16 de dez de 2014

Internet que burrifica

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Numa dessas trocas apressadas de informações, comuns entre vizinhos que só se conhecem dos múltiplos encontros casuais em elevador, eu disse à minha vizinha: - A senhora é a terceira Lucinda que eu conheço.

- Ah é!? Com este nome, só conheci minha mãe. Posso saber quais outras o senhor conheceu?

- A primeira foi uma fazendeira já falecida, vizinha da fazenda do meu pai. A outra eu só conheci em livro. Era uma menina personagem de um soneto transcrito no Manual de Espanhol em que estudei.

Por coincidência, minha vizinha é viúva de um espanhol, e perguntou: 

- E o senhor se lembra do soneto?

- Todinho. Só não me ofereço para declamá-lo agora, porque estou com horário marcado. Mas vou anotá-lo em papel, e depois lhe entrego.

A minha péssima memória tem façanhas como essa, de lembrar um soneto em espanhol que não releio há 58 anos. E consigo ainda hoje, nessa idade em que a memória de qualquer um já não ajuda, cantar todas as músicas que cantei quando era criança ou adolescente. Mas não me peçam para citar de memória nenhuma das 1.800 frases interessantes que colecionei ao longo da vida. Embora eu as tenha lido e relido várias vezes, lembro-me apenas do seu sentido geral.

Outro exemplo já me deixou em má situação, pois custo a lembrar-me da palavra gergelim (tive de procurá-la agora, para escrever), que só chegou ao meu conhecimento aos vinte e poucos anos. Durante uma conversa, quando eu precisava mencioná-la, tinha que recorrer à memória do interlocutor: - … aquela espécie de alpiste que se usa sobre o pão.

E logo o interlocutor me fornecia essa palavra à qual minha memória é refratária. Para evitar esse constrangimento, elaborei uma triangulação mnemônica. Basta eu me lembrar de um professor prodigiosamente feio e fanhoso, que interrompeu sua primeira aula e nos brindou com esta pérola: - Ô gente, mas eu sou feio, não sou?!

Lembrando-me do Prof. Ângelo, meu cérebro transforma em gergelim o Angelim - apelido carinhoso que lhe demos. Mas isso vem a propósito de quê? Ah, agora me lembro, nosso assunto é a memória.

Na moderna instituição mencionada aí no título, destaca-se um personagem onisciente: Google. Invejável memória, que deixou longe os terabytes (ou seria teratobytes?) e anda já pelos petabytes. Como não sentir-me humilhado e despeitado com os meus míseros kilobytes? A compensação para essa disparidade revoltante é que a memória dele está à minha disposição. Posso acessá-la a qualquer momento e obter tudo o que me interessa. Desde que minha escassa memória me ajude a encontrar o caminho, posso saber tudo (ou quase, para não exagerar) através do Google.

Não sei a que extremos de performance eu teria chegado, se na minha época de estudante já houvesse esse secretário infalível. Tão fácil! Basta digitar algumas palavras (bem, naquela época seria datilografar, hoje uma atividade ultrapassada), e obtenho tudo aos milhões, em fração de segundo. O progresso da infernet é enorme, colossal, inimaginável, e a vantagem indiscutível. Indiscutível? Vejamos:

1 - O que leio no computador, esqueço muito mais rapidamente do que se lesse no papel. Vários amigos confirmam ter notado o mesmo efeito psicológico. Talvez seja porque o texto em computador apaga, e o do papel permanece.

2 - A pletora de informações do computador não me induz a discutir, ruminar o assunto, e logo mudo para outro. A justificativa é mais ou menos esta: Se eu precisar dessa informação, ela está lá. Portanto, quem sabe é o computador, não eu. Mas o problema é que só posso raciocinar sobre qualquer assunto com os dados existentes na memória, não basta saber que estão ao meu alcance em algum outro lugar.

