5 de mai de 2014

Andar eu ando, mas quando parar...

Rio põe 2.000 policiais a mais nas ruas.
Vamos fingir que acreditamos tá! Inflação deve atingir o teto da meta em 2014, aponta BC. As estimativas estão bem distantes do centro da meta (4,5%). Para 2015, a projeção foi mantida em 6%.
Federação inglesa está surtando com violência no Rio, diz funcionário. (Daily Mail)
Artigo publicado neste domingo (4) no jornal econômico Financial Times diz que o Brasil, uma vez o queridinho do mercado, está perdendo a preferência do investidor e precisa de um choque de credibilidade. O texto critica a presidente e a compara aos comediantes Irmãos Marx. O texto começa com um pobre Dilma Rousseff, dizendo que os preparativos para a Copa estão envergonhando o país e que os para as Olimpíadas de 2016 são os piores que o comitê internacional já viu.
Estimativa é de 257 mil casas no escuro. Após 10 anos do Luz Para Todos, 1 milhão vive sem energia.
Renan Calheiros lança filho ao governo de AL e anuncia apoio a Collor.
Judeu brasileiro estrangulou dezenas de nazistas, revela livro. Leia
Estiagem em SP: reservatório do Sistema Cantareira chega a 10%.
Ação de reintegração no Horto no Rio termina com feridos. Polícia usou bombas de efeito moral contra manifestantes.
Mortes abalam africanos no Ceará. Fortaleza tem comunidade de universitários da Guiné-Bissau que se sentem desamparados; dois morreram em hospitais da cidade.
Sob controle(?) - Governo monta esquema de guerra para Copa. Comitês de segurança estão sendo criados em cidades-sede e Dilma ficará de sobreaviso para atuar em casos extremos.
Ingerência política na Eletrobras ajuda a provocar um rombo de R$ 13 bi desde 2012. Este ano, empresa deve fechar no vermelho de novo.
Genoino, mesmo com cardiopatia gravíssima, quer sair para trabalhar e até já arranjou emprego. (Carlos Newton)
Dilma, de novo!
Vejam mais este vexame: a presidente Dilma foi vaiada por três vezes, na abertura da Expozebu, em Uberaba-MG.
Vamos torcer para que fatos desse tipo se repitam, na campanha eleitoral que se avizinha!
E que tudo isso seja um prenúncio de um basta da população brasileira, à esbórnia implantada neste País pelo PT apóstata-sindical!
Um dia depois de ser confirmada como a candidata do PT, Dilma foi a um evento do Agro Negócio: a Expozebu, em Uberaba, nas Minas Gerais. Ao fazer as tradicionais, politiqueiras e incumpridas promessas, recebeu uma, duas, três sonoras vaias do povo trabalhador do campo.
A mulher é teimosa.
Mesmo sabendo dos riscos de vaias, ela vai a eventos públicos. Nesse, em Uberaba, cometeu a imprevidência de não convocar os militantes, que sempre são chamados para sufocarem os apupos (afinal, estão ganhando bem só para isso; né?), e deu-se mal. Ninguém mais aguenta tantas mentiras, e as vaias começam logo no início dos discursos.
Neste sábado, 3 de maio, a presidente em busca da reeleição pousou em Uberaba para estrelar a abertura oficial da Expozebu. Descobriu que, se não convocar plateias amestradas, terá de conviver com o som do descontentamento em todas as aparições públicas. Desta vez, as vaias se distribuíram por três momentos. Começaram quando a visitante recebeu a medalha que celebra os 80 anos da Expozebu. Ressurgiram no início do discurso. E tornaram quase inaudível o fecho do falatório.
Gilberto Carvalho escorraçado em reunião.
Tragicômico o destrambelhado ministro falando de empregos que acontecerão na tal Copa, quando todo mundo sabe que milhares de idiotas úteis estarão trabalhando de graça como voluntários (volotários).
Escalado para exaltar a Copa do Brasil Maravilha, Gilberto Carvalho foi escorraçado da reunião com brasileiros fartos de vigarices.
Na chegada à sede do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, cenário da etapa carioca dos Diálogos Governo-Sociedade Civil Copa 2014, o sorriso confiante e a voz de orador da turma avisaram que o ministro Gilberto Carvalho estava em casa - e cercado por amigos de fé. Decerto imaginou que passaria as duas horas seguintes saboreando aplausos e carícias verbais da plateia amestrada, formada por integrantes dos movimentos sociais. Todos estavam ali para aprender que a Copa da Roubalheira, vista de perto, é outra soberba evidência de que o Brasil vai tão bem que, se melhorar, estraga.
Quebrou a cara, informa o vídeo. Já na entrada do auditório o sorriso morreu, esganado pela inscrição na faixa pendurada atrás da mesa no palco: Não vai ter Copa. A voz começou a claudicar com as primeiras manifestações de hostilidade, e a autoconfiança foi dissolvida pela pancadaria sonora. Durante 15 minutos, a caixa preta ambulante lutou bravamente para sobreviver às vaias, apupos, risos debochados, apartes desmoralizantes, gargalhadas irônicas e cobranças de promessas ainda estacionadas no palanque.
Enfim, rendido ao som da fúria, interrompeu o falatório, deu o encontro por findo, prometeu voltar em agosto e caiu fora da zona conflagrada. Até capitular, o camelô de embustes esforçou-se para vender, à freguesia, o conto da Copa. Jurou que a mina de dinheiro da Fifa, vista de perto, é uma usina de empregos para nativos. Lembrou que já trabalhou em favela, celebrou o Minha Casa, Minha Vida, culpou a oposição pelo atraso nas obras, pediu paciência aos presentes, fez o diabo. Nada funcionou.
Gilberto Carvalho preparou-se para uma festiva noitada no Brasil Maravilha. Só depois de consumado o fiasco descobriu que estava no Brasil real. É um país habitado por gente farta de vigarices. E é cada vez mais populoso.

Rolezinho em Shoping de Munique, Alemanha
 Uma Criatura
Sei de uma criatura antiga e formidável,
Que a si mesma devora os membros e as entranhas,
Com a sofreguidão da fome insaciável.
Habita juntamente os vales e as montanhas;
E no mar, que se rasga, à maneira do abismo,
Espreguiça-se toda em convulsões estranhas.
Traz impresso na fronte o obscuro despotismo;
Cada olhar que despede, acerbo e mavioso,
Parece uma expansão de amor e egoísmo.
Friamente contempla o desespero e o gozo,
Gosta do colibri, como gosta do verme,
E cinge ao coração o belo e o monstruoso.
Para ela o chacal é, como a rola, inerme;
E caminha na terra imperturbável, como
Pelo vasto arealum vasto paquiderme.
Na árvore que rebenta o seu primeiro gomo
Vem a folha, que lento e lento se desdobra,
Depois a flor, depois o suspirado pomo.
Pois essa criatura está em toda a obra:
Cresta o seio da flor e corrompe-lhe o fruto,
E é nesse destruir que as suas forças dobra.
Ama de igual amor o poluto e o impoluto;
Começa e recomeça uma perpétua lida;
E sorrindo obedece ao divino estatuto.
Tu dirás que é a morte; eu direi que é a vida. 
(Machado de Assis)

Nenhum comentário: