15 de ago de 2014

Facetas das mortes interrogam brasis...

Pernambucanos falam em atentado contra avião de Eduardo Campos. Povo acredita que ex-governador teria sido assassinado. Coordenador de campanha não acredita na hipótese. O governo torna sigilosas as investigações de acidentes aéreos e poucos dias depois já vem um acidente aéreo politicamente relevante. Ou o acaso está gozando da nossa cara, ou não é acaso, disse Olavo de Carvalho no Facebook. Piloto tentou pousar em bambuzal e passou por igreja e prédio, diz polícia. Restos mortais foram achados a mais de 100 m de acidente. Corpo de Campos deve chegar sábado ao Recife. Agosto marca morte de Arraes, seu filho e seu neto. Acidentes aéreos já mataram 15 políticos do Brasil. Só agora que viram!: Sistema de pouso é modificado após acidente. Aproximação em Santos, onde o avião do presidenciável tentou pousar, é considerado incompatível com aeronaves modernas.

Colisão e explosão do avião de Eduardo Campos
 

Marina complica campanhas de Aécio e Dilma.

Decisão do STF sobre bloqueio de bens de ex-diretores da Petrobras indica que Graça cairá em desgraça.

Anvisa solicita inspeção em fábrica de Toddynho após lote com bactéria.

Rio - Rodrigues Alves terá novas mudanças no tráfego nesta sexta. A partir das 23h de amanhã, desvio será feito pelas faixas próximas aos armazéns, entre a Praça Mauá e a Rua Souza e Silva. Lucro do Banco do Brasil cai 62% no segundo trimestre. Instituição lucrou R$ 2,829 bilhões. Queda se refere ao mesmo período do ano passado.

ANS suspende venda de 123 planos de saúde de 28 operadoras do país. Medida não afeta atendimento de atual cliente.

Desemprego em alta na indústria paulista desmonta o discurso embusteiro de Dilma Rousseff. (ucho.info) 

Por que o TSE gasta dinheiro público para fazer uma campanha incentivando todos a fazer algo que já é obrigatório (o voto)? (Thales Alessandro de Carvalho, Brasília, DF)

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus - Vitória em Cristo, comanda uma verdadeira cruzada nacional junto ao segmento evangélico para que não vote mais no PT. A ida de Dilma - catando votos - a inauguração do Templo de Salomão, da Universal aumentou carga de ira do pastor.


Os camaleões estão voltando!... 

Vejam como funciona a ÉPTica relativa do PT apóstata: abaixo, vocês poderão ler duas Notas desse PT apóstata, uma emitida em 07/01/2014 e a outra emitida em 13/08/2014. 

São 7 meses de diferença temporal, entre as duas. Mas são séculos de distância entre os conceitos emitidos! E atenção: o objeto das duas Notas, é exatamente o mesmo: o sr. Eduardo Campos!

Esses camaleões ambulantes não têm pejo em repetir candidamente, na Nota emitida ontem: Mesmo quando decidiu seguir um caminho diferente ao do PT, mantivemos com Eduardo Campos uma relação de profundo respeito e admiração.

Estão percebendo mais uma exemplo da Banalidade do Mal que comentei ontem?

Parecem muito com a turma do PMDB, que todo o País conhece bem!

Você confia em deixar o destino de seus filhos e netos, na mão desses camaleões? (Márcio Dayrell Batitucci) 

Como o PT tratou Eduardo Campos. Coturno Noturno

Para que Lula, Dilma e o PT não tentem se apropriar do legado de Eduardo Campos, é bom que a gente lembre o seu pensamento e também o que o petismo pensava dele. Como o texto abaixo, publicado em 7 de janeiro passado, no facebook do Partido dos Trabalhadores. A balada de Eduardo Campos Por um momento, desses que enchem os incautos de certezas, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, achou que era, enfim, o escolhido.

Beneficiário singular da boa vontade dos governos do PT, de quem se colocou, desde o governo Lula, como aliado preferencial, Campos transformou sua perspectiva de poder em desespero eleitoral, no fim do ano passado.

