24 de jun de 2015

Privado ou público, eis a questão...

• Por divergências, Maestro Isaac Karabtchevsky pede demissão do Teatro Municipal do Rio. 
• PM do Rio afasta 14 agentes do Bope suspeitos no sumiço do pedreiro Amarildo. 
• Loyola diz que Levy deve perseguir fiscal até o fim, sem jogar a toalha. O economista Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central e atual sócio da consultoria Tendências, afirmou que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deve perseguir um superávit primário de 1,1% do PIB… 
• Medalhas: Exército ignora lei e a PGR, de novo. O Comando do Exército ignorou, novamente, a solicitação formal da Procuradoria-Geral da República (PGR) de explicações pela decisão de não cassar condecorações de condenados por corrupção em sentença transitada em julgado, como manda a legislação. Estão enquadrados nesse caso. 
 • Diretores querem entregar cargos por melhoria na PF. Delegados da PF ameaçam entregar cargos caso não ocorram melhorias no órgão. Chefes regionais e setoriais da Polícia Federal pressionam o governo por indenização de fronteira, aumento de equipes de investigação e melhores condições de trabalho. 
• STF solta José Riva, conhecido como maior ficha-suja do país
• Odebrecht e Petrobras são antigos parceiros. Presidente do Grupo Odebrecht preso na sexta, Marcelo Odebrecht se associou à Petrobras em 2010 para adquirir o controle da petroquímica Quattor, criada em 2008 pela Unipar e a própria estatal - operação que já foi alvo de delação do doleiro Alberto Youssef, na Lava Jato. Para comprar a Quattor, foi criada uma holding (ou empresa-mãe) chamada BRK, onde Odebrecht presidiu o conselho de administração. Foi a BRK que, por R$ 870 milhões, comprou o controle da Quattor. 
• Em nota divulgada nesta terça-feira, a Camargo Corrêa informou que contratou executivos novos para substituir os que caíram na malha da Operação Lava Jato. O texto anota que a construtora pendurou no seu organograma uma nova diretoria de governança corporativa. Cuidará dos diversos esforços de aprimoramento de seus programas de controle interno e transparência administrativa
• Dilma teme emenda que ameaça Previdência e pede ação do governo. Governo quer evitar reajuste para aposentados do INSS que ganham mais que um salário mínimo. Aplicação da regra para todos os benefícios representa um gasto extra de R$ 9,2 bilhões ao ano, segundo o ministro da Previdência.
• Fazenda acelera a cobrança de R$ 70 bilhões parados no Carf. Créditos serão inscritos na dívida ativa da União e poderão reforçar as contas do país e elevar o chamado superávit primário. 
• As pedaladas fiscais continuaram no primeiro trimestre deste ano, apesar das advertências do TCU de que são ilegais. Enquanto isso se aguarda o final dos 30 dias dados de prazo pelo mesmo TCU para que o governo explique as pedaladas de 2014. E como o Brasil é o país da piada pronta, como diria José Simão, a presidente Dilma deixa-se fotografar pedalando sua bike, em ruas de movimento (com ônibus passando perto), até para desmentir boatos de que havia renunciado ou tentara o suicídio com remédios. 
• Líder do governo diz que crítica de Lula deveria ser interna. Deputado José Guimarães discorda dos que afirmam que o PT está no fundo do poço ou no volume morto. Ele vê força no Nordeste. Escalada de críticas e desabafos de Lula preocupa o PT. Vice do PT rebate Lula e diz que eleições mostrarão situação real. Lula disse que governo Dilma está no volume morto e que petistas só pensam em cargos. O apoio do PT a Lula, sem citar Dilma. Bancada do Senado exalta ex-presidente. Todos têm direito de criticar, diz Dilma. Senadores ignoram Dilma em nota de solidariedade. 
• Para foragido investigado na Lava Jato, há centenas na Suíça como ele. Apontado na operação Lava Jato como a pessoa que fazia pagamentos e operava as contas dos ex-diretores da Petrobras e da Odebrecht, Bernardo Freiburghaus aposta em sua permanência na Suíça, local onde mora pelo fato de ter nacionalidade do país europeu, para evitar - ou retardar - sua prisão e extradição. Como eu, existem centenas aqui na Suíça. Se forem me prender, vão ter de prender muita gente aqui na Suíça, disse o operador suíço-brasileiro ao jornal O Estado de S. Paulo. 
• Avião elétrico faz o primeiro voo tripulado na América Latina. Usina hidrelétrica de Itaipu realizou a experiência inédita durante cinco minutos. 
• PF desarticula esquema de fraude em quatro estados e DF. Grupo acessava sistema do INSS e falsificava perícias; prejuízo dos golpes poderia chegar a R$ 170 milhões. 
• José Rainha, ex-líder do MST, é condenado a 31 anos de prisão. Ele respondeu pelos crimes de extorsão, formação de quadrilha e estelionato e pode recorrer da sentença em liberdade. 
• USP vai selecionar alunos pelas notas do Enem e reservar 13,5% das vagas para negros. Direito e pedagogia estão entre os que adotarão a medida; consulte vagas por curso. 
• Como fugir dos juros do cartão que chegam a 360% ao ano. Consumidores usam demais o cartão de crédito, segundo avaliação do BC. 
• Bancos no Brasil cobram taxas chocantes para investir em fundos, diz NYT. 
• Imigrantes brasileiros fogem de crise e voltam a Londres. Desvalorização do real e insatisfação com governo são razões apontadas; muitos deles retornam à cidade com status de legal
• Ataque contra blitz policial durante o Ramadã deixa 18 mortos na China.

