4 de jun de 2015

BNDES e PT abusam do dinheiro do povo...

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• Numa nota dura, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, reagiu à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de aumentar pela sexta vez seguida o valor da Selic, a taxa básica de juros da economia pela 6ª. vez; o índice subiu para 13,75%; O governo brasileiro não precisa mais subir os juros, muito menos aumentar impostos. Precisa, sim, promover forte diminuição de gastos para atingir o equilíbrio fiscal e retomar o crescimento da produção e do emprego, disse; ele também rebateu declaração do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que afirmou que a gente vai virar a nossa produção industrial; Com essa política, o que o governo conseguiu até agora foi virar a indústria de ponta-cabeça, e não há nenhum sinal de virada com esta alta dos juros, afirmou Skaf. 
• O governo zela pelo povo: ANS fixa em 13,55% reajuste máximo para planos de saúde. 
• OCDE: Apenas Brasil e Rússia terão queda no PIB. Grupo que reúne países ricos muda previsão de retração de 0,5% para 0,8% no Brasil, citando baixo nível de confiança, menos investimentos em petróleo e política de arrocho. 
• Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e ex-secretário da Casa Civil Regis Fichtner são investigados em inquérito da Operação Lava Jato; Pezão e Cabral são citados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como beneficiários, em suas campanhas, do esquema de corrupção da Petrobras, enquanto o ex-secretário seria, segundo ele, o operador de repasses. 
• Renúncia de Blatter torna jogo político na Fifa aberto e imprevisível. A renuncia e convocação de eleições quatro dias após ter sido reeleito. Cresce a corrupção: Del Nero, da CBF, também deveria deixar o cargo. 
• Construtoras de médio porte se associam por leilões. Empreiteiras irão disputar pacote de concessões de estradas e aeroportos. 
• Bancada da menoridade leva vantagem. Eduardo Cunha vai cobrar a aprovação da PEC 171, que reduz a maioridade penal para 16 anos. Ele conta com uma poderosa bancada conservadora, liderada por delegados de polícia eleitos. 
• BNDES divulga dados de contratos que somam quase US$ 12 bilhões. Em resposta à pressão por mais transparência, órgão divulga dados de contratos de exportação de serviços feitos entre 2007 e 2015. 
• População carcerária do Brasil cresceu 74% de 2005 a 2012. País já tem mais de meio milhão de detentos e um terço deles estão encarcerados em São Paulo. Cerca de 38% dos presos ainda aguardam julgamento. 
• Brasil tem 11% da população sem nenhum dente. Pesquisa do IBGE mostra que por falta de higiene bucal, 16 milhões de brasileiros não têm nenhum dente na boca.

• Obama sanciona exigência de mandado para espionagem. Projeto obriga agência a pedir autorização judicial para coletar dados. 
• A heroína de fabricação caseira pode se tornar uma realidade em breve. Os barões da droga deveriam ler o artigo publicado na Nature Chemical Biology, que descreve uma tecnologia que pode destruir seus negócios. 

