13 de nov de 2014

Nós e a crise fiscal...

Três em cada dez indústrias em SP farão empréstimo para pagar 13º salário. Sem caixa e endividada, indústria pode recorrer ao parcelamento do salário extra. Aumenta busca de crédito para pagamento do 13° salário em bancos.

Suspeita de suborno: CGU vai investigar se grupo holandês pagou propina à Petrobras e Empresa nega ter subornado funcionários. TCU pede explicações sobre obras do Comperj. Ao menos 9 fizeram delação na Lava Jato.

Fundos de pensão vão render abaixo da meta em 2015.

“...Luiz Inácio Lula da Silva anda pt da vida com a Presidenta Dilma Rousseff. Os ataques orquestrados por Gilberto Carvalho, Marta Suplicy e até do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, são interpretados como recados indiretos do chefão Lula contra a Presidenta que ajudou a eleger na primeira vez, mas que agora, na visão intrigante dos petistas, estaria emitindo sinais de independência em relação ao comando partidário...” (Jorge Serrão) 

Movimentos sociais planejam novos atos contra crise da água em SP. Chuvas dos últimos dias não conseguiram melhorar a situação dos reservatórios de água.

Ronaldo Caiado denuncia o ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) por crime de responsabilidade face a convênios do MST com a ditadura bolivariana da Venezuela. Ministro diz desconhecer acordo entre governo da Venezuela e MST, anunciado pelo próprio Maduro. É mesmo? 

Missão Rosseta - Sonda estável em cometa após pouso tenso. Dados iniciais mostraram que Philae não pousou como planejado e flutuou duas vezes antes de se prender a cometa. Após pouso turbulento, cientistas confirmam estabilidade de sonda em cometa.

Número de pobres no Japão cresce; brasileiros também vivem apuros.
Ladrões nativos não conseguem impedir que roubalheira na Petrobras seja investigada nos EUA e na Holanda.
É um vexame internacional! Ou: o estranho tempo da CGU. Que coisa! Muito ágil a Controladoria-Geral da União, não é mesmo? Vamos ver. Como vocês sabem, o Ministério Público da Holanda anunciou, nesta quarta-feira, que a empresa SBM Offshore foi multada em US$ 240 milhões por ter pagado US$ 200 milhões em propina para obter contratos em vários países, entre 2007 e 2011. O Brasil, claro!, está entre eles. A SBM é a maior fornecedora mundial de plataformas de petróleo e mantém contratos com a Petrobras que chegam a US$ 27 bilhões. A empresa confessou seus crimes cometidos mundo afora, inclusive em nosso país: pagou suborno a funcionários e intermediários da Petrobras estimados em US$ 139 milhões. Atenção! Não se trata mais de suspeita. É um fato. O criminoso confessou.
O vexame é gigantesco. O caso foi denunciado pela VEJA em fevereiro. Em março, a Petrobras concluiu uma apuração interna, em tempo recorde, e, acreditem!, não viu nada de errado. Nesta quarta, horas depois de o Ministério Público da Holanda ter anunciado a punição da SBM, eis que o ministro Jorge Hage vem a público para informar que a Controladoria-Geral da União também constatou irregularidades. É mesmo?
Não quero maldar! Mas acho a coincidência, para dizer pouco, estranha. O caso de corrupção só veio a público porque um ex-funcionário da SBM tentou chantagear a empresa em 3 milhões de euros para não contar o que sabia. Ela não aceitou, e o escândalo veio à luz, com uma penca de evidências. A Petrobras, no entanto, não encontrou nada de errado. Não me digam!
Sem dúvida houve irregularidade no relacionamento entre a SBM e seus representantes no Brasil e a Petrobras, afirma Hage. A empresa - leiam aqui - já disse que está disposta a colaborar com as investigações e se dispõe a fornecer informações à Controladoria.
Tchau, Graça!
Graça Foster, a presidente da Petrobras, tem um mal semelhante ao de sua chefe e amiga, a Dilma: como está com o ar sempre enfezado, passa a impressão de que tem razão ou de que pensa mais do que… pensa. Em maio, no Congresso Nacional, esta senhora negou que houvesse qualquer irregularidade na relação com a SBM e ainda lembrou que há contratos oriundos da era FHC. Ora, claro que sim! A empresa é a maior do setor. O ponto é outro: a corrupção admitida pela SBM se deu entre 2007 e 2011, quando o petista José Sérgio Gabrielli presidia a Petrobras.
O ar de severidade de Graça não me intimida. Ela deveria ter deixado a direção da empresa quando ficou claro que participara de uma conspirata para fraudar o funcionamento normal de uma CPI. Há agora mais um motivo - um escandaloso motivo.
Terceirizar o Brasil
Nessa toada, o nosso país ainda será salvo - ou, ao menos, conseguirá se livrar de certos problemas - em razão das leis vigentes em outras democracias. Foi preciso que a Price ameaçasse suspender a análise de balanço da Transpetro para que Sérgio Machado se afastasse da presidência da subsidiária da Petrobras. A estatal brasileira está sendo investigada hoje pelo órgão americano que regula as empresas que atuam em Bolsa nos EUA e por uma divisão do Departamento de Justiça. Se assarem pizza por aqui, ela não será assada por lá.
Agora, vemos a Holanda punindo uma empresa holandesa em razão de relações corruptas mantidas mundo afora, inclusive no Brasil. E só então a CGU anuncia que a investigação está chegando a algum lugar.
Será que é o caso de terceirizar o Brasil? Isso tudo explica por que tropa de choque do governo faz de tudo para sabotar a CPI, como voltou a fazer nesta quarta. O nome disso é medo. (Reinaldo Azevedo)

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