1 de mar de 2014

No samba, alegrias encobrem mortuários....

Ministro do STF recebeu R$ 1,1 milhão da CBF
Ao vasculhar computador de Del Nero, PF descobre que Ministro do STF recebeu R$ 1,1 milhão da CBF.
O Ministro do STF, Luis Roberto Barroso, que ficou ainda mais famoso com sua atuação no caso dos Embargos Infringentes do Mensalão, em decisão que agradou os réus condenados do PT, recebeu entre 2002 e 2008, ainda na gestão Ricardo Teixeira, R$ 1.164.877,41 dos cofres da CBF.
Os valores foram creditados em conta corrente no nome de Luis R. Barroso & Associados, ag. 3032, c/c 20020-0.
À época, Barroso, advogando, prestava serviços ao mandatário da CBF./ Vale lembrar que a entidade tem por hábito pagar honorários de processos pessoais de seus dirigentes.
Foi nesse período, também, que Ricardo Teixeira enfrentou duas CPIs, sendo que, numa delas, foi agraciado com atestado médico suspeito, que o livrou de depor em momento decisivo das reuniões, situação esta que dificilmente passaria à margem do conhecimento de seu então advogado.
A grande questão, porém, é a origem dos dados - a que tivemos acesso - que estão sendo analisados, desde o ano passado, pela Polícia Federal.
Todos retirados do computador de Marco Polo De Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, e que foi detido, em 2012, por suspeita de espionar adversários e também sua ilibada namorada.
No caso dos arquivos, em que são indicadas as transferências de valores da CBF para o Ministro Barroso, salta aos olhos a indicação de que Del Nero enviou cópia da documentação, com pequeno relatório, ao deputado Vicente Cândido (PT), sócio do dirigente e vice, também da FPF.
O petista, ex-funcionário do mafioso russo Boris Berezovsky, morto recentemente, luta pela implementação do PROFORTE, com aparente apoio da presidente Dilma Rousseff e esforços do Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que é o plano para anistiar as dívidas fiscais de todos os clubes do Brasil.
Barroso, segundo fontes da PF, seria contrário à ideia.
Confira relatório de transferências de valores da CBF para a conta do Ministro Luis Roberto Barroso.
Data Valor Obs
8/10/2002 - 25.000,00 - 054/02
08/10/2002 - 25.000,00 - 055/02
06/01/2003 - 611,12 – Reembolso
17/01/2003 - 108.400,00 - 051/02
16/01/2003 - 30.000,00 - 067/02
17/01/2003 - 35.000,00 – 71
21/01/2003 - 217,1 – Reembolso
20/02/2003 - 149,5 – Reembolso
25/04/2003 - 376,07 – Reembolso
25/07/2003 - 823,32 – Reembolso
07/11/2003 - 685,83 – Reembolso
16/01/2004 - 116,3 – Reembolso
01/05/2004 - 355,56 – Reembolso
27/07/2004 - 403,27 – Reembolso
18/01/2005 - 58,72 - Reembolso despesas
30/03/2005 - 100.000,00 - 5ª parc/honorários
31/03/2005 - 100.000,00 – 801
12/05/2005 - 147,37 – Reembolso
19/01/2006 - 10.000,00 – 1111
19/01/2006 - 10.000,00 - 1112
19/01/2006 - 10.000,00 – 1113
19/01/2006 - 15.000,00 – 1114
23/03/2006 - 103,2 – Reembolso
18/04/2006 - 576,45 – Reembolso
19/07/2006 - 218,3 – Reembolso
07/08/2006 - 114.186,17 - 010/2006
11/09/2006 - 114.186,17 – 1291
03/10/2006 - 70,8 - 021/06
04/10/2006 - 114.186,17 – 1307
05/01/2007 - 111.689,51 - 13/2006
22/05/2007 - 111.689,51 - 13/2006/proc 433/96
09/11/2007 - 88,2 - 108/07
06/12/2007 - 215,8 - 123/07
16/01/2008 - 1.293,81 - Reembolso 010/08
08/05/2008 - 7.618,33 - 036/08
16/07/2008 - 2.224,66 - 074/08
(Blog do Paulinho)
Ela fala pelo Brasil
Até mesmo o lusófono presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, deve ter tido sérias dificuldades para entender os dois discursos da presidente Dilma Rousseff proferidos em Bruxelas a propósito da cúpula União Europeia (UE)-Brasil. Não porque contivessem algum pensamento profundo ou recorressem a termos técnicos, mas, sim, porque estavam repletos de frases inacabadas, períodos incompreensíveis e ideias sem sentido.
