12 de out de 2014

Brasil e Crianças, um sonho coerente...

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Marina Silva declara apoio a Aécio Neves no segundo turno. Decisão ocorre um dia após tucano divulgar compromissos para área social. No sábado, viúva de Campos anunciou que votará no candidato do PSDB.

Aécio dispara e abre 17 pontos de vantagem - Primeiro levantamento após divulgação de áudios da Petrobrás mostra que escândalo atingiu em cheio campanha da petista. Primeira pesquisa ISTOÉ\Sensus realizada depois do primeiro turno da sucessão presidencial mostra o candidato Aécio Neves (PSDB) com 58,8% dos votos válidos e a petista Dilma Rousseff com 41,2%. Uma diferença de 17,6 pontos percentuais. O levantamento feito entre a terça-feira 7 e a sexta-feira 10 é o primeiro a captar parte dos efeitos provocados pelas revelações feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o detalhamento do esquema de corrupção na estatal. Além do crescimento da candidatura de Aécio Neves, observa-se um forte aumento na rejeição da presidenta Dilma Rousseff, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Segundo a pesquisa, o índice de eleitores que afirmam não votar em Dilma de forma alguma é de 46,3%. A rejeição de Aécio Neves é de 29,2%. O tamanho da rejeição à candidatura de Dilma, torna praticamente impossível a reeleição da presidenta, diz Guedes. A pesquisa também capta, segundo o diretor do Sensus, os apoios políticos que Aécio recebeu durante a semana, entre eles o do PSB, PV e PPS. (Mário Simas Filho)

Petrolão: paraísos fiscais mudaram de endereço - O propinoduto da Petrobras mostrou os novos destinos do dinheiro da corrupção. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, por exemplo, tem contas em Hong Kong, distante paraíso fiscal, como revelou esta coluna em junho. O submundo da corrupção agora prefere países que não se submetem a regras internacionais de combate à lavagem de dinheiro: além da China, Rússia e Coréia do Norte.

Tsunami no Congresso pós-delação - Depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa terá efeito devastador da Câmara: partidos avaliam que em março haverá uma espécie de nova eleição, com dezenas de suplentes assumindo mandatos; já foram citados 25 deputados e seis senadores no esquema, que podem ser cassados e até presos. (Ilimar Franco)

