27 de nov de 2014

Um país empurrado...

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Não há como contestar: os grandes culpados pela continuidade criminosa deste PT apóstata, à frente de nosso País, são as chamadas oposições, lideradas pela cômoda passividade dos tucanos e de seus caciques paulistas!

Com reais respingos para outros luminares de destaque que poderiam, sim, ter ajudado, em muito, a convencer os eleitores indecisos a se posicionarem contra a esbórnia e o crime que infestavam o País!

Como militantes do bem, o que fizeram de realmente efetivo, nessa última campanha eleitoral, a Justiça brasileira, Joaquim Barbosa, Marina Silva, a Igreja Católica, a OAB e tantos outros que posavam de éticos e de corretos? Nada! Adotaram uma incompreensível posição de omissão, de ausência e de comodismo, jogando para os outros, a responsabilidade direta que sempre foi de cada um de nós, para mudar o País!

Por muito menos, por uma Elba caindo aos pedaços, o País já colocou para fora um presidente corrupto que só praticava pecados veniais!

Por mensalões, por desvios de bilhões de nossos recursos para construir estruturas logísticas em outros países, por apropriações e assaltos diretos cometidos por esse governo nas Obras da Copa do Mundo, por petrolões de bilhões e bilhões canalizados para o Partido e seus parceiros, enfim, por crimes e pecados que se tornaram quase imensuráveis e que não podem ser perdoados nem pelo Papa, as tais chamadas forças do Bem, continuam inertes e somente assistindo a tudo de camarote!

Uma vergonha!...

Enquanto alguns de nós, pobres indivíduos isolados e impotentes, ficamos a clamar aos quatro ventos por um mínimo de Justiça e de coerência moral!

Leia o texto abaixo e veja a triste realidade que tomou conta de nós!

O que restará? Como conclui o autor, apenas sermos um País de arrependidos! (Márcio Dayrell Batitucci) 

Os culpados e as certezas 

Como um delinquente bêbado, pouco mais da metade da população decidiu continuar acelerando inconsequentemente na mesma curva que seus vizinhos capotaram. Capotará também, porém, levando consigo a outra metade da população que o acompanha sentada à sua direita, no banco do carona. Devemos ter pena dessa outra metade? Devemos vê-la como inocente? Não. Apesar de sua lucidez e honestidade, ela sempre foi passiva, tanto, que virou cúmplice de sua própria tragédia. Foi covarde. Teve medo de impor limites àqueles que pediram e depois assumiram o volante.

Os culpados pela reeleição de Dilma:

Fernando Henrique Cardoso por sua tolerância com as sabotagens, ofensas e calúnias que sofreu durante seu governo, o que soou aos ouvidos do PT como uma permissão para continuar com aquela estratégia de se chegar ao poder. Qual foi sua atitude diante dos falsos dossiês sobre sua vida? Nenhuma. Qual foi sua atitude com aqueles que invadiram, depredaram e saquearam (com apoio de Lula) a fazenda de sua família? Nenhuma. Fernando Henrique Cardoso não foi homem nem para defender sua esposa (quem dedicou sua vida a projetos sociais) das calúnias que sofreu.

as três eleições seguintes, José Serra e Geraldo Alckmin concorreram à presidência sem bater no PT afundado em casos de corrupção e permitindo que Lula e Dilma pejorassem as privatizações de FHC. Nesses 12 anos de governo petista, o PSDB não apenas fez uma oposição frouxa, mas assistiu passivo o PT promovendo uma massiva campanha de desconstrução do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Enquanto os tucanos tentavam conquistar votos exibindo a beleza de suas penas, a imprensa e a Justiça também se continham diante dos desvios e afrontas da esquerda liderada pelo PT. Temendo serem vistos como a continuidade da postura antidemocrática do regime militar, a maior parte dos jornalistas, dos meios de comunicação, dos promotores e dos juízes deram espaço e liberdade para o movimento socialista divulgar suas ideias, por mais absurdas que fossem Lula construiu carreira pregando a espoliação do capital e da propriedade privada. Viram, passivos, o PT sendo preenchido por aqueles que defendiam o alinhamento do Brasil com todos os líderes da extrema esquerda latino-americana. Ignoraram o Foro de São Paulo. Assistiram o PT acolhendo e projetando politicamente ex-guerrilheiros e comunistas declarados. Livraram muitas e muitas vezes o PT e sua militância do peso da lei para evitar serem taxados de repressores.

