12 de jun de 2015

Namorados ontem, hoje e sempre.

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• Decretada a prisão preventiva de promoter que agrediu três jovens na festa da Gávea. 
• Câmara mantém voto obrigatório. Sugestão de reforma política foi rejeitada por 311 votos a 134. Com o resultado, mantém-se facultativo o alistamento eleitoral para analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e eleitores com idade entre 16 e 18 anos. 
• Deputados aprovam mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos. Mudança cria regra de transição pela qual, nas eleições de 2018, os mandatos de deputados (distritais, estaduais e federais), de governadores e de presidente da República ainda serão de quatro anos. A aprovação pela Câmara do mandato de cinco anos para cargos eletivos e proposta ainda precisa ser aprovada em segundo turno e, posteriormente, em dois turnos pelo Senado para ser promulgada. 
• PT tenta suavizar disputas internas em congresso na Bahia. Evento em Salvador foi aberto por Lula, que tem como missão suavizar as divergências internas que ameaçam criar um racha no partido. Dilma também fez seu discurso abandonando a Bélgica. Dilma diz que ajuste é tática e pede que PT entenda situação em encontro na BA, ela cobrou apoio do partido: Hora de ver quem é quem. Protesto interrompe fala de governador da BA e manifestante invade reunião e provoca tumulto. 
• Tumulto e gás de pimenta interrompem discussão sobre maioridade penal. Depois de seguidas advertências, presidente da sessão determinou que a polícia legislativa esvaziasse o local, o que culminou em agressões e até uso da substância. Além da confusão, pedido de vista inviabilizou debate ainda nessa quarta-feira. 
• Cunha sabota união PT-PSDB sobre maioridade penal. Presidente da Câmara procura tucanos e anuncia votação da proposta para o próximo dia 30. Comissão aprecia relatório com idade-limite passível de punição fixada em 16 anos, para qualquer crime. Sessão é realizada sob protestos de estudantes. 
• Deputados lançam nota de repúdio contra Parada Gay. Na nota de repúdio, os deputados classificaram o desfile de uma transexual em uma Cruz como uma tentativa de desmoralizar a crença de milhões de brasileiros, com provocações desnecessárias, atitudes nefastas, inescrupulosas e reprováveis. Na CNBB Cristãos reagem à crucificação de transexual. 
• Brasil aposta alto no investimento privado em infraestrutura. Após anos de intervenção e desconfiança, o governo parece disposto a retomar a relação com o setor de negócios. 
• Senado aprova Estatuto do Portador de Deficiência. Em tramitação há 12 anos no Congresso, projeto assegura uma série de direitos, prioridades e cotas mínimas em serviços e produtos aos portadores de deficiência. Relator do texto, Romário se emociona ao falar da filha portadora de Síndrome de Down.

