7 de jul de 2015

Política, economia e cesariana...

• Governo cria plano para reduzir jornada e salário contra desemprego. 
• Planejar, organizar e verificar não é da estirpe deles. Governo estuda mudanças no Bolsa Família para combater fraudes. Denúncia do jornal Estado de S. Paulo mostrou esquema de fraude em que comerciantes de municípios do Alto Solimões sacam o benefício de famílias indígenas e ribeirinhas. 
• Dilma diz que defenderá gestão com unhas e dentes. Em meio a crise no governo, presidente desabafou a assessores e disse que se defenderá de acusações. 
• Cunha diz que se sabotagem a Temer voltar, crise retorna. Presidente da Câmara atribui derrotas do governo em votações à desmoralização do vice. 
• Reforma política: 74% dos brasileiros são contra doação de empresa. Pesquisa encomendada pela OAB mostra que 16% são favoráveis a doações privadas nas eleições. 
• Empresa poderá reduzir salário e carga horária de trabalho; governo vai pagar parte da diferença. Despesas serão custeadas pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Medida tem como objetivo evitar as demissões em setores atingidos pela crise na economia do País. 
• Cocaína está presente em 90% das cédulas de real. Pesquisadores que analisaram notas de real no estado do Rio afirmam que é praticamente impossível não pegar em dinheiro com a droga. 
• Brics: Quatro conquistas e um fracasso do grupo dos emergentes. Chefes de Estado do Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul se reúnem a partir desta quarta-feira; saiba o que a cooperação, que teve sua primeira cúpula em 2009, já produziu de concreto segundo analistas. OCDE põe Brasil e Rússia na lanterna de ranking de crescimento para 2015. 
• Vitória do não pode custar caro à Grécia. A menos que os credores decidam dar outra chance a Tsipras, Grécia pode afundar ainda mais no caos financeiro. 
• Colômbia diz que negociação com Farc está perto do fim. Afirmação foi feita em meio a recentes ataques da guerrilha. 
• Japão tem média de 70 suicídios por dia. Mais de 25 mil pessoas cometeram suicídio no país no ano passado. 

Eutanásia
. O direito de morrer com dignidade.
. Os médicos deveriam ter permissão para ajudar pessoas em extremo sofrimento e com doenças terminais a morrerem de acordo com sua escolha.
. É fácil esquecer que o adultério era considerado um crime na Espanha até 1978; ou que nos Estados Unidos, as últimas leis antissodomia foram abolidas só em 2003. No entanto, embora a maioria dos países ocidentais não imponha mais regras de como pessoas adultas devem fazer sexo, o Estado ainda intervém em suas escolhas em relação à morte. Um número crescente de pessoas, assim como a revista The Economist defende o direito de livre-arbítrio diante da perspectiva da morte.
. A discussão refere-se ao direito de morrer com a ajuda de um médico nas circunstâncias escolhidas pelos pacientes. Até agora apenas alguns países europeus, a Colômbia e cinco estados dos EUA permitem certa forma de morte assistida por um médico. Mas projetos de lei, iniciativas eleitorais e processos judiciais estão sendo discutidos em mais de 20 estados americanos e em diversos países. No Canadá a Suprema Corte aboliu há pouco tempo a proibição da ajuda do médico a pacientes que tivessem feito a escolha da morte assistida; mas sua decisão só entrará em vigor em 2016. Nos próximos meses alguns projetos de lei serão apresentados nos parlamentos do Reino Unido e da Alemanha.
. A ideia da morte assistida causa uma profunda consternação entre seus críticos. Na opinião de algumas pessoas, a questão é moral e está acima de qualquer discussão. A vida humana não pode ser interrompida de uma maneira intencional, porque ela é sagrada e a resistência ao sofrimento confere dignidade ao ser humano. Para outros, a legalização da morte assistida é o primeiro passo em um caminho escorregadio, no qual as pessoas vulneráveis ficarão ameaçadas e as mortes prematuras serão uma alternativa trivial em casos de cuidados paliativos.
. Essas opiniões têm uma base sólida e precisam ser analisadas com seriedade. Porém a liberdade e a autonomia também são fontes de dignidade humana. Ambas acrescentam valor à vida. Em uma sociedade laica, causa surpresa o fato de pensar na santidade da vida de uma forma abstrata, enquanto algumas pessoas sofrem dores insuportáveis e um sofrimento terrível. Os relatos de lugares onde é permitido a morte assistida sugerem que não existe um caminho escorregadio em direção à eutanásia disseminada. Na verdade, as evidências levam à conclusão que a maioria dos métodos de morte assistida deveria ser mais ousada.
. A ideia da morte assistida tem conquistado um apoio crescente. A pedido da revista The Economist, o instituto Ipsos MORI realizou uma pesquisa em 15 países, na qual as pessoas expressaram suas opiniões se os médicos poderiam ajudar os pacientes a morrer e, em caso afirmativo, em que circunstâncias. A Rússia e a Polônia se opõem à ideia, mas nos EUA e nos países da Europa ocidental a maioria dos entrevistados disse que os médicos deveriam ter autorização de receitarem medicamentos letais para pacientes com doenças terminais. Em 11 dos 15 países pesquisados, a maioria das pessoas era favorável em estender a permissão da morte assistida a pacientes com um sofrimento extremo, porém não à morte. Fonte: Leia  

