9 de jul de 2014

Culpados existem, aos montes...

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Acredito que a camisa rubro-negra atemorizou seleçãozinha.

Edinho, filho de Pelé, é preso em Santos por lavagem de dinheiro.

Vaca fica em cima de poste após enchente baixar no Rio Grande do Sul.

Após derrota do Brasil, São Paulo tem onda de ataques a ônibus e saque em loja.

Dilma teme reflexo da Copa na eleição - Petista tem medo de que derrota em campo e economia desaquecida afetem eleições.

A presidente Dilma Rousseff nada teria a ver com o vexame protagonizado pela Seleção brasileira na tarde de ontem no Mineirão se não tivesse tentado afoitamente se aproveitar da Copa em benefício de sua candidatura; tendo feito isso de caso pensado, a tragédia de ontem volta-se também contra ela. (Merval Pereira) 

Piada do dia: Entrega Felipão pro Luis Suárez.

Acertaram na Mega Sena? 

1) Candidatos a governador quase dobram fortuna - Total de bens declarados passou de R$ 179,7 milhões nas eleições passadas para R$ 342,3 milhões, uma evolução de 90%; o candidato a governador mais rico do país é o senador Eunício Oliveira (PMDB), líder nas pesquisas para a sucessão estadual no Ceará, com R$ 99 milhões; em segundo, aparece Reinaldo Azambuja (PSDB), na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul, com R$ 37,8 milhões. 
2) Maioria dos candidatos à reeleição na Câmara enriquece. (TSE). 

3) Pelo menos 44 deputados do Rio ficaram mais ricos durante mandato. 

Quem pensa que a truta mudou? - Empresas que vão explorar vagas de estacionamento no Rio arrecadarão R$ 710 milhões.

Governador Geraldo Alckmin, do PSDB, que concorre à reeleição têm 56,4% dos votos. (Instituto Veritá) 

Jornais internacionais e a Copa: Na Argentina, o Clarín falou em surra histórica, o espanhol Sport disse que o resultado é pior que o Maracanazo de 1950; l’Équipe manchetou O desastre, afirmando que a seleção brasileira foi esmagada pela Alemanha; na Itália, os principais termos usados foram humilhação e resultado histórico.

Israel aumenta ataques contra Gaza e diz estar pronto para escalada do conflito.

Papa Francisco destitui presidente do Banco do Vaticano. Instituição da Igreja Católica sofre com escândalos de lavagem de dinheiro e crise financeira.

Único jogador a disputar três finais de Copa do Mundo na história da competição, Cafu foi barrado no vestiário da seleção brasileira após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, nesta terça-feira. De acordo com ex-lateral, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin, foi quem pediu para que saísse do local, onde estava para dar apoio aos jogadores. (Estadão) 


