11 de ago de 2013

Pai, por tudo, obrigado e perdão!

O PSDB diz que o PT protege corruptos e o PT diz que o protetor de corruptos é o PSDB. E se os dois estiverem certos?, indaga o colunista Elio Gaspari. 

• Reprovação ao Congresso sobe 9 pontos após protestos de junho. 

• Rio bancou turismo de Cabral na Europa; após denúncia, quantia será devolvida ao Estado. 

• Ônibus, a CPI: Crise continua e Câmara fará reunião nesta segunda para tentar acordo. 

• Após corte de R$ 20 milhões, Eduardo Paes vai substituir Eike Batista com dinheiro para UPPs, ou seja, nós, o povo carioca. 

Dia dos Pais
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De Platão a Gelol, todo dia é dia dos pais 

Na Grécia Antiga, nos idos antes de Cristo, o craque Platão disse certa vez que não deve gerar filhos quem não quer dar-se ao trabalho de criá-los e educá-los. Se de fato Platão disse isso não sei, mas de boca em boca a frase atravessou a história e cá está. O tempo - bons séculos - passou até que algum publicitário brasileiro reinventou a profecia do filósofo grego, que por sua obviedade sempre foi e ainda é repetida à exaustão. Foi que surgiu, como assinatura da campanha publicitária da mais popular água benta”das pancadas e tropeções, a frase não basta ser pai, tem que participar

• Platão e o tal publicitário jamais se conheceram, mas pelo menos duas coisas eles têm em comum: acreditam que é preciso ser pai Gelol e desconhecem como é difícil essa tarefa nos dias atuais. A situação é tão complexa, que se pudesse trocaria de papel com o meu próprio pai. Só não faço isso porque alguém chamou-o antes da hora, apesar de muitos dizerem que toda hora é a hora certa. 

• Quantos de nós já não sonhamos, pelo menos uma vez, em dar aos próprios filhos muito mais do que recebemos de nossos pais? Com certeza não estou só na empreitada do pensamento que ficou para trás, parada na história. A vida muda a cada instante e com ela mudam os desejos. Na verdade, os sonhos alinham-se automaticamente com essas mudanças, pois sem eles nada somos. Até porque, o sonho é o preâmbulo da realização. 

• No dia em que meu pai despediu-se de mim antes de sua partida, algo estranho pairou no ar. Quando, horas depois daquele encontro inusitado, atendi ao telefone e ouvi alguém falando o que não queria ouvir, a sensação de antes transformou-se em realidade inexplicável. Esse viés da inexplicabilidade tornou-se ainda maior porque coube a mim dar-lhe a senha para uma viagem sem volta. Paciência, a vida tem dessas coisas desagradáveis, tristes e difíceis. 

• Passado o impacto, percebi que dura seria a minha missão se quisesse dar aos meus filhos o mesmo que recebi. Não me refiro ao material, mas às muitas lições que me foram disponibilizadas ao longo dos anos. Duro e intransigente, meu pai foi muito mais ausente, em termos físicos, do que presente. Ora por conta do trabalho, ora por causa das consequências nefastas da ditadura militar, que em algumas ocasiões o perseguiu de forma implacável e covarde. Mesmo assim, sua presença se materializava no rastro das muitas lições que deixou. Homem de poucas palavras, falava apenas e tão somente quando necessário. Seu olhar era revelador, seu silêncio quase persistente era resposta. Dono de raciocínio brilhante e lógico, senhor de coerência inquietante. 

• A última frase que ouvi do meu pai foi volto para o seu aniversário. Algo surpreendente de alguém que em mais de uma ocasião não se lembrou do próprio aniversário. E aquela foi a primeira vez que ouvira tal frase. Naquele ano, 1984, o meu aniversário chegou, mas João Francisco, meu pai, não. Apesar de tudo, sua ausência serviu para me mostrar a importância do maior presente que ele poderia ter me dado. Existir sem atrapalhar a existência alheia. Absolutamente justo, fez da sua humildade um monumento destacado por muitos. Quase sempre recluso, emprestou sua genialidade, testada e confirmada, aos poucos que dele se aproximaram. 

