8 de jul de 2015

“Moleza” é a gente no aturar...

• Câmara aprova 5 anos de mandato e fim da reeleição. Texto-base da reforma política, que ainda inclui outras medidas, foi aprovado novamente por deputados. Mudanças sugeridas por parlamentares serão analisadas na próxima semana. 
• Legalista? - Sobre a possibilidade de a crise gerar um pedido de impeachment, os líderes governistas dizem que o quadro do momento não legitima um possível afastamento da presidente Dilma Rousseff. Somos contrários ao impeachment. Eleição se dá a cada quatro anos, disse o líder do PR na Câmara, Maurício Quintella Lessa (AL). Temos uma posição legalista. Quem disputou e ganhou (a eleição) tem um mandato a cumprir, concordou Campos. Ok. O mandato deve ser cumprido mesmo quando os meios para ganhar a eleição são considerados criminosos? Estranho, não? 
• Partidos aliados divulgam nota de apoio a Dilma. Petistas e aliados divergem na tática de apoio a Dilma. Bancadas do PT divulgam notas apontando golpismo, enquanto base adota tom ameno. 
• Governo já admite derrota no TCU e mobiliza aliados. Planalto escala ministros para tentar esclarecer oposição no Congresso sobre pedaladas fiscais
• Coaf identifica R$ 51,9 bi em movimentações atípicas. Presidente do órgão citou na CPI da Petrobrás os números apurados a pedido dos investigadores. 
• Aliados querem que Temer deixe articulação. Interlocutores do peemedebista pregam aproximação com oposição. 
• Governo com MP em votação na Câmara propõe uma mini-CBF. Mais?... 
• Com menos verba, Itamaraty adota cortes de gastos. Medida inclui retirada de benefícios a cônsules e extinção de postos. 
• Sindicatos e empresas resistem a plano de redução de jornada e salários. Plano para evitar demissões pode não atender expectativas do governo. Em crise, 60% da indústria já reduziu força de trabalho e um terço ainda deve demitir. Levantamento inédito foi feito pela CNI com 2.307 companhias de todo o país. Trabalhadores em lay-off passaram de 8,4 mil para 16 mil no ano passado. 6 de 10 indústrias já reduziram uso de mão de obra. Estudo mostra que 36% planejam cortes neste ano. Apesar de plano do governo, GM corta vaga. Demitidos são 5% da equipe, segundo empresa; sindicato fala em 150 postos. 

• Senegaleses são novo grupo trazido por coiotes. Após haitianos, africanos são 2º maior grupo que cruza fronteira do Peru com Brasil; viagem dura 9 dias. 
• Papa Francisco. Aqui 
• Visita expõe divergências entre papa e Evo Morales. Francisco chega à Bolívia e deve discutir relação entre governo e igreja. 
• A Grécia não quer acordo - A Grécia não apresentou nesta terça-feira nenhuma proposta concreta para chegar a um acordo com os credores internacionais em reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, na Bélgica. Logo depois da vitória do não no referendo de domingo, lideranças europeias passaram a pressionar o governo grego a agir rápido e a propor medidas concretas e críveis para resolver a crise grega. A falta de um documento formalizando um novo pedido de ajuda financeira, no entanto, frustrou os parceiros europeus no encontro de hoje. (Veja). 
• Grécia tem até domingo para fechar acordo com EU. País deverá apresentar pacote de reformas até sexta e conseguir ajuda para evitar sua saída do euro.

A lei para todos!... 
. Entrevista com o Diretor Geral da Polícia Federal!
. Ao contrário do que sonham os criminosos de plantão que estão destruindo o País, parece que a Lei é para todos!... 
. E suas ilegalidades e crimes estarão sendo investigados e apurados doa a quem doer.. (Márcio Dayrell Batitucci)

. Discreto e de poucas palavras, o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, saiu do quase anonimato e disse que, mesmo que as investigações cheguem perto da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Lula e de suas campanhas, isso não muda nada na Lava Jato e ninguém estará livre de ser investigado: Nós investigamos fatos, não pessoas. Aonde os fatos vão chegar é consequência da investigação, doa a quem doer.
