27 de set de 2015

A peneira e o sol: querem tapar....

• Especialistas temem que ação de justiceiros leve a escalada da violência no Rio. Dia nublado não reduz esquema de segurança nas praias do Rio. Agentes fazem blitz para revistar ônibus com destino às praias, no esquema de segurança antecipado da Operação Verão, contra arrastões ocorridos no fim de semana passada. Operação em ônibus recolhe 12 adolescentes na Zona Sul. Pelo menos três jovens foram flagrados pelos agentes tentando entrar em coletivos pela janela. 
• Deficit fiscal puxa alta do dólar e estimula inflação para 2016. Temor é que taxa de juro e recessão não deem conta de segurar preços. Alta da moeda americana ameaça prolongar a recessão e encurta o prazo para o ajuste da economia. 
• O gosto pela família e o poder - Líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), diz não haver vinculação direta entre oferta de cargos da reforma e pedidos de afastamento; mas defende que o rearranjo é necessário para construir um Ministério mais integrado com a correlação de forças do Congresso
• Disputa de pastas no PMDB ameaça reforma de Dilma. Impasse pode minar objetivo do Planalto de obter apoio coeso do partido. 
• Advogados da Lava Jato preparam ofensiva contra Moro. Defesas argumentam que casos não têm relação direta com a Petrobras. 
• Eles não conhecem a velha - O Parlamento do Mercosul emitiu uma Declaração de Apoio e Respaldo à Democracia e aos Processos Eleitorais na região, em reunião realizada no início da semana, em Montevidéu, no Uruguai; a proposta foi de Carlos Raimundi, da Argentina; aprovada por maioria, o documento diz que o Parlamento do Mercosul dá o seu total apoio às instituições democráticas, à legislação nacional e à vontade popular expressa nos processos eleição realizada nos países da região, por meio de eleições livres e diretas. 
• Em ato de filiação ao PMDB, Marta diz que Temer vai reunificar o país. Cunha defende candidatos próprios do PMDB e fim da relação com o PT. 
• Poderia ter pedido saída de Lula e FHC, diz líder do MBL. Kim Kataguiri diz que, se não fosse criança, os ex-presidentes teriam sido alvo. 
• Brasil pode enfrentar crise de crédito, diz empresário. Para Antonio Quintella, o risco de colapso no mercado ronda o país. 
• Piora a situação de Lula e Dilma. Pedro Correa decidiu falar. Veja 
• Cortes no Orçamento prejudicam projetos na área de segurança e defesa, diz Exército. 
• Até quando? A presidente Dilma Rousseff disse, neste sábado (26), em Nova York, que o governo está extremamente preocupado com a escalada do dólar devido às empresas endividadas na moeda americana; mas ela ponderou que o Brasil hoje tem reservas suficientes para que nós não tenhamos nenhum problema em relação a nenhuma disruptura por conta do dólar; a presidente disse que o governo terá uma posição bem clara e firme como foi essa que o Banco Central teve ao longo do final da semana passada
• MP pede arquivamento de inquérito sobre participação de Lula no mensalão. 
• Sobe para 769 o número de mortos da tragédia em Meca. O incidente já é considerado o pior do gênero em 25 anos. Autoridades do país receberam críticas por erros na segurança. 
• Cerca de 8.500 refugiados chegaram à Croácia nas últimas 24 horas. Mesmo traumatizados, milhares de imigrantes decidem voltar à Síria. Notícias de afogamentos na travessia para a Europa fazem muitos mudarem de ideia. 
• O quarto - Alteração constitucional permite Evo Morales a concorrer a mais um mandato. 

Regina Duarte tinha ou não razão? 
. Em 2002, quando se desenhava a vitória de Lula nas eleições de outubro, a economia brasileira levou um solavanco. O dólar bateu em quatro reais, os investidores externos se retiraram e os internos se retraíram. A atriz Regina Duarte expressou esse sentimento de insegurança num vídeo gravado para a campanha de José Serra. Sua primeira frase foi - Tenho medo. Era uma peça muito forte e suscitou reação imediata das hostes petistas que responderam afirmando que a esperança haveria de vencer o medo.
. Já naquela época, quem acompanhava a atividade do Partido dos Trabalhadores sabia. Sabia que a democracia direta defendida por ele e por seus parceiros internacionais sempre descambou em totalitarismo. Quem repelia a violência e a ruptura da ordem que o PT promovia através de seus movimentos sociais sabia. Quem era capaz de reconhecer a corrupção moral em suas várias formas (mentira, mistificação, assassinato de reputações, desonestidade intelectual, etc.) também sabia. E todos nós, que sabíamos, podíamos antever para onde estávamos sendo levados. Era de ter medo, sim. O que não podíamos imaginar era o nível de degradação a que as instituições políticas seriam deliberadamente conduzidas.
. O tempo, como senhor da verdade, veio mostrar que Regina Duarte tinha razão. Seria muito melhor para o país se ela estivesse errada. Se nós estivéssemos errados. Os muitos males produzidos pelo petismo - e eu não os vou desfiar aqui porque agora estão bem visíveis aos olhos do mundo - nos fazem regredir muitos anos. E a sociedade convive com o medo em proporções inimagináveis em 2002: é o medo da criminalidade, é o medo de não haver instituição política em que confiar, é o medo da inflação, do desemprego, da fuga de capitais, da depreciação do real e de uma crise de muitas faces, com proporções inimagináveis. E o dólar, treze anos depois, volta aos patamares para onde disparou naquele ano em que Regina Duarte expressou o sentimento de tantos brasileiros. O medo, agora, não é de que o PT chegue ao poder, mas o de que ele prossiga atravessando nossa história como o cavalo de Átila, após o qual nem a grama nasce. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)

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