Copa das Copas: Alemanha 7 x Dilma-PT 1 - Leia

Recado de Torcedores - Extensivo ao PT - sem Exceção
Brasileiros, presentes na abertura da Copa cantaram: Dilma, vá tomar na cara em alguns momentos da competição, deixando claro o descontentamento com os desmandos, a incompetência e a corrupção que vandaliza o país, aparentemente com mais intensidade, no atual mandato presidencial.
O mundo inteiro viu e ouviu, apesar da imprensa brasileira ter feito o possível para atenuar o fato. 
Ficou feio? Claro que ficou. Horrível, deplorável!!!
Mas, eu pergunto:
- Apoiar e proteger ladrões, mesmo condenados pela justiça, é um gesto bonito?
- Desviar os recursos da educação, da saúde, da segurança, da infraestrutura, seria mais digno do que mandar tomar no ...ú?
- Fomentar conflitos raciais, diferenciando índios, negros e brancos, como se, de fato, fossem raças distintas, inclusive em capacidade intelectual, é mais bonito do que utilizar expressões de baixo calão?
- Desrespeitar e o desprezar valores familiares, propondo comemorar, nas escolas públicas, o dia do cuidador, ao invés de dia das mães ou dos pais, é digno?
- Emprestar o dinheiro do povo, para construir, em Cuba e em outros países de ditadores sanguinários, enquanto nos falta o que lá se inaugura, é menos agressivo?
- Desperdiçar recursos, criando meia centena de ministérios, para acomodar interesses de políticos, é menos degradante?
- Abandonar nossos professores, à própria sorte, inclusive apanhando de alunos, no cumprimento de seu trabalho, é melhor do que ouvir esta palavrinha?
- Construir uma dúzia de desnecessários estádios, com dinheiro público, é bonito?
- Financiar movimentos sociais, de xyzwhijps, é mais nobre do que xingar?
- Destruir o patrimônio do trabalhador, investir na Petrobrás, com incompetência, capaz de desvalorizar mais de 100 bilhões, em seu valor, de mercado é admissível?
- Deixar crianças sem escola, pobres morrendo, jogados em corredores de hospitais, balas perdidas assassinando inocentes, ladrões e assassinos sem punição adequada, trabalhadores sem transporte digno, toda uma nação insegura, é menos pornográfico do que falar C&?
Faz-se oportuno lembrar que foi desrespeitando a população, que o PT nasceu e cresceu.
Foi com piquetes, impedindo que trabalhadores entrassem nas fábricas, que motoristas dirigissem os ônibus. Foi interrompendo ruas e estradas e desrespeitando o sagrado direito de ir e vir livremente, previsto em nossa constituição, fomentando greves e tumultos que seus lideres chegaram onde estão.
Portanto, o que assistimos, no momento, é o PT provando do próprio veneno, ou seja, sendo desrespeitado tanto quanto desrespeita. Talvez, menos.
Confesso que ainda acredito que um erro não justifica outro e que não são, este o tipo de comportamento e este padrão de educação, que me farão crer que o país esteja melhorando.
Porém, mesmo não tendo ido ao estádio e nem assistido ao jogo, porque não me agrada o futebol, sou capaz de entender a manifestação dos presentes.
Afinal, tenho a nítida sensação que, de alguma forma, nossos governantes tem mandado a necessidade dos brasileiros às favas.
REDE o que eles têm feito, ao País, é tão horrendo, que o comportamento dos torcedores me pareceu revide, não agressão.
E, talvez, por tudo isto, o gesto dos torcedores brasileiros, embora feio, pareceu bonito. (Ademir Rosa Silva) 
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Dos colunistas da imprensa familiar brasileira, ninguém conseguiu expressar com tanta clareza o pensamento vira-lata quanto Arnaldo Jabor. Foi ele quem, antes da Copa, publicou que o Brasil estaria prestes a sofrer um vexame internacional naquela que seria a Copa do Medo (relembre aqui). 

Agora, num novo artigo, chamado Gramados verdes, céus azuis, ele diz estar sendo feliz nos últimos dias, mas faz uma ressalva. A alegria tem data para acabar. 

Esta Copa de 2014 nos trouxe de volta um sentimento semelhante – temos alguma causa em comum, um desejo de vitória, um desejo de avanço, uma alegria que não sentíamos havia muito tempo. Por algumas semanas perdemos a sensação de tudo ser fragmentário, inatingível, e um país possível surgiu a nossa frente. Alguém escreveu por aí que, se dedicássemos toda essa energia para mudar o Brasil politicamente, seria um chuá ou um banho, como se dizia em futebol, diz ele.

Mas Jabor faz um alerta. Daqui a uma semana, voltará o sentimento de excesso, de insolubilidade para os problemas do mundo, estaremos de novo em trânsito como carros engarrafados, dominados por celulares, por circuitos sem pausa, com nossa identidade cada vez mais programada. Depois da sensação de passado, estaremos sem presente. Voltará o suspense diante do destino político, principalmente com as eleições. Estamos no intervalo. Que nos espera depois do jogo contra a Alemanha? Que nos espera em Brasília?, questiona.