Ao falar de improviso para plateias qualificadas, compostas por dirigentes e empresários europeus e brasileiros, Dilma mostrou mais uma vez todo o seu despreparo. Fosse ela uma funcionária de escalão inferior, teria levado um pito de sua chefia por expor o País ao ridículo, mas o estrago seria pequeno; como ela é a presidente, no entanto, o constrangimento é institucional, pois Dilma é a representante de todos os brasileiros - e não apenas daqueles que a bajulam e temem adverti-la sobre sua limitadíssima oratória.
Logo na abertura do discurso na sede do Conselho da União Europeia, Dilma disse que o Brasil tem interesse na pronta recuperação da economia europeia, haja vista a diversidade e a densidade dos laços comerciais e de investimentos que existem entre os dois países - reduzindo a UE à categoria de país.
Em seguida, para defender a Zona Franca de Manaus, contestada pela UE, Dilma caprichou: A Zona Franca de Manaus, ela está numa região, ela é o centro dela (da Floresta Amazônica) porque é a capital da Amazônia (...). Portanto, ela tem um objetivo, ela evita o desmatamento, que é altamente lucrativo - derrubar árvores plantadas pela natureza é altamente lucrativo (...). Assim, graças a Dilma, os europeus ficaram sabendo que Manaus é a capital da Amazônia, que a Zona Franca está lá para impedir o desmatamento e que as árvores são plantadas pela natureza.
Dilma continuou a falar da Amazônia e a cometer desatinos gramaticais e atentados à lógica. Eu quero destacar que, além de ser a maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica, mas, além disso, ali tem o maior volume de água doce do planeta, e também é uma região extremamente atrativa do ponto de vista mineral. Por isso, preservá-la implica, necessariamente, isso que o governo brasileiro gasta ali. O governo brasileiro gasta um recurso bastante significativo ali, seja porque olhamos a importância do que tiramos na Rio+20 de que era possível crescer, incluir, conservar e proteger. É possível imaginar, diante de tal amontoado de palavras desconexas, a aflição dos profissionais responsáveis pela tradução simultânea.
Ao falar da importância da relação do Brasil com a UE, Dilma disse que nós vemos como estratégica essa relação, até por isso fizemos a parceria estratégica. Em entrevista coletiva no mesmo evento, a presidente declarou que queria abordar os impasses para um acordo do Mercosul com a UE de uma forma mais filosófica - e, numa frase que faria Kant chorar, disse: Eu tenho certeza que nós começamos desde 2000 a buscar essa possibilidade de apresentarmos as propostas e fazermos um acordo comercial.
Depois, em discurso a empresários, Dilma divagou, como se grande pensadora fosse, misturando Monet e Montesquieu - isto é, alhos e bugalhos. Os homens não são virtuosos, ou seja, nós não podemos exigir da humanidade a virtude, porque ela não é virtuosa, mas alguns homens e algumas mulheres são, e por isso que as instituições têm que ser virtuosas. Se os homens e as mulheres são falhos, as instituições, nós temos que construí-las da melhor maneira possível, transformando... aliás isso é de um outro europeu, Montesquieu. É de um outro europeu muito importante, junto com Monet.
Há muito mais - tanto, que este espaço não comporta. Movida pela arrogância dos que acreditam ter mais a ensinar do que a aprender, Dilma foi a Bruxelas disposta a dar as lições de moral típicas de seu padrinho, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acreditando ser uma estadista congênita, a presidente julgou desnecessário preparar-se melhor para representar de fato os interesses do Brasil e falou como se estivesse diante de estudantes primários - um vexame para o País. (O Estado de São Paulo)


