29 de ago de 2015

Para onde foi o dinheiro...

• Orçamento de 2016 tem rombo de R$ 130 bilhões. Estimativa de receita é reduzida em • R$ 60 bi com piora do cenário econômico. 
• Cada vez mais grave: Dados do PIB indicam recessão maior do que se imaginava; governo precisa apontar saídas para crise. Economia brasileira tem queda de 1,9% no segundo trimestre e consumo das famílias tem maior queda desde 1997. 
• CPMF: Presidente é pressionada a desistir de novo imposto. Área econômica, porém, trabalha para apresentá-la na segunda; Planalto quer ajuda para negociar e governadores não querem pagar fatura política da volta do tributo. 
• Campanha termina segunda. Mais de 4 milhões de crianças ainda não foram vacinadas contra pólio. 
• Julgamento de contas do governo deve terminar no início de outubro, diz ministro do TCU.
• Mujica deu pistas: cortar salários dos políticos. Apenas voluntários. Documento único e distritos eleitorais. O ex-presidente do Uruguai, José Mujica, afirmou no Rio, que os políticos devem viver como a maioria do povo e não como uma minoria privilegiada. "Se você se acostuma a comer na mesa dos ricos, pensará que é rico. Não há homem grande, há causa grande". E comentou inclusive que quem gosta de dinheiro deve viver longe da vida pública e ir para o comércio ou indústria ou para o setor privado. E quanto a isto a grande revolução que teríamos neste momento no BRASIL seria imediatamente cortar os salários dos políticos em geral, de vereador a senador, de prefeito a governador, e presidente, passando a admitir somente voluntários como representantes das bases, ou dos distritos, do povo. (João Luiz Garrucino) 
• A pauta de sempre.
Conectividades da Operação Lava-jato. 
. Trabalho sensacional do jornal O Estado de São Paulo. Digno de ser preservado para a posteridade. Observo, apenas, que, no núcleo político, deve ser desconsiderado o nome do Antonio Anastasia, ex-governador de Minas, do PSDB, que já foi excluído do rol de investigados. Na verdade, a inclusão dele na investigação foi uma tentativa frustrada dos petralhas de incriminar alguém do PSDB. Um sujeito sem expressão, que entregava propinas, informou que teria entregue valores em um endereço que seria do Anastasia, o que não se confirmou...
. Considerado o maior roubo do planeta pela imprensa internacional. Segundo jornais franceses, maior que a soma de tudo que foi roubado no país desde a independência, e calcula-se que no BNDES o rombo foi imensamente maior, cerca de um trilhão. Pena que só serão processados alguns funcionários de segundo escalão de empreiteiras e o resto vai acabar em pizza.
. Para quem ainda não entendeu as conectividades da Operação Lava-jato, está aí, a bagaça, na íntegra. 
. Navegue até o final.......é só clicar nas figuras e ou...vai conhecer fatos que nunca imaginou. Um trabalho com cenário pericial muito bem elaborado. 
. Boa viagem por esse fantástico mundo subterrâneo.... Clique 
. Jô Soares: triste fim de carreira. Aqui

