12 de dez de 2014

Inflação atinge aos mais pobres....

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Após condenar golpe, Jô perde plateia na Globo - Programa do apresentador, há quase 15 anos na grade da emissora, passará pela maior reformulação de sua história; a partir de 2015, não haverá mais plateia e atração passará a ser gravada em um estúdio menor; sexteto musical também pode ser extinto; coincidência ou não, mudanças ocorrem pouco tempo depois de Jô Soares ter atacado paranoia bolivariana no Brasil e dito que uma tentativa de impeachment de Dilma era golpe.

Médicos e pais comemoram autorização do CFM para prescrição de canabidiol. Derivado da maconha será receitado como última opção, diz CFM.

Ex-funcionário da Petrobras é informante da Polícia Federal. Ele revelou detalhes sobre denúncias de desvios envolvendo Pasadena.

Ministério Público denuncia 35 na Lava Jato por corrupção, quadrilha e lavagem. Operação da Polícia Federal investigou esquema de desvios em contratos da Petrobras. Entre os denunciados, 22 são ligados a 6 grandes empreiteiras e pede ainda R$ 1 bilhão de indenização. Desvios feitos somam cerca de R$ 300 milhões. Lista apreendida em construtora apontaria repasses a políticos, diz jornal.

Cartel na Petrobras operou até a prisão de executivos, dizem procuradores. Janot tem dúvida sobre incluir políticos não-reeleitos em investigação no STF.

Esquema de lavagem usava até comércio popular de SP. Doleiro envolvido em denúncia de corrupção na Petrobras fazia falsas importações para lojistas da 25 de Março.

Após denúncia de moradores, a Polícia Militar do Maranhão prendeu mais de 100 pessoas que participavam de uma festa do crime em São Luís na noite desta quinta-feira (11). A suspeita é que a reunião tenha sido organizada para comemorar a morte de dois PMs em confronto com bandidos no último domingo.

Bolsonaro polemiza com militantes de direitos humanos. Aqui

Quem xingou primeiro? Bolsonaro ou Maria do Rosário?

General questiona relatório da CNV e chama dilma de terrorista.
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 Citado no relatório final da Comissão Nacional da Verdade como um dos responsáveis pelos crimes cometidos durante a ditadura, general Nilton Cerqueira disse ter apenas uma pergunta: sou eu, que cumpri a lei, que violei os direitos humanos? E os terroristas? São o que? Inclusive, a terrorista que é presidente do país?

Questionado se havia lido o relatório final dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, entregue nesta quarta-feira 10 à presidente Dilma Rousseff, o general Nilton Cerqueira negou, mas afirmou que pretende ler.

Ele é um dos 377 citados como responsáveis pelos crimes cometidos durante o período da ditadura militar. O general questionou o conteúdo do relatório: Não li ainda, mas pretendo ler. Agora só tenho uma pergunta: sou eu, que cumpri a lei, que violei os direitos humanos? E os terroristas? São o que? Inclusive, a terrorista que é presidente do país?, perguntou, em referência a Dilma.

No documento da CNV, Cerqueira é apontado como líder da perseguição e morte do guerrilheiro Carlos Lamarca, da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), em 1971 e de mais dez pessoas durante a ditadura. (247) 

Decisão do STF dificulta punição a crimes da ditadura. Supremo já votou pela validade da Lei da Anistia em 2010.

Clubes militares divulgam lista de vítimas do terror.  photo _ainmemoriam-1.jpg 
Em retaliação à divulgação de 377 nomes de pessoas responsabilizadas por violações de direitos humanos durante a ditadura militar, os clubes Naval, Militar e Aeronáutica publicam nos jornais desta quinta-feira anúncio com a lista de 126 brasileiros que perderam suas vidas pelo irracionalismo do terror, nas décadas de 1960 e 1970.

Com o título de In Memoriam, o texto afirma que as histórias daquelas vítimas foram desprezadas pela Comissão Nacional da Verdade. O comunicado considera um desrespeito às suas memórias e aos seus familiares. Roga-se uma prece por suas almas. Na lista estão militares mortos em confronto com os guerrilheiros ou executados, assim como civis vítimas de balas perdidas durante assaltos a banco ou atentados a bomba. Algumas histórias dessas vítimas podem ser conhecidas num site criado pelos militares que atuaram na repressão política. É o outro lado da história.

Há necessidade de um esclarecimento para quem não conhece o fio da meada dessa história. Embora existam casos como o do delegado Octávio Gonçalves Moreira Júnior, e o do empresário Henning Boilensen - que foram executados em ações planejadas, como vingança por seu envolvimento com o aparelho de repressão - e o do tenente Alberto Mendes Júnior - que foi morto a coronhadas depois de capturado - nessa lista não há uma vítima sequer que tenha sido sequestrada, torturada, morta e seu corpo desaparecido. Todos tiveram direito a um enterro digno, muitos deles com honras militares. Como se espera num país civilizado e que respeita as leis. (Ancelmo, O Globo) 

Filho de vítima da luta armada cobra investigações - Vigilante, morto em ataque a carro-forte em 1971, está na lista de 126 homenageados por clubes militares.

2015: Um ano que promete. 

O procurador-geral da República discursou com invulgar veemência a respeito da corrupção na Petrobras, a ponto de despertar a irritação da presidente Dilma, por sua vez determinando que o ministro da Justiça reagisse. O episódio sugere a iminência da divulgação da lista dos políticos envolvidos no escândalo. Nos próximos dias, quem sabe nas próximas horas, Rodrigo Janot enviará denúncia contra dezenas de deputados e senadores.

Caberá ao relator do processo do chamado petrolão, ministro Teori Savaski, pronunciar-se a respeito. O prazo parece curto, tendo em vista que a partir do dia 19 o Supremo Tribunal Federal entrará em recesso. O plantão será exercido pelo atual presidente da mais alta corte nacional de justiça, Ricardo Lewandowski, na teoria apto a substituir o relator, aceitando ou rejeitando as denúncias, ainda que depois venham a ser submetidas ao plenário. Razões de temperamento sugerem que o sucessor de Joaquim Barbosa não se precipitará, deixando a questão para a reabertura dos trabalhos, ano que vem.

A conclusão é de que os acusados de corrupção terão seus nomes conhecidos mas seu julgamento vai demorar. Assim, os que foram reeleitos em outubro deverão ser diplomados e tomar posse, em fevereiro. Talvez um ou outro tenha sido nomeado ministro do governo Dilma. Ou outros, eleitos para as mesas da Câmara e do Senado.

Estará armado um barraco dos diabos, com a atenção do país voltada para os processos porventura abertos contra parlamentares. Claro que antes mesmo eles estarão se defendendo pela imprensa e por seus advogados contestando a denúncia do procurador-geral. Só por milagre algum reconhecerá a culpa. Entre a defesa e os depoimentos previstos, além dos votos dos ministros do Supremo, provavelmente correrá todo o próximo ano.

Os acusados pertencem a diversos partidos, do PT ao PMDB, o PP e até o PSDB. A pergunta que se faz é se depois do julgamento, sobrevindo condenações, os condenados serão expulsos. Em suma, 2015 promete, como gerador de tensões e convulsões. (Carlos Chagas)

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