8 de fev de 2015

Assunto Brasil está chato, mudemos...

Entre lousa e tablete 
. Apesar das dificuldades, bons tempos eram aqueles!…
. (Lá vem esse saudosista, com seus elogios ao passado).
. Saudosista, eu!? Ora, caro leitor, não seja tão apressado. Não consta na minha biografia ter sido contemporâneo nem admirador de Tutancâmon, simplesmente sou do tempo em que se aprendia com dificuldade - mas se aprendia de fato - garatujando sobre uma lousa. Talvez lhe pareça estranho alguém guardar boas lembranças de uma aprendizagem difícil. Mas se você tem a vã esperança de um filho seu aprender com facilidade alguma coisa útil, batucando ao acaso em um celular ou num brinquedinho chamado tablete, meu comentário de hoje lhe será ainda mais proveitoso./ Peço-lhe um pouco de paciência, se você é da terceira idade ou talvez da segunda, pois acabo de perceber a necessidade de explicar o que era um instrumento de ensino chamado lousa, desconhecido para leitores que nunca sofreram com aquela chapa retangular de pedra preta, emoldurada em madeira; com aquele estilete para riscar a pedra preta e reproduzir em traços brancos o que começávamos a conhecer como alfabeto; com aquele ruído irritante que provocava gastura; com um trabalhoso escreve-apaga-reescreve, até que a professora se desse por satisfeita.
. Quem vê um estudante de hoje retirando da mochila um tablete (eu me recuso a suprimir o último e), pode até confundi-lo com uma lousa, cujo tamanho, forma e aparência eram aproximadamente os mesmos. Notável é a desproporção dos preços de um e outro, mas você pode encontrar diferenças até maiores, caso queira responder a este pergunta: Qual dos dois instrumentos é mais útil para quem quer aprender?
. Não pense que vou aceitar candidamente a primeira resposta simplista que a propaganda lhe sugere. Até eu sei que o tablete contém muito mais informações úteis e inúteis (principalmente estas), tudo bem arranjadinho, ao alcance da pressão de um dedo. São coisas que os outros aprenderam e puseram no tablete, mas minha atenção e minha pergunta estão voltadas a saber qual dos dois instrumentos deixa mais conhecimentos na cabeça de uma criança em idade escolar.
. Fala-se muito hoje em analfabetos funcionais, pessoas que aprenderam mas não sabem. Surgiram depois que o ensino se modernizou, e proliferam assustadoramente. Essa sincronia me lembra um adágio latino bastante incisivo: Post hoc, ergo propter hoc. Não traduzo, mas explico: Antes do tablete e seus similares não havia analfabetos funcionais; ora, esses instrumentos têm tudo para provocar esse resultado; logo, o tal analfabetismo é provocado por eles. Avaliando os efeitos da televisão, tablete e outros brinquedinhos sobre o desenvolvimento infantil, uma reportagem recente afirma: Os médicos dizem que nem sempre o uso da tecnologia é completamente condenável. Trocando em miúdos: O uso da tecnologia é completamente condenável, e só se deve admitir muito excepcionalmente. A reportagem não poderia ser mais restritiva ao uso dessas tecnologias. E muito eloquente também, não lhe parece?
. Sem a menor sombra de dúvida, o sistema errar-corrigir-aprender é mais eficiente, produz resultados mais duradouros, ensina mais. Se um analfabeto aperta no tablete um botão ou ícone para a letra A, surge uma letra A pronta, certinha, bonitinha. Porém, se um analfabeto tenta copiar no papel essa letra A, fica evidente a necessidade de errar e corrigir, até registrar no papel uma imagem aceitável. Responda agora quem aprendeu de fato: o do tablete ou o do papel?
. Um amigo com vários livros publicados me confidenciou que precisa brigar com o texto a fim de entendê-lo bem. E eu completo essa afirmação, revelando que leio-corrijo-releio-corrijo inúmeras vezes cada texto de minha autoria. Quantas vezes? Nunca contei, mas certamente são bem mais de vinte.
. Esta minha informação sugere uma pergunta: É necessário tudo isso, para relatar coisas simples e evidentes como as desta crônica? Respondo que é necessário isso, e até muito mais, se desejo que meu leitor de fato entenda o que vou transmitir-lhe. O motivo é que conceitos, ideias, informações só se tornam simples e claros em textos submetidos a minucioso trabalho de análise, revisão e correção. O esforço que dedico a torná-los claros para o leitor acaba tornando-os mais claros também para mim. Posso afirmar, portanto, que eu também aprendo enquanto escrevo. Só considero definitivo o texto cuja releitura atenta não me sugere nenhuma alteração.
. A propósito, anunciei aí atrás que precisaria da sua paciência enquanto explicava a outros o que é uma lousa. Posso agora agradecer e dispensar sua paciência, pois já apresentei a explicação. Você a notou? Sem preocupação literária, sem descrições enfadonhas, sem tom professoral, e até sem uma imagem para torná-la acessível visualmente, lá está ela com clareza suficiente para ser entendida até por quem nunca viu nem ouviu falar de lousa.
. Você poderia argumentar que isso qualquer um faz. E eu lhe respondo com um desafio: Experimente… (Jacinto Flecha) 