Reação inteligente a assuntos conhecidos. 
. Um escritor admirava nas crianças a manifestação de surpresa diante do que já conhecem. Elas podem ouvir várias vezes a mesma história, e se manifestam como se a história fosse nova. Quando a criança vai tomando contato com as realidades, tudo é novo para ela, e as surpresas vão se sucedendo. Mais tarde passa a procurar explicações, e repete a propósito de quase tudo as perguntas iniciadas com por quê. Quando já conhece o assunto, o adulto prefere não deter-se nele, e passa a outro; mas pode perder muito com isso, pois sempre há um por quê a esclarecer.
. Não é minha intenção explicar ao prezado leitor o motivo disso, como resposta a sua previsível pergunta iniciada com por quê. Simplesmente constato a diferença, mas pretendo aplicá-la a outro tipo de considerações. E passo logo a um exemplo, tendo em vista que uma imagem pode valer mais que mil palavras.
. É bem conhecida a história da penicilina. No fim da década de 1920, Fleming fazia pesquisas com bactérias. Semeou-as em meio de cultura, e ausentou-se do laboratório por alguns dias. Quando voltou, a cultura estava contaminada por fungos (mofo). Poderia contentar-se com lamentar o tempo perdido e refazer o trabalho, mas a curiosidade - já não era a curiosidade da criança, mas a do cientista - levou-o a examinar o recipiente contaminado. Notou que as bactérias só não se multiplicaram (não cresceram) nos lugares onde havia fungo, mas cresceram no restante do recipiente. Por quê? A única resposta razoável é que alguma substância presente no fungo não deixou as bactérias crescerem. Houve muito trabalho daí até a produção e utilização médica da penicilina, mas o principal, decisivo, foi perguntar o motivo do crescimento e não crescimento das bactérias: por quê?
. Inúmeras outras descobertas científicas, e do conhecimento humano em geral, surgiram desta simples pergunta: Por quê? Vamos a outro exemplo, bem conhecido por quem frequentou o curso secundário.
. Um ourives produziu para o rei de Siracusa uma bela coroa, cerca de duzentos anos antes de Cristo, e cobrou como sendo ouro todo o peso da coroa. O rei suspeitou que ele havia misturado ao ouro outro metal mais barato, e o único meio conhecido para comprovar a fraude era fundir a coroa. Mas o rei não queria isso, pois gostara do trabalho de ourivesaria, e incumbiu o matemático Arquimedes de comprovar a fraude (você já ouviu falar em superfaturamento?), mas sem fundir a coroa.
. O assunto passou a acompanhar Arquimedes por todo lado, inclusive nos banhos públicos. Ele já sabia que a sensação de peso do seu corpo diminuía quando flutuava na água, e naquele dia isso não lhe causava surpresa. Mas juntou uma coisa com a outra, levado pela preocupação daquele momento, perguntou por quê, e formulou o princípio famoso: Todo corpo mergulhado em um fluido perde do seu peso o peso do fluido que desloca. Fez os cálculos, e resolveu o problema do rei. Melhor ainda, deixou para a humanidade este princípio útil para muitas coisas.
. Mesmo em áreas muito diferentes, como a Filosofia e a Teologia, é possível formular sólidos conhecimentos novos comparando-os com outros já firmados. Bom exemplo disso é o episódio de São Tomás de Aquino durante refeição na corte do rei São Luís IX. Convidado a participar da mesa do soberano francês, junto com seu Superior no convento e outras autoridades, ele permaneceu em silêncio, às voltas com seus porquês de alto nível teológico. De repente, sem nenhum aviso prévio, desferiu sobre a mesa um violento golpe com o punho fechado, e exclamou em latim: Portanto, assim concluo contra os maniqueus! 
. O Superior o advertiu em voz baixa, lembrando que estavam em presença do rei. Mas este, sempre atento à importância dos assuntos doutrinários, logo mandou chamar um escriba para anotar os resultados da elucubração de quem é considerado o mais santo dos sábios e o mais sábio dos santos.
. Debruçar sobre assuntos já conhecidos, analisar aspectos novos, relacioná-los com outros, aplicar conhecimentos de algumas áreas a outras, eis alguns dos modos de progredir a ciência. Quase se poderia dizer que o cientista volta ao tempo de criança, pergunta por quê a propósito de tudo, a fim de abrir caminhos.
. E como reagem os eruditos, quando descobrem algo novo?
. Arquimedes saiu correndo daquela piscina em trajes de banho (ou seja, nenhum) e gritando: Eureca! Eureca! Na corte francesa, a reação eufórica de São Tomás moveu o rei santo a reagir com uma providência prática. Não sei como Fleming se manifestou após sua descoberta, mas historicamente a população inglesa foi compelida a reagir com sorrisos evasivos, fleumaticamente, diante de novidades sensacionais; ainda assim, só depois da certeza de que a polícia também gostou…
. Poderíamos atribuir essas diferentes reações particulares a características raciais, de épocas, países, ciências, etc. Mas ressalto em todas elas o esforço intelectual de aplicar-se diligentemente sobre assuntos conhecidos e reconhecidos, para deles tirar conclusões ou aplicações novas. Assim progridem a ciência, a técnica, a filosofia, direcionando corretamente o desejo de saber mais.
. Por quê? - Esta pergunta pode levar-nos muito longe. (Jacinto Flecha) 

Em franca queda.  
Escuridão - Como todos os brasileiros já perceberam, o nosso pobre país simplesmente perdeu o chão e está em franca queda, num abismo cuja escuridão não permite que se calcule o tempo da viagem e, por consequência, o que pode restar depois do impacto.
Precipício - Da queda, portanto, todos já estão muito conscientes. O que muita gente, devido à tontura que a falta de ar proporciona, ainda não sabe, mas precisa saber, é que o precipício não apareceu abruptamente no caminho do Brasil.
Caminhada - Antes de tudo é preciso deixar bem claro que desde quando o Brasil foi descoberto pelos portugueses, nenhum governante se propôs a colocar o nosso pobre país numa rota de franco progresso. Ainda assim, quem achou por bem (ou mal) dar início à caminhada que levou o Brasil a este enorme despenhadeiro foi o PT, com Lula à frente, a partir de 2002.
Sem perguntas - Para ganhar o apoio do povo, o PT colocou ao longo do caminho do caos todos os tipos de flores e guloseimas, para que todos se lambuzassem à vontade sem questionar os efeitos. Assim, embriagados pelo perfume do endividamento, ninguém fazia perguntas. Nem sobre o custo da obra e muito menos aonde o povo brasileiro estava sendo levado. Detalhe: enquanto isso a corrupção corria solta.
Tarefa de Dilma - Resumindo: quando o Brasil já estava se aproximando da curva que levava ao precipício, Lula se aproveitou de todas as formas do torpor do povo brasileiro para pedir que elegessem Dilma como sua sucessora. Como se vê agora, com grande nitidez, coube a ela apenas a tarefa de empurrar o nosso pobre país para o abismo.
Vocação destruidora - Ora, quem conhece Dilma Neocomunista Rousseff sabe muito bem que a sua vocação é a incompetência e a forte capacidade intervencionista. O resultado, portanto, não poderia ser outro senão o caos econômico que estamos vivendo.
Liberalismo - Não sei quando a queda vai acabar. Tampouco o que vai sobrar depois do impacto. Como precisamos experimentar um novo modelo e um novo caminho faço aqui uma proposta: como nada deu certo até agora e, principalmente, nunca foi tentado o liberalismo, nada melhor do que fazer esta importante experiência. Que tal?  (GSPires)
Sorria, pois não sabes o dia de amanhã. (AA)

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