Estimulado pelos cães de guarda da mídia, decidiu que era hora de se apresentar como candidato a presidente da República - sem projeto, sem conteúdo e, agora se sabe, sem compostura política.

O velho Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, faz bem em já não estar entre nós, porque, ainda estivesse, morreria de desgosto. E não se trata sequer da questão ideológica, já que a travessia da esquerda para a direita é uma espécie de doença infantil entre certa categoria de políticos brasileiros, um sarampo do oportunismo nacional. Não é isso.

Ao descartar a aliança com o PT e vender a alma à oposição em troca de uma probabilidade distante - a de ser presidente da República -, Campos rifou não apenas sua credibilidade política, mas se mostrou, antes de tudo, um tolo.

Acreditou na mesma mídia que, até então, o tratava como um playboy mimado pelo lulo-petismo, essa expressão também infantilóide criada sob encomenda nas redações da imprensa brasileira. Em meio ao entusiasmo, Campos foi levado a colocar dentro de seu ninho pernambucano o ovo da serpente chamado Marina Silva, este fenômeno da política nacional que, curiosamente, despreza a política fazendo o que de pior se faz em política: praticando o adesismo puro e simples.

Vaidosa e certa, como Campos, de que é a escolhida, Marina virou uma pedra no sapato do governador de Pernambuco, do PSB e da triste mídia reacionária que em torno da dupla pensou em montar uma cidadela.

Como até os tubarões de Boa Viagem sabem que o objetivo de Marina é se viabilizar como cabeça da chapa presidencial pretendia pelo PSB, é bem capaz que o governador esteja pensando com frequência na enrascada em que se meteu.

Eduardo Campos é o resultado de uma série de medidas que incluem a disposição de Lula em levar para Pernambuco a Refinaria Abreu e Lima, em parceria com a Venezuela, depois de uma luta de mais de 50 anos. Sem falar nas obras da transposição do Rio São Francisco e a Transnordestina. Ou do Estaleiro Atlântico Sul, fonte de empregos e prestígio que Campos usou tão bem em suas estratégias eleitorais.

Pernambuco recebeu 30 bilhões de reais do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, do qual a presidenta Dilma Rousseff foi a principal idealizadora e gestora. O estado também ganhou sete escolas técnicas federais, além de cinco campi da Universidade Federal Rural construídos para melhorar a vida do estudante do interior.

Eduardo Campos cresceu, politicamente, graças à expansão de programas como Projovem, Samu, Bolsa Família, Luz para Todos, Enem, ProUni e Sisu. Sem falar no Pronasci, que contribuiu para a diminuição da criminalidade no estado, por muito tempo um dos mais violentos do País. Campos poderia ser grato a tudo isso e, mais à frente, com maturidade e honestidade política, tornar-se o sucessor de um projeto político voltado para o coletivo, e não para o próprio umbigo.

Arrisca-se, agora, a ser lembrado por ter mantido entre seus quadros um secretário de Segurança Pública, Wilson Damázio, que defendeu estupradores com o argumento de que as meninas pobres do Recife, obrigadas a fazer sexo oral com marginais da Polícia Militar, assim agiam por não resistirem ao charme da farda.

Quem conhece Damázio, sabe que ele não tem esses valores lamentou Eduardo Campos. Quem achava que conhecia o governador do PSB, ao que tudo indica, ainda vai ter muito o que lamentar. Partido dos Trabalhadores O PT emitiu a seguinte nota oficial: O Partido dos Trabalhadores está de luto. Lamentamos profundamente a trágica morte do ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, e dos outros ocupantes do avião que se acidentou, hoje, em Santos.

Campos, presidente do Partido Socialista Brasileiro, dedicou sua vida à política e à luta pelos menos favorecidos, em particular, pela população carente do Nordeste.

Campos deixa um grande vazio na política brasileira. Seu partido, o PSB, sempre foi um aliado do PT e, juntos, construímos um país melhor e socialmente mais justo. Eduardo Campos teve papel importantíssimo nas gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo sido ministro da Ciência e Tecnologia.

