23 de dez de 2014

“O petróleo é nosso”, mas o dinheiro não...

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Não há como sustentar!... Por mais que a sra. DIImáh e o PT apóstata tentem minimizar esse imbroglio, ou desqualificar os delatores do escândalo Petrobrás - o maior já ocorrido em uma República Democrática!!! - não há outro caminho que não seja a substituição integral de todo o primeiro escalão da Empresa!

São por demais evidentes os dados e documentos que provam, sem qualquer dúvida, o envolvimento ou, pelo menos, a omissão sistemática de todos esses gestores que estiveram, ou estão à frente da Petrobrás!

O depoimento da Gerente Executiva, Venina, e os documentos por ela apresentados, deveriam compelir, automaticamente, que esse primeiro escalão, a começar pela sra. Graça Foster, entregasse seus cargos, imediatamente!

A Direção da Empresa está orquestrando um intenso processo de desqualificação dessa sra. Venina, que realmente não deve ser alçada ao posto de heroína mas, nem por isso, poderia ter seus alertas ignorados ou deixados de lado! Isso é omissão explicita de quem tinha por ofício cuidar da gestão da Empresa!

Na mesma linha, fica sem qualquer explicação, o descarte do alerta apócrifo repassado a toda a Direção da Empresa (veja abaixo) pelo sr. Vigilante, que adotou o significativo pseudônimo de Norberto Andrade Camargo, uma explícita alusão às três grandes corruptoras Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa.

Oportunamente, a sra. Venina conclama os atuais empregados ativos da Empresa, que igualmente estão primando pela omissão e pela alienação: Espero que os empregados da Petrobras, porque tenho certeza que não fui só eu que presenciei, criem coragem e comecem a reagir. Temos que fazer isso para poder realmente fazer a nossa empresa ser o que era. A gente tem que sentir orgulho, os brasileiros têm que sentir orgulho dessa empresa. Eu vou até o fim e estou convidando vocês para virem também.

E, logo, logo, esse tsunami de lama chegará ao Fundo de Pensão Petros, onde alguns de seus Diretores, já foram explicitamente citados pelos denunciantes! É questão de tempo!...

Que os empregados ativos engrossem essa necessária cruzada para a depuração desses criminosos que tomaram de assalto a Petrobrás e abandonem sua absurda postura de apoio e conivência com esse Governo PTista-sindical, capitaneada pelos sindicalistas cooptados!

Que, inexplicavelmente, conseguiu concretizar brilhantemente, o que nem os tucanos liberais tentaram em vão!

É o mínimo que se espera de pessoas de Bem! (Márcio Dayrell Batitucci) 

Venina diz que discutiu denúncias com Graça Foster. 

A ex-gerente-executiva Venina Velosa da Fonseca afirmou que irá até o fim nas denúncias. A ex-gerente-executiva da Diretoria de Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca afirmou na noite deste domingo, 21, que informou sobre irregularidades verificadas por ela a todas as pessoas que podiam fazer algo e que, além de ter registrado suspeitas por e-mail, chegou a discutir o assunto pessoalmente com a atual presidente da estatal, Graça Foster, quando a executiva máxima da companhia era diretora de Gás e Energia.

Naquele momento, discutimos o assunto. Foi passada uma documentação para ela, sobre as denúncias na área de comunicação (da Diretoria de Abastecimento, em 2008). Depois disso, ela teve acesso a essas irregularidades nas reuniões da Diretoria Executiva, disse Venina.

Em entrevista exclusiva ao programa Fantástico, da TV Globo, Venina afirmou que irá até o fim nas denúncias e conclamou outros funcionários da Petrobras a fazerem o mesmo. A ex-funcionária da estatal, afastada, mês passado, de seu cargo de diretora-geral da operação da Petrobras em Cingapura, também confirmou as denúncias veiculadas em reportagem do jornal Valor Econômico.

O jornal revelou os alertas feitos por Venina, citando centenas de documentos internos da Petrobras. Segundo o Valor Econômico, as denúncias de Venina às instâncias superiores da estatal envolviam irregularidades nos gastos de comunicação na Diretoria de Abastecimento; nas obras da Refinaria de Abreu e Lima (Rnest), em construção em Pernambuco e cujo orçamento explodiu de US$ 2 bilhões para US$ 18,8 bilhões, após inúmeros atrasos; e nas negociações de óleo combustível na Ásia.

Entre as pessoas informadas das irregularidades citadas por Venina na entrevista ao Fantástico, além de Graça Foster, estão o ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, que assinou termo de delação premiada no âmbito da operação Lava-a-Jato; o atual diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza; o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e gerentes-executivos que trabalhavam com ela à época.