Como a tragédia prevista para a Copa não aconteceu, ele apenas adiou seu mau agouro para o País. É mais ou menos isso que tenho sentido nesta Copa, que parece um flashback de felicidade. Como naquela visão artística de Zizinho, tenho sido bem feliz nas últimas semanas. Até que a depressão dos tempos brasileiros volte a se instalar.

Pouco antes do Mundial, Jabor foi peremptório sobre a incapacidade brasileira de realizar um evento como a Copa do Mundo. Eis o que ele escreveu: Somos hoje uma nação de humilhados e ofendidos, debaixo da chuva de mentiras políticas, violência e crimes sem punição. Descobrimos que o País é dominado por ladrões de galinha, por batedores de carteira e traficantes. E mais grave: a solidariedade natural, quase instintiva, das pessoas está acabando. Já há uma grande violência do povo contra si mesmo. Garotos decapitam outros numa prisão, ônibus são queimados por nada, meninas em fogo, presos massacrados, crianças assassinadas por pais e mães, uma revolta sem rumo, um rancor geral contra tudo. Repito: estamos vivendo uma mutação histórica.

O mais claro sinal de que vivemos uma mutação histórica é esta Copa do Medo. Há o suspense de saber se haverá um vexame internacional que já nos ameaça. Será péssimo para tudo, para economia, transações políticas, se ficar visível com clareza sinistra nossa incompetência endêmica, secular. Nunca pensei em ver isso. O amor pelo futebol parecia-me indestrutível. O governo pensava assim também, com o luxo dos gastos para o grande circo. E as placas nas ruas se sucedem: Abaixo a Copa!. Queremos uma vida padrão Fifa!

Como vão jogar nossos craques? Com que cabeça? Será possível ganharmos com este baixo astral, com a gritaria de manifestantes invadindo os estádios? Haverá espírito esportivo que apague essa tristeza?

Antes, nas copas do mundo, éramos a pátria de chuteiras. Hoje, somos chuteiras sem pátria.

Os vira-latas perderam a aposta. E o maior derrotado foi ele mesmo. (Arnaldo Jabor) 
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A falta que Joaquim Barbosa faz.
Mais cedo do que se pensava, o ministro Joaquim Barbosa começa a fazer falta. Formalmente, ainda não tramitaram os papéis de sua aposentadoria, mas ele já está fora da presidência e do próprio Supremo Tribunal Federal. Como também, meses atrás, despediu-se do Tribunal Superior Eleitoral. É uma pena, porque se estivesse no exercício de suas funções, para ele se voltariam as expectativas de quantos pretendem interromper a marcha dos corruptos no processo eleitoral.
Explica-se: caberá à Justiça Eleitoral decidir sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa para impedir que políticos corruptos concorram às eleições. São montes deles, a maioria agarrada ao artigo que exige condenação por um colegiado para a negativa de registro de candidatos. Não basta a sentença de um juiz singular, exige-se a confirmação na segunda instância.
Como agirão o TSE e os tribunais eleitorais estaduais? Abrirão o registro para notórios vigaristas, por faltar-lhes uma segunda condenação, ou encontrarão nos meandros da legislação mecanismos capazes de afastar os corruptos das urnas? Nessa hora é que Joaquim Barbosa faz falta.
É bom ir com calma.
No primeiro dia de campanhas liberadas, domingo, os candidatos presidenciais, com todo o respeito, estavam na ponta dos cascos, como se falava nos tempos em que o turfe era popular. Justifica-se, pelo início formal da carreira. Aécio Neves não poupou Dilma Rousseff e agrediu Eduardo Campos. Este não ficou atrás, e a própria presidente, mesmo sem ir para a rua, bateu firme nos adversários, em mensagem televisiva.
A gente fica pensando se o processo desenvolver-se como começou, ou seja, no estilo bola de neve descendo a ladeira. Seria bom tomar cuidado, pois campanhas eleitorais são como coceira: basta começar para não parar. Especialmente porque o eleitorado, ao contrário das primeiras impressões, rejeita o baixo nível. É bom ir com calma. (Carlos Chagas)

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