PT, ou seja: nenhum!
. De fato, nessas manifestações nacionais de rua, milhões e milhões de pessoas foram objetivas nas palavras de ordem contidas em suas bandeiras e cartazes: Fora Dilma! Fora Lula! Fora PT! Fora comunistas ladrões! (Quero lembrar ao distinto leitor que a alegoria do boneco de Lula não registra apenas a exposição de um pensamento sob forma figurada. No caso, ela significa a representação de uma vontade inabalável que se apoderou do consciente coletivo nacional).
. Diante do clamor geral, a pergunta que se impõe é a seguinte: por que a população nativa tornou-se eufórica com a possibilidade de ver Lula por trás das grades?
. Bem, as razões são inúmeras e estão sendo expostas, de forma vertiginosa, pelos peritos da Operação Lava-Jato. Aponto duas delas. A primeira, diz respeito ao repasse de R$ 27 milhões à empresa LILS (iniciais de Luiz Inácio Lula da Silva), pelo que se diz, destinados ao pagamento de palestras motivacionais proferidas pelo líder do PT, aqui e alhures, dos quais R$ 10 milhões saídos dos cofres de empreiteiras denunciadas pela Polícia Federal por crimes de roubo e corrupção. (Diante dos números milionários, expostos pelo Coaf, o instituto de Lula apressou-se em declarar que foram feitas 70 palestras, financiadas por 41 empresas, deixando de informar, todavia, o total dos recursos repassados ao ex-presidente). De todo modo, dos R$ 27 milhões arrecadados pela LILS, o vosso Lula, perfeitamente integrado no mundo da elite capitalista, investiu R$ 12,9 milhões em aplicações financeiras e outro tanto em plano de previdência privada.
. A segunda razão tem a ver com outro pepino grosso que desaba sobre a biografia de Lula, qual sejam as milionárias doações feitas pelo fabricante da cerveja Itaipava para financiar as campanhas do PT. Documentos publicados pela revista Isto É (19/08/2015) mostram que o dono da Itaipava, Walter Faria, dileto amigo de Lula, se tornou um dos principais financiadores das eleições de Dilma Rousseff depois de receber propinas do esquema que desviou bilhões da Petrobras. As doações, segundo o Ministério Público Federal, envolvem complexas movimentações financeiras que passam por contas e empresas de ocasião na Suíça, Monte Carlo e Uruguai. Na raiz de tudo está a delação de Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal, que repassou propina de US$ 15 milhões depositados em contas indicadas por Nestor Cerveró, ex-diretor trancafiado da Petrobras, entre elas duas pertencentes a Walter Faria, conhecido como o Sr. Itaipava.
. (O constrangedor em tudo é que a revista tem, como capa, a imagem de um Lula sôfrego, de olhar vítreo e rosto encharcado, entornando copo de cerveja durante a inauguração de fábrica da Itaipava em Pernambuco, obra financiada pelo Banco do Nordeste, órgão controlado pelo Governo Federal).
. Nota informativa: o pessoal do Movimento Brasil, responsável pela criação do Lula Inflável, pretende levá-lo em excursão pelas principais cidades do país, numa operação considerada didática. O boneco, odiado pela cúpula petista, desfilará por trás de seguras grades de ferro, numa gaiola gigantesca (o boneco mede 12 metros de altura).
. Alguém duvida do extraordinário êxito da turnê? (Ipojuca Pontes, jornalista, cineasta e escritor)

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