• Nossa incrível semelhança física, que fez os saudosistas se aproximarem com a pergunta de sempre (Você é filho do João?), obrigou-me a tentar ser melhor, pois não nasci para ser filho de alguém. Inspirado no meu próprio pai, a perfeição passou a frequentar a minha mira, como se alcançá-la fosse possível. Sabendo que perfeitos não somos, acreditei nisso, mesmo que em consciente auto enganação, porque precisava eliminar o estigma que existia no bordão vociferado por aqueles que o conheceram. Não porque tivesse qualquer rejeição ao meu pai, muito pelo contrário, mas porque precisava ser reconhecido isolada e individualmente, sem qualquer vínculo com o “velho”, que de tão jovem sua ida sem volta até hoje é uma judiação. 

• A ideia inicial era superá-lo. A batalha para ao menos emparelhar foi extenuante, mas jamais pensei em desistir. Afinal, acreditando na teoria matemática de que a ordem dos fatores não altera o produto, queria chegar a um dia em que o João seria reconhecido como pai do Ucho. Por questões óbvias não consegui, o que é bom, porque só assim, inspirado nele, continuarei buscando aquela sua perfeição, mesmo ele tendo sido um imperfeito como qualquer outro.

• A melhor de todas as suas lições, que não esqueço e sempre a escrevo e repito, é que muitas vezes o sucesso de alguém está no brilho do sapato alheio. Disse-me aquele caipira de São José do Rio Preto que, ainda muito jovem, começou a vida como engraxate, entregador de armazém e responsável por dobrar a lona do circo. Coisa de gente comum e humilde, mas que com o avanço dos anos tornou-se um pai, diria eu, padrão FIFA, consideradas as quase intransponíveis exigências feitas pela central do futebol planetário. 

• Não conheci Platão e nunca usei Gelol, mas tenho me valido da frase do filósofo grego e da assinatura da campanha publicitária para, como pai, tentar deixar aos meus filhos pelo menos as lições que recebi do avô deles. Ser humilde o tempo todo e buscar a excelência sem parar, sempre lembrando que alcançá-la é a mais impossível das possibilidades. 

• João, meu velho, não vou dizer que foi bom enquanto durou, porque o exemplo que você deixou é sem fim e ainda dura. E há de durar, como se fosse uma herança inesgotável. Ou seja, continua sendo bom como sempre foi. 

• Para mim você foi o cara, mas lembre-se que estarei eternamente no seu encalço, até porque o João sempre será o pai do Ucho. E por isso preciso tentar ser melhor a cada instante, mesmo que continue sendo o de sempre. Afinal, lendo Platão ou não, sendo Gelol ou não, todo dia é dia dos pais e é preciso participar. (Ucho Haddad, jornalista político e investigativo, analista e cometarista político, cronista esportivo, escritor e poeta) 


STF lacaio da corrupção e do suborno 
• Angustiado com a vergonha que se aproxima. 
• Vejam o que a quadrilha petralha conseguiu com os 2 ministros que foram inseridos no STF: os condenados do mensalão não mais terão cassação automática dos seus mandatos. 
• Permanecerão ocupando os seus cargos. 
• Inacreditável! O STF agora é instrumento da corja petista. 
• Ah! Cheiro de pizza no Supremo Tribunal Federal, oremos! 
• STF muda interpretação e diz que Congresso decide perda de mandato. 
• No julgamento do mensalão, tribunal decidiu que cassação era automática. 
• Com dois novos ministros, entendimento mudou e pode afetar mensalão. Contrariando um entendimento adotado no ano passado durante o julgamento do processo do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (08-08-2013) que cabe ao Congresso definir o destino do mandato de um parlamentar condenado. A decisão foi tomada na análise de ação penal contra o senador Ivo Cassol, condenado a 4 anos e 8 meses de prisão. 
• O que motivou a mudança de entendimento foi a alteração na composição do plenário, que tem agora dois novos ministros que ainda não estavam no Supremo no julgamento do mensalão: Teori Zavascki e Roberto Barroso. É os bastidores Petralhas Mensaleiros das bolsas esmola, ninguém merece mesmo esta corja, esse desgoverno Dilmente, Lula Molusco amante de Rosemary Noronha. 
• Estamos de olho e atentos e se for preciso democraticamente voltaremos, vamos as ruas sim. (Eu sou Ray Pinheiro, Brasilia, DF. -Sem medo-) 

