9 de mar de 2015

Não esqueça a mochila...

. Morre aos 90 anos cantora Inezita Barroso.
Desculpa esfarrapada - Foi um movimento restrito que não se ampliou como queriam seus organizadores, avalia José Américo, secretário de Comunicação do PT. Existe uma orquestração com viés golpista que parte principalmente dos setores da burguesia e da classe média alta, disse Alberto Cantalice, vice-presidente do partido. Protesto ocorreu em bairros nobres, durante pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, em que ela defendeu o ajuste fiscal.
Impressionante como joga sobre outros seus erros - Dilma Rousseff em pronunciamento na noite de domingo, Dia Internacional da Mulher, defendeu o ajuste fiscal, implementado pelo ministro Joaquim Levy. Crise não tem a dimensão que dizem. Às vezes temos de controlar mais os gastos para evitar que o nosso orçamento saia do controle. Para garantir melhor nosso futuro. Isso faz parte do dia a dia das famílias e das empresas. E de países também, disse ela. Atribuiu a necessidade de ajustes à persistência da crise internacional e aos efeitos da seca. Não havia como prever que a crise internacional duraria tanto. E, ainda por cima, seria acompanhada de uma grave crise climática. Admitiu que o Brasil passa por um momento diferente, mas fez uma ressalva: nem de longe está vivendo uma crise nas dimensões que dizem alguns
. No 1º pronunciamento de 2015, presidente defendeu medidas do governo para combater problemas na economia. Novamente a presidente Dilma Rousseff falta com a verdade ao se dirigir aos brasileiros. Inventa bodes expiatórios, terceiriza responsabilidades que são exclusivamente do governo dela e fornece um enredo irreal à população. Os brasileiros percebem, mais uma vez, o abismo que separa a realidade pintada no pronunciamento oficial e aquela vivida nas ruas e cidades do nosso país. Os brasileiros estão irritados e preocupados. E sabem bem com o quê e com quem. (Aécio Neves)

Resumo da economia brasileira: 
. A semente desta crise foi plantada lá atrás.
. Lula 2 insistiu no consumo, ok, mas sem foco em produtividade e investimento. Loteou as agências reguladoras, começou a desmontar o setor elétrico.
. Com Dilma 1 o modelo virou a Nova Matriz, dando peso enorme aos politizados bancos públicos e seus enormes subsídios, assim como ao fechamento da economia, às desonerações tributárias, tudo sem lógica econômica e tampouco, em muitos casos, motivação social.
. Ao mesmo tempo, abandonou-se a disciplina fiscal e inflacionária, tema explosivo em qualquer lugar, especialmente num país com a história do Brasil.
. Resultado: muita incerteza, pouco investimento e poupança, baixa produtividade, baixo crescimento. E agora recessão e desemprego, além de crises energética e hídrica!
. Como se não bastasse, as crises policial e política assustam a todos, paralisando ainda mais a economia.
. O quadro é dificílimo, e pode piorar bastante. Dá para imaginar os dois mandatos de Dilma praticamente sem crescimento per capita.
. Resta a esperança no trabalho da justiça, da polícia e do MP, todos turbinados por uma imprensa ainda livre - e as urnas, mais adiante.
. Não é pouco. (Arminio Fraga) 

