8 de abr de 2014

Teremos Copa ou Cozinha ?....

O rabo está abanando o cachorro
José foi assaltado. Levaram o carro dele.
Ao chegar em casa de táxi, ele imediatamente assumiu a culpa pelo roubo: eu dei bobeira, não deveria ter parado naquele semáforo.
Maria foi estuprada, e quase morreu. Ao prestar depoimento, ela deixou bem clara sua responsabilidade pelo episódio: eu vacilei, não deveria ter ido comprar pão sozinha.
Um ladrão arrancou o telefone celular das mãos de João enquanto ele atendia uma ligação. Ele - o João, e não o ladrão - assumiu total culpa pelo crime: eu não sei onde estava com a cabeça quando fui atender uma ligação no meio da rua.
Maria foi morta durante um assalto. Ela gritou e acabou levando um tiro. Por ocasião de seu enterro, Maria foi condenada por todos os presentes: que estupidez dela ter gritado, todo mundo sabe que durante um assalto o melhor é ficar em silêncio.
Mário, um dedicado Policial Militar, foi morto a tiros por traficantes do morro no qual morava. Seus familiares, entrevistados por um jornalista, o recriminaram duramente: ele sempre foi cabeça-dura, nunca quis esconder a farda quando voltava para casa.
No mesmo morro Paulo, um líder comunitário, foi esfaqueado até a morte pelos mesmos traficantes. Seus amigos o criticaram ferozmente: que falta de juízo, procurar a Polícia para denunciar que o crime estava dominando o morro.
Marcos teve sua loja assaltada, e quase levou um tiro. Seus empregados reclamaram dele: que estupidez, deixar aquele monte de mercadoria exposta na vitrinaMarcos passou a deixar tudo trancado em um cofre. Mas a loja foi assaltada de novo, e um de seus funcionários, após quase levar um tiro por ter demorado a abrir o cofre, agrediu-o violentamente: seu miserável, fica trancando tudo, mais preocupado com as mercadorias do que com a gente, e quase levamos um tiro por sua causa.
Carlos estava jantando com sua namorada em um movimentado restaurante quando uma quadrilha armada saqueou todos os clientes. Seu futuro sogro não gostou: este rapaz é um irresponsável, ele sabe muito bem que não estamos em época de ficar bestando por aí, jantando fora, e acabou passando por um assalto e traumatizando minha filha.
Joel entrou em um subúrbio com o caminhão da empresa para entregar pacotes de biscoito nos bares de lá. Após ter tido os produtos e o caminhão roubados, e quase ter sido morto, foi despedido por seu chefe: que sujeito burro, ir com o caminhão lá naquele bairro sem pedir licença para o líder do tráfico local.
Patrícia viajou a negócios. Desembarcou no aeroporto com seu notebook e tomou um táxi. Não conseguiu andar dois quarteirões - foi assaltada em um semáforo. Na empresa, foi imediatamente repreendida: você não poderia ter desembarcado sem antes esconder o notebook, deste jeito você pediu para ser assaltada.
E é assim, de exemplo em exemplo, todos já parte do nosso cotidiano, que vamos chegando a uma verdadeira rotina do absurdo.
Aqui no Brasil é tão normal um cidadão ter medo de andar pelas ruas, é tão comum um policial ter que esconder sua profissão para não morrer, é tão usual pessoas terem que pedir permissão a traficantes para subir em morros e é tão rotineiro abrir-se mão da cidadania mais básica que já não causa surpresa as vítimas estarem se transformando em culpadas pelos crimes.
Diante desta tenebrosa realidade, patrocinada pela fraqueza e falta de firmeza das nossas instituições, talvez já não nos cause surpresa ver um rabo abanando um cachorro. (AD)
Chegamos a isso...
Inversão de valores...
Só complementando: E, na política...
Deixa prá lá!
O que faz a acomodação irresponsável...Seriam tantos os acréscimos...Aff!
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Confundindo o mundo! 

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Quando se fala da campanha O petróleo é nosso, vem à lembrança a mobilização de um país, defendendo um sonho, que se transforma numa realidade chamada Petrobrás. 

Atualmente, a campanha O petróleo tem que ser nosso parece como que fora de época ou despropositada. Afinal, a Petrobrás é uma gigante e o pré-sal vai colocar o Brasil como grande produtor e exportador. 

O documentário Caminho soberano, porém, mostra a pertinência do lema o petróleo tem que ser nosso, diante da já iniciada entrega das reservas do pré-sal ao capital estrangeiro, relegando à Petrobrás um papel secundário na exploração deste tesouro.