Pensar+: um grupo que se destaca. 
Pensar+
. Dos grupos, de natureza social, econômica ou mesmo esportiva, dos quais participo, o que mais tem contribuído para o meu aprendizado e compreensão de tudo que se passa no mundo todo, particularmente no nosso pobre país, é o Pensar+. Por várias razões, que faço questão de compartilhar com os leitores/assinantes do Ponto Critico.
Grupo informal sério
. O Pensar+ um grupo que reúne, informalmente, pessoas estudiosas, bem preparadas e bastante interessadas em produzir conteúdos sérios que estabeleçam a constante relação Causa/Efeito de tudo que acontece no nosso cotidiano, principalmente por força e/ou vontade dos governantes.
Identificados com os propósitos
. Para tanto, todos aqueles que integram, ou venham, a qualquer momento, a participar do Pensar+ (o grupo é aberto), ao serem indicados e/ou convidados por qualquer pensador-membro, sabem que só se sentirão úteis e plenamente à vontade no Grupo, caso se identifiquem plenamente com os propósitos definidos desde a sua criação, em 2009.
Causa/Efeito
. O que mais me dá satisfação e me deixa muito feliz é que, além de enriquecer sobremaneira o conhecimento, o emprego constante do discernimento propõe, constantemente, a identificação e a separação daquilo que representa a causa e o que implica em consequência e/ou efeito.
A grande diferença
. Aí está grande e determinante diferença, porque os mais apressados, que normalmente pensam pouco e reagem muito, nunca se dão conta desta importante premissa quando manifestam opinião sobre os mais diferentes assuntos. O que implica, certamente, em dificuldade para propor o convencimento sobre qualquer tema abordado.
Carta de propósitos
. Para que os leitores saibam do que se trata, a carta de propósito diz o seguinte: Diante da dificuldade que grande parte da sociedade brasileira demonstra para interpretar os mais diversos temas que mexem com a nossa economia e, principalmente, os efeitos que as medidas governamentais tomadas a todo o momento provocam nas contas públicas, um grupo de pensadores resolveu criar o Grupo Pensar+!!, no dia 1º de Julho de 2009.
. O grande objetivo do Pensar+!, cujo número de participantes depende, exclusivamente, da igualdade de propósito de seus fundadores, é fazer com que os assuntos e projetos sejam apreciados com pura lógica de raciocínio, onde as matérias possam mostrar à sociedade a real relação de causa/efeito das decisões. E só pode haver melhor compreensão desde que os assuntos sejam adaptados, proporcionalmente, à capacidade de entendimento do universo a ser atingido.
. Quanto mais pedagogia acompanhada da lógica aplicada às exposições, maior e melhor será a compreensão e o interesse por parte dos cidadãos. 
. Portanto, o desafio do Grupo Pensar+ está na clareza com que os exemplos sejam mostrados, para que haja o máximo de convencimento dos resultados.
Sem ranços ideológicos
. Os sucessos que o Pensar+ tem colhido, e espera colher muito mais, só tem sido possível porque os pensadores sabem que precisam sempre deixar de lado o Ranço Ideológico quase sempre presentes nas mais diversas apresentações. 
. A ideologia explícita, como se sabe, mostrou ser um dos maiores entraves para tentar convencer grupos ou pessoas quanto às necessidades e cálculo econômico do custo das demandas.
. Ah, o mais interessante ainda é que os conteúdos produzidos e publicados na rede do Pensar+ são debatidos com total franqueza pelos seus integrantes. Sem mínimo constrangimento, ou seja, quem não concorda se posiciona e defende seu ponto de vista abertamente. Isto resulta sempre em melhor conhecimento dos temas tratados.

Energia elétrica
. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresentou a proposta para o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). As despesas com programas do setor elétrico vão atingir R$ 25,961 bilhões em 2015, enquanto que as receitas próprias da CDE somarão apenas R$ 2,75 bilhões. Assim, a diferença de R$ 23,21 bilhões será repassada, como deve ser, aos consumidores por meio de aumentos na tarifa.
. De acordo com o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste terão reajuste de 19,97% e as regiões Norte e Nordeste, 3,89%, para cobrir o déficit na conta CDE.
China 
. O Banco Central da China (PBoC) anunciou um corte de 50 pontos base nos depósitos compulsórios (RRR, Reserve Requirement Ratio) em um movimento para injetar liquidez na economia do país. O país já havia cortado a sua taxa de juros básica em novembro, e a decisão de hoje deve permitir maior expansão de crédito por parte dos bancos privados. 
Brasil 
. A saída da péssima presidente da Petrobras, (DES)Graça Foster, e de vários diretores, se não ajuda muito a estatal pelo menos a livra de uma das mulheres mais incompetentes do planeta. xô,desgraça.
. Mesmo para aqueles que admitem que Graça Foster não roubou um tostão da Petrobras, o fato é que o rombo que a incompetência produziu, com ela à frente, foi bem maior do que todo roubo até agora descoberto. 
Impeachment de Dilma
. Segundo estudo produzido pelo jurista e pensador (Pensar+), Ives Gandra Martins, sem qualquer ranço ideológico, mas à luz de um raciocínio exclusivamente jurídico, há fundamentação para o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Falta, para tanto, o convencimento do Poder Legislativo que só virá com um forte Clamor Popular. Fora Dilma! (Gilberto Simões Pires)

Nenhum comentário: