24 de fev de 2015

O Brasil ante intempéries e políticas...

• Novo centro de pesquisa da Petrobras teve propina de R$ 36 milhões. 
 photo _abrpesqui.jpg Aqui
• Começa a batalha do Judiciário - O presidente do STJ, ministro Francisco Falcão, segurou as quatro vagas durante a campanha presidencial para não haver eventuais interferências políticas. 
• Fábricas de carros têm ociosidade recorde no Brasil- Setor de produção de carros vai operar este ano a 53% da sua capacidade.
• Ex-governador de São Paulo e vice-presidente do PSDB, o tucano Alberto Goldman afirma que governo Dilma Rousseff não tem condição moral de condução do país e sugere impeachment; mais grave ainda, ele afirma que a deterioração econômica pode ser ser uma das condições para a derrubada de um governo legitimamente eleito e que ainda não completou nem sequer 60 dias do seu segundo mandato; Sobra o caminho legal do impedimento, que só acontecerá se o agravamento das condições econômicas e políticas persistirem a ponto de mobilizar o povo e os partidos para uma solução que, de qualquer forma, ainda que legal e democrática, não deixa de ser traumática; crise da Petrobras já provoca a quebra de fornecedores, como a Alumini, cujos trabalhadores chegaram a fechar a ponte Rio-Niterói; para Goldman, o quanto pior, melhor pode criar as condições para o atalho do PSDB para o poder.
• Pratos limpos - Juiz da operação Lava Jato, Sérgio Moro afirmou em despacho que nunca recebeu reclamação formal dos executivos presos sobre as condições da carceragem da Polícia Federal em Curitiba; ele intimou os advogados de defesa a se manifestarem em 48 horas caso seus clientes queiram ser transferidos para o sistema prisional estadual; no último final de semana, a jornalista Monica Bergamo contou que os empresários estão em celas escuras, comem carne com as mãos, dividem-se em celas para quatro pessoas, com uma latrina comum, e até recentemente estavam impedidos de ler jornais e revistas.
• Diz-se que mais uma vez, mãos dos EUA tendem a boicotar a Venezuela. Periódicos usam e abusam de mostrar isso e aquilo como se não mentiras, mas a realidade de um país sul americano em mãos de quem legado nenhum têm em governar, pelo contrário, mesmo com um bom produtor de petróleo, o país está caindo no descrédito popular, com o povo as voltas com a incúria comercial e industrial. Por que mentem? (AA)
• Globo versus Impeachment uma história velada. 
• Lula vem ao Rio (ABI) defender a Petrobrás. A confusão é total, política e moral (AA) 

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Como São Francisco, nos EUA, controlou a crise hídrica. 
. Após graves estiagens, autoridades e moradores ligaram o sinal de alerta, e o tema passou a fazer parte do dia-a-dia/ Um pouco de planejamento e campanhas de conscientização bem conduzidas pela administração pública estão salvando a cidade de São Francisco, na Califórnia, das consequências mais drásticas que uma crise hídrica pode trazer à população.
. Após graves estiagens enfrentadas nas décadas de 1980 e 1990, quando houve racionamento, autoridades e moradores ligaram o sinal de alerta, e o tema passou a fazer parte do dia-a-dia, sendo objeto de políticas públicas e levado até às escolas. Nos últimos 20 anos, o consumo médio de água per capta em São Francisco caiu 12%, sendo hoje o mais baixo da Califórnia.
. Em 2013, quando a atual seca se agravou, o prefeito da cidade fez um apelo para que a população reduzisse ainda mais e espontaneamente o consumo de água, sem ameaça de multa ou que tais, em 10%. A resposta dos cidadãos foi uma redução ainda maior, de 14%.
. Os restaurante não colocam mais água na mesa dos clientes automaticamente, como é, ou era, hábito por lá. Agora, só servem água se o cliente pedir. Gramados naturais vêm sendo substituídos por gramados artificiais ou por plantas que demandam mínima irrigação.
. Outra medida considerada fundamental foi a exigência de donos de imóveis trocaram chuveiros e vasos sanitários por modelos com alta capacidade de economia de água, sob pena de, caso contrário, não poderem colocar suas casas, lojas e apartamentos à venda.
. A cidade também passou a dar descontos na conta de água para quem trocasse não apenas vasos e chuveiros, mas também máquinas de lavar por modelos com baixo consumo de água. Além disso, planejou a diversificação das suas fontes hídricas, antigamente restrita ao manancial do Parque Nacional de Yosemite.
. O resultado de tudo é que, hoje, a cidade de São Francisco se preocupa, sim, com três anos de chuvas abaixo da média, mas com a segurança de suas fontes de abastecimento operando a níveis superiores à metade da sua capacidade. (BBC Brasil)

Como destruir uma empresa - Recebi esta notícia do pensador (Pensar+) Sergio Maia. Vejam só: A Petrobrás já é utilizada nas universidades americanas de finanças como exemplo de má administração. Veja resumo de uma aula do Aswath Damodaran, professor da Stern School of Business at NYU. O título é bem sugestivo: Como destruir uma empresaAqui

