16 de jun de 2014

Copa é Copa, o resto envergonha...

Cinismo não se esconde... 

Quando Lula disse algo contra os que xingaram Dilma, voltemos no tempo... 

1. Quatro momentos de Lula provam que um grosseirão sem cura agora se fantasia de doutor honoris causa em boas maneiras: 

2. Aconselhado pelo medo de vaia a manter distância do estádio bilionário que concebeu em parceria com a Odebrecht, Lula acompanhou pela TV a goleada sonora imposta a Dilma Rousseff, durante o jogo contra a Croácia, por milhares de brasileiros que cantaram o Hino Nacional a capela e festejaram a vitória da Seleção. O padrinho só entrou em combate quando a afilhada já batera em retirada. 

3. Eu vi uma parte da manifestação contra a presidenta Dilma e eu fiquei pensando que não é nem dinheiro nem escola nem títulos de doutor que dão educação para as pessoas, começou a aula de farisaísmo eleitoreiro. Educação se recebe dentro de casa. Eu nunca tive coragem de faltar com respeito a um presidente da República

4. Conversa de 171. Em 1987, por exemplo, num comício em Aracaju, Lula qualificou o então presidente José Sarney de o maior ladrão da Nova República. Não esperou que Fernando Collor deixasse o Planalto para acusá-lo de assaltante. E seu vocabulário não passaria de 300 palavras se fossem suprimidos os termos que usa de meio em meio minuto quando está longe do microfone. 

5. No ótimo Viagens com o Presidente, os jornalistas Eduardo Scolese e Leonencio Nossa relatam episódios que testemunharam e histórias que colheram durante os quatro anos em que, a serviço da Folha e do Estadão, seguiram os passos do chefe de governo. Confira quatro momentos pescados no oceano de patifarias verbais. Diferentemente do livro, que expõe com crueza o estilo do grosseirão sem cura, asteriscos fazem o papel de vogais e consoantes nos palavrões cuja publicação é vetada pelas normas do site de Veja:

Insultando os vizinhos

6. O fato se dá em Tóquio, no Japão, no final de maio de 2005. Uma dose caprichada de uísque com gelo e, antes mesmo do inicio do jantar, Lula manda servir o segundo, o terceiro e o quarto copos. Visivelmente alterado: - Tem horas, meus caros, que eu tenho vontade de mandar o Kirchner para a p*** que o pariu. É verdade. Eu tenho mesmo - afirma, aos gritos. - A verdade é que nós temos que ter saco para aturar a Argentina. E o Jorge Battle, do Uruguai? Aquele lá não é uruguaio po*** nenhuma. Foi criado nos Estados Unidos. É filhote dos americanos. O Chile é uma m****. O Chile é uma piada. Eles fazem os acordos lá deles com os americanos. Querem mais é que a gente se fo** por aqui. Eles estão cag***do para nós. (págs 270 e 271)

Insultando companheiras

7. Numa audiência com a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, na época em que o governo começa a discutir a transposição de parte das águas do São Francisco, o Presidente ouve opiniões contrárias dela e dos técnicos: - Marina, essa coisa de Meio Ambiente é igual a um exame de próstata. Não dá para ficar virgem toda a vida. Uma hora eles vão ter que enfiar o dedo no ** da gente. Companheira, se é para enfiar, é melhor enfiar logo. (Pág 71).

Insultando Ministros

8. Antes de uma cerimônia no palácio, Lula se próxima do assessor para assuntos internacionais, o professor Marco Aurelio Garcia, e diz: - Marco Aurélio, eu já mandei você tomar no ** hoje? O professor sorri. (Pág. 71).

Insultando Assessores

9. Na suíte do hotel, recebe das mãos de assessores discurso sobre combate mundial à fome. Diante do ministro Celso Amorim e dos auxiliares do Planalto e do Itamaraty, folheia rapidamente a papelada e arremessa a metros de distância: - Enfiem no ** esse discurso, c****. Não é isso que eu quero, po***. Eu não vou ler essa m****. Vai todo mundo tomar no **.  Mudem isso, rápido. (Pág. 249). 

10. Esses exemplos bastam para exibir a nudez do reizinho. Inquieto com as rachaduras no poste que instalou no Planalto, o presidente honorário do grande clube dos cafajestes tenta impedir o desabamento fantasiado de doutor honoris causa em boas maneiras. Haja cinismo. 