Lula, tenha vergonha na cara e apoie o governo que ajudou a eleger e reeleger; não venha agora brincar de doutor Victor Frankenstein…
. Coitado do Lula! Não fosse ele absolutamente indigno da minha pena porque muito poderoso, eu estaria aqui a lamentar a sua sorte. Afinal de contas, o homem armou a reação à esquerda contra a presidente Dilma Rousseff, e o tiro saiu pela culatra. Depois de incentivar os senadores Paulo Paim (PT-RS) e Lindbergh Farias (PT-RJ) a liderar um movimento anti-Dilma, o Babalorixá de Banânia resolveu recuar e, agora, decidiu pedir que os esquerdistas, seus amigos, tenham mais tolerância com ela.
. Que coisa, hein? Primeiro ele colabora para demonizar a presidente da República e depois procura assoprar, afirmando não ser bem assim… Eu fico muito impressionado ao constatar como Lula perdeu a biruta. Comete, hoje em dia, erros incompreensíveis, que não cometeria há alguns anos. É fadiga de material. Lula perdeu a utilidade.
. E por que é assim? Porque o PT jamais foi governo em tempos de escassez. O partido existe e se formou para denunciar injustiças reais ou imaginárias, pouco importando se as respostas que oferecia à sociedade eram ou não viáveis.
. Tomem como exemplo o fator previdenciário. O chefão petista foi presidente da República por longos oito anos. Não mexeu na questão. Dilma governou por mais quatro. Também ignorou o tema. Um deputado da base aliada decidiu propor a extinção do mecanismo. Como essa tal base aliada está notavelmente desarticulada, a proposta passou na Câmara.
. Muito bem! A única coisa razoável, segundo a matemática, que a presidente tem a fazer é vetar a medida. Ocorre que Lula e os petistas decidiram transformar o que é uma questão contábil num tema de natureza moral. Até porque, com o baixo pragmatismo que sempre os orientou, argumentam que o fim do fator previdenciário vai começar a onerar o governo do sucessor de Dilma. Sendo assim, que mal tem?
. Sobra, no entanto, um pouco de bom senso à presidente e, caso não mude de ideia, ela está mesmo disposta a vetar a mudança se for aprovada também no Senado. Agora Lula se diz preocupado com os desdobramentos. É mesmo? Justamente ele, que está na raiz da reação ao possível veto? Justamente ele, que, segundo o senador Paulo Paim, estimulou os companheiros do partido a votar contra a orientação do governo?
. Lula foi, nos tempos da abastança, o Midas da política. Parecia transformar em ouro tudo aquilo em que tocava. Como as circunstâncias da economia internacional eram favoráveis ao país - e até as da crise mundial o foram -, ele podia pontificar à vontade. Aquela realidade não existe mais. O cenário é adverso. E os erros que se acumularam em 12 anos de gestão cobram agora a sua fatura.
. Momentos assim pedem realismo do governante ou do homem de estado, ainda que o preço seja a impopularidade, momentânea ou nem tanto. Não, senhores! Lula não está preparado para isso. Ele só sobe prometer e anunciar generosidades. E julgou que conseguiria, a um só tempo, apoiar Dilma e lhe fazer oposição. Viu, no entanto, que isso não é possível. Ou por outra: pouco importa se a oposição que ele lidera está à esquerda; o fato é que ele colabora para gerar a sensação de que, com esse governo, não dá.
. Ocorre que isso, obviamente, não é bom também para o seu partido. Para a infelicidade de Lula, aos olhos do eleitorado, Dilma é o PT, e o PT é Dilma, o que, convenham, é um fato. O ex-Poderoso Chefão tentou a quadratura do círculo, que consistiu em se opor às medidas de ajuste propostas pela presidente, porém preservando-a da hostilidade popular. A operação, obviamente, era impossível. Ademais, ninguém precisa de petistas para enxovalhar o governo nas ruas. A população faz isso por conta própria.
. Lula, em suma, resolveu brincar de oposição, acreditando que isso lhe acarretaria, e ao partido, algum bem. O tiro saiu pela culatra. Os que se opõem ao petismo há mais tempo rejeitam a sua companhia no terreno da oposição. Os que se opõem ao petismo há mais tempo cobram de Lula que tenha vergonha na cara e saia em defesa de Dilma. Os que se opõem ao petismo há mais tempo repudiam seu oportunismo. Afinal, um criador não abandona assim a sua criatura. O senhor Luiz Inácio Lula da Silva não venha agora posar de doutor Victor Frankenstein, arrependido de ter dado à luz a sua criação.
. Tenha a decência, Lula, de apoiar o governo que você ajudou a eleger e a reeleger. Você não é bem-vindo, Lula, na oposição. (Reinaldo Azevedo)
Como derrubar um país? Perguntem ao Planalto...

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