. Gaúcho de 49 anos, no cargo desde 2011, ele usou três vezes a mesma expressão, doa a quem doer, para dizer que a PF é uma instituição independente, que trabalha dentro da lei e com regras consolidadas de conduta, e que isso e as investigações vão continuar com o ministro José Eduardo Cardozo na Justiça ou não, com o Daiello na PF ou não.
. A entrevista ocorre quando o governo Dilma está sob forte pressão da Lava Jato, da PF, do Ministério Público, da Justiça Eleitoral e do Tribunal de Contas da União, com versões recorrentes sobre a saída de Cardozo - que negou essa possibilidade na sexta-feira, depois de encontro com a presidente. O delegado fez firme defesa de Cardozo: Sua conduta tem sido totalmente republicana.
Se o ministro deixar o cargo, a PF muda?
. Se o ministro vai ou não ficar é uma questão que afeta o Ministério da Justiça e a Presidência, não a PF. A PF é uma instituição sólida, seguirá sua vida com Cardozo ou sem Cardozo, com Daiello ou sem Daiello. Nós temos uma estrutura que se consolidou nos últimos anos, uma doutrina de polícia, de investigação, e uma cultura de polícia de Estado e de polícia legalista.
A direção do PT convocou o ministro para cobrar a atuação da PF, e o ex-presidente Lula diz nos bastidores que o ministro não controla a PF. Não controla mesmo?
. A PF é controlada pela lei. Nós cumprimos a lei e ninguém vai aceitar ingerência política aqui. Pressionar o ministro da Justiça para influenciar, evitar, coibir qualquer ação da PF não é uma possibilidade. Pensar nesse sentido é premeditar o cometimento de um crime.
O ministro da Justiça não é seu chefe?
. O ministro da Justiça é o responsável pela PF, mas na esfera administrativa. As ações da PF na esfera de investigação são feitas no limite da lei.
Então, o que tanto o senhor conversa com o ministro da Justiça? O senhor vive no ministério...
. Assuntos correlatos à PF, fronteira, tráfico de drogas, equipamentos novos...
E investigação do PT, das campanhas da presidente?
. O ministro tem conhecimento de uma investigação no dia em que a operação é desencadeada, logo após as buscas e prisões. O diretor-geral, nesse momento, informa ao ministro o que esta acontecendo, mas só nesse momento.
E se um ministro da Justiça pedisse para o diretor da PF maneirar nessas investigações de empreiteiro, de Lula, de Dilma, de petistas?
. O diretor-geral da PF tem como prioridade o cumprimento da lei. Ele vai cumprir a lei e fazer as investigações que a lei determina e dentro do limite que a lei determina.
Isso já aconteceu?
. Não. O ministro tem uma conduta totalmente republicana e é extremamente legalista, como o diretor-geral da PF também é.
Algum político procurou o senhor para mandar esse recado?
. Não há espaço para isso. A história da PF e as ações da PF já deixam claro uma postura republicana e uma polícia de Estado.
O PT reclama que tudo é doação de campanha e que a oposição também recebe. Dilma citou o tucano Aécio Neves. Por que a PF só atinge praticamente o PT?
. A PF não investiga pessoas, mas fatos. Se existem indícios de que um fato pode ser crime, a PF vai investigar dentro de suas atribuições, que são o desvio de recursos da União, contrabando e tráfico de drogas.
Do outro lado, tucanos reclamam que toda investigação contra petistas e aliados ao governo tem sempre um único tucano, para constar que vocês são isentos.
. Vale o mesmo princípio. A PF preza por esclarecer os fatos, trazer a verdade ao processo. É essa a nossa missão, doa a quem doer. A PF só instaura procedimento investigatório se tem indício de existência de crime e, quando o personagem tem foro privilegiado, ou seja, mandato, a PF precisa de autorização do STF ou do STJ.
Se não há pressão política, há pressão do poder econômico, principalmente com o ineditismo de empreiteiros na cadeia?
. A PF, por sua doutrina, é imune a qualquer tipo de pressão. Não nos interessa quem está sendo investigado, mas fazer uma investigação competente, com provas robustas.
Um agente da PF disse à CPI da Petrobrás que implantou duas escutas, na cela do Alberto Youssef e no fumódromo, a mando de delegados da Lava Jato.
. Toda e qualquer conduta duvidosa é apurada de imediato pela Corregedoria. Estamos apurando se o fato existiu e se foi ilícito administrativo ou penal.
Uma escuta ilegal poderia anular a Lava Jato?
. Não vislumbro nada nesse suposto fato que possa levar à nulidade da Lava Jato. A operação é muito bem construída, com robustez das provas, que segue seu trajeto dentro do padrão das operações da PF.
Até onde vai a Lava Jato?
. Vai até exaurir. Enquanto encontrar fatos com indícios de serem criminosos, a PF continuará investigando. A Lava Jato começou com a investigação de quatro doleiros, se estendeu para seus clientes, novos inquéritos foram abertos e virou o que virou. E vamos continuar.
Mesmo que isso chegue perto de Dilma, do ex-presidente Lula e de campanhas de ambos?
. Nós investigamos fatos, aonde os fatos vão chegar é consequência da investigação, doa a quem doer. 
Se essa investigação chegar aos seus chefes e mexer com a institucionalidade do País, como o senhor lida com isso? Na parede da sua sala tem uma foto oficial da presidente da República.
. Quando começa uma investigação você não sabe as pessoas que vão surgir. É preciso ter clareza de que não é dado o direito ao policial de não cumprir o que a lei determina. Não se trata de uma questão de escolha.
As brigas com o MPF atrapalham as investigações?
. As divergências entre PF e MPF são antigas, admito que continuam existindo, mas temos obrigação com a sociedade brasileira de trabalhar em conjunto e assim é feito. 
A PF tem uma grampolândia? 
. Os equipamentos podem ser auditados para saber quem usou, quando usou, no que usou. A PF não é uma grampolândia. Não chega a 1% o número de investigações com monitoramento telefônico. Na Acrônimo (que investiga o governador de Minas, Fernando Pimentel) não teve, por exemplo.
O governador disse que fará uma representação contra o vazamento de informações contra ele.
. Qualquer representação será apurada com rigor pela Corregedoria, mas é preciso ter presente que as operações têm em média um ano na PF e não há vazamentos nesse período. Só que, quando cumpro prisão e busca, todas as pessoas alvos têm acesso aos dados e, aí, não tenho mais como controlar. No caso do governador Pimentel, o juiz determinou a entrega da sentença e, quando fui na busca, tive de entregar a sentença. Vou a 15, 16 lugares, e entrego a decisão. A partir dali, já não posso garantir nada. 
Antes disso, alguém sabia da operação? O que é fundamental no combate ao crime organizado?
. O foco é descapitalizar as organizações criminosas, porque, sem dinheiro, elas se enfraquecem e, asfixiadas, também não têm como corromper servidores e entes públicos. Por isso, várias operações que cresceram tanto começaram com a investigação de doleiros. É aí que está o dinheiro.
Há muitas críticas à prisão preventiva do Marcelo Odebrecht. Por que não temporária ou condução coercitiva?
. Pedido de prisão não é unilateral, passa pelo parecer do MPF e pela decisão do juiz. Mas não falo de caso concreto.
A presidente disse em Nova York que não respeita delator. O que acha?
. A PF usa todos os meios de produção de prova previstos em lei, nem mais nem menos. Quanto à delação premiada, é um instrumento que tem ajudado muito nas investigações.
O diretor-geral pode telefonar para um superintendente regional que ele nomeou e pedir para aliviar numa investigação?
. Ele cai na hora, porque a instituição não aceita. E, se eu fizer uma coisa errada, qualquer policial pode me prender.