“... A Copa das Copas passa a ser o mote, verdade que embute uma mentira. Porque exalta a primeira Copa com todos os campeões, embora só seja a primeira com oito. Com sete houve outras recentes, a da África, na qual a Espanha se tornou a oitava campeã, ou a da Ásia, em 2002, com os mesmos sete de 2010. O que lembra a célebre campanha desta Folha, criada por Washington Olivetto, em 1987, que dizia ser possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade – e remetia aos discursos de Hitler....” (Juca Kfouri, Folha) 



Rei do Gado ou da Cocada Preta?

Por motivos alheios deixamos de apor 
a imagem Lulinha/Lula

A JBS/FRIBOI está entrando até no ramo de carregar bolsa na feira!

Entrou na área de energia e começou a ganhar mais leilões e licitações que empresas antigas no ramo.
O segredo do sucesso?
Eles contrataram o Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética do MME.
Exatamente o responsável por coordenar os leilões e licitações.
Mas pra não dar na vista, contrataram por outra empresa do grupo, a Vigor (aquela da vaquinha e do Iogurte)…
Cuidado Roberto Carlos, você é um cara que todos admiram e respeitam, são tantas emoções… (Romeu Tuma Junior)
Por que o PT tem medo de processar Romeu Tuma Jr.?
Após a publicação do livro Assassinato de Reputações, escrito pelo ex-Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Junior, esperava-se uma resposta virulenta do PT, tanto pela mídia, quanto pelos Tribunais de Justiça.
Nada aconteceu.
Tirando um ou outro troller anônimo do partido, os acusados, temerosos, se calaram.
Em alguns casos, advertiram até alguns sites ligados ao partido para que não se pronunciassem, em movimentação absolutamente inusual para quem, com tanta veemência, foi acusado de crimes tão graves.
Nem um mísero pedido de explicações na Justiça.
Espera-se agora a reação pela bombástica entrevista do ex-Secretário ao Roda Viva, em que confirmou todas as acusações, insinuou outras, e, mesmo acossado por um soldado petista da imprensa, seguiu firme, e desafiador em suas convicções.
A grande verdade é que o PT teme, demais, não apenas o que Tuma escreveu em sua obra - que até agora vendeu mais de 60 mil exemplares - mas, principalmente, o que o ex-secretário ainda não contou, e, certamente, tem para mostrar.
Um calhamaço de provas aguarda a coragem de Lula, vulgo barba da ditadura, e Gilberto Carvalho, o suposto gatilho de Celso Daniel, se manifestarem.
Ambos em situação absolutamente difícil.
Uma coisa é abafar inquéritos ainda na delegacia, com a troca de delegados, como ocorreu no caso do petista assassinado, ou fazer sumir o histórico discurso de Lula, quando ainda metalúrgico, impedindo que os mais antigos relembrem, e os mais novos tomem conhecimento, de sua absoluta proximidade com a ditadura.
Na ação, ideologia e discurso.
Há coisas que o dinheiro, os mensalões, ou sequestros desastrados não conseguem resolver… 
20 séculos atrás...
Para júbilo e gáudio dos amantes dos textos clássicos, segue uma carta do imperador Vespasiano a seu filho Tito: 22 de junho de 79 d.C.
"Tito, meu filho, estou morrendo. Logo eu serei pó e tu, imperador. Espero que os deuses te ajudem nesta árdua tarefa, afastando as tempestades e os inimigos, acalmando os vulcões e os jornalistas. De minha parte, só o que posso fazer é dar-te um conselho: não pare a construção do Colosseum. Em menos de um ano ele ficará pronto, dando-te muitas alegrias e infinita memória.
Alguns senadores o criticam, dizendo que deveríamos investir em esgotos e escolas. Não dê ouvidos a esses poucos. Pensa: onde o povo prefere pousar seu clunis: numa privada, num banco de escola ou num estádio? Num estádio, é claro.
Será uma imensa propaganda para ti. Ele ficará no coração de Roma por omnia saecula saeculorum, e sempre que o olharem dirão: - Estás vendo este colosso? Foi Vespasiano quem o começou e Tito quem o inaugurou.
Outra vantagem do Colosseum: ao erguê-lo, teremos repassado dinheiro público aos nossos amigos construtores, que tanto nos ajudam nos momentos de precisão.
Moralistas e loucos dirão que mais certo seria reformar as velhas arenas. Mas todos sabem que é melhor usar roupas novas que remendadas.
Vel caeco appareat (Até um cego vê isso).
Portanto deves construir esse estádio em Roma.
Enfim, meu filho, desejo-te sorte e deixo-te uma frase: Ad captandum vulgus, panem et circenses (Para seduzir o povo: pão e circo). Esperarei por ti ao lado de Júpiter."
PS.: Vespasiano morreu no dia seguinte à carta. Tito inaugurou o Coliseu com 100 dias de festa. Tanto o pai quanto o filho foram deificados pelo senado romano.
A propósito de Copas e Olimpíadas ... Continua válida a pergunta de Vespasiano: – Onde o povo prefere pousar seu clunis: numa privada, num banco de escola ou num estádio?
Assim estão sendo construídos monumentais estádios em Cuiabá, Natal e Manaus, mesmo que nem haja ludopédio por esses lugares. Só para se ter uma ideia: em Cuiabá, a Arena Pantanal terá 43.600 lugares. No último campeonato de Mato Grosso a média foi inferior a 1.000 pessoas por partida. Em Recife haverá um novo Estádio, embora todos os grandes clubes locais já tenham o seu. Em Manaus, pior ainda: a Arena terá 47 mil lugares. No último campeonato estadual, juntando os 80 jogos, o público total foi de 37.971.
Vespasiano estava certo - o grande negócio é construir estádios!
NB.: em latim clunis é equivalente a nádegas.

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