Dirigido pelo cineasta Peter Cordenonsi, com patrocínio da Aepet e do Sindipetro-RJ, o documentário é uma elaborada colcha de retalhos, ao mesmo tempo esclarecedora e comovente, de depoimentos de quase trinta personalidades que têm em comum a defesa do interesse nacional. De jovens estudantes a veteranos que participaram da campanha o petróleo é nosso, todos são unânimes na crítica tanto ao modelo de concessão como ao de partilha.

Os depoimentos foram gravados antes do leilão de Libra, o que deixa a impressão de que tudo poderia ser diferente. Infelizmente, o documentário termina mostrando as cenas da absurda repressão militar que cercou os manifestantes, impedidos de se aproximarem do hotel onde ocorreu esse verdadeiro ato de lesa pátria. Na última imagem, uma foto mostra os rostos sorridentes da presidente da Petrobrás, Graça Foster, da diretora da ANP, Magda Chambriard, e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Se o documentário revela a perda da batalha, nos créditos do filme, quando toca a música o xote do petróleo, vemos imagens que trazem de volta a esperança e que vivemos apenas mais um capítulo desta história e que o caminho soberano ainda está por ser construído. (Aepet)

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Esta frase tem 2067 anos. 

Citação de Marco Tulio Cicero: O orçamento deve ser equilibrado, o Tesouro Público deve ser reposto, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância dos funcionários públicos deve ser moderada e controlada, e a ajuda a outros países deve ser eliminada, para que Roma não vá à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver às custas do Estado.
Ano 55 AC.
Sem comentários! 

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Creio que nunca vi nada semelhante...
A melhor propaganda anti tabagismo que já vi!
Coral com 12 pessoas laringectomizadas, vítimas do cigarro e pacientes do A.C.Camargo Cancer Center. Escute a voz desse coral. Não fume!
O mundo em que vivemos e seus valores
Um homem sentou-se em uma estação de metrô em Washington DC e começou a tocar violino; era uma fria manhã de Janeiro. Ele tocou 6 peças de Bach por aproximadamente 45 minutos. Durante esse tempo, considerando que era horário de pico, calcula-se que 1100 pessoas passaram pela estação, a maioria a caminho pro trabalho.
Três minutos se passaram, e um homem de meia-idade percebeu que um músico estava tocando. Ele diminuiu o passo, parou por alguns segundos, e então se apressou a seus compromissos.
Um minuto depois, o violinista recebeu sua primeira gorjeta de 1 dólar: uma mulher arremessou o dinheiro na caixa e continuou a andar.
Alguns minutos depois, alguém se encostou na parede para ouvi-lo, mas o homem olhou para seu relógio e voltou a andar. Obviamente ele estava atrasado para o trabalho.
O qual prestou mais atenção foi um garoto de 3 anos de idade. Sua mãe que o trazia, o apressou, mas o garoto parou pra olhar o violinista. Por fim, a mãe o empurrou fortemente, e a criança continuou a andar, virando sua cabeça a toda hora. Essa ação se repetiu por muitas outras crianças. Todos os pais, sem exceções, os forçaram a seguir andando.
Nos 45 minutos que o músico tocou, apenas 6 pessoas pararam e ficaram lá por um tempo. Aproximadamente 20 o deram dinheiro, mas continuaram a andar normalmente. Ele recebeu $32. Quando ele acabou de tocar, ninguém percebeu. Ninguém aplaudiu, tampouco houve algum reconhecimento.
Ninguém sabia disso, mas o violinista era Joshua Bell, um dos mais talentosos músicos do mundo. Ele acabara de tocar umas das peças mais difíceis já compostas, em um violino que valia $3,5 milhões de dólares.
Dois dias antes dele tocar no metrô, Joshua bell esgotou os ingressos em um teatro de Boston onde cada poltrona era aproximadamente $100.
Esta é uma história real. Joshua Bell tocou incógnito na estação de metrô, que foi organizado pelo Washington Post como parte de um experimento social sobre percepção, gosto, e prioridade das pessoas. O cabeçalho era: no ambiente comum em uma hora inapropriada: Nós percebemos a beleza? Nós paramos para apreciá-la? Nós reconhecemos talento em um contexto inesperado?
Uma das possíveis conclusões desse experimento poderia ser: Se nós não temos tempo para parar e ouvir um dos melhores músicos do mundo tocando algumas das melhores músicas já compostas, quantas outras coisas mais não estamos perdendo?

O ser humano, mudando as atitudes internas em sua mente,
pode mudar os aspectos externos de sua visão.
(William James - 1842/1910)

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