12 de ago de 2013

Sai da frente.....

Governo ufanista do PT adia mais uma vez o leilão do trem-bala, que deveria estar pronto em 2014 

Para depois - Nos tempos em que gazeteava a partir do Palácio do Planalto, como se fosse o salvador da humanidade, Luiz Inácio da Silva, o lobista fugitivo Lula, anunciou com o costumeiro estardalhaço a construção do trem-bala. 

O ufanismo foi tamanho, que o então presidente prometeu que o trem de alta velocidade (TAV), que ligará as cidades de São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, estaria funcionando antes da Copa do Mundo de 2014. 

Depois de muitas idas e vindas, promessas novas e licitações adiadas, o governo petista de Dilma Rousseff decidiu, nesta segunda-feira (12) adiar em um ano a primeira etapa do leilão do TAV. A entrega das propostas estava marcada para a próxima sexta-feira (12), enquanto o leilão deveria acontecer no dia 19 de setembro. Depois de muitas conversas com prováveis participantes, sentimos que o certame caminhava para apenas um participante e os outros prováveis concorrentes solicitavam o adiamento do processo para finalizar entendimentos entre todos que participariam desta fase inicial de elaboração do projeto, disse o ministro dos Transportes, César Borges, que garantiu que a previsão para início da operação do trem em 2020 está mantida. 

Desde 2010, quando foi lançado pela primeira vez, o leilão do trem-bala já foi adiado duas vezes a pedido das empresas interessadas em participar da disputa. A primeira data da licitação foi dia 16 de dezembro de 2010. Depois o leilão passou para 29 de abril de 2011 e foi remarcado novamente para o dia 29 de julho de 2011. 

Nessa última data, o leilão chegou a ser aberto, mas não recebeu propostas. Depois disso, o governo decidiu dividir a licitação em duas etapas: a primeira vai definir o operador do trem-bala e a tecnologia a ser usada, e a segunda vai contratar a infraestrutura do projeto. 

Essa gangorra de incertezas que cerca o leilão TAV resulta da desconfiança dos investidores estrangeiro em relação ao governo do PT, que insiste em ingerir nos negócios alheios. 

Os petistas palacianos são tão soberbos e obtusos, que chegam a estipular o limite de ganho das empresas que esboçam algum interesse em investir no Brasil. Não causará surpresa se o leilão do TAV for novamente adiado em 2014. Para não admitir o vexame, o PT não hesitará antes de assumir o custo de uma obra que deve custar pelo menos R$ 30 bilhões, desconsiderando o sempre presente superfaturamento.


Por que não Petrobrás e Siemens sim? 

Em pronunciamento nesta segunda-feira (12), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que protocolou requerimento para que o ex-diretor da BR Distribuidora João Augusto Henriques possa esclarecer denúncia publicada pela revista Época sobre a existência de um suposto esquema de corrupção na Petrobras, o qual teria favorecido parlamentares, partidos políticos e campanhas eleitorais. 

Protocolado na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), o requerimento é subscrito pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). - Se estas denúncias forem confirmadas, o mensalão está mais presente do que nunca na administração federal, como consequência deste sistema promíscuo instalado em Brasília há 12 anos, com o objetivo de cooptar forças políticas, especialmente partidos, para consolidar uma ampla base de apoio ao governo do PT. 

Trata-se de um sistema que instala um balcão de negócios para lotear os cargos públicos, e se torna a matriz de governos incompetentes, abertos à corrupção - afirmou. Alvaro Dias disse que o desmonte atual da estatal petrolífera é decorrente do declínio apontado pela oposição já em 2009, quando foi proposta a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. 

O senador observou que as denúncias, que se renovam, circulavam no ambiente da comissão, e o trabalho imposto pelo Executivo para impedir que a comissão investigasse apenas confirmavas as suspeitas. Uma seleção de denúncias de irregularidades, prosseguiu, justificava a instalação da CPI da Petrobras, que se transformou em uma verdadeira farsa, e investigar era impossível, disse Álvaro Dias. 

A oposição retirou-se da comissão e protocolou 18 representações junto ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, algumas das quais deram origem a inquéritos, a exemplo do caso da refinaria Getúlio Vargas, em Araucária, no Paraná, ainda não concluído. 

Em aparte, o senador Humberto Costa (PT-PE) disse que o fato de existirem denúncias não significa que as acusações sejam verdadeiras. Ele também recomendou que Álvaro Dias estendesse a convocação a Adilson Primo, ex-presidente da Siemens no Brasil e hoje secretario da Prefeitura de Itajubá (MG), que sabe muitas coisas sobre escândalo que supostamente envolveria empresas multinacionais e agentes públicos do governo de São Paulo

Em resposta, Alvaro Dias disse está satisfeito com as providencias adotadas pelo governo paulista para tratar da questão, e com as investigações da Polícia Federal e o Ministério Público Estadual sobre o caso, que envolve o fornecimento de trens para o metrô. (Agência Senado)


Por que premiar caloteiros? 

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado está para decidir se aprova ou rejeita proposta da presidente Dilma para o perdão de 80% da dívida do Congo para com o Brasil. 

Na fila, também encontra-se o perdão das dividas da Guiné-Equatorial, do Gabão e do Sudão. 

Desde Fernando Henrique o governo brasileiro perdoou dezenas de dívidas de outros países ao sul do deserto do Saara. Trata-se de caridade ou do reconhecimento de que eles iriam mesmo dar o calote? Tanto faz, mas a verdade é que somos nós, contribuintes do fisco, que pagamos a conta. 

Boa parte dessas dívidas refere-se a serviços prestados por empreiteiras nacionais, que não vão ficar no sal. Os países africanos não pagam, quem paga é o BNDES, ou seja, nós. 

A tendência entre os senadores parece da interrupção do fluxo de recursos para governos inadimplentes, mas tudo dependerá do poder de convencimento do palácio do Planalto sobre integrantes de sua base parlamentar. 

Saberemos em poucos dias, ou horas, ainda que o principal fator dessas desastradas operações financeiras seja pouco considerado: estamos financiando a permanência de ditadores africanos, daqueles medievais cujas famílias gastam milhares de dólares nas principais capitais da Europa comprando apartamentos e carros de alto luxo. 

Como disse o senador José Agripino, o governo não perdoa as dívidas dos pequenos agricultores do Nordeste, postos na rua da amargura por conta da seca que assola a região. No entanto, cedemos à imposição de caloteiros externos numa infrutífera busca de seus votos nas Nações Unidas. Isso porque saltam de banda na hora de apoiar a ampliação do número de integrantes do Conselho de Segurança, com o ingresso do Brasil no grupo dos membros permanentes. Ingenuidade em política externa costuma ser fatal para os ingênuos. (Carlos Chagas)

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