Um general para a Petrobras?
Diante de tanto barro jogado no ventilador pelos beneficiados com a demissão premiada, Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, a tentação seria de uma intervenção na Petrobras. Não adianta um ministro para a função, muito menos um empresário. Jamais um funcionário do governo. Quem, então? A CNBB saltaria de banda, a torcida do Flamengo reivindicaria mais um patrocínio na camisa dos craques do time. Acresce a questão fundamental: a nomeação do futuro presidente da empresa ficaria a cargo do governo de Dilma Rousseff, ou seja, do PT agora denunciado como o maior beneficiário da roubalheira há mais de dez anos assolando a empresa? Ou de um hipotético governo Aécio Neves, despojado da consciência de que sem a Petrobrás estaremos alienando nosso futuro como nação?
Diante de nós, um dos maiores enigmas verificados na administração pública do país. Não faltarão vozes a sugerir a privatização total da Petrobrás. Mas entregá-la à Esso, à Shell, aos bancos, ao Eike Batista ou aos traficantes de drogas, resolveria? Quem sabe às empreiteiras envolvidas na doação de propinas ao PT, PDB, PP e sabe-se lá que outros partidos? Também não dá.
Seria melhor extinguir a empresa? Nem pensar, já que ela se constitui numa das bases da economia nacional. Ruim com ela, entregue à corrupção, pior sem ela, imprescindível ao funcionamento das atividades que movem a nação.
Então, como ficamos? Só tem uma saída: entregá-la a um general. Por mais horrores e prejuízos que a ditadura militar tenha causado ao Brasil, ainda há militares honestos nas forças armadas. Nada de ferrabrases ressentidos com as mais do que justas cobranças da sociedade diante de tantos desvios praticados. Ainda devem, porém, existir nos altos comandos generais capacitados a exercer suas missões com honestidade e competência. Eles que se reúnam e selecionem. Venha a ser de Dilma ou de Aécio, o governo só terá essa alternativa: reconstruir a Petrobras a partir dos conceitos que um dia forjaram sua criação.
Esse raciocínio, por mais amargo que seja, vem sendo feito tanto no ninho dos tucanos quanto no arraial dos companheiros. Mais do que apurar as lambanças praticadas em grau muito maior do que vem sendo revelado, e punir seus responsáveis, está a necessidade de salvar a empresa, pedra de toque do nosso futuro.
Transformar a Petrobras num quartel pode significar a sua sobrevivência, mas que outra opção se apresenta? Tucanos e companheiros, se encarregados dessa função, mais levariam para as profundezas a sorte da estatal um dia imaginada como a redenção de nosso subdesenvolvimento. Hoje, mesmo com as descobertas do pré-sal e a atuação internacional digna de elogios, a Petrobras virou a caverna do Ali Babá. Quem sabe um general venha a descobrir quem tem sido o chefe dos quarenta ladrões?
Em certos momentos da vida dos povos, os inusitados são imprescindíveis. A França evitou a desagregação convocando outra vez De Gaulle para recuperá-la. Sem Winston Churchill a Inglaterra estaria até hoje falando alemão. Franklin Roosevelt evitou uma nova guerra da secessão. Não haverá um desconhecido general capaz de salvar a Petrobras? (Carlos Chagas)
A casa caiu
Sabe aqueles vídeos anunciados como contendo cenas muitos fortes, tipo tire as crianças de perto? É com iguais cautelas que se deveriam abrir as matérias referentes às revelações feitas pelos dois mais famosos depoentes das últimas semanas, o doleiro Alberto Youssef e o engenheiro Paulo Roberto Costa.
Quem se tenha dado ao trabalho de escutar o teor dos depoimentos deste último, disponível no YouTube, ouvirá dele que em três partidos políticos com sólida presença no Governo Federal e no Congresso Nacional se estruturaram organizações criminosas. Não que ele assim as qualifique. Não, em seu relato, Paulo Roberto Costa, o Paulinho de Lula, simplesmente entrega o serviço, contando, em tom monocórdio, como eram feitos os acertos e a repartição do botim das comissões entre o PT, o PMDB e o PP. Não preciso dizer qual dos três ficava com a parte do leão.
Este escândalo, tudo indica, transforma Marcos Valério em mero pivete e o Mensalão em coisa de amadores. No entorno da Petrobras circula tanto dinheiro quanto petróleo. E foi muito fácil aos profissionais da corrupção abastecer desses tanques contas bancárias que saíam - lavadas, passadas e empacotadas - da lavanderia de Youssef.
Vários anos decorrerão entre os achados de agora e o trânsito em julgado de quaisquer sentenças condenatórias. Isso significa que, muito embora os crimes em questão tenham sido praticados num ambiente político, seus efeitos eleitorais serão jogados para bem depois do pleito que agora se desenrola. Nós, cidadãos, devemos lamentar que seja assim. No entanto, se não temos como saber mais sobre os fatos e seus atores, podemos e devemos levar em conta a dança das cadeiras nos tribunais superiores em geral e no Supremo Tribunal Federal em particular. Será certamente ali, outra vez, que serão tomadas as decisões mais relevantes sobre estes casos.
O STF continuará se renovando e promovendo alterações na composição de seu quorum por aposentadoria dos atuais ministros. E aí se impõe a reflexão que quero trazer ao leitor destas linhas. As últimas indicações do governo petista para o STF têm deixado a desejar. Portanto, ainda que o julgamento definitivo vá ocorrer lá adiante, a continuidade da atual administração federal não atende aos anseios nacionais por justiça e combate à corrupção. É o que a história recente parece deixar bem claro. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor) 

