14 de dez de 2014

Fatos não param. Até quando....

Denúncia de ex-gerente atinge Graça Foster, Gabrielli e Jaques Wagner. 

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As denúncias feitas pela ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca, de que houve vários desvios na estatal e que a direção da companhia foi informada sobre as irregularidades, atingem o governador da Bahia, Jaques Wagner, cotado para ser ministro no segundo mandato de Dilma Rousseff, e o ex-presidente da petrolífera José Sérgio Gabrielli. O caso foi revelado pela Folha em 2009 e, nesta sexta-feira (12), novas informações foram publicadas pelo jornal Valor Econômico.

Conforme a Folha publicou na ocasião, Venina denunciou naquele ano que o então gerente de Comunicação da área de Abastecimento, Geovane de Morais, havia autorizado irregularmente gastos milionários sem qualquer comprovação da efetiva prestação de serviços, com fortes indícios de desvio de recursos. Baiano de Paramirim, Morais é ligado ao grupo político petista oriundo do movimento sindical de químicos e petroleiros do Estado, do qual fazem parte Wagner e Rosemberg Pinto, então assessor especial do presidente de Gabrielli, que também é da Bahia.


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A ex-gerente também alertou a atual presidente da estatal, Graça Foster, e o atual diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza -que substituiu o delator Paulo Roberto Costa -, de acordo com mensagens internas da Petrobras a que o Valor teve acesso. Venina prestará depoimento ao MPF (Ministério Público Federal) em Curitiba, no âmbito na Operação Lava Jato, na próxima semana.

A Petrobras divulgou nota nesta sexta-feira em que afirma que todas as informações enviadas pela funcionária foram apuradas. A empresa não confirma se Foster e Cosenza receberam os e-mails publicados pelo jornal. Os alertas são referentes a desvios em três áreas da empresa.

Após as denúncias divulgadas pela Folha, uma auditoria interna realizada na Petrobras constatou as suspeitas de fraudes e desvio de recursos nos pagamentos autorizados por Morais. Duas produtoras de vídeo que trabalharam nas campanhas do ex-governador Jaques Wagner e de duas prefeitas do PT receberam R$ 4 milhões da Petrobras em 2008, sem licitação, em projetos autorizados por Morais.

Como gerente de Comunicação da área de Abastecimento, Morais era subordinado ao ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, delator e pivô do atual escândalo de corrupção na Petrobras.

Após a constatação das irregularidades realizadas por Morais, ele teve sua demissão por justa causa determinada pela direção da estatal. Logo em seguida, Morais tirou licença médica. A Petrobras levou mais de cinco anos para demiti-lo de fato.

Sob a administração de Morais, estava um orçamento em 2008 de R$ 31 milhões. Sua demissão foi decidida em 3 de abril de 2009, após a sindicância interna ter constatado uma série de irregularidades em sua gestão, incluindo indícios de pagamentos sem a devida entrega de serviços contratados. Ou seja, desvio de dinheiro. Desde então, a direção da Petrobras, incluindo a atual presidente, Graça Foster, e seu antecessor no cargo, Gabrielli, sabiam dessas suspeitas de desvio na diretoria comandada por Paulo Roberto Costa.

Contratos
A Folha teve acesso em 2009 a todos os contratos de 2008 da área comandada por Morais. Entre os valores recebidos pelas duas produtoras, estava R$ 1,5 milhão para filmagem de festas de São João e Carnaval na Bahia.

A apuração sobre Morais começou por iniciativa de Venina Velosa, sua então superiora hierárquica direta, na função de gerente-executiva da área de Abastecimento.

A direção da estatal criou, em 5 de dezembro de 2008, uma comissão para investigar Morais, tendo indicado Rosemberg Pinto como coordenador da equipe. Em menos de duas semanas, Rosemberg entregou relatório, concluindo que Morais não havia respeitado normas de contratação e de gastos.

Não satisfeita, Venina criou uma nova comissão para investigar a administração de Morais. Da segunda vez, apontou os indícios de desvio de recursos.

Com base no relatório da equipe de Venina, o departamento jurídico da Petrobras concluiu que era o caso de demitir Morais por justa causa. A Folha tentou contato com Morais por diversas vezes, durante meses, não conseguiu localizá-lo.

As produtoras Movimento e M&V tinham ligações com o PT baiano havia muitos anos na ocasião. Ambas tinham o mesmo dono, Vagner Angelim, e endereço em Salvador. O empresário, porém, se recusara a falar sobre a M&V, como se ela não existisse. Angelim trabalhou na vitoriosa campanha de Wagner ao governo da Bahia, em 2006.

