28 de jul de 2015

Certas bocas precisam ser caladas...

• Dólar fecha em R$ 3,36 no maior valor desde 2003 após tombo da Bolsa chinesa. 
• Polícia Federal cumpre 30 mandados em nova fase da operação Lava Jato. Presidente da Eletronuclear é preso na Lava Jato. Propina a presidente da Eletronuclear foi de R$ 4,5 milhões, diz Procuradoria. Na operação, chamada Radioatividade, cerca de 180 policiais federais cumprem 30 mandados judiciais - são 23 mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e cinco de condução coercitiva; as ações ocorrem em Brasília, no Rio de Janeiro, em Niterói, São Paulo e Barueri; o foco das investigações são contratos firmados por empresas já mencionadas na Operação Lava Jato com a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras; Othon Luiz Pinheiro da Silva estava licenciado do cargo desde abril. 
• Em SP, Eduardo Cunha diz que PT deveria talvez aderir à tese do impeachment de Dilma. Em seis meses, suspeitas de corrupção fazem diminuir apoio que presidente da Câmara recebe. 
• Pela TV, PSDB fará chamado para protesto contra Dilma. É a primeira vez que a sigla se envolverá de maneira mais clara com os atos. 
• Dilma quer dividir luta no Congresso com governador que reflete divisão do PSDB. Presidente pedirá para que líderes evitem aprovação de pautas-bomba
• Brasil é um dos que menos exporta em proporção do PIB. Para analista, governo dá tiro no pé com políticas protecionistas. 
• Brasileiros recorrem à informalidade para pagar despesas. Emprego formal, com carteira assinada, começou a cair pela primeira vez em 12 anos no país. 
• Além de pessoas, Uber pode entrar no ramo de transporte de mercadorias. Empresa é considerada uma ameaça a taxistas tradicionais, que a consideram concorrência desleal
• Cresce o temor de que país perca selo de bom pagador. Mudança poderia ser causada por alta prevista na dívida do país. 
• Bolsas caem e dólar dispara por temor de bolha chinesa. Desvalorização de papéis em Xangai poderá afetar exportações brasileiras. 
• Volta e meia: Ministro descarta tirar agente federal de rodovia paulista. Governo de São Paulo quer assumir o controle das vias federais no Estado. 
• Senador tucano José Serra critica o diretor da área externa do Banco Central, Tony Volpon, que antecipou a analistas de mercado e à imprensa seu voto na próxima reunião do Copom; O Senado é o órgão responsável pela aprovação dos diretores e pelo acompanhamento da política monetária. Por isso pedirei que o Senado e a Comissão de Assuntos Econômicos da Casa se pronunciem sobre o episódio e sobre o mérito da decisão que o BC venha a tomar
• Site Tudo Sobre Todos sai do ar para parte dos usuários. Ministério da Justiça informou que não houve nenhuma notificação. Endereço divulga dados pessoais sem autorização.  Leia aqui e Aqui
• Pan de Toronto tem deserção de cubanos. Veículos de oposição ao regime cubano disseram que todos os atletas estariam nos EUA. 
• EUA e Turquia planejam zona livre do EI na Síria. Área deve ter 100 km de extensão na fronteira com a Turquia. 
• Egito testa segundo Canal de Suez. Navios de carga passaram pelo segundo Canal de Suez do Egito, ao lado do primeiro, neste sábado, 25, durante uma operação-teste.
• O avesso do luxo na Lava Jato. Leia
A corrupção e a economia.
Destaque maior - Enquanto a corrupção apenas no que diz respeito à Operação Lava Jato) segue ganhando novos e horripilantes capítulos a cada dia que passa, os noticiários do país não tem outra alternativa senão dar maior espaço para expor o quanto estamos sendo roubados pelos atuais governantes.
Contas públicas - Diante desta encrenca monumental, que precisa ser destacada, sobra menos espaço (nos jornais) e tempo (nas emissoras de rádio e televisão) para informar, de forma clara, o quanto é a terrível situação das nossas contas públicas, que, por consequência, está afetando brutalmente a nossa economia.
Meta fiscal - Com isso aproveito o artigo escrito pelo economista e pensador (Pensar+) Paulo Rabello de Castro, com o título: Governo abandona meta fiscal e confiança se esvai. Eis: Ao anunciar a revisão da meta fiscal de 2015 para o chamado superávit primário, que é a economia feita para pagar juros, reduzindo o alvo de R$ 66 bilhões (1,1% do PIB) para R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB), o governo não apenas reconheceu que planejou mal suas contas deste ano, por não estimar bem a profundidade da crise no setor produtivo afetando a receita esperada de impostos como, sobretudo, passou a aceitar que a dívida pública bruta (hoje 62% do PIB) deverá crescer muito nos dois anos seguintes, tornando impossível as agências de risco americanas não admitirem o rebaixamento da nota de crédito do Brasil. 
Descontingenciamento - O governo também criou um descontingenciamento antecipado de receitas futuras, figura esdrúxula e inédita na gestão fiscal brasileira, ao enviar ao Congresso um pedido de perdão de R$ 26 bilhões, caso algumas receitas de resultado especulativo (como a de regularização de capitais no exterior) não renderem a arrecadação esperada. 
Despesas contingenciadas - Despesas precisariam ser contingenciadas pela presidente (erro grave cometido em 2014 e apontado pelo TCU) e agora a equipe econômica pede licença para não contingenciar despesas de igual magnitude, legalizando a má prática.
Frustração das receitas??? - Para além do desmonte da boa gestão pública, o País perde ao ouvir a explicação equivocada de que o problema nasce na frustração das receitas, cuja arrecadação vem crescendo 2,2% (em doze meses, até maio) e assim obrigando o governo a aprofundar o corte nos investimentos já ceifados.
. O governo omite que a despesa total não financeira até maio vem inchando 11,5%, com as de custeio indo a 16% de expansão. Ao somar-se a isso a explosão dos encargos financeiros em 7% do PIB (R$ 408 bilhões até maio!) se conclui pela total impossibilidade de qualquer solução na linha convencional de mais aumento da carga tributária que, aliás, já não responde a tal apelo.
A solução está na cara - A solução está na cara: adotar regra de contingenciamento de toda a despesa pública baseada na variação do PIB nominal, ao passo que se encare com seriedade uma reforma financeira a fim moderar, no tempo, uma política de juros públicos que leva o Brasil a ser, de longe e há muito tempo, o País que mais encargos paga para rolar sua própria dívida interna.
. O não enfrentamento de um verdadeiro ajuste acoplado a um programa de longo prazo para ressuscitar o PIB levará os mercados a adotarem um caminho de correção pelo câmbio, que facilmente encostará nos R$ 3,50 nas próximas semanas. ((GSPires) 