O não dos gregos. 
Olho na Grécia - Mesmo que estejamos mergulhados numa crise profunda, o que por si só deveria fazer com que todos os brasileiros se concentrassem, exclusivamente, na busca de soluções para tentar sair dela o mais rápido possível, ainda assim não podemos descuidar dos problemas da Grécia, que pela vitória obtida pelo não demonstra que prefere viver no inferno econômico. 
Confundir e não esclarecer - Ora, quem se dedicou a estudar minimamente as alternativas que foram disponibilizadas para que, através do referendo, o povo grego decidisse o que seria melhor para o país, deve ter percebido que o grande propósito do governo foi o de confundir muito e não esclarecer nada sobre os reais problemas vividos pela Grécia.
Pergunta certa - Portanto, ao perguntar se o povo quer perder benefícios (absurdos) que foram adquiridos ao logo dos anos nada mais óbvio do que receber um não como resposta. O que deveria ter sido perguntado aos eleitores é se todos estão de acordo em pagar mais impostos, para poderem continuar recebendo os benefícios exagerados que o Caixa do Tesouro, sabidamente, não tem como suportar. 
Identidade - Como vivemos uma situação muito semelhante no nosso pobre país, mormente no RS, Estado que, disparado, vive uma situação econômica, social e fiscal extremamente identificada com a falida Grécia, nada melhor do que entender o problema para tentar, enquanto há tempo, alguma saída.
. Pois, enquanto a situação da Grécia fala mais alto sugiro a leitura do seguinte artigo, da lavra do economista e pensador (Pensar+) Alfredo Peringer: União Europeia - inadimplência grega ou estopim da explosão de uma equivocada ou mal formatada União Europeia? 
. Uma coisa que Ludwig von Mises nos ensinou em sua obra Ação Humana foi a de que o Homem, inequivocamente, age visando sempre sair de uma situação menos favorável para outra mais favorável ou, em outras palavras, age para melhorar a sua própria vida. Nessa ação diária o Homem é guiado pelos dois grandes sensores vitais que a mãe natureza legou a ele, o prazer e a dor (no sentido formal dos termos), que lhe orientam agir buscando sempre, de uma maneira direta ou indireta, o que lhe seja mais favorável, no curto e longo prazos, e evitando o segundo. 
Impostos não suficientes - Dentro desse contexto, não há como conseguir unir utilidades e interesses tão diversos dentro dos governos da comunidade europeia, em que a própria Grécia cobra dívida da Segunda Guerra Mundial de € 280 bilhões da Alemanha, mas que ela diz não existir (Aqui). 
. O fato é que a ideia da criação da união monetária se resume em tirar a oportunidade de inflacionar e de se endividar além da conta dos políticos e burocratas dessa comunidade. Mas o caso da Grécia sinaliza que os freios impostos não são suficientes. De fato, a própria teoria praxeológica diz que as normas administrativas nunca serão um deterrent para políticos e burocratas gastadores, a exemplo dos da Grécia (e do Brasil, principalmente). 
Padrão ouro - Por isso, venho insistentemente advogando que, sem a adoção de sistema monetário similar ao padrão ouro, ao estilo clássico, não se conseguirá um freio ao meio político esbanjador, seja na Grécia, seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, principalmente nos países onde haja um meio político e burocrata mentiroso, tergiversador e gastador.
. Infelizmente, como lamenta Mises no seu Omnipotent Government: O padrão-ouro restringia os planos do governo de criar crédito barato. Era impossível ceder ao desejo de fazer uma expansão creditícia e, ao mesmo tempo, manter a paridade da moeda com o ouro fixada por lei. Os governos tinham de escolher entre o padrão-ouro ou uma - desastrosa no longo prazo - política de expansão de crédito. O padrão-ouro nunca entrou em colapso; foram os governos que o destruíram
Política fiscal - Eis o que disse Afonso Celso Pastore ao Estadão: - Nos últimos 50 anos, foram frequentes os períodos nos quais o País foi penalizado por sua negligência em relação à disciplina fiscal.
 Nas décadas de 1970 e 1980 não havia disciplina fiscal, e a dívida pública só não teve um crescimento explosivo devido à receita do imposto inflacionário, que frequentemente atingia níveis próximos de 3% do PIB, fazendo o papel que atualmente é exercido pelos superávits primários.
. O custo dessa estratégia foi um processo de inflação contínua e crescente que nos levou à hiperinflação. O Plano Real, em 1994, estabilizou a inflação e pôs um ponto final ao financiamento inflacionário dos déficits públicos.
Calendário do Impecheament - Segundo análise feita pelo pensador (Pensar+) Paulo Moura, tanto o PMDB quanto o PSDB já concordaram até numa data para deflagrar a queda de Dilma Rousseff.
. Calendário do impeachment:
. 14 de julho - Depoimento de Ricardo Pessoa ao TSE;
. 21 de julho - Vence o prazo dado pelo TCU para a defesa das pedaladas fiscais de Dilma Rousseff;
. 16 de agosto - Protestos marcados pelos movimentos de rua;
. Agosto - Julgamento das contas públicas de 2014, que devem ser reprovadas pelo TCU;
. Outubro - Julgamento das contas da campanha de Dilma Rousseff, que devem ser reprovadas pelo TSE. (GSPires)

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