18 de set de 2014

Mensalão ou Petrolão, o que mais esperar....

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Futebol: Arbitragens continuam a cometer erros clamorosos. Se antes eram apenas três a arbitrar, hoje mais dois se juntaram, rádios ao corpo, mas nada funciona e as tvs mostraram os fatos e.... fica por isso mesmo. Cadê a CBD e a FIFA? Só contam dinheiro. (AA)


Procuradoria Eleitoral pede cassação do candidato Lindberg Farias. Acusado de abuso de poder político e econômico e pode ficar inelegível por oito anos.

Sí, disponemos de Justicia! 40% dos presos no Brasil ainda não foram julgados. Documento aponta o Brasil como o segundo país que mais aprisiona nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.

Dilma suspende divulgação de propostas. Temas no programa de governo como direitos humanos geram divergências no PT, impasses esses que defendem propostas contrárias à posição do Palácio do Planalto. No registro da candidatura no TSE o comitê apresentou uma espécie de esboço como programa de governo, mas não houve consenso entre o Planalto e alguns desses grupos. (Folha S.Paulo)

TRE faz operação em igrejas e apreende material de candidatos. Cinco instituições evangélicas foram inspecionadas pela fiscalização.

Sarney: Lula já não tem aura de invencibilidade. Dono de um olfato que lhe rendeu 58 anos de exercício de mandatos eletivos, José Sarney fareja um 2014 áspero para seus aliados do PT. Começa a enxergar o mundo de ponta-cabeça. Acha que a entrada de Marina Silva na disputa sucessória provocou um tsunami político. Avalia que em torno dela se criou uma frente robusta de combate ao PT e ao governo Dilma, abrindo uma possibilidade antes considerada impossível: derrotá-los. (JosiasdeSouza)
Trecho da Norte-Sul foi superfaturado em R$ 153 milhões, aponta TCU. Leia

Correios entram em greve em todo o Rio. Funcionários exigem, além de reajuste da inflação, de 6,5%, aumento de R$ 300 no salário para toda a categoria.

Bolsa Pesca: investigadas fraudes na gestão Crivella. No Pará, estado que mais recebe verba do benefício, Ministério Público Federal tem 22 inquéritos.

Ex-diretor da Petrobras decide ficar calado em CPI. Oposição aproveitou o silêncio para ligar Paulo Roberto Costa, que está preso, aos governos do PT.


O Ministério Público Federal MPF apresentou nesta quarta-feira à Justiça Federal de Curitiba parecer contra o acesso da Petrobras ao depoimento no qual o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa citou nomes de políticos que receberam propina do suposto esquema investigado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Só! O juíz Sergio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba (PR), condenou, nesta quarta-feira, o doleiro Alberto Youssef a quatro anos e quatro meses de prisão pelo crime de corrupção ativa. Repasse de até R$ 2,2 milhões a empresa de Youssef. Ao todo, a GFD, de doleiro, recebeu R$ 3 milhões da empreiteira entre 2011 e 2012. Lava-Jato: doleiros usaram corretoras para remessas ilegais. Testemunha que está negociando delação premiada detalha envolvimento de cinco empresas no esquema.

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de Flávio Maluf, filho do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), a uma pena de 35 anos e 15 dias de reclusão no regime fechado por suposto envolvimento com desvios nas obras das Águas Espraiadas, em São Paulo; na mesma declaração, ele concluiu que não é mais possível punir Paulo Maluf porque já teria ocorrido a prescrição, no entanto, pede a devolução de R$ 32,5 milhões aos cofres públicos.

Senado aprova diploma obrigatório para jornalistas. Pela proposta, é mantida a tradicional figura do colaborador, sem vínculo empregatício, e são validados os registros obtidos por profissionais sem diploma, no período anterior à mudança. 

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Tribunal do Afeganistão condena sete à pena de morte por estupro coletivo.

