18 de ago de 2015

Bomba, invasões e protestos, a tática...

• Após criticar Dilma, FHC pede que Alckmin e Aécio alinhem discursos. Ex-presidente sugere que tucanos falem a mesma língua ao discutir alternativas à crise.
• Conselho da Petrobras aprova venda de 25% da BR Distribuidora. Segundo a Reuters, Petrobras pode pagar US$1,6 bi para encerrar investigações nos EUA.
• Paes pede punição a empresa que usou trabalho escravo na Vila dos Atletas no Rio. Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio; prefeitura adia abertura pela 5ª vez e agora diz que obra será inaugurada até o final deste ano.
• Movimentos e sindicatos preparam ato contra a direita e o ajuste fiscal.
• Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) diz que a Agenda Brasil é uma tentativa de afastamento da crise, não de aproximação política: Governos têm prazo de validade. A nação é perene. É um equívoco subordinar os interesses do país às aspirações políticas ou partidárias, afirma; diante das críticas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), ele diz que a democracia nos obriga a trabalhar coletivamente. Câmara e Senado são partes de um todo. Embora diferentes, são complementares. As instituições não comportam polarização, tampouco personalizações.
• Em manifesto, a Ordem dos advogados do Brasil (OAB) e as Confederações Nacionais da Indústria (CNI), da Agricultura e Pecuária (CNA) e dos Transportes (CNT) se posicionam contra o impeachment a presidente Dilma Rousseff e a favor de um pacto de governabilidade; ato, estimulado por integrantes do governo, busca o apoio de mais oito entidades.
• Moro diz ao STF que delator omitiu nome de Cunha. Em ofício enviado ao Supremo, o juiz Sergio Moro explica que homologou o acordo de colaboração de Júlio Camargo porque não tinha conhecimento sobre o suposto envolvimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), que só pode ser processado e julgado pela Corte; a manifestação foi motivada por ações movidas pelo ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, e o empresário Fernando Antônio Soares, conhecido como Fernando Baiano, que tentam suspender a sentença proferida nesta segunda-feira pelo juiz; além dos acusados, Cunha também pediu que o processo fosse paralisado antes da sentença, por ter sido citado pelo delator.
• Governo apoia projeto que eleva remuneração do FGTS. Mais de 20 propostas sobre o assunto estão em discussão na Câmara. Cunha diz que reajuste do FGTS não afeta contas públicas. Votação é o primeiro item da pauta da sessão desta terça-feira. PEC da Maioridade Penal pode ser concluída esta semana.
• A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga irregularidades nos fundos de pensão iniciará os trabalhos, nesta semana, concentrada em denúncias de aposentados e pensionistas do Petros, fundo de pensão da Petrobras. A ideia é aproveitar os escândalos de corrupção no governo e pressionar o PT de Lula, cujos dirigentes mandam no Petros. Sabemos que há indícios fortes de corrupção, avisou o relator da CPI.
• Renan recebe Janot e anuncia sabatina para a próxima semana.
• Durante o programa Roda Viva, exibido pela TV Cultura, de São Paulo, o senador tucano José Serra disse não acreditar que Dilma chegue a 2018 no poder, embora reconheça que não há provas no momento para o impeachment.
• Dilma segura verbas e humilha as embaixadas. A política externa brasileira está limitada a convencer fornecedores a não cortarem serviços de água, luz, telefone, jornais etc. O desabafo do embaixador, em um dos mais importantes países do hemisfério norte, ilustra a penúria dos postos no exterior, que acumulam vexames e humilhações em países como Estados Unidos, onde não se tolera o calote. É a própria Dilma quem segura as verbas. Agosto se aproxima do final e ainda não foram liberados recursos para despesas de junho.
• Quem está dando o golpe no povo? Segundo o presidente do PT, Rui Falcão, partido vai voltar às ruas ao lado dos movimentos sociais para defender a democracia contra o que chama de golpe, classificando de manifestação raivosa a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendendo que uma saída honrosa para Dilma seria a renúncia: Vamos no dia 20 com essa expectativa de defender os direitos dos trabalhadores, defender a democracia contra o golpe e nos solidarizar com aqueles que querem algumas mudanças na atual política econômica.
• Pentágono avalia transferir presos de Guantánamo para presídios nos EUA. 
• Brasileiro cobra dívida de US$ 100 mil por viagem de Dilma. Empresário diz que governo não pagou conta de aluguel de carros durante visita aos EUA. 
• No exterior, Lula já não é o cara, mas ainda é respeitado por legado social. Segundo especialistas, escândalos de corrupção arranharam imagem de ex-presidente no exterior, mas também há quem ache que problemas começaram com Dilma. Para brasilianistas, impeachment pode arranhar imagem do Brasil. Apesar de posição precária, Dilma deveria continuar, diz Financial Times. 
• Melbourne é a melhor cidade do mundo para se viver; Rio fica em 91º. Ranking de melhores do mundo reúne 140 cidades; São Paulo caiu para 95º lugar. 
• Tailândia: Homem que entrou em templo e saiu sem mochila é pista sobre atentado. Pelo menos 19 pessoas morreram na explosão que atingiu o templo Erawan, que fica perto do escritório da BBC.
• Nova explosão na capital da Tailândia não deixa feridos. 
• Equipe encontra os 54 corpos de acidente com avião na Indonésia. Queda de aeronave não deixou sobreviventes.
Palestras e Palestrantes. 
. De acordo com a lei, nada a opor. Todo brasileiro tem direito de fazer palestras, claro que na dependência de plateias para ouvi-las e de auditórios para acomodar os interessados. Cobrar pelas palestras é normal, da mesma forma como agenciá-las, ou seja, empresas se dedicarem a propagar as excelências dos oradores e de suas exposições, encarregando-se de sensibilizar o maior número possível de interessados e faturando em função do conteúdo do que será transmitido. Há quem viva de fazer palestras sobre os mais variados temas, da existência de alienígenas até a proximidade do fim do mundo.
. Ex-presidentes da República não estão proibidos de ministrar palestras. Muito pelo contrário, despertam as atenções por conta do possível relato de suas experiências e dos objetivos alcançados ou não durante seus mandatos.
. Agora, não dá para aceitar a equação como legal e legítima quando esse arcabouço é montado para encobrir tráfico de influência, pagamento de propinas e celebração de negócios escusos. Ou seja, é crime se o palestrante nada tem a dizer e apenas recebe comissões por haver facilitado contratos de empresas ditas organizadoras das palestras com governos estrangeiros, de olho na realização de obras e serviços superfaturados.
. É o que parece explicar que nos últimos quatro anos o ex-presidente Lula tenha recebido 27 milhões de reais de empresas sequiosas de ampliar seus negócios fora do país. Dinheiro recebido em nome de palestras que não pronunciou, pois sua função seria convencer governos estrangeiros a acertar a construção de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hidrelétricas e toda a parafernália executada por empreiteiras nacionais. Por sinal, financiadas pelo BNDES a juros módicos, sem esquecer que o banco foi e continua atuando sob influência do ex-presidente. 
. Palestras não valem tanto assim, sequer no mercado internacional de luminares. Fecha-se o círculo, atualmente sob exame da Operação Lava Jato. Locupletaram-se todos, inclusive o palestrante, levado a variados rincões do planeta por obra e graça das empresas empenhadas em obras e serviços, muito mais do que em palestras... (Carlos Chagas) 

