16 de mar de 2015

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Meta de erradicar a pobreza extrema até 2030 está distante. 
. A perspectiva de crescimento econômico dos países desenvolvidos está cada vez menos promissora desde 2013, quando o Banco Mundial fixou a meta.
. As Nações Unidas (ONU), um fórum de difícil administração, esforçam-se para que os países cheguem a um consenso para estabelecer metas, mas a realização desses objetivos tem sido um projeto ainda mais árduo. Portanto, é natural e merecido que a (ONU) esteja orgulhosa de ter atingido sua meta de reduzir à metade o número de pessoas em uma situação de extrema pobreza no final deste ano, em comparação com o nível de 1990. Na verdade, essa meta foi alcançada há cinco anos. Em 1990, 36% da população do mundo vivia em um estado de pobreza degradante. Em 2010 esse percentual diminuiu para 18%. Em termos absolutos, o número de pessoas que vive em uma condição de extrema pobreza diminuiu de 1,9 bilhão para cerca de 1 bilhão em 2015.
. Esse sucesso indiscutível gerou a expectativa de atingir uma meta ainda mais ambiciosa: a erradicação da pobreza extrema em 2030. O Banco Mundial já declarou que assumiu esse objetivo e a (ONU) deverá apresentar no final deste ano seu projeto básico de eliminação da pobreza em termos absolutos. O objetivo é louvável. Mas a perspectiva de crescimento econômico dos países desenvolvidos está cada vez menos promissora desde 2013, quando o Banco Mundial fixou sua meta de eliminar a pobreza pela primeira vez. Por isso, infelizmente, o prazo previsto será ainda mais difícil de cumprir. De acordo com as tendências atuais, é possível que não se realize, talvez por uma ampla margem.
. A erradicação da pobreza tem uma definição muito específica nas diretrizes do Banco Mundial. Não significa uma ascensão à classe média, muito menos à eliminação da pobreza relativa (na falta de um sistema de paridade, algumas pessoas sempre serão mais pobres do que outras). Mas, ninguém poderá viver com menos de US$1,25 por dia, de acordo com o preço do dólar em 2005, reajustado pela taxa da inflação e pelo custo mais baixo de vida nos países que fazem parte do programa do Banco Mundial. Esse parâmetro de avaliação do nível de pobreza absoluta, se originou do cálculo médio da renda mínima para satisfazer as necessidades básicas de 15 dos países mais pobres do mundo. (The Economist)

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