Obama descarta tropas contra Estado Islâmico; EUA treinarão rebeldes sírios. Presidente americano voltou a rejeitar combate em solo; decisão de armar e treinar opositores na Síria vai agora à votação no Senado.

A Escócia escolhe hoje se continua a fazer parte do Reino Unido ou se vai se tornar um país independente, dando fim a uma união de 307 anos. As opiniões estão muito divididas e, a poucas horas do início da votação, pesquisas apontam vitória apertada contra a separação. Quase 4,3 milhões de indivíduos se inscreveram para votar na consulta, o que representa 97% do eleitorado, um número jamais registrado em toda a história eleitoral escocesa. Além disso, é esperado que a presença nas urnas ultrapasse os 80%. Mas pesquisa final dá seis pontos de vantagem ao Não. Estamos nas mãos dos escoceses, diz o premier e líder independentista Alex Salmond.

Um fato ou mais...

Luciana Genro chama Aécio para briga e salva debate do marasmo. Dilma agradece e Marina só assiste.

Marina Silva e Dilma Rousseff não se miraram. Com um pé no segundo turno, a candidata do PSB praticamente descansou em campo durante o debate promovido pela CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A presidenta, em contrapartida, foi alvo preferencial dos postulantes nanicos. Em uma das ocasiões, pediu direito de resposta para rebater uma fala do tucano Aécio Neves sobre a Petrobras. Em uma dobradinha com Pastor Everaldo, o senador mineiro usou as suspeitas de irregularidades na estatal, expostas na delação premiada de um ex-diretor da companhia, para dizer, na casa de Nossa Senhora, que os valores cristãos devem ser incorporados à vida pública. A Petrobras é a face mais visível de um governo que abandonou um projeto de País, afirmou.

Dilma acusou o golpe e teve o pedido de resposta aceito. A petista falou que não tolera corrupção e que as suspeitas são investigadas pelo próprio governo. Como tem feito em sua campanha na TV, ela atribuiu aos governos tucanos uma suposta negligência no combate a desvios e voltou a citar o engavetador-geral da República, como era conhecido o procurador Geraldo Brindeiro, que atuou nos anos FHC.

Na pergunta seguinte, foi Aécio quem se tornou alvo, desta vez de Luciana Genro (PSOL). O Aécio falando do PT é o sujo falando do mal lavado. O PSDB foi o precursor do mensalão, com seu conterrâneo Eduardo Azeredo, e com a Privataria. O tucano reagiu e chamou a candidata de linha auxiliar do PT. Foi quando a conversa engrossou. Linha auxiliar do PT uma ova. O PT aprendeu com o senhor. O senhor não tem proposta para debater a corrupção. O senhor é tão fanático pela corrupção que constrói aeroporto com dinheiro público para beneficiar a sua família.

Aécio pediu direito de resposta, chamou a candidata de irresponsável e disse que o povo mineiro tinha orgulho do aeroporto. Pelo Twitter, eleitores lembravam que Aécio corre o risco de ficar em terceiro lugar entre os eleitores do seu Estado, onde seu candidato, Pimenta da Veiga, aparece 20 pontos atrás do petista Fernando Pimentel nas pesquisas de intenção de voto.

Após o bate-boca, Aécio ajeitou a gravata e mudou de assunto. A troca de acusações acabava de fechar o mais tenso debate entre os candidatos, embora uma de suas protagonistas, Marina Silva, tenha sido poupada desta vez.

Ao longo do encontro, a maioria dos postulantes tentou ganhar a plateia com evocações a família e ao direito à vida. Levy Fidelix, do PRTB, chegou a dizer que os meios de comunicação faziam apologia à homofobia e destruíam os valores familiares.

