27 de jun de 2014

As oitavas chegando...

A mais rentável de todas as Copas do Mundo 

A FIFA terá ganhos de mais de 4.000 milhões de euros após a competição. Para o Brasil, no entanto, significa mais despesa de 11.500 milhões de Dólares. Diz jornal argentino Clarim: o lucro da FIFA

Esta é a mais lucrativa de todas as Copas do Mundo. A vigésima edição do torneio organizado pela FIFA vai ceder à organização internacional sem fins lucrativos, como afirmou, o lucro líquido de mais de 4.000 bilhões como a própria empresa admitiu. Para o governo brasileiro, a competição representou um desembolso final de 11 milhões e meio de euros, dos quais 3 milhões e 600 mil foram gastos na construção dos 12 estádios da Copa do Mundo.

As obras dessas chamadas arenas foram suportados por consórcios privados, mas acabaram sendo pagas por banco estatal. Assim, 84% de todos o dinheiro que foi consumido por este mega evento veio exclusivamente dos cofres públicos, ou seja, dos impostos pagos pelos brasileiros. Não é só isso. FIFA recebeu, como compensação por ter escolhido o Brasil como o anfitrião, um presente sem precedentes para este tipo de evento: foi dispensada do pagamento de impostos. No total, o governo brasileiro deixou de receber 500 milhões de euros.

Os rendimentos desta Federação Internacional veio de mais de 900 contratos comerciais. De acordo com um relatório da entidade, 60% dessa renda vem da venda de direitos de transmissão de TV; outros 40% é marketing. Esta receita recorde representa um aumento de 22% sobre os lucros obtidos na Copa do Mundo da África do Sul, e implica 100% a mais do que a renda recebida pela FIFA, na Alemanha em 2006.

Na conferência de imprensa final de Jerome Valcke, no Rio de Janeiro, o secretário-geral da FIFA disse que nunca pediu ao governo brasileiro para ser dispensado do pagamento de impostos. Nessa entrevista coletiva com jornalistas, reiterou o líder, que, por isso, a FIFA é uma organização sem fins lucrativos, ou seja, o equivalente a uma ONG. O fato é que, no acordo assinado com o Brasil em 2007, essa condição de isenção de impostos foi incluída no documento, que, em seguida, foi transformado em lei em 2012 pela presidente Dilma Rousseff. (Eleonora Gosman, Clarim, correspondente SP)
MPF pede demissão de primo de Rose Noronha do Ministério dos Transportes.

Marcelo Peixoto ganhou cargo depois pedido da ex-chefe de gabinete da Presidência em SP.

Rose Noronha cobrou nomeação do primo em Ministério antes do Natal de 2009.

O MPF (Ministério Público Federal) informou nesta terça-feira (24) que pediu a exoneração imediata do servidor Marcelo de Lara Peixoto de cargo em comissão para o qual foi nomeado em 2009 no Ministério dos Transportes.

Peixoto é primo de Rosemary Noronha, então chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo na época em que a PF (Polícia Federal) realizou a Operação Porto Seguro.


O gabinete do Ministro dos Transportes informou que já tomou as providências para atender a recomendação do MPF para a exoneração

A ação da PF identificou uma quadrilha que operava infiltrada em órgãos federais para favorecer interesses privados na tramitação de processos. Os membros do grupo foram denunciados por crimes como formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência, falsidade ideológica e falsificação de documento particular.

O servidor ganhou um cargo na extinta RFF (Rede Ferroviária Federal em São Paulo) no período em que a parente atuava no âmbito da Administração Pública favorecendo familiares e terceiros. 

As investigações da PF, durante a Operação Porto Seguro, flagraram diversas trocas de e-mails entre Rose Noronha e Paulo Vieira. Ao lado de outras pessoas, entre elas vários servidores públicos, os dois participavam de um esquema criminoso que favorecia interesses de particulares perante a Administração Pública.

Os e-mails interceptados pela PF com autorização judicial revelam a indevida solicitação, por parte de Rosemary, da nomeação, com urgência, do primo Marcelo Peixoto para o cargo comissionado no Ministério dos Transportes.

Um e-mail de 16 de dezembro de 2009 revela que Rose exigiu a nomeação do primo antes do Natal daquele ano. Em 23 de dezembro, ele foi nomeado. Para o MPF, o ato de nomeação violou os princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade e da moralidade, já que resultou diretamente da troca de favores entre Rosemary e Paulo Vieira.

A autora do pedido de exoneração de Peixoto, a procuradora da República Thaméa Danelon, destaca que, ao praticar ato que visa ao atendimento de interesses individuais, como é o caso, a Administração Pública desvirtua o interesse público - o que torna ilegal a nomeação.

- O próprio Supremo Tribunal Federal já consagrou o entendimento de que a prática do nepotismo viola a Constituição Federal. Além disso, há ainda o Decreto nº 7.203 de 2010, que dispõe sobre nepotismo no âmbito da Administração Pública federal e prevê, em seu artigo 5º, que as entidades devem exonerar o agente público em situação de nepotismo, sob pena de responsabilidade.

