24 de mar de 2015

Comendo de marmita...

Fundo de Pensão dos Correios - Funcionários dos Correios tentam evitar por meio de uma batalha judicial e de greves que os participantes do Postalis, fundo de pensão da estatal, tenham redução de um quarto nos seus salários a partir de abril de 2015 pelo período de 15 anos e meio. A conta é resultado de um déficit atuarial de 5,6 bilhões de reais no Postalis, controlado pelo PT e PMDB, provocado por investimentos suspeitos, pouco rentáveis ou que não tiveram ainda rendimento repassado ao fundo. Também sob influência dos dois partidos políticos, o Funcef, dos empregados da Caixa Econômica Federal (CEF), e a Petros, da Petrobras, contabilizam prejuízos bilionários. (Veja). Só falta exigir que os pagadores de impostos resolvam o problema dos funcionários dos Correios. Aí a injustiça da Previdência ganha uma fantástica companhia.

Apesar do mau humor de parte da população, expresso nas manifestações do último dia 15 de março, duas notícias de ontem, destacadas nas manchetes da Folha de S. Paulo e do Valor Econômico desta terça-feira, apontam que a direção do segundo governo Dilma é a correta; de um lado, há a decisão da agência Standard & Poors, que manteve o Brasil como bom pagador e na condição de grau de investimento, em razão da determinação em aplicar o ajuste fiscal; de outro, relatórios de bancos de investimento, destacados pelo Valor, apontam que o risco de racionamento de energia é cada vez menor, em razão não só do regime de chuvas, mas também da redução do consumo em razão de tarifas maiores; com energia e uma boa classificação de risco, o Brasil está mais apto a retomar o crescimento, apesar da histeria de quem aposta no quanto pior, melhor.

Aposto que as mais recentes decisões do juiz Sergio Moro, do Paraná, fecharão o cerco contra o PT; ele menciona a decisão de mandar o ex-diretor Renato Duque, da Petrobras, para um presídio comum, além de tê-lo transformando em réu; segundo Merval Pereira, isso faz com que Renato Duque esteja mais próximo do que nunca do momento de decisão sobre sua própria delação premiada, aparentemente chancelando o método de persuasão utilizado no Paraná; ele diz ainda que só quem delatou ou parece disposto a delatar foi mantido em condições melhores, na Polícia Federal.

A Lula e ao PT - Dilma admite reduzir corte de benefício trabalhista.

Nova ofensiva da Lava Jato mira uso de partidos para lavar propina. Nova fase da operação que investiga desvios na Petrobras deve analisar a participação dos partidos políticos no esquema.

Segundo levantamento do Valor Data, as 23 empresas que estão sob investigação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por suposta participação no cartel das empreiteiras no âmbito da Operação Lava Jato podem ser condenadas a pagar multas de até R$ 13 bilhões, considerando os balanços individuais das empresas em 2013, o último ano em que houve contabilização.

Por falta de tornozeleiras eletrônicas, equipamentos que monitoram presos em regime de Prisão Albergue Domiciliar (PAD), o estado do Rio gasta hoje pelo menos três vezes mais com a manutenção de um detento encarcerado. Enquanto o governo desembolsa R$ 2,3 mil por mês, em média, para manter um detento atrás das grades, cada tornozeleira tem o custo mensal de R$ 650.

...Dilma Rousseff tem chance de recuperar sua imagem popularmente negativada - por incompetência, denúncias de corrupção no desgoverno e péssima condução política? A resposta mais otimista é: milagres acontecem no mundo político... O PT tentará três táticas desesperadas para fazer Dilma virar o jogo adverso: 1) reformular a ação midiática, botando seus soldados fanáticos e a mídia amestrada por muita grana para falar bem dela, com novas promessas de um futuro melhor; 2) judicializar a guerra contra adversários e inimigos, enquanto tenta diminuir a velocidade de ações judiciais contra membros de sua cúpula; 3) renegociar a sobrevivência com a inconfiável e predatória base política. Dilma tem apenas 19% de popularidade - segundo diferentes enquetes... (AlertaTotal)

S&P rebaixa Sete Brasil para calote seletivo. Sete tem rolado seus empréstimos-ponte existentes com um grupo de bancos até que negocie as condições finais sobre o pacote de financiamento de longo prazo, negociações que se tornaram mais difíceis após as investigações sobre corrupção na Petrobras, justificou a S&P.