A fruta não está madura.  
16 de agosto - Como muita gente sabe, o povo brasileiro foi às ruas no dia 16 de agosto de 1992 para exigir o afastamento imediato do então presidente Fernando Collor. Ontem, no entanto, o 16 de agosto, que também caiu num domingo, em termos comparativos não registrou o mesmo número de brasileiros nas ruas, desta vez, para pedir o afastamento da péssima presidente Dilma e do PT.
Insignificantes - O que chama atenção é que os motivos que levaram o povo a sair às ruas para detonar o Collor são considerados insignificantes, em comparação com as razões que estão sendo apresentadas hoje, para exigir o impeachment, ou renúncia, da presidente Dilma. 
Cinco vezes maior - Se for levado em conta que a rejeição ao governo Dilma (77,7%) é a maior da história do nosso pobre país, superando ao governo Collor, em 1992; e que mais de 66% dos brasileiros se dizem favoráveis ao impeachment da presidente, o número de pessoas que deveria ir às ruas para protestar, deveria ser, no mínimo, cinco vezes maior ao verificado ontem.
Cumprimentos aos heróis - Pelo que se viu ontem é de se lamentar que o povo, em geral, só é bom de bico em pesquisas, mas se omite de forma incrível na hora de botar o bloco na rua. Ainda assim envio os meus sinceros cumprimentos aos heróis que não se contentaram apenas em dizer o que pensam aos pesquisadores e foram às ruas para mostrar o quanto estão descontentes com tanta mentira, corrupção e incompetência. 
Zona de conforto - Há quem esteja reprovando a atitude de alguns meios de comunicação, dizendo que houve má vontade e distorção de informações sobre o movimento nas ruas. Pois, ainda que cada um tenha o sagrado direito de contestar, se compararmos o que dizem as pesquisas com a disposição mostrada pelo povo, para protestar de corpo presente, aí fica evidente o quanto os brasileiros estão omissos, preferindo a zona de conforto
Viga-mestre - Sei não, mas do jeito que as coisas estão se mostrando, o fato da reprovação de Dilma ser maior do que a do Collor, em 1992, não assegura, pelo menos a curto prazo, que o fim do governo petista está próximo. Vale lembrar que a viga-mestre que sustenta o Impeachment, independente do cumprimento da lei, é formada pelas manifestações públicas do povo nas ruas. A partir daí é que as instituições agem.
A fruta está verde - Posso estar enganado, mas pelo que vi ontem a fruta ainda não está madura. A contabilidade informa que menos de um milhão de brasileiros foram às ruas. Pelas pesquisas deveriam ser, no mínimo, cinco milhões. Que tal? (GSPires) 
Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia.
 (Nelson Mandela)

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