Obviamente, artistas e intelectuais também passaram a endossar todas as ações de Lula e do PT por vê-los como um poema revolucionário que levaria progresso ao país.

Sustentando esta tolerância irresponsável estavam pequenos empresários, profissionais autônomos e assalariados comuns que tentavam construir suas vidas por si mesmos, por meio de seus esforços e talentos. Mesmo sentindo a faca estatal lhe cutucando o pescoço com cada vez mais força por meio de impostos e burocracias, mantiveram-se indiferentes aos absurdos do governo por... não gostar de se manifestar sobre essas coisas de política; covardia que permitiu aos cretinos e canalhas ditarem o caminho que o Brasil seguiria. Aqui estamos, assistindo uma ex-guerrilheira comunista sendo reeleita Presidente da República, ovacionada por uma militância que prefere ostentar bandeiras do PT em vez de bandeiras do Brasil.

Aécio Neves e seus eleitores foram bravos, porém, tardios. Levantaram-se apenas quando o PT já estava com a maior parte da máquina estatal trabalhando para si. Depois de tantos anos sendo complacentes com as boas intenções e com os métodos petistas, agora sentem o amarguíssimo gosto de se verem condenados a serem meros financiadores de um projeto ideológico. Gabeira, Gullar e outros intelectuais demoraram demais para se posicionar contra os absurdos do PT.

Como símbolo da covardia da metade não corrompida do Brasil, aponto Joaquim Barbosa. Mesmo sendo reconhecido pela população como um herói por seu posicionamento no processo do Mensalão, retirou-se covardemente de cena logo quando a sociedade mais precisava dele. Foi ameaçado e caluniado de todas as maneiras pelo PT, mesmo assim se manteve distante do processo eleitoral. Teriam bastado duas ou três manifestações públicas dele em apoio ao candidato do PSDB para Dilma perder muitos votos. Mas não... Joaquim Barbosa não quis se meter na política. Prezou sua imagem. Foi covarde.

Infelizmente, foram em vão os esforços e a coragem das poucas pessoas que nestes anos todos denunciaram os absurdos do PT.

A certeza que tenho é que a metade não corrompida da sociedade voltará à sua covarde e histórica reclusão enquanto o PT acelerará a concretização de seu projeto de poder; e ninguém poderá acusá-lo de ter nos enganado. Todos os seus objetivos sempre foram muito claros.

Suas ações, seus pronunciamentos, suas alianças... Nada foi escondido. Dilma Rousseff deixou bem claro que não mudará a condução da economia, que não enxugará a máquina pública, que não tirará nenhum companheiro das estatais, que não deixará de financiar projetos em Cuba e na Venezuela. O Brasil vai quebrar, pois o PT precisa que quebre.

Quanto pior for a situação do país, Dilma terá mais justificativas para intervir na economia, na justiça, na imprensa e na liberdade das pessoas. O PT quer tirar o poder político e econômico da classe média para torná-la dependente do Estado. Os ricos que não forem embora se aliarão ao partido.

Anotem:

1 - Dilma forçará sua reforma política para transferir poder do Legislativo para o Executivo e para os movimentos sociais ligados ao PT;

2 - Perseguirá, sem pudor, toda a Justiça e imprensa não alinhadas ao PT, anulando os processos que estão em curso, blindando Lula de toda e qualquer acusação;

3 - Remodelará a constituição de modo que preserve o PT no poder;

4 - Colocará sua militância na rua para intimidar qualquer manifestação da sociedade independente;

5 - Efetivará as diretrizes do Foro de São Paulo, institucionalizando um bloco socialista de ajuda mútua entre Cuba, Venezuela, Bolívia e Argentina.

