2 de out de 2013

A Petrobrás em pauta despautada...

 photo chorando.jpg Especialistas criticam o Leilão do Campo de Libra 

1. Em audiência pública conjunta, as Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Infraestrutura (CI) ouviram dois especialistas em exploração de petróleo, que trouxeram argumentos favoráveis ao cancelamento da licitação para o Campo de Libra, na Bacia de Santos, e a entrega dele à Petrobras. A audiência, solicitada pelos senadores Roberto Requião (PMDB-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), destinou-se a discutir os avanços do novo marco do petróleo da camada pré-sal. 

2. Fernando Siqueira, vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras, afirmou que os países desenvolvidos, altamente dependentes do petróleo como fonte de energia, pressionaram pela rápida exploração do Campo de Libra, a maior reserva descoberta nos últimos 20 anos em todo o mundo. Estima-se que o petróleo do pré-sal tem reservas de pelo menos 100 bilhões de barris, podendo chegar a 300 bilhões. 

3. Siqueira observou que as grandes empresas americanas que não se inscreveram no leilão estão, na verdade, participando indiretamente, representadas por suas ramificações europeias. Para o especialista, as empresas americanas optaram por não participar numa tentativa de minimizar as consequências da denúncia de espionagem sobre a Petrobras, que poderia inviabilizar a realização do leilão do Campo de Libra. 

4. Fernando Siqueira questionou ainda o valor altíssimo do bônus de assinatura previsto no leilão, no valor de R$ 15 bilhões, que deve ser pago à vista pelo ganhador da licitação. Para ele, o governo optou por ter um dinheiro no curto prazo, para garantir o superávit primário, mas para isso sacrificou recursos que seriam usufruídos por três gerações de brasileiros. Ele acrescentou que a exigência do bônus retirou empresas brasileiras do certame e dificultou muito a participação da própria Petrobras. (Jornal do Senado)

Petrobrás leva Bandeira do Brasil ao Pré-Sal
• A Petrobras lançou nesta sexta-feira (27/9) o comercial Missão Realizada, que mostra a bandeira do Brasil sendo levada ao fundo do mar, a 2100 metros de profundidade, com a cápsula do tempo contendo mais de 55 mil mensagens de brasileiros. A bandeira e todas as mensagens ficarão guardadas até 2023, quando serão resgatadas. 
• O comercial mostrará a bandeira brasileira sendo fincada na região do pré-sal, no fundo do mar, a 200 km de distância da costa, e a cápsula com as mensagens sendo acoplada ao poço. Além do vídeo de um minuto, que será veiculado nas principais emissoras de TV, a campanha conta com peças publicitárias em veículos impressos, rádio e internet. 
• No dia 2 de outubro, véspera do aniversário de 60 anos da Petrobras, será lançado na internet um mini documentário mostrando os bastidores e como a Missão Netuno foi desenvolvida e realizada. Entre as imagens do vídeo estão cenas exclusivas da operação de montagem da cápsula e o seu embarque junto com a bandeira do Brasil para a região do pré-sal. O making of com a história de toda a missão ficará disponível no site. (Agência Petrobrás de Notícias) 

Leilão do Campo de Libra 
• Sobre essa questão do anunciado leilão do Campo de Libra (10 bilhões de barris de petróleo, já descobertos, vejam os dois testemunhos abaixo, o primeiro da então candidata Dilma Rousseff e o segundo do ex-Diretor de Exploração da Petrobrás, Guilherme Estrella. 
• Inacreditável, não? Ambos, diametralmente contra o leilão do Campo de Libra! 
• E por que será que, mesmo assim, ele será feito? 
• Um passarinho que voa alto por paragens nunca acessíveis, andou me contando o provável motivo da manutenção desse leilão, apesar da evidente fria para o País!... 
• Teremos eleições no ano que vem. É absolutamente imprescindível que o PT emplaque mais um mandado e continue no Poder! Não se admite a hipótese de que isso não aconteça... 
• Eleições nesse nível e com essa certeza/necessidade de resultado, exigem muito, muito, muito dinheiro!... 
• Não há fontes disponíveis... Refinarias de Pernambuco e do Nordeste, já exauridas em seus superfaturamentos... Estádios para a Copa de 2.014, já praticamente concluídos e também exauridos em seus superfaturamentos... Trem-bala em compasso de espera e com mais dúvidas, que certezas... Transposição do Rio S. Francisco, paralisada... Privatização de aeroportos e de malhas rodoviárias e ferroviárias, meio paradas e sem interessados... Petrobrás, quebrada... Fundos de pensão das Estatais com alertas vermelhos e com seus participantes em contínua vigilância... Órgãos oficiais de fiscalização com seus mecanismos acesos e prontos para dar o bote em novos mensaleiros.... 
• Enfim: não há fontes novas e confiáveis para saque de recursos a serem desviados para a campanha PTista de 2014.... 
• Então, vamos ao que sobra e que está aí em nossa frente: o campo de Libra, com seus 10 bi de barris já descobertos!... 
• A ANP está pedindo para o Leilão de Libra, USD 15 bilhões de sinal e 41% da produção. Noves fora das várias participações e dos custos inerentes, ainda sobrará muito, muito, muito dinheiro que deverá ser aportado por quem vencer essa licitação!... 
• E aí, está o pulo do gato: um negócio péssimo para o País (como afirmam a D. Dilma Rousseff e o ex-Diretor Guilherme Estrela), mas um ótimo negócio para a salvação do PT nas próximas eleições, que lhe dará mais um fôlego em sua perpetuação no Poder!... 
• Interesses do Brasil X Interesses do PT: você adivinhou qual deles é mais importante?... 
• Entendeu por que o Campo de Libra será leiloado? (Márcio Dayrell Batitucci)