3 - Os anexos de mensagens que recebo têm dois tratamentos: se é bom, envio seletivamente para amigos (tão fácil!), depois guardo no arquivo; se não presta, como algumas piadas de submundo, vai para o lixo. Mas raramente fico sabendo o que pensa o outro, pois o assunto não foi discutido, colocado em comum. Se gostou, se sorriu, ninguém sabe, ninguém viu. Muito diferente da troca de ideias num contato pessoal.

4 - Muitos jornais estão fechando as portas (ou as páginas), e a causa mais incriminada é a expansão da infernet. Nada a lamentar nessa substituição de uma mídia por outra, mas uma enquete definiu que os leitores de jornal na infernet permanecem apenas um minuto por dia no site, em média. Só dá para ler os títulos das notícias, se tanto. Houve aproveitamento, interpretação, decisão? Não, o resultado foi superficialidade generalizada.

O que tem isso a ver com memória? Como já vimos, o raciocínio depende da memória. Ninguém pode raciocinar sobre informações que não estão disponíveis na memória, aí evidentemente incluídas as que estão sendo recebidas no momento. Mas a facilidade para encontrá-las quando se tornam necessárias dispensa-nos de mantê-las na memória. Será exagero afirmar que isso enfraquece a inteligência? Que reduz as aptidões do próprio ser humano? Que burrifica, em última análise?

Se o prezado leitor considera exageradas minhas conclusões, está em posição contrária à de levantamentos estatísticos recentes, bem fundamentados, comprovando que o homem atual é menos inteligente do que nos séculos passados. Provavelmente esta informação o surpreende, e não me estranharia sua suposição em sentido contrário, como a de quase todo mundo. Quanto disso se deve à infernet? (Jacinto Flecha) 

Lula está perdendo o controle e mais ainda a saúde. 

Ele nunca pensou que iria passar por estas tribulações. Dizem que ele está tomando comprimidos de medicamento tarja preta, com cachaça. O primeiro deixa ele mais calmo e o segundo deixa-o mais relaxado e expansivo.

Depois de rico Lula jamais pensou que ficaria totalmente impossibilitado de desfrutar a riqueza furto de trabalho duro, de um homem comum que salvou o país do caos social.

O nosso infiltrado de Brasília anda ouvindo lamentações, rasgos de pavores, e vendo fisionomias carrancudas de desesperados em agonia, humores caídos e ventas em expressões depressivas. Vem vindo ai o Apocalipse Petista. Com as nomeações para os ministérios da Fazenda e do Planejamento o Petismo assina confissão de total incompetência técnico-administrativa.

Vão neste ralo, na sarjeta do esgoto da imoralidade petista, como fim de um delírio governista e de poder pretensioso de mentecaptos, pode estar alguma astúcia de terroristas de si mesmo. Jamais o PT se mostrou aliado do Trabalhismo, mostrou-se um precário sistema de quadrilhas tentando administrar o estado, ao mesmo tempo em que lhe subtraia a vitalidade do desenvolvimento social, tecnológico, produtivo e econômico. E lhe empurrou para a rabeira das civilizações insolventes e incapazes de alcançar a ordem e o progresso.

E alegam firme propósito de que as correções administrativas da Fazenda e do Planejamento preservem as conquistas sociais. Mas, quais são ou foram elas? 

Nos parece que o Petismo é composto apenas só por departamentos de propaganda abusiva e enganosa. E são quase 40 departamentos de confusos ministros e secretários indigentes da experiência real em exercício de profissões e trabalhos úteis e imprescindíveis.

O PT é um colégio político sem eira e nem beira, trafegando no destino do Brasil como cocô de marinheiros nas marolas do mar. É um agrupamento de gafanhotos, morcegos, hienas, cobras, gatos furtivos e outros predadores.

Após 12 anos de insistentes propagandas a realidade terminou assumindo o espectro de tsunamis devastadores sobre simpatizantes, militantes, politizantes, praticantes do espúrio e do abjeto, desviantes da boa moralidade, tomadores de atalhos técnicos e administrativos, contaminantes da pureza democrática que estava ainda por se construir. 