Houve tentativas de cooptação de jovens pela internet para atentados durante as Olimpíadas?
. A PF tem uma unidade de prevenção ao terrorismo que cresce no mesmo padrão das outras polícias, mas a PF não fala de situações em andamento, que existiram ou não.
O Congresso tenta votar uma lei antiterror para o País. Aprova?
. Acho importante para estarmos em sintonia com os demais países, para nos adequarmos a uma situação da atualidade.
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Golpe ou contragolpe? 
Golpistas - Os petistas e seus aliados do peito, mesmo diante das escancaradas evidências (provas) de que as campanhas eleitorais que resultaram nas eleições de Lula e Dilma à presidência do país foram pagas com dinheiro desviado da Petrobras, insistem em dizer que o mero cumprimento do que manda a lei é uma atitude golpista. Pode?
Contragolpe - O fato é que a maioria dos brasileiros entende que desrespeitar as leis é crime. Como tal, exige que aqueles que cometem crimes eleitorais devam pagar com a perda do mandato. Simples assim. Portanto, ninguém está querendo propor um golpe de estado no Brasil, como sempre sugerem e afirmam os petistas. O que o povo está impondo é apenas um contragolpe na impunidade petista.
Eu não vou, eu não vou.... - Pois, mesmo que as escancaradas provas sejam mais do que suficientes para deflagrar o processo de Impeachment, a presidente Dilma, ao descartar a renúncia afirmou, de forma patética, o seguinte, na entrevista que concedeu à Folha de S. Paulo: - Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso é moleza, isso é luta política.
Eu não sou culpada (???) - Mais: Dilma, sem a menor cerimônia, chamou os setores da oposição que defendem o seu impeachment de um tanto quanto golpistas. E completou: - Não há base real para o meu afastamento. Eu não sou culpada. Se tivesse culpa no cartório, me sentiria muito mal. Eu não tenho nenhuma. Que tal?
. Ora, se a presidente não tem culpa, certamente que alguém deve ter. Como deve estar se referindo aos seus eleitores, não há como dizer que tenho alguma culpa.
Aparelhamento - Uma coisa, no entanto, deve ser muito considerada nisto tudo: o aparelhamento do Estado, principalmente no que diz respeito às nomeações de alguns ministros do STF, que foram escolhidos por Lula e Dilma para defender os malfeitos e malfeitores petistas, ainda pesa fortemente em favor da impunidade. Como, aliás, se viu no julgamento do Mensalão. Um horror.
Águas turbulentas - Pois, enquanto o barco Brasil navega em águas muito turbulentas, cujas ondas são impulsionadas por fortes ventos de vasta corrupção e extraordinária incompetência, a economia sente os reflexos da estupidez governamental por todos os lados.
Medida provisória - Como o governo não admite, em hipótese alguma, a ideia de fazer qualquer reforma, Dilma resolveu baixar uma Medida Provisória que propõe a redução de salários dos trabalhadores da iniciativa privada, com o propósito de estancar a onda de demissões, já em curso. 
. O curioso, para não dizer lamentável, é que para os funcionários públicos não há medida alguma. Justamente ali que o custo para a sociedade é imenso. Mal sabe a presidente que para poder pagar o salário dos servidores, muitas empresas são obrigadas a demitir seus colaboradores. Que tal? 
Banco do Brics - O Novo Banco de Desenvolvimento e o Fundo de Reservas que foram criados na última reunião de Cúpula do BRICS, em Fortaleza, em 2014, com a meta de se tornar uma alternativa ao sistema financeiro ocidental, terá a mesma tarefa do FMI.
. Como objetivo do Banco é ajudar no financiamento de infraestrutura em países emergentes, dentro de alguns dias veremos manifestações do tipo: Fora Banco do Brics!!!.
 . Não permitiremos que a corrupção prive a população de recursos que são seus. (GSPires)
Pai, o que quer dizer que jamais veremos um país como esse?

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