É um crime privatizar o pré-sal e a Petrobrás. (Dilma Rousseff, candidata)


Ex-Diretor Guilherme Estrella: leiloar 10 bi de barris já descobertos não está certo
1. O diretor de Exploração e Produção da Petrobrás no governo Lula e responsável pela descoberta do pré-sal, Guilherme Estrella, afirmou, durante seminário organizado pela Academia Brasileira de Ciências (ACB), Rio de Janeiro, que a realização do leilão do Campo de Libra, previsto para ocorrer em outubro é um erro estratégico. Libra são 10 bilhões de barris de petróleo já descobertos, é muito óleo. A nossa posição de reserva com o pré-sal é muito confortável pelos próximos 20 anos. Por que vai abrir Libra para a participação de empresas estrangeiras e interesses estrangeiros?, indagou Estrella. 
2. As empresas estrangeiras são empresas que representam os interesses de seus países. Nós conhecemos a história do petróleo. Isso não está certo, insistiu o ex-diretor da Petrobrás. Abrir uma licitação para 10 bilhões de barris já descobertos não está certo. A lei permite a contratação pelo governo de sua empresa para produzir esse petróleo, lembrou. O artigo 12º da nova lei do petróleo (lei nº 12.351/2010), que rege o pré-sal, determina que a União, quando for o caso de preservar o interesse nacional (sic) e atender aos objetivos da política energética (sic) deve contratar a Petrobrás diretamente para a exploração e produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos sob o regime de partilha de produção. Em suma, em área estratégica, definida pela mesma lei como região de interesse para o desenvolvimento nacional, (...) caracterizada pelo baixo risco exploratório e elevado potencial de produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos, a Petrobrás deverá ser contratada diretamente. Se Libra - maior reserva de petróleo do mundo - não é estratégica, o que será uma área estratégica? 
3. Se tinha que fazer uma nova licitação, até politicamente, faz de outra área nas proximidades, aliás temos nas proximidades de Libra, Franco, que é da cessão onerosa e vai ser produzido pela Petrobrás, prosseguiu Estrella. Para mim, essa decisão foi um erro estratégico. Nós estamos trazendo interesses não brasileiros para produzir 10 bilhões de barris, completou Guilherme Estrella. 
4. Quando a gente fala em energia, estamos falando de um tema muito sensível sob o ponto de vista da geopolítica mundial. Especialmente petróleo e gás natural, nós temos um foco numa série de questões que tocam a soberania das nações, ao conhecimento e o desenvolvimento do conhecimento científico e tecnológico, frisou. Além de serem absolutamente fundamentais na vida das pessoas. Consumo de energia é parâmetro de qualidade de vida, mas, ao mesmo tempo é fundamental na sustentação de hegemonias geopolíticas mundiais. Isso é o que acontece no nosso dia a dia, destacou o debatedor. 
5. Nós, cidadãos do século XXI, assistimos estarrecidos há uns dez anos a invasão de países soberanos para apropriação de reservas petrolíferas. Monarquias absolutamente medievais, autoritárias, opressoras são mantidas para sustentar como fonte de energia, fonte de petróleo e gás natural as potências hegemônicas mundiais, denunciou Estrella. 
6. Aos argumentos apresentados pelo ex-diretor da Petrobrás contra o leilão de Libra vieram se somar às recentes denúncias veiculadas recentemente pela TV, de que a Petrobrás foi espionada pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA). Segundo os dados divulgados pelo ex-analista da agência, Edward Snowden - atualmente exilado na Rússia - a estatal brasileira foi bisbilhotada pela agência de espionagem norte-americana. Na opinião generalizada de especialistas, e até da presidente Dilma Rousseff, essa espionagem visava obter vantagens para as empresas dos EUA na disputa pelo controle do pré-sal. Este fato gerou um amplo movimento dentro do país, envolvendo centrais sindicais, personalidades, parlamentares e diversos movimentos sociais, exigindo o cancelamento do leilão. 
7. O seminário - que fez parte do simpósio Recursos Minerais no Brasil: Problemas e Desafios"- foi conduzido pelo acadêmico Umberto Cordani. Além de Guilherme Estrella, o simpósio teve ainda uma conferência ministrada pelo acadêmico Luiz Pinguelli Rosa, diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ). No papel de debatedores estavam Aquilino Senra (INB), Colombo Tassinari (ABC/USP), Edison Milani (Petrobrás), Gilmar Bueno (Petrobrás), John Forman (J. Forman Consultoria), José Goldemberg (ABC/USP), José Israel Vargas (ABC/UFMG), Maurício Tolmasquim (EPE), Paulo Heilbron (CNEN) e Roberto Villas-Bôas (Cetem). O seminário de Estrella aconteceu no dia 14 de agosto passado e abriu as discussões na ACB sobre recursos energéticos de origem mineral. 