Pessoas próximas ao empresário afirmaram que ele é amigo do ex-governador. Na época, a assessoria de Wagner disse que eles tinham apenas uma relação comercial do período de campanha. Nesta sexta, Wagner refutou, em nota, as acusações de que teria qualquer ligação com o caso.

Em 2004, a Movimento Produções doou R$ 2.500 dos R$ 5.522 arrecadados pela campanha a vereador do funcionário da Petrobras Moisés Rocha (PT), amigo de Morais.

Rocha afirmou à Folha que a doação foi intermediada pelo seu atual chefe de gabinete, Adilton Aguiar, que trabalhou na área de comunicação da Petrobras e conhecia a produtora.

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Projeto de Bolsonaro estupra Comissão da Verdade dos civis - Deputado protocola projeto de lei para criar uma nova Comissão da Verdade, desta vez para apurar crimes cometidos por guerrilheiros. Passivo de perder o mandato por quebra de decoro pela frase não te estupro porque você não merece, dita para a deputada Maria do Rosário (PT-RS), o polêmico deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) acaba de protocolar o projeto de lei 8246 que cria, no âmbito da Casa Civil da Presidência, uma nova Comissão da Verdade. Mas para apurar crimes cometidos por guerrilheiros - inclusive a presidente Dilma Rousseff, ex-militante da VAR-Palmares. Bolsonaro, um militar da reserva, quer aproveitar a onda de insatisfação dos militares com o relatório da Comissão da Verdade criada por Dilma para ir à forra. Malquisto até pelos mosquitos do Planalto, certamente, será barrado. (Leandro Mazzini) 

Petrolão 

Opositores pedem demissão de Graça Foster e de toda a diretoria da Petrobras. Alto-escalão da Petrobras sabia das irregularidades em contratos da estatal antes das investigações da Operação Lava-Jato, revela jornal. Líderes de partidos da oposição cobraram a demissão da presidente da Petrobras, Graça Foster, e dos integrantes da diretoria da estatal. PSDB, PPS e DEM argumentam que após a descoberta de que a cúpula sabia das ilegalidades ocorridas na petroleira antes do início da Operação Lava-Jato, informação divulgada nesta sexta-feira,12, pelo jornal Valor, a demissão é o mínimo que se tem a fazer.

Segundo o jornal, a ex-gerente da Diretoria de Refino e Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca denunciou aos diretores da empresa que havia irregularidades em contratos e licitações à Graça Foster. Ainda assim, não houve nenhum movimento da diretoria para conter os desvios. Pelo contrário, a presidente teria destituído de seus cargos os executivos que tentaram barrar o esquema de corrupção.

Demitir toda a diretoria é o mínimo que se tem que fazer. Onde se mexe vem denúncia de todo tipo, não só de [a cúpula da estatal] não ter mandado apurar, mas perseguir e transferir quem denuncia irregularidades, afirmou o deputado federal Rubens Bueno (PR), líder do PPS.

Venina, após as denúncias, foi transferida para Cingapura, na Ásia, e, posteriormente, acabou afastada da estatal. Ela era subordinada ao ex-diretor Paulo Roberto Costa, um dos presos pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

A gang dos empresários Operação Lava Jato - Da aula de crime à cadeia: como funcionava o clube do bilhão. Assalto aos cofres da Petrobras era tramado como acordo entre compadres. Transações complexas garantiram impunidade a corruptores por uma década.

Na denúncia apresentada nesta quinta-feira contra parte dos envolvidos na aula de crime, como descreveu o procurador-geral da República, desvendada pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, o Ministério Público detalha a engrenagem do clube do bilhão - o cartel formado por grandes empreiteiras do país para partilhar contratos públicos. E o que se nota é que o assalto aos cofres da Petrobras era tramado como um acordo entre compadres. Executivos da Camargo Corrêa, Galvão Engenharia, Engevix, OAS, UTC e Mendes Júnior reuniam-se para combinar lances em licitações e, para garantir contratos fraudulentos, distribuíam propina a funcionários públicos, como o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. 

Transações complexas garantiram impunidade aos corruptores por mais de uma década, até que fossem descobertos os clientes do doleiro Alberto Youssef, preso em março deste ano e apontado como pivô do esquema descoberto pela Lava Jato.

