17 de ago de 2015

A clara rejeição...

• Protestos contra o governo que levaram cerca de 795 mil pessoas às ruas em diversas cidades do país neste domingo voltaram a insuflar os ânimos da oposição no desejo de levar adiante um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff; líderes dos partidos de oposição afirmam que as manifestações apontam que o governo sofre uma profunda rejeição e que irão aumentar a pressão para que o Congresso leve adiante os pedidos de impeachment contra a presidente. 
O País gostaria que Dilma renunciasse. Senador tucano José Serra vê o vácuo de poder na Presidência como a origem da crise atual e diz que é tal a fraqueza do governo, e a combinação da crise econômica, política e moral, que se o fator militar estivesse presente hoje, como em 64, estaríamos tendo perturbações gravíssimas nessa área; segundo ele, a renúncia é prerrogativa de Dilma. Não tenho dúvida que o pais gostaria que ela renunciasse. Mas ela não vai fazer isso; ele classifica como ativa e burra a política de ajuste de Joaquim Levy e fala em insanidade da política monetária-cambial; alerta ainda que a ameaça de bomba fiscal no Congresso continua; embora afirme não ter planos de disputar a presidência, Serra gostaria que o vice Michel Temer assumisse o comando; neste desenho, ele seria eventual ministro da Fazenda, podendo tornar-se candidato ao Palácio do Planalto em 2018.
O povo saiu às ruas.
 photo _acarrega.gif  . Se foi era porque a situação caótica do país o impulsionou.
. Não houve exageros, confusões, apenas expressavam do modo tão lúdico, tão espirituoso, quase apoteótico, o que ia na alma dos brasileiros ante a ingovernabilidade, desmandos, corrupções e malfeitos que, mais uma vez, levaram o Brasil a uma situação insustentável.
. Quem convive com os baixos da economia, péssima política dos Três Poderes, um misto de mancomunação, arremedo de governo que leva família e o status quo governamental a desastres e mais desastres sob o manto da mentira.
. Não há mais paciência e tão pouco boa vontade, já que a presidente já deixou bem claro, de a muito, incompetência e deslizes por onde passou.
. Se enverga, o povo vai quebrar. O povo cansou política e sensitivamente que o país está em crise e caímos num flagrante fundo sem volta, a não ser que tudo se mude.
. Chega de tantos inócuos ministérios, chega de preencher cargos ministeriais e comissionados de gentalha política. Não se dá conta de que existem tantos homens e mulheres mais do que capacitados para lugares indicados e necessários sem que iluda o povo com apaniguados, amorfos e incompetentes. O dinheiro rola como se fosse do governo, mas é do povo que sua no dia a dia e não em 4 ou 3 dias na semana. Quando ocorre!
. Mais uma nas ruas. Não por ódio ou aversão política, mas sair desse estado, do lamaçal em que está, somente a mudança radical as ruas e avenidas de todos os Estados se pronunciaram em verde e amarelo, caminhadas pacíficas, vestimentas debochadas, motociclistas unidos, onde crianças, homens e mulheres portavam seus cartazes e diziam aos gritos de Fora Dilma, PT, e outros... 
. Não pense os da situação que o povo vai esmorecer. Virão quantas possíveis e rumarão por petições pela deposição. Falta nos faz um Parlamentarismo. Impeachment foi a maior pedida, a volta dos militares também. Um povo de paz que ouviu de dirigente(?) falar de armas. Quem é ele? De onde veio? O que faz? Talvez igual a tantos que mamam nas tetas dos governos e a mão da verdadeira Justiça não quer alcançar. Sindicalistas mamadores do dinheiro trabalhador, invasores de terras e comunidades. Quantos milhares sem nada às próprias custas se fizeram gente sem precisar ser um pedinte privilegiado e abonado pelas benesses dos que trabalham, falsa impressão da distribuição equitativa dentre todos.
. Uma coisa também aprendi: as PMs não sabem matemática. Contaram errado e a mentira deles também pode chegar às manchetes como quase mil protestantes na terra brasilis. Que país é este dilapidado num rumo que destrói moral e ética. Aguardaremos politiqueiros que tomem vergonha e saibam que cansamos de brioches! (AAndrade) 

Eu vou! 
. O Brasil é um navio sem rumo nem prumo. Não está apenas à deriva. É um navio cuja tripulação joga as culpas do extravio no estaleiro, nas estrelas, nos ventos, nas ondas e, claro, nos passageiros de olhos azuis. O que nos reduz alternativas a essa crise é estarmos sob um governo alheio aos males que causou. Somos governados por quem chegou ao poder mentindo sobre o passado, mentindo sobre o presente e, agora, mente sobre o futuro. E é um navio sem prumo, o Brasil, porque adernou com o peso do Estado. Nada que não viesse sendo anunciado desde os tempos em que Lula, na metade de seu segundo mandato, decidiu que a manutenção do poder valia qualquer irresponsabilidade. Então, irresponsabilidade e meia: apontou como sucessora a companheira Dilma, gerentona, mãe do PAC e seu alegado braço direito. Pedra cantada para dar no que deu.
. Muito já escrevi e falei sobre o conforto das instituições. A nação ia sem rumo nem prumo e as instituições só estavam interessadas em ampliar vantagens. Desatenção ao leme e maior peso agregado ao Estado. Deus, porém, escreve direito por linhas tortas, mesmo num barco desaprumado. E eis que surgem, da vastidão continental e populacional do país, ali, na capital do Paraná, um juiz, alguns promotores e policiais federais. Eles se recusam à zona de conforto e começam a fazer o que devia estar sendo feito há dez anos. Tiveram o mérito de perceber mais risco em nada fazer do que na missão que abraçaram. Já são quase três dezenas de colaborações premiadas (e olha que uma não pode repetir o que qualquer outra já tenha relatado!).
. Há muitos anos, muitos mesmo, o Congresso Nacional dava sinais de morte cerebral. Ou de ser uma casa onde cada um cuidava de si e o Tesouro Nacional cuidava de todos. Pois a operação desencadeada em Curitiba levou o povo às ruas em 15 de março e desacomodou o parlamento. Queiramos ou não, ainda que com tanta presença constrangedora, ali está o coração, debilitado mas ainda vivo, daquilo que, como extensão do conceito, talvez se possa chamar de democracia brasileira. É ao parlamento que o Brasil, de todas as cores, falará nas manifestações de hoje. Porque, como escreveu alguém, cujo nome gostaria de saber: A bondade que nunca repreende não é bondade: é passividade. A paciência que nunca se esgota não é paciência: é subserviência. A serenidade que nunca se desmancha não é serenidade: é indiferença. A tolerância que nunca replica não é tolerância: é desumanidade. O futuro do Brasil não passará na tevê. Não acontecerá no sofá. Estará se manifestando pacífica e civicamente nas ruas, neste domingo. (Percival Puggina)

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