8 de dez de 2014

Pulando amarelinha...

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O ministro Gilmar Mendes, antagonista do PT nos tribunais superiores, apresenta, nesta semana, seu voto sobre as contas de campanha da presidente Dilma Rousseff; Gilmar não irá surpreender ninguém e deve apresentar um voto pela rejeição das contas de Dilma. A dúvida, junto a profissionais de Direito envolvidos no caso, é saber a reação dos demais ministros, afirma Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; jornalista alerta para a necessidade de impedir que o Judiciário seja arrastado numa aventura delirante, capaz de comprometer o destino do país e o elemento mais valioso dos regimes democráticos - a soberania popular.

Comissão da Verdade: O que acontece após o relatório final? Mesmo sem poder para punir acusados, comissão que divulga conclusões na 4ª feira alimentará pressão sobre a Lei da Anistia, maior impeditivo para os processos. (Agência Brasil)

Governo ameaça cortar crédito para ter acordo na Lava Jato, dizem empreiteiras. PF apreende documentos que detalham estratégia de defesa de empresas.

Oito governadores eleitos começarão o mandato, em 2015, com o desafio de segurar os gastos com o funcionalismo. Seus Estados estouraram os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal para as despesas com pessoal, segundo levantamento feito pela Agência Brasil com base em relatórios enviados pelos governos estaduais ao Tesouro Nacional.

Processos contra autoridades são mantidos ocultos no STF. Ao menos oito investigações sequer aparecem no sistema do Supremo.

Lula, o barão das zelites - O Globo revela que a Bancoop, cooperativa que deixou milhares de pessoas na mão devido às fraudes de seu diretor, o tesoureiro do PT João Vaccari (investigado na Lava Jato por atuar na quadrilha do petrolão), está entregando o tríplex de Lula. A obra, fiscalizada por Lulinha, fica em área nobre do Guarujá e foi tocada pela OAS (envolvida nos escândalos da Petrobras). Então quer dizer que Lula, paladino dos pobres, recebeu tríplex da Bancoop de Vaccari, reformado pela OAS, onde as elites paulistanas passam férias? É a própria piada pronta.

AEPET ratifica seu repúdio à corrupção e uso político da Petrobrás - A Associação dos Engenheiros da Petrobras vem manifestar seu total repúdio ao processo de corrupção e uso político partidário de que a Petrobras está sendo vítima, comprometendo sua imagem, credibilidade e capacidade para desempenho de sua missão para a Soberania do Brasil. A Companhia tem 88 mil técnicos sérios, competentes e honestos, que não podem ser denegridos por meia dúzia de indivíduos que, nomeados para atender objetivos de políticos, abriram mão de seu caráter.

Câmara deve julgar André Vargas na quarta-feira. Destino político de Vargas estará nas mãos dos colegas na quarta-feira. Deputados decidirão se o colega paranaense deve perder o mandato por conta de sua relação com o doleiro Alberto Youssef. Como são necessários ao menos 257 votos para a cassação, há o temor de não haver quorum suficiente.

Depois de o Banco Central ter acelerado o ritmo de aperto monetário na última reunião do ano, economistas de instituições financeiras passaram a ver a Selic mais alta em 2015, apontou a pesquisa Focus da própria autoridade monetária divulgada na segunda-feira. A estimativa agora é de que a taxa básica de juros encerrará o próximo ano a 12,50 por cento, contra 12 por cento no levantamento anterior.

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Sobre Dilma e a Imprensa

Frederico o Grande, da Prússia, era um monarca absolutista, muitas vezes pouco esclarecido, fazedor de guerras, mas em seu longo reinado manteve a liberdade de imprensa. Certa vez, passando por uma viela no centro de Berlim, notou um pasquim mal afixado no muro, cheio de vitupérios contra ele. Mandou parar a carruagem, fez o cocheiro descer e colar aquele monte de acusações à sua pessoa num local onde pudesse ser lido mais facilmente pelos transeuntes. Completou depois com uma sentença que deixou os alemães perplexos: meu povo e eu chegamos a um acordo que nos satisfaz a ambos: eles podem dizer o que lhes agrada e eu, fazer o que me agrada

Pelo jeito, será essa a postura da presidente Dilma para o segundo mandato. Desembarcou da esdrúxula e radical proposta do PT para regulamentar a mídia mas continuará sem fazer caso das criticas e denúncias ao seu governo, que por sinal vem aumentando de ritmo. Muito menos pautará suas iniciativas administrativas, políticas, econômicas e sociais pelo que os meios de comunicação divulgam. Deve ter aderido ao conceito de um de seus antecessores, o tonitruante general Ernesto Geisel, que declarava ler os jornais não para informar-se, senão para saber como o povo vinha sendo informado.

A presidente trás esse vício de origem desde os tempos em que militou na subversão: despreza a mídia, duvida do noticiário, desconfia que por trás de cada informação reside um objetivo oculto, ligado aos interesses das elites e dos oligopólios. Pensa assim desde os tempos em que preparava para Leonel Brizola resenhas semanais sobre o comportamento da chamada grande imprensa. Apesar disso, não se dispõe a seguir adiante na proposta de boa parte dos companheiros que pretendem garrotear a imprensa. Prefere julgar-se acima e além do que se publica.

A nossa rainha Frederica, nem tão Grande assim, não chega a concordar com meia dúzia de dondocas ligadas aos empreiteiros presos, que na porta da cadeia agrediram os jornalistas, dizendo-os condenados à mediocridade por não terem tido capacidade de estudar. Mas é quase isso.

A hora do chumbo grosso

A nota oficial distribuída pelo Procurador Geral da República, sábado, teve o dom de deixar os partidos e o Congresso de orelha em pé. Rebatendo ilações de uma revista semanal que o acusava de entendimentos pouco éticos com os empreiteiros, Rodrigo Janot parece ter deixado claro estar por horas a divulgação da lista de políticos envolvidos no escândalo da Petrobras. Tomara que essa impressão se confirme. (Carlos Chagas) 

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