 photo _abase.jpgDocumento revela infiltração militar chinesa na Patagônia. 
 . O jornal La Nación, de Buenos Aires, ecoou as profundas inquietações geradas por um documento de Pequim sobre o possível uso militar da estação espacial que a China está concluindo na província de Neuquén, numa área de 200 hectares cedida a ela pelo governo nacionalista-bolivariano de Cristina Kirchner. 
. O uso militar dessa estação já não é segredo. Porém, os convênios entre Cristina Kirchner e o ditador maoísta Xi Jingping foram assinados no maior sigilo, tendo as obras sido iniciadas sem a indispensável aprovação do Congresso.
. O novo documento chinês, de 26 de maio, é de responsabilidade do Escritório de Informação do Conselho de Estado em Pequim.
. Trata-se de um relatório em seis capítulos explicando que, de acordo com a nova estratégia militar chinesa, a aviação militar visará construir uma força de defesa do espaço aéreo que possa realizar operações aerotransportadas, a projeção estratégica e o apoio integral.
. O texto é sinuoso e ambíguo, comentou o jornal La Nación. Pois, sem mencionar diretamente a base na Patagônia argentina, aplica-se perfeitamente a ela e a põe a serviço da nova estratégia bélica chinesa.
. No capítulo sobre missões e tarefas estratégicas das forças armadas da China, o plano chinês fala de uma linha estratégica de defesa ativa que inclui a cooperação militar e segurança com certos países.
O espaço -explica- é dominante na competição estratégica internacional, acrescentando que apareceram os primeiros sintomas de militarização do espaço extraterrestre.
. O texto fantasia dizendo que a China já defendeu o uso pacífico do espaço, mas fala do surgimento de desafios nesse setor que a levariam a adotar medidas defensivas, não mais respeitando o espírito pacífico de que outrora estaria imbuída.
. As insinuações não deixaram margem à dúvida em Buenos Aires.
. A embaixada de Pequim em Buenos Aires foi procurada, mas não quis se pronunciar. Apenas lembrou que em outras ocasiões o embaixador Yang Wanming negou qualquer uso militar da estação espacial de Neuquén.
. A resposta foi entendida como uma fuga pela tangente e aumentou as desconfianças.
. A estação em foco será operada pela China Satellite Launch and Tracking Control (CLTC), que é dirigida pelo general Zhang Youxia, chefe do Departamento Geral de Armamentos do Exército Popular de Liberação (EPL), nome do exército vermelho desde os funestos tempos de Mao Tsé Tung.
. O general Zhang também é um dos 11 membros da Comissão Militar Central do PC chinês, encabeçada pelo presidente Xi Jinping em pessoa.
. Zhang também dirige o Science and Technology Committee (STC), responsável pela inovação tecnológica de armamentos, que inclui desde o programa de modernização dos mísseis de curto alcance até os ICBM intercontinentais, capazes de transportar ogivas nucleares.
. Não poderia ser mais preocupante.
. Oficiais e acadêmicos vinculados às Forças Armadas argentinas mostraram reservadamente sua preocupação pelas consequências do documento chinês.
. Dois deputados estaduais que tentaram visitar a base foram proibidos de entrar. Os funcionários alegaram que só poderiam ingressar com a anuência do embaixador da China e que esse não estava disponível.
. O texto que chegou de Pequim deixou claro que o conflito pelo espaço é um horizonte da China e mais um campo de combate da guerra cibernética, disse um assessor militar argentino.
 Não há perspectivas próximas de um conflito militar na América do Sul com envolvimento chinês. Mas a base suspeita aproxima fortemente esse perigo. (Luis Dufaur) 

A demagogia é a capacidade de vestir as ideias menores com as palavras maiores.
(Abraham Lincoln)

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