2 de jan de 2015

Palavras, palavras, o vento leva...

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Quem destruiu a Petrobrás 

Gostaria de ver a cara desses senhores sindicalistas da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que vivem apregoando aos quatro ventos, que ...quem está destruindo a Petrobrás, é o Mercado...

Segundo declarou publicamente hoje, a sra presidente DIImáh, em seu discurso de posse, perante todo o País e diante de vários representantes de todo o mundo, a Petrobrás, em todo esse triste episódio de ladroagem que a cerca, ...foi alvo de servidores (internos) que não souberam honrá-la...Precisamos preservar e defender a Petrobrás de seus predadores internos... 

Portanto, conforme temos dito e denunciado à exaustão, durante todos esses anos, a partir de 2003, ...a Petrobrás está sendo destruída de dentro para fora.... A própria presidente reconhece isso!!!! 
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Agora, ninguém entende é que ...esses predadores internos que destruíram a Petrobrás..., foram lá colocados pelo partido da mesma, o PT apóstata! Que encheu a Petrobrás de sindicalistas incompetentes e de políticos corruptos, colocando-os em altos postos de gestão!

Como se lembram, toda essa farra de predação, começou com a posse do sr. Lulla da Silva, que colocou na presidência da Petrobrás, o medíocre Engenheiro-sindicalista, sr. José E. Dutra, que trouxe toda a cumpañerada sindical para exercer os altos postos de Gestão da Empresa! E a farra predatória continuou viva e atuante na gestão do sr. J. Gabrielli...

Sem ter nada contra os respectivos cargos e profissões exercidos em seu devido lugar e contexto, tivemos desenhistas, almoxarifes, escriturários e outros que, da noite para o dia, sem qualquer conhecimento, formação ou experiência específicos relacionados aos novos postos, foram alçados a funções técnicas de Gestão e Coordenação!...

Não podia dar em outra coisa!...

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Segundo a sra. presidente insistiu hoje, ...a corrupção ofende e humilha os trabalhadores, os empresários e os brasileiros honestos e de bem. A corrupção deve ser extirpada...

Se esse palavrório é realmente para valer e, não, um simples discurso manipulativo, comece a sra. presidente a fazer a limpeza interna desses predadores, que todos conhecem e sabem identificar! E a colocar em seus lugares, os competentes e preparados colaboradores que existem aos milhares, na própria Petrobrás, com a vantagem de não serem PTistas e nem sindicalistas! 

Sra. presidente: Pratique o que a sra. está recomendando! (Márcio Dayrell Batitucci) 

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Para Dilma, 
Petrobras 
foi vítima de servidores que não honraram a empresa

Em meio a denúncias de corrupção na Petrobrás, a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) defendeu a imagem da estatal durante o discurso de posse de seu segundo mandato, realizado na tarde desta quinta-feira (1º), no Congresso Nacional, em Brasília. Segundo ela, a empresa foi alvo de servidores que não souberam honrá-la.

Temos muitos motivos para preservar e defender a Petrobrás de predadores internos e de seus inimigos externos, disse a presidente, que afirmou que a estatal já vinha passando por um vigoroso processo de aprimoramento de gestão.

De acordo com ela, os escândalos só reforçam a necessidade de se implantar uma eficiente e rigorosa estrutura de governança e controle. A Petrobrás é capaz disso e muito mais.

Em 2011, no discurso de posse de seu primeiro mandato, Dilma disse que o pre-sal seria o passaporte para o futuro e que o grande agente dessa política foi e é a Petrobras, símbolo histórico da soberania brasileira na produção energética e do petróleo.

Diante das denúncias envolvendo o nome da estatal, as ações da Petrobras fecharam o ano em queda, com perda de 37,6% no valor das ações preferenciais. As ações ordinárias (sem direito a voto) tiveram desvalorização de 37,9%. A empresa também perdeu R$ 87,182 bilhões em valor de mercado, caindo de R$ 214,688 bilhões em 2013 para R$ 127,506 bilhões em 2014.

Dilma também dedicou boa parte de seu discurso, que durou cerca de 40 minutos, para criticar a corrupção. A corrupção ofende e humilha os trabalhadores, os empresários e os brasileiros honestos e de bem. A corrupção deve ser extirpada, disse ela, que propôs um grande pacto nacional contra a corrupção, que envolve todas as esferas de governo e todos os núcleos de poder(Larissa Leiros Baroni, UOL, SP)

1964 - Um Testemunho 

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Para entender o que aconteceu em 64 é preciso lembrar o que era o mundo naquela época.

Um total de 30 países, parando na metade da Alemanha de hoje, havia sido engolido pela Rússia comunista por força militar. Invasão mesmo, que instalava um ditador que atuava sob ordens diretas de Moscou. Todos os que tentaram escapar, como a Hungria em 56, a Checoslováquia em 68, a Polônia em 80 e outros, sofreram novas invasões e massacres.

E tinha mais a China, o Vietnã, o Camboja, a Coreia do Norte, etc., na Ásia, onde houve verdadeiros genocídios. Na África era Cuba que fazia o papel que os russos fizeram na Europa, invadindo países e instalando ditadores no poder.

As ditaduras comunistas, todas elas, fuzilavam sumariamente quem falasse contra esses ditadores. Não era preciso agir, bastava falar para morrer, ou nem isso. No Camboja um quarto de toda a população foi executado pelo ditador Pol Pot entre 1975 e 1979, sob os aplausos da esquerda internacional e da brasileira.