A demissão de Peixoto depende do Ministério dos Transportes, responsável por nomear e exonerar servidores da pasta. Marcelo de Lara Peixoto foi nomeado pelo então ministro Alfredo Nascimento.

A recomendação foi encaminhada com o intermédio do procurador-geral da República Rodrigo Janot no último dia 3 de junho. O ministro dos Transportes, César Augusto Rabello Borges, tem 30 dias, a partir do recebimento da recomendação, para exonerar o primo de Rosemary. Ele deve ainda enviar ao MPF documentos que comprovem a exoneração.

Apesar de ser datado no dia 3, o documento deu entrada no Ministério no dia 10, diz nota do ministério. (Estadão) 

Mea culpa.... 

Finalmente, alguém da cúpula do PT apóstata, reconhece publicamente que esse Partido não é composto de deuses e que, também, comete erros graves!

Já é um avanço o sr. Gilberto Carvalho, um dos estrategistas do PT apóstata, contradizer o guru maior, o sr. Lulla da Silva, e afirmar que ....o xingamento contra Dilma não partiu só da elite branca...

E que ... a corrupção existe, sim, em nosso meio e é denunciada pelo garçon, por meninos na rua, por pessoas no metrô... A insatisfação com o governo está nas ruas... 

Vamos torcer para que ...essa insatisfação que está nas ruas... se traduza na rejeição maior da população, em outubro e que esse PT apóstata seja enviado para casa, fazendo somente aquilo que ele sabia fazer: ser oposição! (Márcio Dayrell Batitucci) 

PT erra no diagnóstico sobre a insatisfação com governo, diz ministro 

O ministro Gilberto Carvalho afirma que o PT está errado no seu diagnóstico sobre a insatisfação da população com o governo da presidente Dilma Rousseff e tem alimentado a ilusão de que o povo pensa que está tudo bem.Acho um erro de diagnóstico, diz o ministro, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, em entrevista à Folha. E quando você não tem um bom diagnóstico, não tem um bom remédio. Carvalho, que condenou as vaias e xingamentos dirigidos a Dilma na abertura da Copa do Mundo, contrariou o discurso adotado pelo PT para reagir ao dizer, na semana passada, que os ataques não partiram só da elite branca O ministro diz que seu objetivo foi alertar para a generalização da insatisfação com o governo, fenômeno que, na sua opinião, tem origem num pensamento conservador ampliado com ajuda da mídia. Carvalho acredita que a presidente vai se reeleger em outubro, porque aposta que o PT conseguirá furar esse grande bloqueio na campanha e mostrar aos eleitores as realizações dos governos petistas nos últimos 12 anos. 

Folha - A afirmação de que o xingamento contra Dilma não partiu só da elite branca foi uma espécie de sincericídio? 
Gilberto Carvalho - Não. Foi muito consciente. Tenho feito esforço enorme para ter muita sintonia com as ruas e para não romper com aquilo que considero justo e honesto, mesmo que me custe. Prefiro ser criticado de sincericídio do que me omitir. 

Folha - Levou puxão de orelha? 
Nenhum. 

Folha - Mas reclamaram anonimamente pelos jornais... 
Só pelas costas [risos]. A única coisa que me incomoda é que a palavra sincericídio me subestima, me desqualifica, como se fosse um igrejeiro ingênuo. Repudio [o xingamento]. Uma chefe de Estado, uma mulher, uma pessoa que dá a vida pelo país, por sua história passada e presente, não pode ser alvo disso. 

Folha - Já houve xingamentos antes. 
No show do Rappa [em Ribeirão Preto, em maio]. Quando ouvi o xingamento no estádio, lembrei do show. Confirma um clima estimulado por opiniões na linha de criminalizar tudo que é da política com ódio e adjetivação. A pregação reiterada, acentuada no tempo do mensalão, difere de outros erros.

Folha - Como assim? 
Não nego atos de corrupção que tivemos. Infelizmente, eles aconteceram, têm de ser reprovados. Esses atos nos doem primeiro a nós mesmos. O problema é o tratamento que se dá a erros dos outros, como o mensalão tucano, que se chama de mensalão mineiro, nem do PSDB dizem que foi. A compra de votos para reeleger [o ex-presidente] Fernando Henrique [Cardoso], que não passou por nenhuma investigação porque havia naquele tempo um esquema para impedir. Precisamos ter clareza disso e combater, porque, do contrário, começa a ganhar corpo uma opinião cada vez mais ampla de que nós estamos prejudicando o país, de que inventamos a corrupção. 

