14 de jan de 2015

Sobrevive epidemia corrupta norte a sul. Vergonha...

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A manipulação de fatos e versões pelo governo já faz inveja a Joseph Goebbels... 

Golpe baixo 

A informação do advogado Antônio Figueiredo Basto, responsável pela defesa do doleiro Alberto Youssef, de que seu cliente nunca enviou dinheiro nem para o ex-governador de Minas e atual senador Antonio Anastasia, nem para o deputado federal Eduardo Cunha, mais do que inocentar os dois parlamentares nesse caso, traz à tona novamente a utilização política do processo do petrolão.

Quem induziu o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, a denunciar os dois parlamentares tinha objetivos claros: inviabilizar a candidatura de Cunha à presidência da Câmara, e atingir o presidente do PSDB, senador Aécio Neves. Os dois movimentos têm um beneficiário direto, o Palácio do Planalto, que de uma cajadada matava dois coelhos. Tirava do páreo o favorito para presidir a Câmara contra sua vontade, e atingia o senador Aécio, a principal liderança oposicionista no momento, depois de ter saído da disputa presidencial com uma votação consagradora.

Essa não é a primeira vez que o doleiro Yousseff é usado para culpar o PSDB. Em outubro do ano passado, pouco antes do segundo turno da eleição presidencial, Leonardo Meirelles, tido como testa de ferro do doleiro nas indústrias farmacêuticas Labogen, afirmou que Yousseff mantinha negócios com o PSDB e com ex-presidente nacional do partido senador Sérgio Guerra (PE), morto em março daquele ano.

Da mesma forma que está fazendo agora, o criminalista Antônio Figueiredo Basto negou a veracidade do depoimento e pediu sua impugnação. Não se pense que Yousseff tem algum interesse especial em defender o PSDB, tanto que ele também isentou neste caso o deputado do PMDB Eduardo Cunha. O que o doleiro teme é que seu acordo de delação premiada seja colocado em dúvida pelo Ministério Público que investiga a operação Lava Jato sob a coordenação do juiz do Paraná Sérgio Moro.

A delação de Yousseff foi homologada, no fim do ano passado, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, e isso significa que tudo o que ele contou à Justiça foi provado verdadeiro, ou pelo menos deu pistas verdadeiras para as investigações avançarem. Se não citou nem Cunha nem Anastasia, e agora surge a versão do policial Jayme Careca, que era um dos entregadores do dinheiro para o doleiro, o mínimo que se poderia imaginar é que Yousseff protegeu alguns clientes especiais em seu depoimento. 

Careca, ao contrário, prestou depoimento e foi solto, não estando sob as condições da delação premiada. Sua denúncia não precisa necessariamente ser verdadeira na integralidade, pelo menos para efeitos de benefícios posteriores, como sucede na delação premiada. Agora, será preciso saber a quem ele estava servindo ao colocar entre os recebedores de dinheiro de Yousseff dois adversários da hora do Palácio do Planalto.

A utilização política do caso só cessará quando a Procuradoria-Geral da República apresentar a lista oficial dos que considera envolvidos de fato no escândalo do petrolão. Até lá, os políticos estarão sujeitos a efeitos colaterais como jogadas sujas como essa. (Merval Pereira)


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Antissemitismo em alta.
Ataques em Paris preocupam a comunidade judaica.

Muitos judeus franceses estão se perguntando se terão algum futuro na França, lar da maior população judaica da Europa.

No ano passado, cerca de 7 mil judeus trocaram a França por Israel.

Antes de Chérif Kouachi entrar na redação do Charlie Hebdo na última quarta-feira, 7, com seu irmão Said para assassinar jornalistas e cartunistas que estavam fazendo a reunião de pauta do semanário, ele teve um sonho. Kouachi queria, queimar sinagogas, vandalizar lojas judicas em Paris e aterrorizar judeus. De acordo com um editorial publicado esta semana no New York Times, esse sonho também era compartilhado por Amedy Coulibaly, atirador que matou quatro judeus pessoas em um mercado de comida judaica em Paris.

Os terroristas esperavam que o assassinato dos judeus e dos cartunistas do Charlie Hebdo fossem desencadear uma espiral de ódio e medo na França. Não é de se estranhar que sentimentos de insegurança e isolamento entre a comunidade judaica do país tenham voltado, e que alguns judeus franceses estejam se perguntando se vão ter algum futuro na França, lar da maior população judaica da Europa. Muitos já trocaram a França por Israel, para onde foram cerca de 7 mil no ano passado, e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que participou da marcha em Paris no último domingo, 11, estimulou mais judeus a fazerem isso.

O governo francês, no entanto, tomou medidas para proteger a comunidade judaica do país. O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, prometeu que os judeus franceses teriam proteção do governo em seus locais de culto. Cerca de 4.700 policiais iriam proteger escolas e sinagogas judaicas. Na manhã desta quarta-feira, 14, o polêmico humorista francês Dieudonné M’bala M’bala, conhecido por fazer piadas antissemitas, foi preso por incitar ações terroristas. M’bala chegou a elogiar o terrorista Coulibaly pelo ataque ao mercado de comida judaica.

As ações reforçam a frase dita por Valls no último sábado, 10: A França sem judeus não é a França. Claude Lanzmann, cineasta francês conhecido por seu documentário de 1985 sobre o Holocausto, Shoah, expressa o sentimento de Valls, em termos ainda mais gritantes em um texto para o Le Monde da última segunda-feira, ao escrever: Não deixemos Hitler ter esta vitória póstuma. Essa também foi a mensagem passada por cerca de 4 milhões de pessoas de todos os credos e origens, que marcharam nas cidades francesas no domingo. Muito carregaram placas com a famosa frase Je suis Charlie (Eu sou Charlie). Mas alguns levaram outra mensagem de solidariedade: Je suis Juif (Eu sou judeu). 

Este desatino talvez seja inédito entre os povos ditos civilizados no planeta! 

Em um país onde o governo fecha o próprio Museu Nacional, ou ele (o governo) deixou de respeitar a sociedade, ou a sociedade deixará de respeitar o governo. Ou ainda pior : ambas premissas são verdadeiras!

Museu Nacional, o mais antigo do Brasil, fecha por falta de dinheiro. Anúncio foi feito pelo site do museu, que atribuiu o fechamento a problemas com os serviços de vigilância e limpeza.

O Museu Nacional, mantido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e sediado na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio, está fechado para visitantes desde esta segunda-feira, 12, por tempo indeterminado, por falta de verba para pagar os serviços de limpeza e vigilância. Especializado em história natural, é o maior museu dessa área na América Latina e o mais antigo centro de ciência do País. Foi inaugurado em junho de 1818 - vai completar 197 anos daqui a seis meses, portanto. Em nota, a diretora do museu, Cláudia Rodrigues Carvalho, e o coordenador do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Carlos Vainer, mencionam e criticam a contenção de verbas pelo governo federal.

Naquela que deveria ser a Pátria Educadora, conforme promessa da Presidente Dilma Roussef em sua posse, a UFRJ não tem recebido os recursos que lhe cabem, inclusive para pagamento das empresas que prestam serviços de limpeza e portaria ao Museu Nacional. Impotente diante do que parece ser uma total insensibilidade da chamada política de austeridade diante das necessidades básicas de nossa Universidade e, neste caso, do Museu Nacional, só nos resta esclarecer a comunidade universitária e a sociedade sobre a realidade que explica a suspensão das visitas, e vir a público para solicitar o apoio da sociedade e buscar sensibilizar as autoridades governamentais, afirma a nota.

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