7 de jun de 2015

Mudanças: esperança que não morre...

• Cético quanto ao fator previdenciário, criado em seu governo (em 1999), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso critica com veemência apoio de deputados e senadores do PSDB que se posicionam a favor da extinção da medida; Acabar com o fator previdenciário ou diminuir as exigências de idade e tempo de trabalho como foi feito ­agrava a situação fiscal e, a médio prazo, o custo cairá no bolso do povo. Na campanha de 2014, o PSDB prometeu substituir o fator previdenciário por outro mecanismo, o que seria razoável. O PSDB votar como votou abala seu prestígio, embora em camadas de menor peso eleitoral, diz o tucano. 
• Enquanto ela dá pedaladas, Lula faz pregações na Itália. Me engana que eu gosto. 
• Investigação do FBI inclui Copa de 2014 no Brasil. FBI está investigando a ligação entre o antigo dirigente da CBF, Ricardo Teixeira, e o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, suspeito de pagamento de propina. 
• Empossado recentemente deputado federal, o advogado e ex-presidente da OAB-RJ Wadih Damous (PT-RJ) deu entrevista exclusiva ao 247, em que teceu duras críticas ao juiz Sérgio Moro, a quem chama de fanático judicial, e aos procuradores da Operação Lava Jato: Eles não têm qualquer discernimento quanto à repercussão social de seus atos; Em nome do combate à corrupção praticam-se ilegalidades, desrespeitam-se direitos fundamentais, afirma; Damous ainda faz críticas à contra-reforma política em curso no Congresso, diz ficar impressionado com os parlamentares do PSDB que sobem à tribuna para falar de corrupção e vê Lula eleito em 2018.
• A polêmica da cota feminina no Legislativo. A emenda aglutinativa nº 37 já causa polêmica antes de ser votada. Ela insere na Constituição o Artigo 102 e determina cota de vaga para mulheres em todas as Casas Legislativas. 
• Brasil deve começar a exportar carne bovina fresca para os EUA em agosto. A expectativa do mercado é que Dilma anuncie a liberação em sua visita aos EUA em junho. 
• Crescimento do Brasil depende das escolhas do país, diz assessor de Obama. A três semanas da visita de Dilma Rousseff a Washington, Jason Furman, assessor de Obama, diz que o crescimento brasileiro vai depender das escolhas do país. 
• Hackers acessaram dados de 4 milhões de funcionários federais dos EUA. A informação foi confirmada pelo Escritório de Recursos Humanos do governo dos EUA. Suspeita-se que hackers chineses estejam por trás do ataque.
É impeachment, sim. 
. Não houve na história da República governo que merecesse tanto ser posto porta afora pelas instituições quanto esse alegadamente reeleito no dia 26 de outubro do ano passado. Percorreu de A a Z o dicionário das coisas que um governo não deve fazer, e mandou para longe das próprias vistas os limites morais a que se subordinam as pessoas e as instituições que merecem respeito.
. A lista é longa e mostra que estamos sob um governo absolutamente capaz. De qualquer coisa. A corrupção foi transformada em política de Estado graças à consistente e já fartamente comprovada formação de quadrilhas. Quando os números do assalto à Petrobras chegaram às manchetes mundiais houve um estupor porque nunca se vira caso de corrupção com tantos dígitos. E eram apenas os primeiros esguichos do que viria com a operação Lava Jato que desvendaria a extensão do esquema a um vasto conjunto de obras públicas. Há poucos dias, o governo precisou usar toda sua força de coerção para aprovar uma lei dizendo que crime de irresponsabilidade fiscal já cometido deixava de ser crime perante os estatutos jurídicos do país. E pouco mais tarde, novamente operou o balcão dos negócios para que fossem retiradas assinaturas em CPIs que investigariam financiamentos do BNDES.
. Em países sérios, presidentes não podem mentir. No governo brasileiro, a mentira é sempre a forma de comunicação. A verdade jamais emerge numa entrevista. Ela só aparece mediante rigorosa investigação jornalística ou policial. O governo atrai os piores elementos dos partidos da base e os piores parceiros nacionais e internacionais com os quais faz negócios que traem o interesse brasileiro.
. Seguindo a política do partido governante, sem audiência ao Congresso e à nação ali representada, deslanchou um programa de integração continental denominado Pátria Grande, confessadamente comunista, visando integrar moedas e identidades nacionais com os mais desastrados de nossos vizinhos. Dentro desse projeto, o Brasil participa da instalação de uma Escola de Defesa que outra coisa não é que uma versão bananeira do Pacto de Varsóvia. Se essas tratativas forem criteriosamente investigadas, não andaremos longe de um crime de alta traição. Pense num mal para o país e saiba: há um setor do governo ou de seu partido tratando disso.
. É irrelevante ao tema deste artigo mencionar a falta de qualquer mérito nesse governo, porque no Brasil, governar mal é um direito de todos. Mas, convenhamos, não é à toa que o petismo é contra a meritocracia. Basta contemplar seu governo. Ele jogou o país numa enorme crise sem que houvesse qualquer outro motivo que não fosse a monumental incompetência nas áreas essenciais da administração.
. Cobrar das instituições que deliberem sobre impeachment é uma imposição moral. Se elas o recusarem, que assumam as consequências. Simples como isso. O que não se pode fazer é um discurso de reprovação ao que foi feito no país e dizer que não é caso de impeachment. Santo Deus! O que mais é preciso? Por quanto mal ainda devemos esperar? Não nos constrange tal omissão? A presidente e seus líderes já não podem aparecer na rua pois são vaiados pelo povo, entregue aos azares que desabam sobre seu cotidiano. E as instituições, no conforto dos gabinetes, contemplam seus esféricos umbigos. É assim que queremos ficar?
. Dizer que não é caso de impeachment é fornecer ao governo um fraudulento atestado de boa conduta. Essa é apenas uma das duas opiniões possíveis. E é a mais prejudicial ao interesse público, à moral nacional e ao respeito que devemos ter por nós mesmos. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor) 

