23 de jul de 2014

Lacunas por toda parte...

Palestina, o sonho acabou? 

As explosões que abalam Gaza e Israel abafaram um ruído que potencialmente é muito mais perigoso. Refiro-me às declarações do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu de que Israel tem de se assegurar de que não haverá outra Gaza na Judeia e Samaria (como os judeus se referem ao território que a comunidade internacional trata por Cisjordânia e habitado majoritariamente pelos palestinos).

Mais especificamente, Netanyahu declarou: Acho que o povo de Israel compreende agora o que eu sempre disse: não pode haver uma situação, sob qualquer acordo, na qual nós renunciemos ao controle de segurança no território a oeste do rio Jordão (de novo, os territórios palestinos).

Tradução, segundo David Horovitz, fundador e editor do Times of Israel, preciosa fonte de informação sobre a região: Não renunciar ao controle de segurança a oeste do rio Jordão, deve-se enfatizar, significa não dar a uma entidade palestina plena soberania. Significa não aceitar as demandas de Mahmoud Abbas [presidente da Autoridade Nacional Palestina], as demandas de Barack Obama, as demandas da comunidade internacional. (…) Essa sentença, muito simplesmente, determina o fim da noção de que Netanyahu consentiria no estabelecimento de um Estado palestino.

Com isso, prossegue Horovitz, torna-se fora de questão uma Palestina plenamente soberana.

Tem razão: se já perto de impossível alcançar um acordo sobre a delimitação dos territórios nos quais os palestinos terão soberania, torna-se inteiramente inviável qualquer entendimento que lhes ofereça soberania apenas parcial, se lhes é imposto um controle de segurança feito por uma potência estrangeira que não é exatamente bem amada nos territórios.

Como a anexação por Israel dos territórios palestinos teria um preço elevadíssimo, razoável supor que Netanyahu esteja pensando em uma solução menos radical: a manutenção do status quo, em que a segurança de Israel fique mais ou menos garantida pelo muro que separa o Estado judeu dos territórios.

Funcionaria? Não, respondeu Philip Gordon, coordenador da Casa Branca para o Oriente Médio: Como Israel permanecerá democrático e judeu se tenta governar os milhões de palestinos que vivem na margem ocidental [do Jordão]? Como ter paz se não quer delinear uma fronteira, encerrar a ocupação e permitir aos palestinos soberania, segurança e dignidade?.

Se pensam assim um jornalista judeu e um alto funcionário do maior aliado de Israel, imagine-se então o que pensam os árabes e aliados menos incondicionais.

Posto de outra forma, Netanyahu está desejando uma não-solução. Mais: antes de poder implementá-la, ainda tem de resolver a sua prioridade mais urgente, que ele mesmo diz que é dar conta do Hamas.

Não é à toa, pois, que o escritor israelense Etgar Keret escreve para El País que, nos bons tempos, conseguia produzir um texto pela paz a cada dois meses. Agora, ao sentar-me diante do computador, não me saía nada. (Clóvis Rossi, Folha) 

Uma propaganda feita para os brasileiros 

que só entendem e curtem futebol!

Miséria de pesadelo nos hospitais venezuelanos
Os hospitais privados venezuelanos estão entrando no apavorador esquema dos hospitais cubanos. Para os cidadãos, inclusive os que têm seguro médico, o pesadelo virou realidade, escreveu El País de Madri.

A carência de insumos médicos básicos derrubou a qualidade do atendimento.

E os hospitais privados são a última esperança, pois os públicos já estão numa ruína calamitosa, como seus congêneres da ilha-prisão.

Nos centros assistenciais do Estado, as cirurgias de feridos em acidentes de trânsito podem ser adiadas por vários meses, devido à falta de elementos.

Nos Prontos Socorros, os pacientes aguardam horas a fio por falta de médicos - apesar das dezenas de milhares de médicos cubanos importados - e carência de material para emergências. 

Os médicos jovens recém-formados só têm uma saída: o aeroporto rumo ao exterior.

A Asociación Venezolana de Distribuidores de Equipos Médicos, Odontológicos, de Laboratorios y Afines denunciou o aumento de amputações de membros inferiores em clínicas e hospitais por falta de stents periféricos, que dilatam as artérias a fim de normalizar o fluxo do sangue para as pernas e os pés.

Cristino García, diretor da Asociación Venezolana de Clínicas y Hospitales, confirmou que pela falta de insumos, estão sendo adiadas intervenções como implantes cocleares (que permitem recuperar a audição, especialmente de crianças), válvulas cardíacas, stents coronários e outros, forçando os médicos a aplicar métodos de 20 anos atrás.