Venina rebateu a alegação de Graça de que fora vaga nos alertas feitos antes deste ano. Se falar em irregularidades na área de comunicação e problemas nas licitações não está suficientemente claro, eu, como gestora, buscaria uma explicação. Principalmente com uma pessoa com a qual eu tinha muito acesso, porque nós sempre tivemos acesso. Conheci a Graça numa época em que ela era gerente de Tecnologia na área de Gás (e Energia), afirmou.

A funcionária afastada também negou que tenha sido cúmplice de qualquer irregularidade. Eu trabalhei com o Paulo Roberto, isso não posso negar, disse Venina, referindo-se ao ex-diretor e hoje delator. Se eu tivesse participado de algum esquema, não estaria aqui hoje, não teria feito a denúncia que fiz, não teria ido ao Ministério Público entregar o meu computador com todos os documentos que eu tenho, desde 2002, completou a executiva.

No fim da entrevista, em tom emocionado em falar sobre a família e a mudança para Cingapura, Venina afirmou que irá até o fim nas denúncias e conclamou outros funcionários da Petrobras a também denunciarem.

Espero que os empregados da Petrobras, porque tenho certeza que não fui só eu que presenciei, criem coragem e comecem a reagir. Temos que fazer isso para poder realmente fazer a nossa empresa ser o que era. A gente tem que sentir orgulho, os brasileiro têm que sentir orgulho dessa empresa. Eu vou até o fim e estou convidando vocês para virem também, afirmou.

Em nota lida no Fantástico, a Petrobras voltou a negar que Graça e Cosenza tivessem sido alertados de irregularidades antes de novembro passado, reafirmou que as denúncias feitas por Venina foram apuradas por comissões internas e alegou que possivelmente, a funcionária trouxe a público as denúncias porque foi responsabilizada por uma comissão interna. (Vinicius Neder, Tv Globo) 

E-mail apócrifo alertou diretores da Petrobras em 2008. 

Um e-mail de dezembro de 2008 que circulou na Petrobras já alertava diretores e gerentes que um cartel funcionava dentro da estatal, com divisão de obras por meio de influência política e de lobistas.

Com mais de cinco anos de antecedência, a mensagem relata parte das acusações contra a estatal que surgiram na Operação Lava Jato.

Continua a ser praticada livremente toda a sorte de maracutaias e acertos nas cúpulas da nossa Petrobras. Isso precisa acabar, defendia o funcionário que se autointitula O Vigilante

O nome fictício que ele escolheu para enviar o e-mail, Norberto Andrade Camargo, é uma junção do nome de três empreiteiras que estão sob investigação na Lava Jato: a Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. 

Mensagem anônima é considerada por especialistas como um dos instrumentos mais eficazes de combate à corrupção porque o denunciante pode falar o que quiser sem sofrer retaliações. 

O e-mail foi enviado a quatro diretores e 16 executivos da petroleira. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento, Renato Duque, ex-diretor de Serviços, e Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional, todos réus da Lava Jato sob acusação de terem recebido suborno, aparecem como destinatários, assim como Sérgio Machado, presidente da Transpetro. 

Machado se licenciou do cargo depois que Costa disse ter recebido R$ 500 mil de propina dele por conta de contratos superfaturados. 

O e-mail também foi enviado a Venina Velosa da Fonseca, ex-gerente da estatal que diz ter alertado Graça Foster em 2007 dos desvios na diretoria de Abastecimento. À época, Graça, a atual presidente da Petrobras, era diretora de óleo e gás. 

Todos vão ganhar 

A maneira como o funcionário descreve o funcionamento do suposto cartel é similar à narrativa feita por dois delatores da Lava Jato: Julio Camargo e Augusto Miranda, da Setal. Segundo eles, havia um clube que loteava obras pagando propina a diretores. 

O missivista diz que o fato de a Petrobras não aplicar a Lei das Licitações estimulou falcatruas e desmandos: Vence quem combinou vencer e ninguém se queixa, porque todos ganham (...). E ganha o diretor, ganha o lobista e ganha o político

O e-mail cita o nome de Fernando Soares, chamado de Baianinho, como um dos lobistas que agia na estatal. Soares foi acusado por delatores de ter recebido US$ 40 milhões (R$ 106 milhões) de propina em 2009 e 2010 ao intermediar a venda de dois navios para a diretoria internacional, ocupada à época por Nestor Cerveró. 

Soares está preso na Polícia Federal de Curitiba desde 18 de novembro sob acusação de intermediar propina. 

O político que indicou Paulo Roberto para a diretoria de Abastecimento, José Janene (PP-PR), também é mencionado na mensagem ao lado do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Pobres diretores, tornaram-se escravos do Janene, do Jader Barbalho

Janene morreu em 2010, de problemas cardíacos. 

Outro lado

A Petrobras não quis comentar o e-mail de 2008. O advogado de Fernando Soares, Mario de Oliveira Filho, diz que seu cliente só fez negócios lícitos na Petrobras. A Folha não conseguiu localizar neste domingo (21) assessores de Jader Barbalho. (Mario Cesar Carvalho)

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