Eduardo Jorge, candidato do PV, e Luciana Genro, destoavam do figurino. O primeiro chamou a lei que criminaliza o aborto de machista e cruel. Deixa sem assistência cerca de 800 mil mulheres que precisam interromper a gravidez. Genro, por sua vez, defendeu laicidade do Estado e o casamento igualitário, provocando constrangimento ao apresentador, que apenas agradeceu, de forma protocolar, a resposta. Ela cumpria, dessa maneira, a promessa feita no início do debate: Não sou religiosa e não vou me converter ao sabor de uma necessidade eleitoral.
Besteirol sai caro 

Se a população está certa ao ver em Dilma a representante dos banqueiros, então ela quer tirar a comida dos pobres?

Dos três principais candidatos a presidente, quem melhor representa o interesse do setor financeiro? Pensou em Marina, por causa da defesa da independência do Banco Central? Ou no tucano Aécio?

Pois errou. Ou, pelo menos, você não pensa como a maioria do povo. Para os eleitores, a principal representante do interesse dos bancos é Dilma Rousseff. Está lá na pesquisa Ibope divulgada ontem. Nada menos que 39% dos entrevistados respondem assim. E apenas 20% acham que Marina melhor representa os interesses do setor financeiro.

Não deixa de ser embaraçoso para Dilma, pois ela vem dizendo que os bancos são os piores inimigos do povo e que, dominando o Banco Central, eles simplesmente vão tirar a comida da mesa do povo.

Logo, se a população está certa ao ver em Dilma a representante dos banqueiros, então seria ela quem na verdade quer tirar a comida da mesa dos pobres?

De outro lado, no que é um conforto para ela, a presidente Dilma também aparece como a candidata que melhor representa o interesse dos trabalhadores (45%) e dos pobres (44%).

O que pode levar a outra conclusão: se o povo vê em Dilma, igualmente, a melhor representante dos banqueiros, dos pobres e dos trabalhadores, então está dizendo que não há incompatibilidade entre os interesses desses três, digamos, grupos sociais.

Vai daí que essa maioria não pode acreditar que os bancos querem tirar a comida da boca do povo. Portanto, por esse lado, esse pessoal não acredita na propaganda de Dilma. Ou ainda não acredita.

Forçando a barra?

Claro, mas também seguindo uma certa lógica eleitoral, especialmente vista na campanha da presidente Dilma. Se ela está certa, então o povo está errado em algum ponto: ou Dilma não representa os banqueiros ou não representa os trabalhadores e os pobres. A presidente tem dito e repetido que são interesses incompatíveis, mas o eleitor a coloca como tripla representante.

Ficamos, portanto, com uma bela confusão, e que era de se esperar. Dilma disse, por exemplo: Esse povo da autonomia do Banco Central ... quer fazer um baita ajuste, um baita superávit, aumentar os juros para danar...

Ora, a presidente Dilma vem de elevar a taxa básica de juros de 7,25% para nada menos que 11%. Isso foi um aumento danado, não foi? E, se os bancos gostam de juros altos, como diz a presidente, então ela dá uma baita mão aos bancos.

Dirão: não foi ela quem subiu os juros, foi o BC. Só faltava essa: seria o BC de Dilma independente? Pois acreditem, a própria presidente disse isso no início de seu governo, em entrevista ao Valor: O BC tem autonomia para fazer a política dele... Eu acredito num Banco Central extremamente profissional e autônomo.

Vão dizer que autonomia é diferente de independência, mas não é.

Ficamos assim, portanto, se é para ter um mínimo de método: o BC de Dilma era autônomo, mas não é mais. Em algum momento, ela se arrependeu e passou a mandar nele. E bem quando os juros subiram, vejam a ironia.

Mas talvez a verdade disso tudo esteja com a presidente, mas em outra frase. Na mesma entrevista ao Valor, quando as entrevistadoras perguntam se o BC poderia ter gente do mercado na diretoria, Dilma responde que sim e acrescenta que esse negócio de ficar dizendo que o Banco Central tem que ser assim ou assado é besteirol.

Fica outra questão nessa história sem fim: onde está mesmo o besteirol, antes, agora ou sempre?