• A reforma do Senado. O Senado vai confirmar o fim da reeleição para cargos majoritários, mas proporá mudanças no financiamento de campanha. 
• Em comissão no Senado, Barbosa diz que concessão não é privatização. Nelson Barbosa ouviu críticas da oposição pelo anúncio de um novo pacote de investimentos. Para o senador Ronaldo Caiado, o programa de investimentos do governo é ilusionismo
• Relator de contas presidenciais no TCU deve condenar pedaladas fiscais. Segundo informações do jornal O Globo, o relator do processo no Tribunal de Contas da União, ministro Augusto Nardes, ainda não sabe se irá reprovar contas de Dilma. 
• Pronatec perde 60% das vagas este ano com ajuste fiscal. Em 2015, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, considerado como um dos maiores projetos da presidente Dilma Rousseff, oferecerá 1 milhão de vagas. No ano passado, o Ministério da Educação abriu 2,4 milhões de vagas. 
• Mercadante propôs reduzir poder de vice-presidente. Segundo a Folha de S.Paulo, a proposta do ministro da Casa Civil de tirar de Michel Temer o comando da Secretaria de Relações Institucionais irritou a presidenta Dilma. 
• Oposição pede quebra de sigilos bancário e fiscal do Instituto Lula. Laudos da Polícia Federal anexados nos autos da Operação Lava Jato apontam que a Camargo Corrêa, investigada por desvios de recursos na Petrobras, repassou R$ 3 milhões para o Instituto Lula e mais R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras Eventos e Publicidade. 
• Lava Jato investiga relação de Banco Safra com Youssef. O banco renegociou dívida de R$ 10,4 milhões de empresa de turismo do doleiro, acusado de comandar os esquemas de corrupção da Petrobras. Por aceitar realizar a operação, pode ter cometido crime contra o sistema financeiro nacional. 
• Casos de dengue no país ultrapassam 1 milhão. Número de casos da doença já chegou a 1.021.004 apenas nos primeiros cinco meses deste ano. 
• Por que os líderes europeus querem conversar com Dilma? Angela Merkel cumprimenta Dilma, observada por Rafael Correa, presidente do Equador; Presidente teve encontros bilaterais com líderes da Grécia, Alemanha e Grã-Bretanha, entre outros; clima, economia e Ucrânia estão na pauta; Negociações com UE avançam menos do que Dilma esperava; Não apostaria contra o Brasil, diz presidente do BID; Crise era marolinha, mas virou onda porque mar não serenou, diz Dilma. 
• Cautela argentina no acordo entre Mercosul e UE divide governo brasileiro. Após mais de 15 anos de negociação, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pode finalmente avançar este ano. 
• Itália autoriza extradição de Pizzolato a partir do dia 15. Pizzolato deve cumprir pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, onde outros condenados no processo do mensalão estão presos. 
• EUA voltam ao topo da produção mundial de petróleo. A volta dos EUA ao topo do ranking de maiores produtores de petróleo do planeta se deu graças à revolução do xisto
• Morre aos 93 o ator britânico Christopher Lee, famoso por Drácula e Saruman.
Sublocando o amor dos filhos. 
. A maioria das minhas colegas de serviço tinha aquele emprego para educar os filhos. Variavam muito os salários, o número de filhos e outras condições, mas me espantava todas pagarem a alguém para tomar conta deles. Pelos meus cálculos, muitas usavam a maior parte do salário para isso. Não conheci nenhuma das babás, mas tenho todo o direito de imaginá-las com nível de educação inferior ao das minhas colegas. E eu cogitava se não seria melhor passarem a educar pessoalmente os filhos, enquanto trabalhassem em casa para ajudar os maridos nas despesas. Trabalhos domésticos rendosos não faltavam (e continuam não faltando), portanto…
. Uma ou outra de minhas leitoras pode ter reações violentamente contrárias:
. (O que está pensando esse cara? Por acaso conhece a minha situação? Como se atreve a julgar minha vida, se nunca contribuiu para melhorá-la?).
. Tudo bem, acalmem-se essas leitoras, pois minha intenção é mesmo ajudá-las.
. (Vai pagar minhas despesas? Custear a escola para os meus filhos?).
. Não, prezada leitora, meu assunto não é dinheiro, é felicidade, coisa muito melhor e mais importante. Se você passa a maior parte do tempo longe dos filhos, algumas consequências são inevitáveis: Os filhos terão menor afinidade e afeto por você; a educação deles não será tão boa quanto você daria ou deseja dar; estando longe deles, sua preocupação será constante; instabilidade emocional quase sempre lhe fará companhia, prejudicando também sua produtividade no serviço.
. Consequências como essas passaram longe de você? Se a sua experiência é diferente, deve ser uma exceção. Tenho muitos elementos, aliás, para crer que não há exceções. Estatísticas sérias afirmam que as mães não conseguem desvincular-se dos filhos, mesmo estando a grande distância. Prosseguir o trabalho, sabendo de riscos que eles podem estar correndo ou provocando naquele exato momento, eis uma das maiores causas de instabilidade emocional dessas mães. A consciência nunca deixa de acusar, e o resultado psicopatológico frequentemente se manifesta.
. Se a mãe subloca para outro a educação dos filhos, a afeição deles se desloca para esse outro. Já li inúmeros relatos de crianças que, por circunstâncias diversas, foram educadas por outra pessoa, longe dos pais. Depois de adultos, mesmo vindo a reencontrar os pais, mantiveram afeição maior pelas pessoas que os educaram. Uma criança mal saída do berço não tem capacidade para entender a diferença.
. Nosso mundo cheio de tecnologias miraculosas inventa aparelhinhos e recursos diversos para as mães exercerem alguma vigilância; comprovando, aliás, a necessidade delas no lar. Mas isso resolve os problemas? Não, não resolve. Se você permanece longe dos filhos, esses aparelhos só atrapalham. São aparelhos atraentes, aliciantes, mas o resultado é você se tornar cada vez mais dispensável. É isso que você quer? Crianças sem o uso da razão não distinguem claramente entre a mãe e o aparelho que, por exemplo, fala com a voz dela.
. Se você acha impossível a cabeça de uma criancinha fazer essa substituição, vou contar-lhe o que vi quando se instalou luz elétrica na fazenda de meu pai. Na primeira vez que os colonos ouviram no rádio a voz de um locutor, ficaram matutando (refletindo), depois foram procurar atrás do rádio (grande, na época) quem estava lá dentro, escondido e falando. E não eram crianças sem o uso da razão.
. Meses depois da minha formatura, um psiquiatra muito competente contou-me que estava reunindo grupos de mães para tratarem das dificuldades domésticas. E notou que a maioria dos problemas nervosos resultava de trabalharem fora de casa, longe dos filhos. Num caso concreto, uma odontóloga permanecia no consultório até muito tarde, e ao chegar em casa os filhos já estavam dormindo. No dia seguinte, pouco conversava com eles, limitando-se quase só a uma despedida. O psiquiatra aconselhou-a a reduzir o horário de trabalho fora. Poucos meses depois, ela estava tranquila, inteiramente recuperada dos problemas nervosos. E muito feliz.
. Um caso isolado? De forma nenhuma, pois o mesmo acontecia com as outras, variando apenas os motivos para o distanciamento dos filhos. Cinquenta anos atrás, esse psiquiatra recomendava o que agora vem se tornando habitual na especialidade. Pois a conclusão é que as mães só são felizes ao lado dos filhos. O que me parece inacreditável é demorarem tanto a perceber essa realidade tão evidente. Enquetes concluíram que mais da metade das mulheres sentem isso, e já se nota um êxodo no sentido contrário, uma volta do trabalho para o lar. Como dizia um professor do meu curso ginasial, a casa do homem é o mundo, e o mundo da mulher é a casa. 
. Trabalhar para sustentar a família? Isso sempre foi atribuição do homem. Contrariando essa verdade elementar, as viragos feministas tentaram substituir o amor materno por vitórias na carreira e outras miragens. Os franceses previram há muito tempo o que aconteceria: Chassez le naturel, il revient au galop (afastando o natural, ele volta a galope).
. Confere com isso a resposta de um norueguês a um sociólogo do início do século passado. Ante a pergunta se o dote da noiva era necessário para o casamento, afirmou: Não conheço nenhum norueguês que recuse um casamento por este motivo. Nós sabemos que um marido deve ser capaz de sustentar sua família.
. Assim pensavam e agiam todos, antes do antinatural e funesto feminismo. (Jacinto Flecha)

Democracia é o direito do brasileiro votar a contragosto. Por anos, o melhor foi faltar e pagar.(AA)

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