Adorarei reconhecer, daqui uns anos, que minhas projeções estão erradas mas, hoje, não me é possível enxergar como processos distintos o que acontece aqui e o que aconteceu na Venezuela, aonde a maior parte das pessoas que agora vão às ruas protestar contra o governo foram às ruas apoiá-lo anos atrás. Arrependeram-se tarde demais. Arrependeram-se não como um delinquente depois da capotagem. Arrependeram-se como um carona que permitiu ser conduzido por um bêbado irresponsável. Agora, lá estão os venezuelanos, presos a uma maca e sobrevivendo de soro.

Logo, o Brasil será um país de arrependidos. (João Cesar de Melo, arquiteto, artista plástico e escritor) 


Imperialismo chinês e oligarquia populista depenam Argentina 

Por vezes, o esquerdismo demagógico parece esquecer o raciocínio e cai em flagrantes ridículos.

É o caso, por exemplo, do slogan Pátria ou abutres, que o governo populista argentino mandou seus seguidores cantarem.

Num comício encomendado pelo governo de Cristina Kirchner e definido como antioligárquico e anti-imperialista, os diaristas do partido cantaram contra os fundos abutres.

Esta é a forma deselegante com que o governo argentino se refere aos fundos de investimentos que não aceitaram as reestruturações leoninas dos títulos da dívida pública.

Esses fundos obtiveram de tribunais internacionais o pagamento de seus títulos no valor integral de 2001, quando a Argentina deu o calote. O julgamento da Justiça desatou a cólera dos dirigentes social-populistas.

Os organizadores do comício contra os abutres também leram mensagem em que Lula declara solidariedade a seus amigos no conflito com os fundos, noticiou o O Estado de S. Paulo em 13-8-2014.

Por sua vez, os abutres - ou holdouts, numa linguagem mais correta - impetraram por via judicial o bloqueio de dinheiro do empresário Lázaro Báez, ligado ao casal Kirchner e seu ex-sócio em empreendimentos imobiliários obscuros na Patagônia.

Segundo a imprensa portenha, Báez foi beneficiado por obras públicas superfaturadas, realizadas por suas empreiteiras para o governo anti-oligárquico.

Só com o dinheiro de Báez os lesados pelo calote anticapitalista obteriam de volta o dinheiro que a Argentina não lhes pagou - US$ 1,33 bilhão - e que está difícil de recuperar pelos tribunais de Nova York (O Estado de S. Paulo, 14-8-2014).

E se Báez fosse o único!

Seria exagerado dizer que os abutres verdadeiros esvoaçam em torno da Casa Rosada, ministérios, governos provinciais, prefeituras peronistas, e até os filhos da presidente Cristina Kirchner.

Eles nem se dão ao trabalho de bater asas, ficando bem instalados nos sofás das dependências públicas, sempre diante de laptops cheios de números.

O mesmo jornal paulista havia informado que um abutre muito maior e mais determinado estava devorando a pasta de exportações de produtos brasileiros ao país vizinho.

O abutre despercebido pelo populismo também devora como carniça inúmeras empresas argentinas de tamanho médio e pequeno.

Trata-se da China, que está abafando a indústria e o comercio sul-americano.

A dependência de produtos chineses dobrou em seis anos, segundo estatísticas oficiais argentinas. A China já é o segundo maior exportador para a Argentina.

Pequim entra no mercado platino com bens de capital (máquinas e equipamentos) e bens intermediários (manufaturados ou matérias-primas usados na produção de outros bens).

Contra a entrada da economia comunista chinesa não há cânticos“anti-imperialistas. Pelo contrário, a Argentina declarou a China aliada integral, categoria até então só reservada ao Brasil. (Luis Dufaur)

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