Mesmo quando decidiu seguir um caminho diferente ao do PT, mantivemos com Eduardo Campos uma relação de profundo respeito e admiração. 

A trágica morte de Eduardo Campos deixa o Brasil triste. Nesse momento de profunda dor, estendemos nossas condolências à família desse grande brasileiro, seus amigos e seus correligionários. (Rui Falcão, presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores)

1 Minuto. 

Cinco meses depois de ter comparado Eduardo Campos a Collor, Lula finge chorar a morte do homem público de rara e extraordinária qualidade.

A grande seita dos cínicos deveria ao menos poupar a família de Eduardo Campos do espetáculo do farisaísmo, registrou o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, depois de registrar a colisão frontal entre dois palavrórios de Lula sobre o mesmíssimo ex-aliado que ousou desgarrar-se do rebanho. No primeiro, despejado em março numa conversa com empresários, o ex-presidente enxergou em Eduardo Campos uma versão pernambucana do Fernando Collor de 1989.

Em 1993, numa entrevista ao jornalista Milton Neves, o agora amigo de infância de Collor disse o que pensava do arrivista escorraçado do cargo pela pressão popular. Segue-se um trecho transcrito sem correções: Ao invés de construir um governo, construir uma quadrilha como ele construiu, me dá pena, porque deve haver qualquer sintoma de debilidade no funcionamento do cérebro do Collor. Lamentavelmente a ganância, a vontade de roubar, a vontade de praticar corrupção, fez com que o Collor jogasse o sonho de milhões e milhões de brasileiros por terra.

Nesta quarta-feira, numa nota encomendada a algum assessor capaz de escrever, o ex-presidente resolveu compensar o insulto que Campos ouviu em vida com uma promoção póstuma. Segundo Lula, o Brasil acabou de perder um homem público de rara e extraordinária qualidade na queda do Cessna que, caso se espatifasse cinco meses atrás, teria apenas dispensado o país de perder o sono com uma reencarnação da figura que descreveu no parágrafo anterior.

Ou coisa pior, vinham avisando os disparos dos bucaneiros alocados pelo PT no front da internet. A fuzilaria se intensificou em janeiro, com publicação na página do partido no Facebook de um artigo que retrata Eduardo Campos como um playboy mimado, um tolo deslumbrado, um ambicioso que traiu Lula, Dilma e a memória do avô Miguel Arraes. Fora o resto.

O serviço sujo se estendeu à área de comentários, infestada de militantes que amam concluir o desfile de adjetivos grosseiros com a ofensa anabolizada por letras maiúsculas e o buquê de pontos de exclamação: CANALHA!!!!! Surpreendidas pela morte do alvo, as milícias redescobriram em segundos que Eduardo Campos era um bom companheiro. Os generais do lulopetismo já veem no Judas de ontem um forte candidato à canonização. Dilma só não chorou na TV por falta de treino. E a tropa toda ensaia com muita aplicação a cara de viúva inconsolável recomendada a penetras de velório.

Em países afeitos ao convívio dos contrários, ninguém estranha a presença de líderes de distintos partidos na cerimônia do adeus a um velho adversário. Se a luta pelo poder obedece a regras civilizadas, se não são permitidos golpes abaixo da cintura, não há razão para constrangimentos. Esse rito ecumênico só acontece em países que erradicaram a selvageria política. Não é o caso de um Brasil governado por gente que acha que, numa eleição, só é proibido perder.

Lula divide o país em nós e eles. Nós são os que se curvam sem mugidos aos desígnios do chefe. Eles são o resto, e como restos merecem ser tratados. Os celebrantes de missas negras revogaram o sentimento da honra e removeram a fronteira que separa a crítica dura do agravo que fere a alma. Alguém precisa ensinar-lhes que infâmias imperdoáveis não são anuladas por notas hipócritas.

Até lá, os cínicos profissionais continuarão aparecendo nos velórios dos afrontados com o mesmo desembaraço que exibem em festanças no clube dos cafajestes. (Augusto Nunes)

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