Três dias depois foi detido Paulo Roberto Costa. A dupla deixou aos investigadores um rastro de documentos com registros de negociatas, comprovadas por meio da quebra dos sigilos fiscais e bancários dos dois. Assim que foram descobertos pagamentos suspeitos de fornecedores da Petrobras, começava a ruína do clube do bilhão. Depois de presos, ainda fecharam acordos de delação premiada, pelo qual prestaram depoimentos em que admitiram crimes e apontaram novas provas em troca de punições mais brandas da Justiça. As colaborações de Costa e Youssef serviram para incriminar mais de quarenta políticos que terão a participação analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As denúncias apresentadas até agora tratam apenas dos recursos desviados da Diretoria de Abastecimento entre 2004 e 2012. Sob a batuta de Costa, foram desviados cerca de 287 milhões de reais no período para os bolsos do ex-diretor e da quadrilha do doleiro Youssef. É uma estimativa conservadora, porque de 1% a 5% do valor de cada contrato era desviado, de acordo com as investigações. O dinheiro saía de contratos superfaturados ou desnecessários firmados pela estatal com as seis empreiteiras. A seguir, entenda a atuação de cada uma no esquema:

Galvão Engenharia
Foi a empresa com o maior número de contratos beneficiados pelo esquema de corrupção. O Ministério Público Federal elencou desvios em obras da Refinaria de Abreu e Lima, do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da refinaria Premium I, da Refinaria Landulpho Alves, da Refinaria de Paulínia e dos terminais de Angra dos Reis, Ilha D´Água e Ilha Redonda. As negociatas renderam 46 milhões de reais, o equivalente a 1% do valor dos contratos fechados com a estatal, na cota da propina que cabia ao ex-diretor Paulo Roberto Costa. O dinheiro foi desviado para empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef. Foram denunciados à Justiça os sócios Eduardo de Queiroz Galvão e Dário de Queiroz Galvão Filho, assim como os executivos Erton Medeiros Fonseca, que está preso preventivamente, e Jean Alberto Luscher Castro.

OAS
É a empresa com mais executivos denunciados. Foram acusados Fernando Augusto Stremel Andrade, João Alberto Lazzari, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, José Aldemário Pinheiro Filho, José Ricardo Nogueira Breghirolli e Mateus Coutinho de Sá Oliveira. Os quatro últimos estão presos. Os procuradores da República identificaram desvio de recursos em obras e serviços da OAS nas refinarias Getúlio Vargas, no Paraná, e Abreu e Lima, em Pernambuco. Pelo menos 29,3 milhões de reais foram desviados sob a ingerência de Paulo Roberto Costa, por empresas do doleiro.

Camargo Corrêa
Primeira empreiteira a entrar no foco dos investigadores, a Camargo Corrêa desviou recursos e pagou propina por contratos para serviços nas refinarias Getúlio Vargas, no Paraná, e Abreu e Lima, em Pernambuco. Três executivos foram denunciados e já estão presos: João Ricardo Auler, Dalton dos Santos Avancini e Eduardo Hermelino Leite. Pelo menos 73 milhões de reais foram desviados para a cota de Paulo Roberto Costa. Ao contrário da maioria dos concorrentes, o dinheiro não saia por empresas de fachada. A Camargo Corrêa contratava a Sanko Sider e a Sanko Serviços para serviços superfaturados ou inexistentes e as duas empresas faziam transferências ou providenciavam saques em espécie para o doleiro e os beneficiários.

Mendes Júnior
Foram denunciados dois sócios, dois executivos e um representante. Apenas Sérgio Cunha Mendes está preso preventivamente. Os outros acusados foram Ângelo Alves Mendes, José Humberto Cruvinel Resende, Rogério Cunha de Oliveira e Alberto Elísio Vilaça Gomes. Houve favorecimento para a Mendes Júnior em obras nas refinarias de Paulina, em São Paulo, Gabriel Passos, em Minas Gerais, Getúlio Vargas, no Paraná, e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. Também houve facilidades em obras nos terminais aquaviários de Barra do Riacho, Ilha Comprida e Ilha Redonda. O duto rendeu pelo menos 71,6 milhões de reais na fatia do esquema retirada na cota de Paulo Roberto Costa, distribuídos por empresas de fachada controladas pelo doleiro.

Engevix
Dois executivos, um sócio e um ex-funcionário denunciados. Apenas o sócio Gerson de Mello Almada está preso. Chegaram a ficar presos Newton Prado Júnior e Carlos Eduardo Strauch Alberto, também denunciados com o ex-funcionário Luiz Roberto Pereira. A Engevix foi beneficiada em contratos nas refinarias Getúlio Vargas, no Paraná, Abreu e Lima, em Pernambuco, Landulpho Alves, na Bahia, Gabriel Passos, em Minas Gerais, Paulínia, em São Paulo, e Presidente Bernardes, também em São Paulo. Isso rendeu pelo menos 53 milhões de reais desviados para a cota de Paulo Roberto Costa, repassados por empresas de fachada do doleiro Youssef.

