11 de nov de 2013

Convocação e evidências...

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Caminhoneiros Vão Parar o Brasil 
• Será no próximo dia 15 de novembro. Três dias de paralisação total e nacional.
• Este evento não irá bloquear nem uma rodovia, estrada, rua desse país, tão pouco agir de violência contra quem quer que seja! 
• Nosso objetivo é chegar a Brasília com todos bem, para os três dias de desligamento geral do Brasil, para que possamos deixar o nosso recado a todos os corruptos desse país. Em Brasília, pediremos intervenção militar já neste desgoverno comunista, para que fique claro que esse país tem dono, têm patriotas, cidadãos amantes da liberdade, defensores da constituição, povo honrado, trabalhador, verdadeiros guerreiros da nação. 
• O passeio a Brasília pela Constituição, será a mais nítida declaração de amor a essa terra - pacíficos patriotas caminhoneiros que somos, seguiremos o trecho pelo Brasil e para o Brasil. Declaramos amor incondicional a pátria e ao povo brasileiro com nossos esforços jogando luz ao mundo por mudanças! 
• A adesão de todos só vem a selar o nosso passeio constitucional pelo o Brasil, rumo a Brasília, com ação! 
• Contamos com sua ajuda, seja com o seu carinhoso aceno as margens das rodovias, buzinando, abrindo caminho nas estradas, ou até mesmo nos ajudando com algum alimento. Toda ajuda é bem vinda! 
• Reafirmamos o nosso compromisso com a Nação Brasileira, de que vocês não estão sós. Se unam também a causa (em ação!). Aqui ou nos acostamentos e viadutos marcando presença, e não deixem de espalhar a palavra. Contate os irmãos caminhoneiros o mais que puderem! Aos irmãos da estrada, peço que chamem todos pelo px (radioamador), convoque-os! Peça também o seu sindicato, cooperativa, associação de classe para que aderem a nobre causa para um Brasil sem corrupção e sem comunismo! 
• Desde já obrigado pela sua adesão irmão de estrada! Volto a repetir, a causa é nobre, é patriótica, é dos brasileiros para os brasileiros, do Brasil para o Brasil! 
• Independentemente se é esse ou aquele irmão caminhoneiro que esteja dando o ponta pé inicial para o desligamento do Brasil (greve geral!), lembrem-se, de que somos unidos em unidade, o sucesso desta causa determinará as consequência do nosso futuro, se deixarmos que o pior aconteça. Assim na vida como nas estradas nos são colocadas duas pistas, a primeira nos levará a Proclamação da Restauração do Brasil 15-17 de novembro, a segunda é sinuosa e nos colocar em perigo constante de cara com o comunismo. Que pista você escolhe para sua família? 
• Então para finalizar eu digo: que melhor que curtidas no Facebook em apoio, são nossas ações em 15 de novembro, pois as palavras não carregam o nosso Brasil nas costas! 
• Continuem atingindo os corações patriotas pelo Brasil afora. A causa é nobre! Vamos buscar o que é nosso e legitimar a intervenção militar neste desgoverno! 
O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.
(Barão de Itararé) 

