27 de ago de 2015

CPMF, de novo o absurdo...

• STF vê fragilidade sem precedente de Dilma após ação. Governo foi pego de surpresa com a maioria pró-investigação no TSE. 
• Governo vai propor volta da CPMF para 2016. Retorno do tributo seria uma das medidas a serem apresentadas ao Executivo para 2016; o imposto, extinto em 2007, durante o governo Lula, pode ajudar a garantir o cumprimento da meta de economia de R$ 43,834 bilhões no próximo ano, o equivalente a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB); o rombo previsto já é superior a R$ 60 bilhões; uma alternativa que estaria em discussão é a partilha com estados e municípios; ao ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), sinalizou, no entanto, que a medida não deve passar pelo Congresso. 
• Dilma planeja cortar apenas 3% dos cargos criados por ela e Lula. Reforma ministerial cria tensão na Esplanada. Secretarias de Portos e Aviação Civil podem integrar pasta dos Transportes. Mais de 32 mil postos, funções de confiança e gratificações na administração pública foram criados durante gestões do PT. 
• Antes, Governo federal anunciava corte de 10 dos 39 ministérios para melhorar gestão. Governo demorou a perceber gravidade da crise, diz Dilma. A reforma também inclui a redução de secretarias e autarquias e a queda do número de cargos comissionados no governo, os chamados DAS. Presidente diz que errou na avaliação da situação econômica durante campanha. Redução de ministérios tende a ser inócua. Ao combater um sintoma, não a doença, mudança pode ser só cosmética.
• Após sabatina de 10 horas, CCJ aprova recondução de procurador-geral Janot à Procuradoria-Geral. No plenário, seu nome foi referendado por 59 votos a favor, 12 contra e uma abstenção. 
• Cunha é notificado pelo STF sobre denúncia da Lava Jato. Peemedebista terá 15 dias para apresentar defesa à suprema corte. Denunciado pela PGR na semana passada, Cunha já publicou nota se dizendo aliviado e chamou a denúncia de ilações
• Câmara aprova PEC que concede 5 mil vagas em cartórios sem concurso. PEC beneficia 4.965 tabeliães e oficiais de registro que ingressaram no Poder Judiciário antes da constituição de 1988. A proposta tramitava na Câmara desde 2005. 
• Infraero venderá 10% de fatia em aeroportos. Estatal reduz participação em Guarulhos, Viracopos, Galeão, Brasília e Confins. 
• Prefeituras devem garantir que empresas como Uber paguem imposto e se responsabilizem por problema. 
• Sete perde mais US$ 600 mi com exigência da Petrobras. Prejuízo com limite de 5 sondas é 15% dos US$ 4 bi investidos até o momento. 
• Taxa de desemprego no Brasil sobe para 8,3% no segundo trimestre de 2015. • Comerciantes resistem a ampliar seus negócios. Intenção de expandir lojas ou contratar funcionários nunca esteve tão baixa. 
• Com aluguel mais caro, favelas ressurgem em São Paulo. Programas habitacionais em marcha lenta também contribuem para o fenômeno. 
• Petrobras pagou o dobro por obras na refinaria Abreu e Lima. As conclusões são fruto das análises do TCU sobre os contratos firmados pela Petrobras com as empresas. 
• Minha Incompetência, Minha Vida. Leia 