Pedindo desculpas pelas brincadeiras, acrescentamos a sério: é muito ruim para o debate eleitoral esse marketing do besteirol ameaçador. Por pior que seja, acaba criando compromissos que atrasam o país. Lembram-se de quando Lula, na sua última campanha, demonizou as privatizações? Ele levou e, por isso, atrasou por anos a privatização dos aeroportos.

Tem custo.

FED

Por falar em Banco Central, o Federal Reserve, dos EUA, decidiu ontem manter a taxa básica de juros entre 0% e 0,25%, a mais baixa da História. O Fed é independente, na lei e na prática.

Ora, se um BC independente cai na mão dos banqueiros, como diz Dilma, então os bancos americanos gostam mesmo é de juros baixos, ao contrário do que sugere nossa presidente.

Desculpem, a piada estava pronta. (Carlos Alberto Sardenberg, jornalista) 

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A hora de Marina engolir sapos, até um ex-barbudo
Apesar do canibalismo demonstrado pelos institutos de pesquisa com relação à eleição presidencial, dos desvios e desvãos das consultas populares, o comportamento do PT, de Dilma e do Lula continuam indicando a vitória de Marina Silva no segundo turno. A pergunta que se faz é como a candidata, se vitoriosa, construirá sua base de apoio político, no Congresso e no ministério, presumindo-se que a tenha conquistado junto à maioria da opinião pública. Porque os partidos, à exceção do PT, ou de parte do PT, estão de garras e presas afiadas para fazer do futuro governo o que fizeram do atual: um condomínio para obter a satisfação de seus interesses, nem sempre éticos e quase nunca voltados para o interesse nacional.
Não obstante as declarações do vice-presidente Michel Temer e do senador Aécio Neves, de que seus partidos formariam na oposição a Marina, ninguém acredita. Tanto PMDB quanto PSDB precisarão sobreviver, pois só com o PSB e penduricalhos a nova administração não se aguentará. Duvida-se de que será possível governar acima e além de legendas fisiológicas, pois o exemplo dos últimos doze anos exigiria um milagre.
O primeiro obstáculo para a suposta nova presidente da República repousa na composição do seu ministério. Escolher apenas os melhores de cada setor, sem considerações partidárias, equivalerá a mergulhar num precipício. Selecionar os melhores em cada partido, daqueles ávidos de aderir, exigirá mágica ainda maior, pois os dirigentes de hoje serão os dirigentes de amanhã. Lotear o governo, como fez Dilma Rousseff, significará um passaporte para o fracasso. Junte-se a tamanho impasse as dificuldades no relacionamento de Marina com os sindicatos, o empresariado, o agronegócio e os meios de comunicação e se terá a receita de um enigma dentro de um mistério. Frágil ela não é, apesar das aparências físicas. Sua força política poderá assentar-se nos novos governadores, ainda que não todos. Afinal, eles dependerão do poder central, assim como a recíproca será verdadeira.
Existem otimistas que supõem o aparecimento de um anjo a pairar sobre as trevas. Anjo meio estranho, de asas às vezes escuras, mas capaz de vir em socorro das agruras do novo governo. Chama-se Lula, única força em condições de levar o PT a uma postura de entendimento, senão de conciliação. Na campanha, ele tem exagerado em críticas à candidata socialista, mas sua condição de criador da Dilma não deixa outra opção. Depois, no caso de confirmada a derrota da sucessora, o quadro será outro. Deixar o país naufragar por conta das limitações políticas e partidárias de Marina, mesmo vitoriosa, ou oferecer-lhe a taboa de salvação para continuar à tona.
Raras vezes na História surgiu um nó como o que se prenuncia para o próximo ano. Por isso não tem sido poucas as opiniões de que Marina deveria engolir os sapos lançados pelo outrora barbudo, mantendo um canal de ligação com o Lula. Ele também já recebeu indicações nesse sentido. Haverá um preço, é obvio, para sanar as cicatrizes da campanha. Talvez valha à pena. (Carlos Chagas) 
"Não há culpados. O que há são desgraçados."
(William Shakespeare)

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