A visão da Ilha 
1. A visão de Cuba pelo jornalista Juremir Machado da Silva. 
2. O jornalista Juremir fez parte da comitiva do governador Tarso Genro, que foi a Cuba agora no mês de outubro 2012 oferecer máquinas agrícolas fabricadas no Rio Grande do Sul, financiadas pelo BNDES, ou seja, por nós todos, inclusive por mim que odeia a família Castro lá da ilha. 
3. Juremir é colunista do jornal Correio do Povo de Porto Alegre e escritor. 
4. Fiquei surpreso com seu diário de viagem a Cuba retratando a verdadeira situação daquele povo que vive do faz de conta. 
5. Na crônica da semana passada, tentei, pela milésima vez, aderir ao comunismo. Usei todos os chavões que conhecia para justificar o projeto Cubano. Não deu certo. Depois de 11 dias na ilha de Fidel Castro, entreguei de novo os pontos. 
6. O problema do socialismo é sempre o real. Está certo que as utopias são virtuais, o não lugar, mas tanto problema com a realidade inviabiliza qualquer adesão. Volto chocado: Cuba é uma favela no paraíso caribenho.
7. Não fiquei trancado no mundo cinco estrelas do Hotel Habana Libre. Fui para a rua. Vi, ouvi e me estarreci. Em 42 anos, Fidel construiu o inferno ao alcance de todos. Em Cuba, até os médicos são miseráveis. Ninguém pode queixar-se de discriminação. É ainda pior. Os cubanos gostam de uma fórmula cristalina: Cuba tem 11 milhões de habitantes e 5 milhões de Policiais. Um Policial pode ganhar até quatro vezes mais do que um médico, cujo salário anda em torno de 15 dólares mensais. 
8. José, professor de história, e Marcela, sua companheira, moram num cortiço, no centro de Havana, com mais dez pessoas (em outros chega a 30). Não há mais água encanada. Calorosos e necessitados de tudo, querem ser ouvidos. José tem o dom da síntese: Cuba é uma prisão, um cárcere especial. Aqui já se nasce prisioneiro. E a pena é perpétua. Não podemos viajar e somos vigiados em permanência. Tenho uma vida tripla: nas aulas, minto para os alunos. Faço a apologia da revolução. Fora sei que vivo um pesadelo. Alívio é arranjar dólares com turistas
9. José e Marcela, Ariel e Julia, Paco e Adelaida, entre tantos com quem falamos, pedem tudo: sabão, roupas, livros, dinheiro, papel higiênico, absorventes. Como não podem entrar sozinhos nos hotéis de luxo que dominam Havana, quando convidados por turistas, não perdem tempo: enchem os bolsos de envelopes de açúcar. O sistema de livreta, pelo qual os Cubanos recebem do governo uma espécie de cesta básica, garante comida para uma semana. Depois, cada um que se vire. Carne é um produto impensável. 
10. José e Marcela, ainda assim, quiseram mostrar a casa e servir um almoço de domingo: arroz, feijão e alguns pedaços de fígado de boi... Uma festa. Culpa do embargo norte-americano? Resultado da queda do leste Europeu? José não vacila: Para quem tem dólares não há embargo. A crise do leste trouxe um agravamento da situação econômica. Mas, se Cuba é uma ditadura, isso nada tem a ver com o bloqueio
11. Cuba tem quatro classes sociais: os altos funcionários do estado, confortavelmente instalados em Miramar; os Militares e os Policiais; os empregados de hotel (que recebem gorjetas em dólar); e o povo. Para ter um emprego num hotel é preciso ser filho de papai, ser protegido de um grande, ter influência, explica Ricardo, engenheiro que virou mecânico e gostaria de ser mensageiro nos hotéis luxuosos de redes internacionais. 
12. Certa noite, numa roda de novos amigos, brinco que, quando visito um país problemático, o regime cai logo depois da minha saída. Respondem em uníssono: Vamos te expulsar daqui agora mesmo. Pergunto por que não se rebelam, não protestam, não matam Fidel? Explicam que foram educados para o medo, vivem num estado totalitário, não têm um líder de oposição e não saberiam atacar com pedras, à moda palestina. Prometem, no embalo das piadas, substituir todas as fotos de Che Guevara espalhadas pela ilha por uma minha se eu assassinar Fidel para eles. 
13. Quero explicações, definições, mais luz. Resumem: Cuba é uma ditadura. Peço demonstrações: Aqui não existem eleições. A democracia participativa, direta, popular, é um fachada para a manipulação. Não temos campanhas eleitorais, só temos um partido, um jornal, dois canais de televisão, de propaganda, e, se fizéssemos um discurso em praça pública para criticar o governo, seríamos presos na hora
14. Ricardo Alarcón aparece na televisão para dizer que o sistema eleitoral de Cuba é o mais democrático do mundo. Os telespectadores riem: É o braço direito da ditadura
15. O partido indica o candidato a delegado de um distrito; cabe aos moradores do lugar confirmá-lo; a partir daí, o povo não interfere em mais nada. Os delegados confirmam os deputados; estes, o conselho de estado; que consagra Fidel. 
16. Mas e a educação e a saúde para todos? Ariel explica: Temos alfabetização e profissionalização para todos, não educação. Somos formados para ler a versão oficial, não para a liberdade. A educação só existe para a consciência crítica, à qual não temos direito. O sistema de saúde é bom e garante que vivamos mais tempo para a submissão
17. José mostra-me as prostitutas, dá os preços e diz que ninguém as condena: estão ajudando as famílias a sobreviver. Por uma de 15 anos, estudante e bonita, 80 dólares. 
18. Quatro velhas negras olham uma televisão em preto e branco, cuja imagem não se fixa. Tentam ver Força de Um Desejo. Uma delas justifica: só temos a macumba (santería) e as novelas como alento. Fidel já nos tirou tudo. Tomara que nos deixe as novelas brasileiras
19. Antes da partida, José exige que eu me comprometa a ter coragem de, ao chegar ao Brasil, contar a verdade que me ensinaram: em Cuba só há rum voltados