Lições de 50 anos atrás
. Chegamos à estranha situação de que, no governo, os que decidem não são votados, e os que são votados não decidem.
. Tome-se a presidente Dilma, reeleita em outubro passado. Entregou a economia a um banqueiro cujas iniciativas jamais foram referidas nos palanques onde Madame garantiu seu segundo mandato.
. O governo demonstra renitente e impenitente incapacidade para compreender os problemas políticos revelados pelos que se supõem capazes de resolvê-los.
. Nada se ajusta mais a essa sentença do que a aceitação, pela presidente Dilma, da redução de direitos trabalhistas adotada faz pouco, decisão rejeitada por todas as centrais sindicais e mais a torcida do Flamengo.
. Todos reconhecem em V. Excia uma liderança de qualidades excepcionais, que exerce extraordinária influência nas bases do partido, mas os processos dialéticos destrutivos que costuma empregar contra seus adversários não podem ser aplicados contra seus próprios companheiros
. Essa análise serve, sem tirar nem pôr aos comentários do Lula em recente reunião com religiosos, quando demoliu a sucessora de forma inapelável. O ex-presidente utiliza sua óbvia liderança para destruir o governo atual.
. Jamais se viu tamanho libelo infamatório contra a representação do próprio partido.
. De novo o comentário aplica-se ao Lula, e também a Dilma, quando sufocaram a indignação dos companheiros frente à política econômica, na recente reunião do V congresso nacional do PT.
. O governo tornou-se impopular este ano. Será popular quando vierem as eleições?
. A indagação atinge a presidente e seu antecessor por conta das recentes pesquisas que só indicam queda vertiginosa em seus índices de aprovação.
. Poderemos acrescentar a esse elenco de frases aspeadas muitas outras de igual atualidade, como : Candidato invencível para uma eleição que não vai haver...; a ovelha negra não faz parte do rebanho; assistimos a um romance de amor e de ódio; o bom senso, que lhe falta, e a inteligência, que lhe sobra; entrega um passaporte para o desconhecido; vendo antes, dou a impressão errônea de ver demais...
. Fomos encontrar a autoria de todos esses vaticínios e críticas entre aspas formulados há exatamente 50 anos, em 1965, na correspondência enviada por Carlos Lacerda ao presidente Castello Branco, quando o então governador da Guanabara tentava salvar sua candidatura presidencial, logo depois atropelada inexoravelmente pelo golpe militar. Aqui para nós, nada como o passado para nos orientar, porque se ele não nos diz o que fazer, aponta com rara precisão o que evitar... (Carlos Chagas)

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