Ainda o Decreto 8.243/2014
Não sei se a notícia abaixo, deve ser comemorada ou lamentada!...
A manutenção desse malfadado Decreto 8.243, expedido sorrateiramente pela presidente DIImáh e sobre o qual já me manifestei duas vezes (Mudança de Regime por Decreto, em 30/05/2014 e O futuro bolivariano chegou, em 04/06/2014), poderia ser um ótimo instrumento para a definitiva conscientização de nosso povo e a consequente derrota do PT apóstata, que sonha em implantar aqui um 4°. Poder, acima dos 3 Poderes definidos por nossa Constituição!
Contudo, a torcida por essa hipótese, estaria me colocando no mesmo balaio desses PTistas apóstatas, que praticam desbragadamente o lema de que ...os fins justificam os meios...!
Assim, ao invés de lamentar, vamos torcer para que o Senado e a Câmara brasileiros, por bem ou por mal, façam com que esse Decreto seja revogado, por quem o emitiu!
Como diz o sr. Renan Calheiros (que espanto!!!!), ...quem representa o povo é o Congresso Nacional e, por este motivo, o ideal .....é que a proposta seja enviada através de um projeto de lei ou mesmo através de uma medida provisória, para que sejam aqui aprimorados e possam receber as insubstituíveis colaborações e aprimoramentos...
Quer mudar o regime brasileiro, sra. presidente, e transformar o nosso País em um novo enclave bolivariano? Utilize os caminhos estabelecidos por nossa Constituição! (Márcio Dayrell Batitucci) 

Presidentes da Câmara e do Senado cobraram que o Palácio do Planalto desista da medida; PMDB já anunciou que trabalhará para derrubar o texto.

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Pressão - Partidos dão prazo para Dilma revogar decreto (Reuters)
 

A mobilização que começou nas bancadas de oposição se espalhou pelos partidos governistas, e o Congresso Nacional decidiu reagir ao Decreto 8.243/2014, assinado pela presidente Dilma Rousseff. A medida institui, numa canetada, a participação de integrantes da sociedade civil (como integrantes de movimentos sociais) em todos os órgãos da administração pública, num ataque à democracia representativa.

Pressionados por líderes de partidos, os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediram pessoalmente à presidente, que hoje compareceu ao Congresso para a Convenção Nacional do PMDB, que desista do decreto. Conforme antecipou a coluna Radar on-line, Alves já havia procurado o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) para pedir a revogação do texto.

Alves foi particularmente bombardeado por ter se recusado a colocar em votação um decreto legislativo da oposição para anular os efeitos do decreto de Dilma. Nesta terça, porém, mudou o discurso e vocalizou o sentimento hoje majoritário no Congresso: Se até amanhã o governo não atender, nós vamos votar a favor da derrubada do decreto. Segundo aliados, dois fatores pesaram para a mudança de atitude do deputado: a pressão do próprio PMDB contra o decreto e a irritação pessoal com a desistência de última hora de Dilma em participar da inauguração do aeroporto potiguar de São Gonçalo do Amarante. Alves é candidato ao governo do Estado e espera ter Dilma em seu palanque. Ainda não pautei o projeto para, ao meu estilo, tentar a retirada do decreto, justificou-se.

Em plenário, Renan também pediu que o Palácio do Planalto recue: Sempre defendi a ampliação da participação popular, mas não é aconselhável que se recorra a um decreto para tal. Quem representa o povo é o Congresso Nacional e, por este motivo, o ideal – eu falei isso para a presidente e queria repetir aqui – é que a proposta seja enviada através de um projeto de lei ou mesmo através de uma medida provisória, para que sejam aqui aprimorados, para que possam receber as insubstituíveis colaborações e aprimoramentos dos deputados e dos senadores.

O líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), disse que o partido vai apoiar a derrubada do texto caso Dilma não recue da decisão. Cinco partidos já anunciaram obstrução às votações na Câmara: DEM, PSDB, PPS, PSD e Solidariedade. 

Nesta terça-feira, a sessão da Câmara voltou a ser tomada por críticas ao decreto de Dilma. O texto foi classificado de autoritário e ditatorial por deputados da oposição. Se a presidente revogar a matéria, será um recuo salutar. É um ato de humildade, argumentou o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE). (Marcela Mattos, de Brasília) 

Leia também: 
O lado eleitoreiro do decreto bolivariano de Dilma - Leia
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Michael Schumacher sai do coma e deixa o hospital
1. A família do ex-piloto de Fórmula 1 agradeceu a equipe médica francesa, mas não revelou para onde Schumacher será levado para continuar se recuperando.
2. Michael Schumacher, hospitalizado na França desde o dia 29 de dezembro depois de sofrer um acidente enquanto esquiava, saiu do coma e já deixou o hospital universitário de Grenoble para prosseguir sua longa fase de recuperação, anunciou nesta segunda-feira a porta-voz da família, Sabine Kehm. A família não revelou para onde Schumacher será levado para continuar seu tratamento. Antes do acidente, o ex-piloto de Fórmula 1 morava com sua família da Suíça.
3. Sabine agradeceu em comunicado o tratamento recebido por parte dos médicos, enfermeiras e terapeutas do centro hospitalar. Ela fez questão de ressaltar o excelente trabalho nestes meses de internação. (Agência EFE) 

Realmente, o PT não é igual aos outros: é diferente, e como!