UTC
Foram denunciados o sócio-presidente Ricardo Ribeiro Pessôa e os executivos João Teive Argollo e Sandra Raphael Guimarães. Pessôa, preso na carceragem da Polícia Federal, foi apontado nas investigações como o coordenador do cartel de empreiteiras. Era ele quem convocava o grupo para participar de reuniões na sede da UTC. A empresa teve 12,7 milhões de reais desviados para a cota de Paulo Roberto Costa de uma obra do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Assim como no caso do grupo Camargo Corrêa, os recursos também foram desviados pela Sanko Sider, contratada pela UTC para prestar serviços superfaturados ou inexistentes, que depois repassava recursos para empresas de fachada. Mas Pessôa e os dois funcionários foram ainda acusados de ajudar o doleiro Alberto Youssef a esconder a origem ilícita de um terreno em Lauro de Freitas, na Bahia, adquirido em sociedade pela UTC e pelo doleiro e registrado apenas no nome da empreiteira. (Daniel Haidar, Curitiba) 

A hora da coragem 
Alguém afirmou espirituosamente, no fim do século passado, que no Brasil o fundo do poço é sempre uma etapa intermediária
Somente no Brasil? Somente no fim do século passado?
Seja como for, essa proximidade do fundo do poço conosco faz pensar. E o tema que vem à cabeça, imediatamente, imperiosamente, é a necessidade da coragem nessa situação extrema.
Com efeito, a crise que assola o Brasil e o mundo, com seus efeitos de confusão e destruição, toma proporções tão incríveis, inéditas, impensáveis, que não dá para imaginar que, sem culpa, alguém não a perceba.
Disse um publicista: no momento atual, só não está confuso quem está mal informado. E é verdade.
Diante dessa situação, o que fazer para ver por inteiro e sem comodismo este panorama desagradável? Como não cair no desânimo? E como, na medida das possibilidades de cada um, fazer alguma coisa?
Antes de tudo, é preciso ter coragem. A situação pede coragem.
Mas, o que é a coragem, vista neste contexto? Pois, para alguns de seus críticos, ela seria apenas um misto de teimosia, de vaidade, de amor próprio, de descontrole, de raiva… Assim, a antipatia que deveria ser canalizada contra o crime e o mal, o é por vezes para a coragem.
Que aconteceria com um país em que a antipatia para com a classe médica estivesse em ascensão, e onde as doenças fossem vistas com indiferença cada vez maior? Pois algo de análogo acontece quando se vê a coragem com maus olhos.
Bem outra é a verdadeira coragem: destemor nobre, viril, desinteressado, que é capaz de dar tudo em honra de um princípio.
 Plinio Corrêa de Oliveira afirma magistralmente: A coragem é por definição a disposição de alma, a virtude pela qual o homem enfrenta grandes provas, ou seja, grandes dores, grandes dissabores, grandes desgostos, grandes perseguições, por um ideal que ele coloca acima de tudo.(1) E ele complementa assim seu pensamento: Acho isto muito melhor do que ser um indivíduo qualquer que procede como os outros, que pensa como os outros, que julga como os outros, que é levado pelos outros a pontapé.
A coragem é a virilidade cristã: uma virtude que se insere no universo da virtude cardeal da Fortaleza. É também oportuno é lembrar que esta tem dois aspectos: o empreender (ágredi) e o resistir (sustínere).
Como diz ainda o Dr. Plinio: O mau só vem à tona quando o bom é fraco: se a força no esmagar diminuir, a serpente levanta a cabeça e morde o calcanhar.(2)
E em outra ocasião esse grande brasileiro ilustra, em termos inspirados, as características da verdadeira intrepidez:
No idealismo ardor;
No trato cortesia;
Na ação, devotamento sem limites;
Na presença do adversário, circunspecção;
Na luta, altaneria e coragem;
E pela coragem, a vitória!(3)
Chegou a hora da coragem. Não fujamos deste encontro. (Leo Daniele) 

De quem mora em Israel. 
Muitas vezes fico pensando. Se o Brasil fosse um país judaico, com esse clima e essa terra em que tudo dá, seria imbatível.
Garanto que no Norte e Nordeste jamais faltaria água e eles não saberiam o que é a seca, basta lembrar que os judeus saíram do nordeste do Brasil e transformaram o que é hoje Nova York...
Cada vídeo que vejo de Israel fico encantada com seus avanços em todos os campos da tecnologia para melhorar a vida do ser humano.
E agora vejo com tristeza o que está acontecendo na França.

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