Tolerância além do limite.
Histórias da carochinha - Das principais agências internacionais de classificação de risco, ao menos a Moody's já deu a entender, pelo relatório que divulgou nesta quarta feira, que não está muito disposta a se deixar levar por fantasias, frases de efeito e/ou histórias da carochinha, do tipo que o irresponsável governo Dilma adora contar para seduzir para as mais diversas plateias.
Forma de reconquistar credibilidade - No seu relatório, o vice-presidente da Moody's, Mauro Leos, deixa bem claro que não acredita que o Brasil vá atingir a meta fiscal estabelecida pela equipe econômica para 2015 e 2016. Segundo Leos, a administração Dilma estabeleceu uma meta de superávit de 1,2% do PIB para 2015 e 2% para 2016, mais como uma forma (falsa) de reconquistar credibilidade das políticas econômicas.
Pesquisou o ponto crítico - Confesso que até cheguei a imaginar que Leos proferiu a sua -sentença- depois de ler alguns editoriais do Ponto Crítico (que tal a modéstia?). Principalmente quando sugere que mesmo considerando que as metas de superávit primário venham a ser atingidas, só o aumento nas taxas de juros vai proporcionar um rombo maior do que o montante definido pelo corte de gastos.
Crítico com causa - Como os leitores estão cansados de saber e reconhecer, o meu posicionamento tem sido sempre crítico - com causa. Por isso continuo afirmando que o governo Dilma está, pela enésima vez, tentando enganar a opinião pública. Repito: a situação do país é grave. Muito grave. Maior, insisto, do que as (tímidas) medidas poderão alcançar.
Investment grade - Pois, enquanto Dilma insiste com mentiras, me posiciono com verdades. Uma delas é que as agências internacionais de classificação de risco têm se posicionado de forma muito tolerante com relação ao Brasil. Se fossem decididamente sérias e menos tolerantes, já deveriam ter cassado o investment grade do nosso pobre país. 
Incapacidade de adminstração - Reforço essas minhas expectativas ruins diante da dificuldade histórica que o PT tem para fazer as coisas certas. Isso para ficar restrito apenas à declarada incapacidade para administrar, ou seja, não estou levando em conta a expressiva taxa de corrupção que está destruindo o país. 
Colaboradores do insucesso - Além disso o Legislativo, formado por maus políticos aliados e não aliados, mostra grande afinco para produzir destruição. E ainda por cima conta com o Judiciário pronto para referendar e aprovar, com igual afinco, tudo que não presta. Pode? (GSPires)
Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho.
(Carlos Drummond de Andrade)

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