Folha - O que baseou sua constatação sobre a elite branca
Quando chego em Curitiba e encontro um garçom falando que o PT é o mais corrupto da história. Quando vejo em Fortaleza meninos cobrando a questão da corrupção. Quando vi no metrô meninos entrando e puxando o coro do mesmo palavrão usado no estádio, não posso achar que é um fenômeno apenas na cabeça daquilo que está se chamando de elite branca. Há, sim, um pensamento conservador que se expressa fortemente por meio dos veículos de comunicação e que opera um cerco contra nós. E esse cerco tem dado resultado, na medida em que ganha amplitude. 

Folha - E qual o efeito sobre a eleição? 
Tenho muita convicção de que vamos ganhar. Conseguiremos furar esse grande bloqueio porque vamos poder mostrar para o país, num debate aberto, sem mediações, o que de fato foi e está sendo realizado. Essa minha fala está muito voltada para a necessidade de fazermos uma grande mobilização que não parta da ilusão de que o povo pensa que está tudo bem 

Folha - Mas estão negando isso no PT. 
Acho um erro de diagnóstico. E quando você não tem um bom diagnóstico, não tem um bom remédio. Para petistas, o xingamento surgiu da área VIP do estádio. Difícil identificar. Nem quero entrar nessa polêmica. O problema não é de onde surgiu, é a generalização. Olha, nós estamos felizes com a Copa, festejando até agora [bate três vezes na madeira, com punho direito fechado], porque nenhuma previsão catastrófica desses setores conservadores se confirmou. O país passa até agora muito bem pelo teste.

Folha - A frase da elite branca renega a ideia de Copa para todos? 
Nós não trabalhamos como trabalhamos para popularizar a Copa para isso. Os estádios estão povoados de brasileiros e estrangeiros que vêm também de setores populares. Fizemos coisas importantes como meia entrada, ingressos para áreas do Bolsa Família, para idosos, portadores de deficiência. Brigamos com a Fifa. Então não vou entrar nessa contradição de dizer que só a elite estava no Itaquerão. Se começou com a elite, e pode ter começado, preocupa ter ganhado adesão mais ampla. 

Folha - Mas foi Lula quem puxou esse discurso... 
Não vou polemizar com Lula nem com meus companheiros. Quero é trazer de volta essa gente, não quero generalizar e colocar os torcedores do Itaquerão do outro lado. Mesmo aqueles que xingaram a Dilma, de maneira inadequada, eu os quero conosco. Quero fazer pontes, não jogá-los do outro lado, na mão de quem quer tê-los. 

Folha - O sr. disse que a imagem de partido corrupto pegou em setores mais populares. Tenho certeza de que o PT tem na sua imensa maioria uma gente muito séria, honesta. Agora, precisamos de fato ter um rigor interno ético muito grande. Lutar desesperadamente pela reforma política para mudar o indutor da corrupção, que é o financiamento empresarial de campanha. Sinto isso na carne. 

Folha - Na carne? 
Porque vejo companheiros que acabam se enrolando muitas vezes nesses processos de corrupção, em grande parte induzidos por uma prática tradicional no país e que antes, insisto, não aparecia, porque não se investigava. Se houvesse o mesmo padrão de investigação que nós tivemos nesses últimos 12 anos, muita gente do governo anterior estaria na cadeia.

Folha - Fala de quais companheiros? 
Não quero personalizar. 

Folha - O sr. é responsável pela interlocução com os movimentos sociais, mas hoje o PT paga militância em campanhas. 
Acho que que, na justa medida em que nós nos tornamos uma grande instituição, fomos nos burocratizando. O PT trouxe inovações fundamentais para a ampliação da participação das pessoas na política e dar protagonismo a setores populares marginalizados. Mas o vírus da velha política também nos contaminou, em parte. Acho que não temos que sonhar romanticamente em reconstruir o PT de 1982, mas precisamos reconquistar o sentido coletivo de fazer política. Reanimar a militância. Na medida em que a gente foi se verticalizando, fomos nos tornando mais pragmáticos, perdendo a nossa mística. 

Folha - Será uma eleição mais difícil? 
Não tenho dúvida. Mas vamos ganhar. Há três candidaturas com certa viabilidade, com gente que saiu do nosso projeto [Eduardo Campos]. 

Folha - Dói para Lula ter Eduardo Campos como adversário? 
Sempre percebo um lamento. Não só pelo fato de ser amigo, também por ser do nosso projeto. Mas acho que não é o fim da linha. Espero que a gente se reencontre. 

Folha - O sr. falou que o PT se burocratizou. Como mudar? 
Precisamos produzir um grande debate interno. Acho que Lula tem toda condição de capitanear isso. Temos que rejuvenescer o partido. 

Folha - Com Lula candidato em 2018? 
Não acho que é contradição. Ele tem uma incrível capacidade de criar o novo. (Natuza Nery) 

A subversão comunista 
(anticristo) x sociedade judaico-cristã (capitalista)
Subversão: Se eu fosse o diabo, profecia de Paul Harvey de 1964,
torna-se a realidade do Brasil.

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