9 de jun de 2015

Desemprego, triste manuseio governamental...

• Ministro garante Fies para o 2º semestre. Nº de vagas ainda não foi definido. No 1º dia, Sisu recebe 467 mil inscrições. Inscrições abertas até quarta-feira. Estudantes serão selecionados para 55.571 vagas em 72 universidades públicas. Resultado será divulgado no dia 15 de junho no site do Sisu. 
• HSBC anuncia venda e fim de atividades no Brasil. Banco também irá sair do mercado da Turquia. Decisão faz parte de plano de reestruturação que será feita até 2017. 
• Reforma política, segundo round: entenda os temas polêmicos. Manifestantes do Movimento Brasil Livre fazem protesto em frente ao Congresso Foto Valter Campanato - Abr. Após aprovar financiamento e fim de reeleição, deputados debatem temas como fim do voto obrigatório e mudança na duração dos mandato; para cientista político, tendência é que nenhuma outra mudança muito relevante passe, nem para bem nem para mal. Câmara aprova doações de empresas a partidos e fim da reeleição. 
• DataSenado aponta apoio à redução de parlamentares. Pesquisa indica insatisfação da opinião pública com políticos: 91% apoiam a redução do número de deputados federais, e 88%, a de senadores; enquete encomendada pelo senador Fernando Collor (PTB), também revela que a reeleição tem pouco apoio até para o Congresso - 55% são a favor de apenas uma para o Legislativo, e 31% querem seu fim. 
• Pedido de vista de Gilmar Mendes que barra o julgamento contra as doações privadas de campanha, há mais de um ano: Advogado, professor e dono de escola, Gilmar Mendes, mato-grossense de Diamantino, 59 anos, comporta-se faz muito tempo como o mais poderoso ministro do tribunal, qualquer que seja o seu presidente. De onde vem tanto poder? (Ricardo Kotscho, jornalista) 
• Camargo Corrêa coloca à venda parte de sua cimenteira. Empresa quer arrecadar R$ 2 bi e priorizar investimentos no exterior. 
• Plano de concessões terá seis aeroportos em SP. Dilma anuncia pacote que terá mais de R$ 190 bi em investimentos. 
• Com a crise, sobe o número de domésticas. Proporção da categoria no total de trabalhadores voltou a crescer em 2015. 
• Pedidos de vistas travam decisões relevantes do STF. Veto a doação de empresas a políticos está entre as 217 ações interrompidas. 
• Dengue custa R$ 4,2 bilhões à União em cinco anos. O custo da dengue aumentou em 48% para a pasta de saúde. 
• Monotrilho da linha ouro vira ferrugem em SP. Obra completa deve custar R$ 5,1 bi e transportar 420 mil usuários por dia. 
• Governo cumpriu apenas uma das cinco promessas feitas em 2013. No auge das manifestações de 2013, o governo criou o plano 5 pactos a favor do Brasil. Porém, dois anos após os protestos, somente as promessas para a área da Saúde foram cumpridas. 
• Geração nem-nem é um fenômeno global. Há cerca de 39 milhões de jovens adultos que não trabalham nem estudam em 33 países industrializados, segundo relatório da OCDE. 
• Sede da Conmebol no Paraguai tem imunidade igual a de uma embaixada. Agentes da polícia paraguaia não podem entrar no prédio em busca de evidências sobre os casos de corrupção denunciados pelo FBI. 
• Novos leilões podem fazer subir o custo da energia. Este ano, ocorrerão oito leiloes para ampliar a geração de energia. Porém, para manter o interesse dos investidores, o governo aumentou a tarifa-teto, o que pode refletir na conta de luz. 
• Líderes do G7 discutem sanções contra a Rússia. O presidente americano falou inclusive em desafiar a agressão da Rússia.
A renovação ou crise da imprensa? 
. A internet é um enorme desafio para os jornais.
. De todos os artigos que li no final de semana nos jornais o que mais me impressionou não foi nenhuma das matérias da área econômica. Na verdade, a cobertura dos jornais impressos na área econômica têm variado muito. Em alguns domingos a cobertura é excelente, mas em outros tem-se a impressão que não estamos no meio de um furação representado por baixa confiança dos empresários, aumento do desemprego, queda da renda real, dificuldade de o governo cumprir com a meta do primário etc.
. Há uma lista de temas importantes que poderiam ser abordadas pelos jornais de forma mais profunda em matérias no domingo. Por exemplo, a aprovação do fim do fator previdenciário poderia ter sido a razão para várias matérias sobre a previdência pública e privada no Brasil, inclusive o crescimento projetado pelo governo para despesas do INSS de 2015 a 2018, que sinaliza um crescimento de 0,7 ponto do PIB, maior do que no primeiro governo Dilma. Por que não fizeram isso? Os jornais se concentraram apenas em reportar o fim do fator previdenciário como aprovado no Congresso, sem uma análise mais profunda do tema.
. Já no caso do Fies, a cobertura dos jornais foi muito boa com várias matérias sobre o assunto, falhas do programa, críticas das universidades privadas, a defesa do governo para alterar o programa etc.
. De qualquer forma, o que me chamou atenção no final de semana foi a matéria do ombudsman da Folha, Vera Guimarães Martins, sobe o enxugamento do jornal. A matéria diz que:
……a reformulação juntou em três cadernos editorias antes separadas, eliminou seções e colunistas e cortou sem dó um espaço que já não era generoso. Esporte, reduzido a uma página às terças e sextas e a duas páginas às quartas e quintas, liderou as reclamações. Comida voltou a ser seção na Ilustrada. Integrantes do time de 125 colunistas que o jornal acumulou nos últimos anos vão escrever só no site. Dos seis de Mundo, só Clóvis Rossi continua no impresso.
. Acho isso péssimo para o país. Uma imprensa forte e independente é essencial para a democracia e o conteúdo independente da internet para mim não substitui os cuidados do jornalismo profissional impresso (e o impresso publicado digitalmente). A Folha de S. Paulo não é o único jornal a passar por dificuldades. Nos últimos dois anos o Estado de S. Paulo reduziu o seu time e também a Revista Veja.
. É verdade é que a internet é um enorme desafio para os jornais. Quem está disposto a pagar por informação de jornais se essas mesmas informações estão disponíveis de graça na internet? Em um país como o Brasil, que nem teve a chance ainda de massificar a leitura de jornais impressos, os jornais impressos (e revistas semanais) terem que passar por uma reestruturação radical é algo que me preocupa, que não gosto e não acho saudável para democracia. (Mansueto Almeida, economista do Ipea e titular do blog do Mansueto)

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