No governo dos pobres, bilionários se multiplicam. 
. Desde os tempos de Getúlio Vargas nada produz melhor dividendo político do que rotular-se defensor dos pobres. É um discurso que agrada pobres e ricos. Tanto isso é verdade que o PT, em seus anos de credibilidade, enquanto distante das decisões administrativas e dos recursos públicos, era o partido campeão de votos nos bairros mais aristocráticos de Porto Alegre.
. Lula, no entanto, precisa dizer o contrário. Ele e seu partido, não se contentam com propagandear o zelo pelos mais necessitados. Eles precisam, também, repetir à exaustão que os ricos ficam contrariados com isso. Falam, Lula e os seus, como se rico fosse idiota e não soubesse, na experiência própria e na internacional, que nada ajuda mais a prosperidade dos ricos do que a prosperidade de todos. É mais riqueza gerada, mais PIB, mais mercado, mais consumo, maior competitividade. Pobreza é atraso e culto à pobreza deveria ser catalogado como conduta antissocial.
. A sedução produzida pelo discurso em favor dos pobres se abastece das próprias palavras. Fala-se no Brasil de uma estranha ascensão social em que o número de dependentes do socorro direto do governo aumenta indefinidamente através das décadas. O bolsa-família é um campo de concentração de ingresso voluntário, onde quem entra não sai nem que a vaca tussa. E o seguro-desemprego tornou-se o amigo número um da rotatividade no emprego, desestimulando a permanência no trabalho remunerado. Enquanto isso, o sistema educacional das classes favorecidas no discurso e desfavorecidas nas ações de governo continua reproduzindo a miséria nas salas de aula que o Brasil destina às suas populações carentes.
. Enquanto isso, em dez anos de governo dos que supostamente privilegiam a pobreza, o número de bilionários brasileiros pulou de seis para 63, regredindo para 54 com as marolinhas do ano passado. Nenhum crescimento semelhante ocorreu, no mundo, durante esse período. E aí, amigos, deem-se vivas não a um desenvolvimento harmônico da sociedade, mas ao BNDES e seus juros de pai para filho, subsidiados com o suor do nosso rosto. De 2009 para cá, o banco passou a esguichar dinheiro grosso para a zelite das empresas nacionais. Só do Tesouro Nacional, R$ 360 bilhões foram repassados ao banco para acelerar o desenvolvimento de empresas amigas do governo, muitas das quais com credibilidade semelhante à do próprio governo. Não vou falar dos financiamentos negociados através do itinerante ex-presidente Lula em suas agendas comerciais com ditadores latino-americanos e africanos, porque essa é uma outra história.
. Bilhões foram pelo ralo das análises mal feitas e dos negócios mal explicados. Há um clamor nacional pela CPI do BNDES. O governo que diz zelar pelos pobres (mas que precisa deles em sua pobreza) destinou muito mais recursos aos bilionários (porque precisa deles em sua riqueza). Afinal, ninguém tira centenas de milhões de reais do próprio bolso para custear campanhas eleitorais. Esse é o tipo de coisa que só se faz com o dinheiro alheio, vale dizer, com o nosso próprio dinheiro, devidamente levado pelo fisco e, depois, lavado pelo governo nas lavanderias dos negócios públicos. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor) 

A falsa democracia brasileira Democracia 
Ainda que os nossos constituintes, ao escreverem a Carta Constitucional de 1988, em nenhum momento se afastaram da ideia de que a democracia era o regime político único, certo e inquestionável para o nosso pobre país, o fato é que muita coisa que foi vendida acabou sendo entregue ao povo em geral com defeitos sérios. Ou seja, a nossa Democracia é um verdadeiro arremedo. 
Povo enganado - A primeira e grande razão pela qual o povo não percebe que está sendo fortemente enganado é a incapacidade que mostra para desenvolver o raciocínio lógico. Sem entender o que realmente é uma Democracia, só o fato de alguém afirmar que este é o regime político do país, isto já é o bastante para que aplauda e fique convencido.
Falso ou deformado - Atualmente, mesmo sem analisar com maior profundidade o que se passa no Brasil, dizer que vivemos num país democrático é faltar com a verdade. Na melhor das hipóteses o regime é falso ou deformado. 
Voto - A maioria dos brasileiros, sem medo de errar, está plenamente convencida de que a democracia se resume no ato (no Brasil é dever e não direito) de eleger seus representantes através do voto nas urnas. A partir daí até o final do mandato do eleito, sequer tem o direito de pedir a substituição de quem o enganou (prometeu e não cumpriu, ou promoveu safadezas). 
Judiciário - Mais: eleger apenas aqueles que nos representem nos Poderes Executivo e Legislativo, nos âmbitos Nacional, Estadual e Municipal, e não ter este mesmo direito para escolher os representantes do Poder Judiciário, já denota que estamos diante de uma falsa Democracia. E, por ser falsa, já não pode levar este título.
Força das corporações - Ao ser envolvida por uma falsidade, que nada mais é do que uma mentira que depois de repetida várias vezes acabou em verdade para a maioria tonta, a vida segue. Segue sem que ninguém questione, por exemplo, o que acontece no nosso país, onde os grupos mais organizados, e com mais poder (corporações), levam vantagem e com isso acabam com seus pleitos aprovados no Legislativo.
Classistas - Um exemplo disso são os políticos classistas que se elegem para defender os interesses de alguns (classes) e não da sociedade como um todo.
. Ora, todo grupo (classe) que obtém algum tipo de vantagem e/ou privilégio, mesmo legal (aprovado por lei), a vantagem obtida tem preço. Como tal será paga pelo povo, que em geral não tem bancada de representantes. Só por aí não cabe dizer que somos um país Democrático, certo? (Gilberto Simões Pires)

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