O custo dos médicos cubanos 
1. O governo só soube agora que os jalecos importados de Cuba vão custar o dobro. 
2. A importação de jalecos cubanos para o programa Mais Médicos foi tramada, meses a fio, em inúmeras reuniões clandestinas que juntaram representantes da ditadura caribenha, a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Não foi por falta de tempo, portanto, que a dupla brasileira deixou fora da pauta exigências da legislação trabalhista que vão dobrar a conta da esperteza eleitoreira. 
3. Na quarta-feira, num artigo publicado no Estadão sob o título Médicos cubanos - sustos trabalhistas, o economista José Pastore analisa a tunga imposta aos pagadores de impostos pela ação conjunta do poste que Lula instalou no Planalto e do poste que sonha instalar no Palácio dos Bandeirantes. Dilma capricha na pose de super gerente de país. Padilha zanza pelo país no papel de multiplicador de médicos. São apenas dois ineptos, reitera o texto que se segue. (AN) 
4. Li nos jornais que o governo se assustou ao saber que o subterfúgio da bolsa-formação a ser usado para remunerar os médicos cubanos não está isento do recolhimento das contribuições previdenciárias. O aviso veio da Secretaria da Receita Federal. O órgão alertou que a importância mensal paga aos médicos constitui salário e, como tal, está sujeita ao recolhimento ao INSS de 11% pelos contratados e de 20% pelo contratante. Para o governo, a despesa mensal subiu de R$ 10 mil para R$ 12 mil por médico. 
5. Como se trata de salário, haverá sobre ele incidência de todos os encargos sociais (FGTS, seguro acidente do trabalho, salário-educação, descanso semanal remunerado, férias, abono, aviso prévio e outros) que somam 102,43% do salário. É isso que diz a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
6. O governo, que previa gastar R$ 511 milhões para contratar 4 mil médicos cubanos por quatro anos, terá de reservar mais de R$ 1 bilhão só para essas despesas. Não estão nessa conta os gastos com transporte e acomodação dos médicos no Brasil, nem tampouco os adicionais por insalubridade e periculosidade a que muitos farão jus.
7. Há que se considerar ainda que, mais cedo ou mais tarde, os médicos cubanos conhecerão o alcance das nossas leis trabalhistas, que, se não forem cumpridas, detonarão ações judiciais - individuais ou coletivas - com vistas a receberem atrasados e reparar danos morais. Eles saberão que, ao contrário de Cuba, as portas dos tribunais do Brasil estão permanentemente abertas para todos os cidadãos que aqui trabalham. Basta acioná-los. 
8. Por isso, a conta pode subir muito. Todos sabem que, no campo trabalhista, quem paga mal paga duas vezes. Pagamentos realizados por força de sentenças judiciais são sujeitos a elevadas multas e pesada correção monetária. 
9. Suponho que os competentes advogados da União tenham prevenido os nossos governantes sobre os riscos a que estavam submetendo a Nação. Tudo indica, porém, que a urgência para montar um programa eleitoral falou mais alto, e venceu. Agora, o bom senso recomenda fazer provisões para o desfecho, que pode ser desastroso. 
10. Tenho estranhado o silêncio do Ministério Público do Trabalho. Da mesma forma, intriga-me o mutismo das associações de magistrados do trabalho. Mais surpreendente ainda é a indiferença das centrais sindicais, que, sendo contrárias à necessária regularização da terceirização no Brasil, assistem pacificamente a um tipo de contratação que tem tudo do trabalho escravo. Basta lembrar que os médicos cubanos não podem trazer seus familiares; estão impedidos de sair do Brasil; se pedirem asilo, será negado; e ainda têm 70% do seu salário confiscado e remetido ao governo cubano, que nada pode fazer para os brasileiros. Situações mais brandas que essa têm sido denunciadas pelas centrais sindicais como análogas ao trabalho escravo. Neste caso, ouve-se um sonoro silêncio. Não me deterei nesse aspecto, pois o assunto já foi bastante comentado pela imprensa. Não comentarei tampouco a insinuação de que os recursos que vão para Cuba acabarão voltando para o Brasil - não se sabe para que. 
11. A minha preocupação está na área trabalhista, porque, a julgar pela conduta rigorosa da Justiça do Trabalho, a conta dessa contratação pode se tornar colossal, o que vai demandar recursos que poderiam ser aplicados na própria solução eficaz do problema da saúde em prazo médio. 
12. Para dizer o mínimo, a fórmula escolhida pelo governo agrediu o interesse nacional. Por mais nobres que sejam os propósitos do Programa Mais Médicos, nada justificava afrontar o nosso ordenamento jurídico de forma tão contundente. Afinal, tudo poderia ser feito seguindo as regras vigentes, como, aliás, ocorre com os médicos que vêm da Argentina, Portugal, Espanha e de outros países que aqui estão para ajudar a aliviar a dor dos brasileiros. Até quando nossos governantes poderão desperdiçar o dinheiro do povo impunemente? (Augusto Nunes, Veja)

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