Os países onde não havia ditaduras como essas viviam sob ataques de grupos terroristas que as apoiavam e assassinavam e mutilavam pessoas a esmo detonando bombas em lugares públicos ou fuzilando gente desarmada nas ruas.

As correntes mais radicais da esquerda brasileira treinavam guerrilheiros em Cuba desde antes de 1964. Quando João Goulart subiu ao poder com a renúncia de Jânio Quadros, passaram a declarar abertamente que era nesse clube que queriam enfiar o Brasil.

64 foi um golpe de civis e militares brasileiros que lutaram na 2.ª Guerra Mundial e derrubaram a ditadura de Getúlio Vargas, para impedir que o ex-ministro do Trabalho de Vargas levasse o País para onde ele estava prometendo levá-lo, apesar de se ter tornado presidente por acaso. Tratava-se portanto, de evitar que o Brasil entrasse num funil do qual não havia volta, e por isso tanta gente boa entrou nessa luta e a maioria esmagadora do povo, na época, a apoiou.

A proposta do primeiro governo militar era só limpar a área da mistura de corrupção com ideologia que, aproveitando-se das liberdades democráticas, armava um golpe de dentro do sistema para extingui-las de uma vez por todas, e convocar novas eleições para devolver o poder aos civis.

Até outubro de 65, um ano e meio depois do golpe, seguindo o combinado, os militares tinham-se limitado a cassar o direito de eleger e de ser eleito, por dez anos, de 289 pessoas, incluindo 5 governadores, 11 prefeitos e 51 deputados acusados de corrupção mais que de esquerdismo.

Ninguém tinha sido preso, ninguém tinha sido fuzilado, ninguém tinha sido torturado. Os partidos políticos estavam funcionando, o Congresso estava aberto e houve eleições livres para governador e as presidenciais estavam marcadas para a data em que deveria terminar o mandato de Jânio Quadros.

O quadro só começou a mudar quando em outubro de 65, diante do resultado da eleição para governadores, o Ato Institucional n.º 2 (AI-2) extinguiu partidos, interferiu no Judiciário e tornou indireta a eleição para presidente. Foi nesse momento que o jornal O Estado de S. Paulo, que até então os apoiara, rompeu com os militares e passou a combatê-los.

Tudo isso aconteceu praticamente dentro de minha casa, porque meu pai, Ruy Mesquita, era um dos principais conspiradores civis, fato de que tenho o maior orgulho.

Antes mesmo da edição do AI-2, porém, a esquerda armada já havia matado dois: um civil, com uma bomba no Cine Bruni, no Rio, que feriu mais um monte de gente; e um militar numa emboscada no Paraná. E continuou matando depois dele.

Ainda assim, a barra só iria pesar mesmo a partir de dezembro de 68, com a edição do AI-5. Aí é que começaria a guerra. Mas os militares só aceitaram essa guerra depois do 19.º assassinato cometido pela esquerda armada.

Foi a esquerda armada, portanto, que deu o pretexto para a chamada linha dura militar tomar o poder e a ditadura durar 21 anos, tempo mais que suficiente para os trogloditas de ambos os lados começarem a gostar do que faziam quando puxavam gatilhos, acendiam pavios ou aplicavam choques elétricos.

A guerra é sempre o paraíso dos tarados e dos psicopatas e aqui não foi diferente.

No cômputo final, a esquerda armada matou 119 pessoas, a maioria das quais desarmada e que nada tinha que ver com a guerra dela; e os militares mataram 429 guerrilheiros, segundo a esquerda, 362 terroristas, segundo os próprios militares. O número e as qualificações verdadeiras devem estar em algum lugar no meio dessas diferenças.

Uma boa parte dos que caíram morreu atirando, de armas na mão; outra parte morreu na tortura, assassinada ou no fogo cruzado.

Está certo: não deveria morrer ninguém depois de rendido, e morreu. E assim como morreram culpados de crimes de sangue, morreram inocentes. Eu mesmo tive vários deles escondidos em nossa casa, até no meu quarto de dormir, e já jornalista contribuí para resgatar outros tantos. Mas isso é o que acontece em toda guerra, porque guerra é, exatamente, a suspensão completa da racionalidade e do respeito à dignidade humana.

O total de mortos pelos militares ao longo de todos aqueles 21 anos de chumbo corresponde mais ou menos ao que morre assassinado em pouco mais de dois dias e meio neste nosso Brasil democrático e pacificado de hoje, onde se matam 50 mil por ano.

Há, por enquanto, 40.300 pessoas vivendo de indenizações por conta do que elas ou seus parentes sofreram na ditadura, todas do lado da esquerda. Nenhum dos parentes dos 119 mortos pela esquerda armada, nem das centenas de feridos, recebeu nada desses R$ 3,4 bilhões que o Estado andou distribuindo.

Enfim, esse é o resumo dos fatos nas quantidades e na ordem exatas em que aconteceram, do que dou fé porque estava lá. E deixo registrado para os leitores que não viveram aqueles tempos compararem com o que andam vendo e ouvindo por aí e tirarem suas próprias conclusões sobre quanto desse barulho todo corresponde a sentimentos e intenções honestas. (Fernão Lara Mesquita, jornalista) 

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