Acredita em reencarnação? Ele tem 5 aninhos e vejam só. Se tivesse começado a estudar com 1 ano de idade (impossível), 16 horas por dia (impossível), não poderia ter essa técnica com apenas 5 anos.
Dilma e a FIFA
• Então, nada de reclamar. Perdemos de 7x1 para a Alemanha, mas a Copa foi aqui no Brasil. 
• Tu não tinhas nem os R$60,00 por partida para assistir aos jogos daquele cantinho lá longe da arquibancada? Ué! Tu querias o quê? Assistir de camarote com essa merreca de 60,00? Estás brincando, né? E olha que, se eu não liberasse a FIFA de pagar os impostos, bondade que nenhum país fez, o preço daquele cantinho podia ficar em mais de R$200,00; e o preço da arquibancada na final seria muito mais que os R$330,00 que foram cobrados, e olhe que estou falando da categoria 4 de preços. Imagina em quanto ficaria o preço na categoria 1, que custou apenas R$1.980,00 na partida final. 
• Nem o Eike Batista, que, na época, tinha grana sobrando na conta bancária, aguentaria pagar. 
• Não acredita que liberei a FIFA de pagar os impostos ?! Então leia na fonte (Estadão, link )
• Então, minhas queridas e meus queridos, tratem de se virar com os aumentos dos combustíveis, dos impostos e outros que estou preparando, porque circo bonito custa caro; tá? 
• É isso aí: eu mato a cobra e mostro o pau. 
• E tem mais: se não gostou das minhas razões, pode ir para a tal passeata marcada para dia 15/03, que eu estou é kkando solenemente pra isso. Foram anos de espera para eu chegar aonde cheguei, e tu achas que eu vou largar esse osso gostoso assim, na moleza, só por causa de um bando de desocupados andando à-toa pela rua? Pode tirar o cavalo da chuva.

Balanço de pagamentos. 
Zapeando na tv - Num desses domingos chuvosos, de frente para a minha TV, com o controle remoto na mão, fiquei zapeando em busca de algum programa que pudesse me entreter. Pois, ao passar pelo canal da TV Globo me deparei com o apresentador Faustão, que naquele exato momento perguntava a uma atriz-convidada (não lembro o nome) se ela gostava de matemática.
Solidariedade - A resposta da famosa, que certamente influencia a opinião pública, foi imediata e franca: - Não! Detesto! Nunca gostei! Diante da sincera manifestação, o apresentador Faustão transferiu a pergunta ao seu enorme auditório. A resposta, como já esperava, foi a mesma: 99% das pessoas que estavam na plateia movimentavam os braços gritando um sonoro Não, que soou, inclusive, como um ato de solidariedade à atriz.
Exemplo - Escrevo isso para mostrar e exemplificar que o povo brasileiro em geral, notadamente os comunicadores e/formadores de opinião, simplesmente por detestar a matemática não consegue desenvolver, minimamente, o raciocínio lógico.
Confusão - Isto explica, por exemplo, a brutal confusão que o povo faz quando a maioria dos jornais noticia que a simples proposta de diminuição do desperdício do dinheiro público deve ser vista pelos leitores, ouvintes e telespectadores como se fosse um saco de maldades ou um severo plano de austeridade. Pode?
Realidade nua e crua - Diante desta nua e crua realidade é de se lamentar que só que aqueles que tem alguma iniciação para compreender o que dizem os números (parcela ínfima da sociedade) conseguem entender o que revela, por exemplo, o nosso Balanço de Pagamentos.
Estudo didático - Ainda que muitos leitores possam ter dificuldade e/ou desinteresse para entender a situação que o país vive, vou insistir. Para tanto faço uso do estudo feito pelo economista e pensador (Pensar+) Ricardo Bergamini, que de maneira muito didática diz o seguinte:
Balanço de pagamentos/ Composição - O balanço de pagamentos é composto do saldo de transações correntes que apura os movimentos correntes em moeda estrangeira de um país, tais como: exportações, importações, viagens, transportes, juros, lucros, dividendos, aluguéis de equipamentos, dentre outros, que totalizou nos 4 anos do governo Dilma um déficit da ordem de US$ 279,0 bilhões.
Conta de capital e financeira - O outro grupo de apuração do balanço de pagamentos é o denominado de contas de capital e financeira, formado por investimentos do Brasil no exterior e do exterior no Brasil, além dos empréstimos e financiamentos do Brasil no exterior e do exterior no Brasil, que nos 4 anos do governo Dilma apresentou superávit da ordem de US$ 358,6 bilhões, gerando um saldo do balanço de pagamentos superavitário da ordem de US$ 82,4 bilhões.
Algo errado - Mesmo para um primário no tema é capaz de observar que algo muito errado está ocorrendo com o nosso balanço de pagamentos, ou seja: nosso comércio internacional não está se equilibrando, dependendo do fluxo financeiro e de capital para fechar.
Crise cambial - Isso quer dizer que estamos vivendo uma crise cambial de balanço de pagamentos, apesar do saldo de reservas em moeda estrangeira da ordem de US$ 363,5 bilhões apurados 31/12/14, já que a sua formação não foi conquistada pelo comércio internacional (recursos próprios), mas sim com empréstimos, financiamentos e investimentos (recursos de terceiros), vulneráveis às crises internacionais.
Disciplina fiscal - Em algum momento os países da Europa e os Estados Unidos, que até a presente data estão empurrando os seus graves problemas com a barriga (emitindo moeda), terão que enfrentar a realidade com medidas técnicas e conservadoras, qual seja: disciplina e austeridade fiscal. Nesse momento o fluxo de capital para o Brasil será extinto e o Brasil, mais uma vez, encerra o seu segundo sonho do falso milagre brasileiro, repetindo os mesmos erros cometidos com o falso sonho do primeiro milagre brasileiro ocorrido nos governos militares, qual seja: crescer sem poupança própria. (Gilberto Simões Pires)

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