8. Além de condenar o leilão do Campo de Libra, Guilherme Estrella criticou também a 11ª rodada de licitação, realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em maio, que entregou toda a Faixa Equatorial brasileira - área localizada entre Ceará e Amapá - à empresas privadas. Esta área tem dois pontos importantes, segundo o debatedor. Uma na costa do Maranhão e do Pará onde milhares de barris foram produzidos. Isso significa que o sistema petrolífero está instalado na região, embora até onde eu saiba esse sistema petrolífero não está inteiramente conhecido. E no sistema petrolífero é fundamental o conhecimento geológico para podermos definir e detectar reservas petrolíferas. O outro ponto importante é na colônia francesa, a Guiana, aliás a última colônia continental do mundo, relatou. 
9. Estrella lembrou que perto da fronteira brasileira, a Total [petroleira francesa] fez uma grande descoberta recentemente. Assim, disse ele, esses dois pontos valorizam enormemente essa Faixa Equatorial. O que fez a ANP?, indagou. Colocou toda a Faixa Equatorial em licitação sob o regime de concessão, onde o petróleo descoberto pertence à empresa que descobre e não ao Estado brasileiro, denunciou. Na minha opinião, disse o ex-diretor da Petrobrás, foi outro erro estratégico. Por que? Dado o desconhecimento que nós tínhamos era mais adequado abrir apenas alguns blocos para que as empresas testassem a produtividade dessa área. Se as áreas se mantivessem com pouca produtividade, podíamos abrir mais blocos à licitação. Se alguma área se mostra com grande potencial, era hora de transformá-las em áreas estratégicas, que está previsto no novo marco regulatório, que regula por partilha de produção, defendeu. E outra coisa, acrescentou o geólogo, essa área é uma área voltada para o Atlântico Norte, para a bacia do Atlântico Norte, uma área extremamente sensível geopoliticamente. Se a área se transformar em grande produtora de petróleo, vai ser problema, vamos ter problemas porque esse petróleo vai alimentar as grandes potências consumidoras de petróleo
10. O palestrante falou também sobre o problema da comercialização de etanol e sobre a crise do álcool ocorrida no Brasil em 2011. Nessa época, vimos novamente a Petrobrás ser obrigada a enfrentar esse problema de abastecimento a partir da importação de gasolina a preços muito elevados, recordou, denunciando a desnacionalização do setor. 30% das fabricantes de etanos já são estrangeiras e as notícias dão conta que, em 2020, 80 a 100% das nossas usinas produtoras de etanos será estrangeiras, afirmou. Ele salientou que os estrangeiros ainda não compram terras porque a Advocacia Geral da União (AGU) tem uma recomendação que limita a compra de terras por estrangeiros a 5 mil hectares. Mas, segundo ele, isso é apenas uma recomendação da AGU, não é uma lei. Tem uma lei no Congresso Nacional tramitando para que transforme essa recomendação em lei. Porque, se não transformarmos, 100% da produção de álcool brasileiro vai estar na mão de capitais, estrangeiros e de interesses não brasileiros e mais as terras. Isso é um fato gravíssimo, concluiu Guilherme Estrella. (Crédito: Hora do Povo)  


E-mail gratuito dos Correios deve estar pronto até o fim do ano 
• Caberá ao Ministério das Comunicações fazer uma articulação para potencializar uma infraestrutura capaz de atender à população do país. Fonte
• Extraídos dos comentários: André Eidler, imagino mandando uma mensagem pelo e-mail deles e aparecer: Saiu para entrega e logo depois Mensagem não entregue por motivos operacionais


Na Dinamarca 
• Para quem acha que 1º mundo é muito diferente dos países em desenvolvimento...veja e reveja seus conceitos! 
• Vale apenas ver o tempo passar? 
• Tudo muito limpo, organizado, produtivo,...para quem? Quem usufrui? 
• Pensar seriamente é preciso, sem egoísmo e sem paixões subalternas. 
• O escritor Knud Romer fala sobre a morte de seu pai e a solidão dos idosos na Dinamarca, um país várias vezes eleito o mais feliz do mundo.

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