Em 2014, de 239 insumos, fármacos e equipamentos médicos de uso quotidiano, 200 estavam esgotados no país e o resto só se localizava com muita dificuldade.

Os fornecedores não podem importar porque o governo não lhes permite comprar dólares.

Os sindicatos da medicina privada calculam que o Estado deve aos importadores de equipamentos médicos por volta de 1,3 bilhões de dólares, dívida acumulada desde 2012.

O socialismo do século XXI, falido por fanatismo ideológico, pretexta que houve fuga de dólares com importações fictícias e por isso não libera moeda estrangeira.

Ademais, ele se assanha contra o setor privado, investigando suas operações com prejudicial excesso de minúcia e má vontade. 

A inflação no setor de serviços hospitalares atingiu 12,3% até março deste ano, superando a altíssima média nacional de 9.8% no mesmo período.

A planificação socialista regula os preços que os hospitais privados podem cobrar.

García afirma que 83% dos filiados encerraram 2013 com os números no vermelho.

A sovietização do Brasil prevista no Decreto presidencial nº 8.243, editado pela Presidência da República no dia 23 de maio p.p., poderá empurrar o sistema de saúde rumo ao regime miserável de Cuba, que agora está sendo imitado na Venezuela. 

 Quem tem olhos de ver, que vejam! Quem tem ouvidos de ouvir, que ouçam.  

A esquerda pode morrer, adverte premiê francês ... e na América Latina também! 

A esquerda pode morrer - alertou, consternado, o primeiro-ministro francês Manuel Valls diante do conselho Nacional do Partido Socialista, hoje no poder.

Desde a Revolução Francesa, quando os deputados mais exaltados se sentavam no lado esquerdo da Assembleia, e os mais conservadores à direita, a constante foi o triunfo das esquerdas, excetuados alguns recuos táticos transitórios.

O premiê tocou o alarme geral diante da perspectiva de uma entrada da extrema-direita no segundo turno das eleições presidenciais de 2017, onde ela disputaria a Presidência com o centro-direita, segundo informou Le Journal du Dimanche

Mas, segundo ele, o problema é mais profundo, não se tratando apenas de um jogo entre partidos e candidatos. Pois o jogo pode voltar atrás e os candidatos, membros da mesma confraria de políticos, acabam se entendendo entre si para imprimir o mesmo rumo às coisas, uns mais velozmente, outros menos.

Para Valls, é a própria convicção republicana que está se esboroando na cabeça dos franceses, o que deixa os partidos na situação de um pneu girando no vazio.

Segundo ele, se até lá não for feita alguma coisa, a França poderá entrar numa época em que a direita moderada e a esquerda podem desaparecer.

Valls foi categórico: sim, a esquerda pode morrer e não existe alternativa para a esquerda, referindo-se à catástrofe de popularidade e ao fiasco das eleições municipais, e também às eleições europeias, onde a extrema-direita se consagrou como o maior partido da França.

Manuel Valls acrescentou: Nós percebemos bem que chegamos ao fim de alguma coisa, ao fim talvez de um ciclo histórico para nosso partido. A esquerda nunca foi tão débil na história da V Republica (fundada em 1958).

Temos de nos reinventar. Temos de explorar outros caminhos, sem tabus. E explicou que pensava abaixar os impostos das famílias, especialmente as da classe média, proposta que soa como uma blasfêmia ou apostasia para o estatizante e confiscatório socialismo. 

Mas na hora em que o barco naufraga, para os políticos vale tudo. Eu já falei, os impostos estão pesados demais, disse o premiê socialista. 

E acrescentou outra heresia para a esquerda: nós não poderemos nos engajar nessa via [de redução dos impostos] se não reduzirmos as despesas do governo, ferindo a prática socialista de mais Estado, mais bolsas, mais impostos, mais dirigismo e ... mais descontentamento.

As soluções por ele apresentadas parecem cosméticas, mas desmoralizam as crenças totalitárias dos últimos fiéis socialistas.

Por sua vez, o jornal de Madri ABC comentou que o desaparecimento das esquerdas não é um fenômeno exclusivamente francês, mas atinge toda Europa. Aqui

As apetências profundas dos europeus rumam para algo totalmente novo que reate com as melhores tradições do país, trazendo frutos duradouros de ordem, segurança e sanidade moral.

Gratidão Sempre é bom ouvir palavras em cores!
São apenas alguns minutos para render homenagem ao... agora!
Tenha um bom dia! Um espetacular dia pois você está viva e tendo cada minuto vivificado por Deus!
Hoje é o dia de ver ou rever isto.

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