O PT apagou o bom futuro do Brasil.

Foi um manipulador de métodos e de metodologias. Foi um subversivo sobre os critérios de medições de desempenhos, de contabilidades fidedignas, de controles indispensáveis para se diminuírem as incertezas na era das mudanças abruptas, da transitoriedade das ações, decisões e deliberações técnicas e científicas. 

 Os intelectuais do PT são apenas astutos de letras, verborragias e ideários improdutivos e sem efeitos construtivos no mundo real do Brasil. Intelectuais de filosofia, sociologia, antropologia, pré-história, ideólogos da preguiça, da vadiagem, e de uma série de precários segmentos do academicismo recessivo, exótico, vazio, cego, incompleto em sua falsa plenitude. 

Intelectuais que não souberam criar com as ciências, às quais se envolveram, pela afinidade, em face do baixo calão de entendimento e da falta da matemática, das finanças, da estatística, da experiência real em exercício de profissões e trabalhos úteis e imprescindíveis. 

Por tudo isto as nomeações dos novos 2 ministros soam como: 

1. Ou armadilha para mostrar que os princípios administrativos e o alto cabedal implícito em seus membros também são incapazes de administrar o desenvolvimento econômico do Brasil.

2. Ou para confessar o arrego em face da incapacidade mostrada nestes últimos 12 anos de anarquia e crimes de responsabilidades em todos os setores e departamentos governados/dirigidos por petistas. As lamentações brasilianas, os rasgos de pavores, as fisionomias carrancudas de desesperados em agonia, humores caídos e ventas em expressões depressivas estão relacionadas às perspectivas do desmanche do futuro destes inglórios personagens da falsidade ideológica de conhecimentos, de moralidades, de patriotismos, de afeição a si mesmos. 

Tendo terminado o Apocalipse Petista qual futuro terão seus simpatizantes, militantes, politizantes e praticantes, já que eles mesmos perceberam que seus destinos estão aprisionados aos destinos de todas as pessoas e cidadãos do país? A bestagem e a estupidez destes predadores não lhes deixou perceberem que estão circunscritos no destino físico, social e econômico do Brasil. E este futuro, sem destino certo, foi produzido por todos eles, sem exceção.

Então para eles não perderem o conforto, o bem estar, as mordomias, os super-salários, o cartão corporativo, certas imunidades de blindagens quadrilheiras e outras vantagens paradisíacas, estão recorrendo ao conhecimento e a ciência administrativa de opositores e escolas da heresia econômica e social? 

Tem um outro aspecto nestas nomeações que é a de calar o Profº Inácio da Silva, o qual se mobilizou incitando movimentos e seminários de intelectuais Petistas para que se permita este direito político ao próprio professor Horroris Causa. Todas as indicações do Profº Inácio da Silva deram em cagadas homéricas, até a mais significante delas, a da indicação de Dilma em 2010, para a presidência da república, pisoteando velhos companheiros sindicalistas e velhos militantes e simpatizantes. Querem matar o Lula!

O Profº Inácio da Silva preteriu várias corriolas que poderiam ter feito algo melhor do que a própria dupla de arrasa nação Dilma x Lula. E agora em seu silêncio de cangaceiro encagaçado teme a revolta de alguns velhos companheiros sindicalistas e velhos militantes e simpatizantes. 

Afinal tudo pode acabar diante de tantas barbaridades de bárbaros inglórios e predadores - o conforto, o bem estar, as mordomias, os super-salários, o cartão corporativo, certas imunidades de blindagens quadrilheiras e outras vantagens paradisíacas. E onde no mercado de trabalho da sociedade civil estes energúmenos poderão trabalhar com qualidade, produtividade e economia? E com todas estas benesses, sem nenhum compromisso com bons resultados? (AD)

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