11 de nov de 2014

Sem chuvas e sob ambiente pesado...

Más notícias para Dilma Rousseff - O déficit comercial aumentou, importações e exportações caíram e a produção industrial despencou nos últimos meses. O progresso social, bandeira de campanha do PT, estagnou sob o governo Dilma. O Brasil não é a única economia emergente que enfrenta ventos contrários, mas o país está particularmente instável. Dilma voltou de seu descanso pós-eleitoral para uma série de más notícias.

O déficit comercial aumentou para US $ 1,1 bilhões em outubro, um alta histórica para o mês. Ele agora está em US $1,8 bilhões no ano. As importações e as exportações caíram, apontando para a atividade econômica fraca. Um pequeno aumento esperado na produção industrial em setembro foi, na verdade, um mergulho; ela já encolheu por cinco trimestres consecutivos.

Então, em 5 de novembro, verificou-se que o número de brasileiros vivendo na miséria, aqueles incapazes de evitar a desnutrição, aumentou em 371 mil entre 2012 e 2013, atingindo 10,4 milhões de brasileiros. Este é o primeiro aumento desde que o PT de Dilma chegou ao poder em 2003. Isso representa um golpe particularmente duro para a presidente, que passou grande parte da campanha dizendo o quanto ela tinha feito para melhorar a vida dos indigentes. Agora, parece que, como a oposição tem sublinhado repetidamente, o progresso social sob Lula, que governou o país entre 2003 e 2010, estagnou sob sua pupila.

Especialistas atribuem o aumento da pobreza extrema à baixa produção, o que afeta a renda e aumenta a inflação, que reduz o poder de compra. E as coisas podem piorar. Em 2013, a economia cresceu 2,3%; previsões sugerem que ela pode não crescer este ano e apenas 1% em 2015. O PIB per capita vai cair. A inflação, na verdade, desceu ligeiramente em outubro, para 6,6%, mas continua teimosamente acima da faixa da meta do Banco Central.

Políticos revelam homem da mala do JBS/Friboi - Joesley, o rei do gado, fez de Saud o homem da mala - O Tribunal Superior Eleitoral contabiliza R$ 253 milhões em doações do Grupo JBS/Friboi à campanha de 2014, considerando só o que foi registrado oficialmente. O operador do dinheiroduto e executivo do JBS, Ricardo Saud, ganhou apelidos como Homem da Mala ou Homem do Rodízio. Representando Joesley Batista, o rei do gado, que preside o JBS, ele adquiriu acesso à intimidade do poder, organizando churrascos na residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros. Participam de churrascos na casa de Renan senadores como Eduardo Braga (AM), Vital do Rêgo (PB) e Romero Jucá (RR), todos do PMDB. Deputados e senadores dizem que o JBS seguiu orientação da cúpula do PT, e Ricardo Saud - que ontem esteve em Alagoas - executava. A ascensão do JBS coincide com a chegada do PT no poder. Na era Lula, o BNDES comprou 24,6% do JBS e injetou nele R$ 10,5 bilhões. O Grupo JBS informou que Joesley Batista, o rei do gado, não falará sobre isso e negou enfaticamente doações não contabilizadas. (CláudioHumberto)

TCU: o ex-presidente do Tribunal de Contas da União, Ubiratan Aguiar, advertiu futuro presidente do órgão Aroldo Cedraz sobre atividades do filho Tiago Cedraz, onde em 2011, Tiago Cedraz foi citado na operação Voucher, da PF, por favorecer acesso a informações privilegiadas de investigados no TCU. Segundo a PF, Tiago foi contratado por uma ONG Ibrasi, da “máfia do Turismo”, investigada no TCU por irregularidades do ministério da área.

Além de roubada, Petrobrás terá de pagar multas de até T$ 3 bilhões porque teve diretores ladrões.

É preciso conhecer logo o nome dos ladrões 

É regra milenar: com as ditaduras, não é a imoralidade de um ato que aumenta, mas a oportunidade de praticá-lo. O diabo é que, no Brasil da democracia, a oportunidade também aumenta.

No nosso caso, só a liberdade de imprensa ilumina os malfeitos que na ditadura permaneciam na obscuridade.

Duas conclusões emergem dessa evidência: a liberdade de imprensa torna-se essencial e a corrupção crescerá diante de cada ameaça. Ao mesmo tempo, fica claro ser a corrupção endêmica, tanto na democracia quanto na ditadura.

Estamos diante de duplo obstáculo: a presidente Dilma e o PT insistem em ressuscitar a regulação da mídia assim que iniciados os trabalhos do futuro Congresso. Mesmo jurando não se tratar de controle do conteúdo dos meios de comunicação, os detentores do poder lançam-se com tamanha avidez a esse objetivo que boa coisa não parecem pretender.

Em paralelo, diante da que parece a mãe dos escândalos nacionais, a roubalheira na Petrobras, continuam os filigranas jurídicos a impedir a divulgação do nome dos ladrões, tanto parlamentares quanto funcionários da estatal e dirigentes das empreiteiras envolvidas.

Serviço público inestimável prestaria o Poder Judiciário caso liberasse logo para a opinião pública a lista dos responsáveis já identificados nas delações premiadas, no mínimo para se defenderem, mas, também, para responderem por seus atos. O risco é de concluirmos que nas democracias torna-se maior a oportunidade da prática de atos imorais…

Contradições

Os especuladores andam felizes porque a bolsa de valores subiu. Só que a elevação de seus ganhos deveu-se ao aumento dos juros. Chega-se à triste conclusão de prejuízo para o cidadão comum por conta de juros mais altos e lucro suplementar para os especuladores. Benefício para uns poucos, sacrifício para muitos. Nos Estados Unidos os juros andam em torno dos 0,5% e a economia cresce, depois de recuperar-se. Entre nós os juros chegaram a 11.25% e caminhamos para o precipício. O novo ministro da Fazenda, qualquer que seja, desatará o nó? 

Semana quase perdida

Para se chegar à Austrália pelo roteiro mais rápido, exigem-se trinta horas de voo, necessariamente mais oito ou nove para pernoite em algum lugar do trajeto. Dois dias para ir, dois dias para voltar, pelo menos mais um na reunião do G-20. A única vantagem desse périplo inusitado está no fato de que Dilma irá rever um de seus mais competentes ex-auxiliares dos tempos de ministra das Minas e Energia, o hoje embaixador do Brasil na Austrália, Rubem Barbosa (o outro). (Carlos Chagas)

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