A Comissão de Saúde da ALERJ decidiu que vai fiscalizar o funcionamento dos hospitais. Deputados vão fazer visitas às unidades. Maravilha? Nem tanto. A fiscalização vai começar pelo INTO (Instituto de Traumatologia) e hospitais de Bonsucesso e Cardoso Fontes (Jacarepaguá), todos federais, e Souza Aguiar (municipal). Nenhum hospital estadual foi incluído na lista. Ou seja, a ALERJ, que tem como obrigação constitucional fiscalizar o Estado, vai fiscalizar unidades federais e municipais, mas deixa para lá os hospitais estaduais, que foram abandonados por Cabral e Pezão. Só podem estar brincando.

Dilma tira Mercadante da negociação com o Congresso após sofrer derrota.

Edifício Serrador é negociado para ser o novo prédio da Alerj. Jorge Picciani tem se reunido com o prefeito Eduardo Paes e com José Oreiro, do grupo proprietário do imóvel. Sete dos 13 prefeitos cassados desde 2012 se mantêm no cargo. Políticos conseguiram continuar em seus gabinetes porque estão recorrendo à Justiça.

Crise no Brasil vai piorar antes de melhorar, diz Financial Times. Jornal financeiro diz que parte das dificuldades econômicas do país foi criada pelo próprio governo, mas que situação poderia ser pior.

Avião A320 cai nos Alpes franceses com 142 passageiros e 6 tripulantes a bordo. Aeronave ia Espanha para Alemanha. Era operada por companhia Germanwings, da Alemanha que diz aeronave voava muito baixo. Presidente da França, François Hollande, diz acreditar que não há sobreviventes em queda de avião no sul da França.

Dinheiro das consultorias do Dirceu era de propina. 
. O que era desconfiança virou fato: as boladas de dinheiro que Dirceu dizia ter recebido por consultoria prestada a empresas, não tinha nada de consultoria. Era grana de propina. Empresa que não pagasse, não participava de obra alguma. 
. A propina, na verdade, nem vinha dos empreiteiros e construtores; vinha dos preços superfaturados. Se uma obra custava 300 milhões, a construtora puxava para 800 milhões, e a quadrilha palaciana, chamada de governo, pagava sem discutir, porque já sabia desse esquema. Foi por aí que o Tribunal de Contas da União (TCU), que é órgão de Estado, e não do Governo, vivia encrencando com as obras por causa dos valores absurdos que eram cobrados, como aconteceu em 2009 no governo Lula. . O TCU denunciou, o Congresso viu-se obrigado a criar dispositivo na Lei Orçamentária para impedir os pagamentos ás empreiteiras, mas Lula vetou os dispositivos, liberando, desse modo, os pagamentos superfaturados (e tinha que liberar, senão o esquema da quadrilha não andava). 
. Mais abaixo, após a matéria, está o link que fala dessas liberações de Lula. (AC) 
. Para ler na fonte da Revista Veja: Leia

Denuncia.
. Não deu pra ver tudo.
. O sujeito é muito sem noção.
. Celas subterrâneas nos estádios foi onde parei. Imagino a quantidade de operários que foram mortos para não virarem arquivos vivos. (AC)
Números são devastadores para Dilma, mas petistas continuam a escolher a saída mais burra. Se bem que cabe perguntar: eles sabem fazer diferente? 
. Se o Planalto havia gostado muito pouco dos números da pesquisa Datafolha, divulgados na quarta passada, apontando que apenas 13% dos entrevistados acham o governo Dilma ótimo ou bom, contra 62% que o têm por ruim e péssimo, gostou ainda menos dos dados do levantamento CNT/MDA que vieram à luz nesta segunda: são ainda piores. Apenas 10,8% dizem ser a gestão ótima ou boa. Nada menos de 64,8% a têm por ruim ou péssima. Se a eleição presidencial fosse hoje, aponta o levantamento, o tucano Aécio Neves venceria a disputa por folgados 55,7% a 16,6% - brancos e nulos somaram 22,3%, e 5,4% disseram não saber em quem votar.
. O resultado é devastador. E pode piorar, querem ver? Nada menos de 59,7% se dizem favoráveis ao impeachment da presidente, contra 34,7% que se dizem contrários. Desaprovam a presidente 77,7% dos que responderam ao levantamento, contra uma aprovação de apenas 18,9%. Nem poderia ser diferente: 75,4% dizem que o segundo mandato de Dilma é pior do que o primeiro, e 68,9% acham que a presidente é culpada pelos escândalos na Petrobras.
. Perceberam? Não há boa notícia possível. Não há como achar um número inspirador. Esses dados - e isso já tinha sido captado pelo Datafolha - explicam a indisposição das ruas com a presidente. Esses percentuais demonstram por que dois milhões lotaram os espaços públicos no domingo. Viram-se na sequência um governo assustado, acuado, e um partido - no caso, o PT - desesperado, a falar qualquer coisa. Rui Falcão, presidente da legenda, chegou até a imaginar um pacote de inspiração bolivariana contra a imprensa. Que se note: em política, adversários sempre são um problema. É o esperado. Um governante está lascado mesmo é quando seus aliados fazem bobagens em penca. É o caso hoje em dia.
. A população, ademais, está solidária com os protestos. Dizem apoiá-los 83,2% dos entrevistados, que não são, à diferença do que afirmaram alguns ministros aloprados, apenas eleitores de oposição. Entre os que responderam a pesquisa, 41,6% declararam ter votado em Dilma nas eleições de outubro do ano passado, contra 37,8% que votaram em Aécio. Como se vê, os próprios eleitores da petista desertaram.
. Até agora, registre-se, não se ouviu uma só palavra sensata oriunda do Planalto e do PT. Quem não está perplexo desanda a falar bobagens pelos cotovelos. Todas as formas possíveis de desqualificar os manifestantes foram tentadas. Nenhuma funcionou. Ao contrário: a agressão a quem exerce o sagrado direito democrático de dizer não só agrava o quadro da crise. Ora, dados os desastres econômicos em série, as lambanças na Petrobras e as evidências de uma espécie de governo paralelo que estava lotado na estatal, o razoável seria que o governo definisse um interlocutor para tentar o diálogo com os divergentes. Na democracia, isso é comum e nada tem a ver com cooptação.
. Mas quê! Eles continuam a sentar o braço nos adversários, a mover a máquina suja do subjornalismo contra alvos que consideram incômodos, a provocar ainda mais repúdio em razão de sua cultura autoritária. Pior: nunca se sabe quando um novo episódio da Operação Lava-Jato explode aos olhos dos brasileiros. A situação política de Dilma continua desesperadora. Hoje, a única esperança do Planalto é que, da Caixa de Pandora da Lava-Jato, surjam evidências contundentes contra alguns aliados inimigos - como Eduardo Cunha - e contra oposicionistas. O diagnóstico entre os palacianos é pessimista. Até porque Dilma não tem com que acenar.
. O Boletim Focus prevê uma recessão de 0,83%, com inflação de 8,12% neste 2015. A Fiesp, num estudo inédito - e, parece-me, mais realista - acha que a economia encolherá 1,7%, com uma retração de 4,5% na indústria, que já deve ter encolhido 1,8% em 2014. Não sobraram a Dilma nem mesmo alguns caraminguás com que acenar para os pobres.
. Dilma poderia ter ao menos o conforto espiritual de culpar a oposição por ter inflado a crise. Mas ela sabe que isso seria falso como nota de R$ 3. A oposição com a qual o governo não consegue nem diálogo nem contato está nas ruas, com o cidadão comum, permanentemente hostilizado pela tropa de choque petista. É a coisa mais burra a fazer. Mas parece que eles não sabem fazer de outro modo. (Reinaldo Azevedo) 

A esbórnia. 
. Se quiser viver essa maravilha que está no vídeo abaixo, trate logo de ficar pobre e encher-se de filhos. Não se preocupe, que a sua pobreza será passageira.
. Dinheiro para essa farra toda? Ora! Fique frio, que grana não vai faltar. Virá dos impostos daqueles que ralam diariamente. A grana virá daqueles que querem progredir com trabalho, e não com esmola rica. (AC)
Apelo dramático e racional.
Injustiça social exuberante - A propósito do editorial do dia 19/03, no qual exponho, numericamente, a exuberante injustiça social que impera no nosso pobre país, recebi hoje uma importante mensagem do economista e pensador (Pensar+) Ricardo Bergamini, que antes de tudo é um estudioso das Contas Nacionais. 
. Bergamini inicia implorando atenção. Pede, dramaticamente e cheio de razão, que façamos uma corrente na luta contra a maior injustiça que se comete contra os brasileiros mais pobres, que são obrigados a pagar uma conta para uma festa da qual jamais poderão participar. Isso é uma covardia, um crime e uma imoralidade sem precedentes na história da humanidade. Eis, na íntegra, a mensagem do Ricardo Bergamini:
Estudo das contas nacionais - Nos meus 45 anos dedicados ao estudo das Contas Nacionais posso afirmar ser esse o tema mais confuso de todos, visto sua alta complexidade e pelas distorções acumuladas ao longo de sua existência, além de que, por deformação cultural de nossa sociedade, todos os temas no Brasil são abordados superficialmente na análise quantitativa dos problemas nacionais, sem nenhuma profundidade na análise qualitativa dos problemas nacionais.
Déficit na Previdência. - No caso da previdência os debates e os estudos existentes se restringem a tentar provar, o óbvio e o ululante, ou seja: a não existência de déficit na previdência. Realmente déficit é apenas uma informação gerencial, não existente, na realidade, em nenhuma parte do planeta, já que todos os déficits existentes foram cobertos, inexoravelmente, com uma das seguintes medidas: aumento de carga tributária; redução de poupança; aumento de dívida, ou no caso dos governos centrais com emissão de moeda. 
Obtenção dos resultados - Resultado Previdenciário (Receitas Previdenciárias - Despesas Previdenciárias) é diferente do Resultado Operacional onde são incluídas nas receitas as transferências da União (COFINS, CSSL), além dos rendimentos das aplicações financeiras. Nas despesas, por exemplo, são incluídos pagamentos ao sistema (SENAI, SENAR SESC, SESI), além do pagamento aos 3,0 milhões de beneficiários assistenciais sem contribuições.
Resultado previdenciário - É o resultado apurado (contribuições e benefícios) apenas entre os membros do grupo de previdência, ou seja: empregadores, empregados formais com carteira de trabalho assinada e trabalhadores autônomos formais.
. Devido às distorções e privilégios concedidos durante longo tempo o sistema não consegue se equilibrar por conta própria, assim sendo são criadas novas fontes de financiamentos para atingir o equilíbrio, gerando o Resultado Operacional superavitário.
Fontes de financiamento - As fontes de financiamentos (COFINS, CSSL) são uma das maiores aberrações e excrescências econômicas e desumanas já conhecidas, visto que essas contribuições atingem todos os brasileiros de forma generalizada, mesmos os que não fazem parte do grupo coberto pela previdência, tais como: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de quase a metade da população economicamente ativa. Esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.
. Somente os extremamente despreparados, com opinião formada sobre tudo, podem defender uma excrescência econômica e desumana desta magnitude, e ainda se colocarem como sendo socialistas. 
Primeira e segunda classe - Além do acima colocado não podemos abordar o tema Previdência no Brasil sem fazer a distinção entre trabalhadores de primeira classe (setor público) e trabalhadores de segunda classe (setor privado).Vide abaixo:
- Em 2014 a receita previdenciária pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) foi de R$ 319, bilhões (6,23% do PIB) em contribuições de 67,1 milhões de pessoas físicas, sendo 53,8 milhões de empregados. A despesa previdenciária dos benefícios pagos aos 27,5 milhões de aposentados e pensionistas, com salário médio de R$ 1.044,05, foi de R$ 399,2 bilhões (7,78% do PIB), fazendo com que o resultado previdenciário tenha sido negativo em R$ 79,5 bilhões (1,55% do PIB).
- Em 2014 a receita previdenciária pelo Regime Próprio de Previdência Social da União (RPPS) das contribuições dos 1.294.040 servidores ativos do governo federal (934.822 civis e 359.218 militares), com salário médio mensal de R$ 9.228,20, além da parte patronal e da contribuição dos inativos foi de R$ 29,2 bilhões (0,57% do PIB). A despesa previdenciária dos benefícios pagos aos 1.028.563 servidores aposentados e pensionistas do governo federal (731.977 civis e 296.586 militares), com salário médio de mensal de R$ 7.785,94 foi de R$ 96,1 bilhões (1,87% do PIB), fazendo com que o resultado previdenciário tenha sido negativo em R$ 66,9 bilhões (1,30% do PIB). (Gilberto Simões Pires) 

Tudo me interessa... nada me prende! ( Fernando Pessoa)

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