Padrão FIFA e Corrupção
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Copa comprada, apito amigo, onze notas.
Só há uma coisa mais aborrecida do que aquela abertura chinfrim da Copa: discutir o futebol a partir de posições partidárias. Eta, gente chata! E deslocada: em geral, não sabe quem é a bola e acha que impedimento é depor o Collor. A última discussão imbecil é a da compra da Copa: como muita gente acha que o pênalti em Fred não foi pênalti (este colunista, em minoria, acha que foi), surgiu a lenda de que a Copa foi comprada para reeleger Dilma. Coisa de quem não entende de política: o Brasil perdeu a Copa de 98 e Fernando Henrique se reelegeu, o Brasil ganhou 2002 e o candidato de Fernando Henrique perdeu. E não entende de futebol: se esta Copa é comprada, e as outras? Digamos, a de 86, com o gol de mão de Maradona contra a Inglaterra - e a Argentina bicampeã do mundo?
Como a de 1962, vencida pela indiscutível Seleção de Gilmar, Djalma Santos e Mauro; Zito, Zózimo e Nílton Santos; Garrincha, Didi, Vavá, Pelé (Amarildo) e Zagalo. Contra a Espanha (sem Pelé, com distensão muscular), o Brasil perdia por 1×0, gol de Rodríguez. O ponta-direita Collar foi derrubado na área por Nílton Santos - que, malandro, saiu da área. O juiz chileno Sérgio Bustamante deu falta, não pênalti. Na cobrança, Puskas marcou de bicicleta. O juiz anulou, por jogo perigoso. O Brasil virou o jogo com dois gols de Amarildo, substituto de Pelé. Na semifinal, Garrincha, o maior jogador da Copa, foi expulso. Seria suspenso - mas o juiz uruguaio Esteban Marino sumiu sem apresentar seu relatório. Garrincha pôde jogar contra os tchecos. Brasil, 3×1, bicampeão do mundo.
Em tempo
Esteban Marino tinha viajado para o Uruguai, com passagem oferecida pelo Brasil. Depois apitou muitos anos em São Paulo, sempre com fama de bom juiz.
Por favor
E agora, que tal voltar a discutir futebol como futebol, não como ideologia?/ Pau que dá em Chico
O PT, com apoio do PMDB, está ralentando a investigação na CPI da Petrobras, sob protestos do PSDB. Em compensação, o PT acusa o PMDB de ficar ao lado do PSDB, ralentando a instalação da CPI da Alstom, destinada a investigar pagamento de propinas aos Governos tucanos de São Paulo e do DEM de Brasília, para atuar em condições mais vantajosas no setor do Metrô e trens urbanos.
O PT tem razão: PSDB e PMDB até agora não indicaram nomes para compor a CPI da Alstom. O PSDB, claro, como alvo da CPI; o PMDB porque parece entender que, quanto menos se investigar, melhor para todos./ Quem tem, cuida.
Jogo de equipe
A CPI sobre Metrô e trens urbanos pode levantar dados interessantes. Por exemplo, até agora só o chefe da Casa Civil do Governo Mário Covas, Robson Marinho, vem sendo acusado de irregularidades. Por mais poderoso que fosse, Marinho jamais teria condições de agir sozinho. Certamente teve que dividir o pudim.
Com quem? Falta investigar os outros secretários do Governo Covas.
Fomos lembrados!
Quem disse que os parlamentares não pensam nos cidadãos? A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou a criação do Dia Nacional do Palhaço.
Entre amigos
Dilma confirmou: vai à Convenção Nacional do PCdoB em Brasília, dia 27. Estará entre amigos, todos disciplinados. Onde, enfim, não será vaiada.
Tucanos trabalhando 1
A Unicamp, uma das universidades mais prestigiosas do país, ligada ao Governo paulista, tem um hospital da maior importância. Neste momento, o Hospital Universitário da Unicamp está atendendo apenas situações de emergência. Foram suspensas 470 cirurgias nos últimos dias, por ferrugem nos instrumentos.
Tucanos trabalhando 2
O Incor, Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, de fama internacional, está sem gaze. Numa farmácia, no varejo, um pacote de gaze com 500 unidades custa R$ 37. No atacado deve ser mais barato.
Petistas trabalhando 1
O caro leitor acredita no que lê sobre a dengue? Talvez esteja equivocado: reportagem do ótimo Agostinho Teixeira, do Grupo Bandeirantes, mostra que foram forjados pelo menos os boletins para identificar focos de dengue”feitos na Zona Norte de São Paulo. Teixeira gravou agentes da Vigilância em Saúde: os agentes estão na rua, sem supervisão, livres para fazer o que quiserem. Ninguém verifica nada. É para tapear mesmo.
Uma bióloga responsável pelo controle da dengue no bairro da Casa Verde, Eliana Colucci, disse que é impossível saber se os números são verdadeiros. O município ainda não tem supervisores de campo, o agente para supervisionar as equipes. E pode acontecer fraude no trabalho.
Petistas trabalhando 2
Com números duvidosos, a presidente Dilma acaba dizendo que notícias sobre a epidemia de dengue, no inverno, foram divulgadas para prejudicar a Copa. Alguém precisa contar à presidente que não estamos ainda no inverno. Que ao menos em São Paulo o outono está quente.
E a dengue vai bem, obrigado. (Carlos Brickmann)

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