Chutatísticas. 
. Estávamos quatro amigos num carro, saindo de São Paulo para uma viagem. Enquanto aguardávamos no primeiro semáforo, observamos um menino exibindo-se como malabarista, com três bolas de tênis lançadas ao ar em sequência cíclica. No semáforo seguinte, outro menino lidando com quatro bolas deixou uma cair no chão, quando tentava a manobra de lançá-la por baixo da perna. Um dos amigos comentou: - Se usasse ovos, ia chover dinheiro para recompor o instrumento de trabalho.
. Em outro semáforo, um maiorzinho ampliava o fogo de uma tocha, soprando-a com o álcool que tinha na boca. Mais adiante, outro equilibrava um bastão em pé sobre o queixo, sustentando um disco na outra ponta. Travou-se então este diálogo: - Parece que a meninada de São Paulo virou malabarista de semáforo.
- Que exagero! Acabamos de passar em frente a um colégio cheio de meninos que não são malabaristas.
- É claro que estou falando de meninos pobres.
- Mesmo assim. Aqueles dez jogando pelada ali não são malabaristas.
- Está bem. Os quatro malabaristas são 40%, o que não é pouco.
- Você precisa aprender a calcular. Primeiro tem de somar os quatro com os dez. No total de quatorze, quatro são 28%, e não 40%. Tem ainda que descontar…
. Assim, de redução em redução, chegou-se a uns 0,2%. E ainda cairia muito, mas daí em diante a conversa enveredou pela falsidade de certas estatísticas que circulam por aí. Tentarei resumi-la.
. O caso da fome no Brasil é um bom exemplo. Quando gente do governo decidiu enfiar nas contas do distinto público um projeto - Fomiséria, ou algo assim - chutaram o número de famintos em 30 milhões, 40 milhões, 50 milhões. Esticaram até 53 milhões, um requinte de precisão, ante a perspectiva de alguém achar exagerado o chute de 60 milhões. Milhões surgem ou desaparecem, e ninguém sabe de onde surgiram nem como sumiram. Quem os apurou? Qual o método de pesquisa utilizado? É de se duvidar que alguém saiba, enquanto isso a ruidosa sanfona publicitária espicha e encolhe (principalmente espicha) ao gosto do interessado.
. A FAO encolheu esse chutômetro estatístico para 18,5 milhões, que também não passa de um evidente exagero. Lula lamentou isso, mas confessou outro chute sobre vinte e cinco milhões de meninos de rua, lançado por ele a uma plateia francesa, como se estivesse fazendo uma ótima propaganda do Brasil... e do seu governo.
. Num país que lidera a produção e exportação de alimentos, não tem sentido atribuir fome a tanta gente. Aliás, o mais provável é o contrário, pois as estatísticas falam em número crescente de brasileiros com excesso de peso, especialmente entre a população pobre. Muito mais sensata é esta estatística jocosa: A metade da população passa fome, a outra metade faz regime. Só não existe regime sem fome quando ele é inventado por algum caça-níqueis, dá até para somar as duas fomes.
. Perguntei a um taxista cearense, em SP, sobre a fome no Ceará. Ele reagiu: - O que é isso, doutor!? Talvez no Piauí, mas no Ceará não tem disso não. Para um piauiense, a fome estaria em outro lugar, pois está sempre lá longe.
. Outra estatística - dessas que não se sabe onde, nem como, nem quem - pendura a mão de obra informal no nível de 60%. Informal, no caso, significa trabalho sem carteira assinada. Sendo informal, não se sabe como isso foi computado, pois o informal não costuma deixar documentos contabilizáveis. A fuga da carteira assinada tem causas bem conhecidas - encargos trabalhistas acachapantes, impostos extorsivos, desestímulo aos geradores de empregos - mas evidentemente o número é exagerado, levando a suspeitar que se esconde atrás dele alguma finalidade inconfessável.
. Acompanhei de perto as chutatísticas do show homossexual em São Paulo, aumentando ao ritmo anual de 500.000. Quando estava próximo do equivalente à metade da população paulistana, alguém desconfiou e se deu o trabalho de medir o espaço disponível na Av. Paulista (2.500 metros de comprimento por 50 de largura), e calculou que a lotação máxima (5 pessoas por metro quadrado) não poderia ultrapassar 600.000 pessoas. Apesar disso as chutatísticas continuaram aumentando, mas está comprovado que no último show não passaram de 100.000 espectadores. E os interessados insistem em inflar os milhões. Para quê? Suponho que queiram demonstrar uma força que não têm, para obter privilégios legais que não merecem.
. Inventar ou falsificar estatísticas não é atividade recente. Sempre se praticou durante as guerras, como afirma o provérbio conhecido: Em tempo de guerra, boato é como terra. E uma frase espirituosa de Churchill mostra outro lado do assunto: Eu só acredito nas estatísticas que eu mesmo falsifico.
. Se quer exagerar, tudo bem. Mas chutar quatro milhões na Paulista?!!! (Jacinto Flecha) 

Desprezo aos liberais. 
Papel da imprensa - O papel da imprensa, mais do que sabido, deveria ser o de informar, através de noticiários, sobre tudo que acontece no nosso cotidiano. Para que isso aconteça, os meios de comunicação se valem de seus jornalistas, repórteres e colunistas. 
Apaixonados pelo socialismo - Atenção: digo deveria porque no Brasil, infelizmente, as escolas que formam jornalistas e comunicadores têm por princípio que seus alunos só estarão aptos para desempenhar a profissão depois de estarem comprovadamente apaixonados pelo socialismo. Como toda a regra tem exceção, só alguns poucos (pouquíssimos) conseguem sair daquele mau ambiente com o cérebro intacto.
Liberdade de expressão (???) - Vejam, por exemplo, que enquanto os meios de comunicação saem em defesa da liberdade de expressão e/ou de imprensa, a maioria de seus jornalistas-colaboradores pregam, de forma frontal e deliberada, um indisfarçável desprezo a todos aqueles que defendem, de fato, a liberdade. Pode?
Neoliberal - Ao invés de começar a estudar para descobrir as vantagens oferecidas pelo liberalismo, que só produz efeitos positivos para o progresso econômico, social e político, os maus profissionais da mídia não fazem outra coisa senão atacar os liberais. Para tanto usam, constantemente, entre os mais diversos adjetivos, o termo neoliberal. O curioso é que nem sabem o que isto significa...
Modelo liberal - Pois, mesmo diante do indisfarçável insucesso que o socialismo proporciona, notadamente porque tira dos indivíduos o direito de ser, agir e se manifestar, os liberais continuam sendo atacados como se fossem responsáveis pelos fracassos. E o que mais chama atenção nisso tudo é que o modelo liberal ainda não foi tentado no nosso pobre país. Pode?
Obra do demônio - A bem da verdade é preciso que se diga que o liberalismo é, realmente, muito mau e implacável com quem não produz, mas adora viver às custas dos demais. E também é desprezível para quem vive de privilégios, coisa que, infelizmente, é abundante no Brasil. Isto, aliás, faz com que o liberalismo seja visto por aqui como obra do demônio. 
Verdades e mentiras - Ainda que esteja muito consciente de que o alcance do Ponto Critico é insignificante se comparado com os meios de comunicação abertos e tradicionais, o fato é que grande parte das informações que são passadas à população não carregam muita verdade. Com raras exceções, a maioria dos periódicos se preocupam em dizer e repetir mentiras governamentais (de esquerda) até que o povo fique convencido de que se trata de uma verdade.
. E, por outro lado, quem diz verdades sabe bem que não tem como repeti-las à exaustão para que num dia elas se tornem mentiras. (GSPires)
Que as mentiras alheias, não confundam as nossas verdades. (Caio F Abreu)

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