A sutileza e os riscos da Ditadura legal
Vamos refletir sobre a intolerância e sobre os riscos dos chamados sistemas ditatoriais legais.
O exemplo, para introduzir o tema, vem daquela pobre menina paquistanesa, que desafiou os talibãs que tentavam proibi-la de estudar. E que, por sua resistência heroica em prol da educação feminina, acaba de ganhar o Prêmio Nobel da Paz, junto com o ativista indiano, Kailash Satyarthi.
Temos hoje, ao redor de nós, alguns governos ditos democráticos que, seguindo os ensinamentos do Filósofo italiano Gramsci, tentam introduzir suas sonhadas ditaduras, sob o manto da Lei e da legalidade. Nada de sangue, nada de armas, nada de revolução tradicional!
A revolução é sutil, é planejada, vai comendo pelas beiradas as liberdades e as frágeis democracias em que vivemos. Leis, Decretos, Planos, tudo composto, editado e promulgado dentro dos trâmites legais, mas, sempre, colocando uma pequena cunha, uma imperceptível brecha direcionada para a restrição das liberdades.
É algo muito parecido com aquela história do sapo que é colocado em uma panela com água fria, fica todo feliz, a água vai esquentando sem que ele se dê conta e, de repente, ele está cozido, sem qualquer possibilidade de reação!...
O PT apóstata, nesses 12 anos, por várias vezes, tem agido exatamente dessa forma: sutilmente vai soltando Decretos, elaborando Medidas Provisórias, aprovando Leis com sua maioria folgada, tentando sob várias formas monitorar nossa liberdade, interferir em nossas escolhas, impor regras racistas em diversos segmentos, apoiar movimentos ilegais, destruir a ética e os valores positivos, restringir a liberdade de imprensa, enfim, construir sua sonhada ditadura legal, baseada na alienação coletiva, sem que a maioria dos brasileiros sequer sonhe sobre o que está acontecendo.
Como exemplos mais marcantes dessa estratégia, entre outros, temos os dois documentos PNH-3 e o Decreto 8.243, ambos já amplamente comentados aqui!
Temos, todos nós, na medida de nossas possibilidades, o dever de enfrentar esses movimentos que querem nos escravizar, a exemplo do que fez a frágil Malala Yousafzai!
E eis que de repente, também sem armas, sem dor e sem qualquer trauma, temos a possibilidade de estancar esse movimento que vem nos cercando, há 12 anos, através de nosso voto direcionado para a mudança!
O Brasil não merece correr o risco de ser engolido por uma ditadura legal! (Márcio D Batitucci) 
Saiba quem é Malala Yousafzai, a paquistanesa que desafiou os talibãs. Leia

Pequim quer uma Teologia da Libertação para desviar o cristianismo na China 

Violências anti-religiosas não tiram a fé na China mas reforçam a resistência e multiplicam o número de fiéis.

A China quer elaborar uma teologia cristã compatível com a cultura chinesa e o socialismo, segundo informou ao jornal parisiense Le Figaro o dirigente da Administração do Estado para os Assuntos Religiosos, Wang Zuo’an./ Wang Zuo’an declarou ao jornal oficial China Daily que será construída uma teologia cristã chinesa […] adaptada às condições nacionais, a qual integrará a cultura chinesa e será compatível com o caminho do socialismo definido pelo Partido Comunista.

Em certo sentido, a proposta faz rir. Pois os ideólogos comunistas não precisam apertar o cérebro para excogitar esse engenho anticristão.

Ele já existe, em várias versões, e foi elaborado por teólogos, bispos e sacerdotes, vários deles hoje bem instalados em Roma. É a Teologia da Libertação.

Ela preenche ao pé da letra as condições exigidas por Wang Zuo’an e o PC chinês. Inclusive oferece um cardápio de correntes internas com diversos matizes para enganar os fiéis.

Porém, o comunismo chinês talvez não seja tão ingênuo assim. Ele pode ter detectado o desprestígio em que essa mal-afamada teologia libertária caiu há vários anos.

E convir-lhe-ia então fingir que criou uma outra, visando aos mesmos objetivos anticapitalistas e de luta de classes com ares teológicos.

O anúncio aconteceu no contexto das crescentes perseguições aos católicos que resistem ao comunismo na China e a certas denominações protestantes e ecléticas.

O dogma cristão-comunista oficial serviria para intensificar o enquadramento e a repressão do cristianismo, considerado o inimigo número 1 do regime socialista.

A nova teologia serviria também para aproximar o comunismo chinês das novas teologias - aliás bastante decrépitas – que vieram flagelando o catolicismo nas últimas décadas.

A derrubada ou a amputação de dezenas de igrejas e locais de culto, especialmente em Wenzhou, não está sendo suficiente para abafar a expansão do número dos seguidores de Jesus Cristo.

Essa expansão, segundo Le Figaro, causa crispação nos dirigentes chineses. Eles apelariam agora para uma reedição da teologia que fez com que inúmeros fiéis abandonassem a Igreja no Ocidente. 

A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente. (Rubem Alves)

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