Médicos lançam manifesto contra governo federal 
Mantemos nossa disposição em contribuir com o melhor da nossa capacidade para a saúde pública, mas sem compactuar com propostas improvisadas e eleitoreiras que não solucionarão os graves problemas do SUS, conquista maior da sociedade, diz o texto aprovado por entidades médicas, que fizeram encontro extraordinário em Brasília, neste sábado, contra o programa Mais Médicos. 

Veja recoloca faca no pescoço de Lewandowski 
• Às vésperas do julgamento dos embargos da Ação Penal 470, a revista tenta emparedar o ministro Ricardo Lewandowski, que foi seu revisor e adotou um posicionamento crítico ao longo do processo; ele é acusado pela revista de ter atuado para impedir que as contas da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010 fossem reprovadas pelo TSE; prova trazida pela revista, no entanto, contradiz sua tese; agora, se as contas apresentarem problemas sérios, como, por exemplo, doações de fontes ilegais ou provenientes de lavagem de dinheiro, devemos agir com o máximo rigor possível, disse Lewandowski; o correto, segundo Veja, teria sido impedir a diplomação de Dilma, dando posse a José Serra. 

• Ataques no Afroreggae e caso Amarildo são afronta ao poder público, diz novo coordenador das UPPs. Manifestantes voltam a cobrar explicação sobre Amarildo. Ato na Rocinha reúne parentes e amigos do ajudante de pedreiro, além de artistas. Anistia Internacional cobra das autoridades desfecho do caso Amarildo. A Anistia Internacional promoveu na manhã deste domingo (11), na comunidade da Rocinha, um ato de solidariedade à família do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, cujo desaparecimento vai completar um mês, no próximo dia 14. Amarildo desapareceu no dia 14 de julho, quando foi levado por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, e nunca mais foi visto. 

Malan vê Brasil preso a armadilha 
Talvez tenham descoberto, após sete anos, que nem sempre é assim, que a expansão sustentada da oferta depende não só do gasto público e dos financiamentos concedidos por bancos oficiais, mas do grau de confiança de investidores privados no ambiente geral de negócios, na qualidade do contexto regulatório, na estabilidade das regras do jogo e no compromisso do governo com a responsabilidade fiscal e o controle de inflação, diz o economista Pedro Malan, que foi ministro da Fazenda de FHC. 

• Após uma semana de encontros no Brasil, o secretário-geral da ONG Anistia Internacional, Salil Shetty, cobrou o fim da impunidade policial e um maior consistência na proteção aos direitos humanos, afirmando que tanto favelas do Rio quanto comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul parecem ser zonas francas de direitos humanos. Não há direito humanos em favelas e tribos indígenas do Brasil, diz Anistia. Para secretário da ONG, governo tem muito motivo para se orgulhar, mas precisa agir com urgência para proteger seus cidadãos. Anistia e HRW dizem que demora em julgamento perpetua impunidade no Brasil. É preciso preservar o direito de protestar, diz chefe da OAB-RJ. 

Euros de Rose Noronha viraram lenda na Polícia Federal 
• Tem tudo para virar mais uma lenda a investigação na PF do suposto transporte de € 25 milhões da ex-assessora de Lula, Rosemary Noronha, a Rose, por meio de mala diplomática. A denúncia do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), empacou na fase preliminar - como a PF informou em março à coluna, que tenta desde quinta (8) saber de novo que fim levou a investigação. Parece assunto-tabu. (CHumberto) 

Desapropriados do Açu processam Eike e Cabral 
• Um grupo de pequenos agricultores do Açu, que tiveram as suas propriedades desapropriadas para a construção do porto concebido por Eike Batista, o Complexo Portuário do Açu, está processando o governador do Rio, Sérgio Cabral, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, e também Eike Batista. As acusações são por irregularidades no processo de desapropriação. 

• Atletas brasileiros voltam com ouro do Mundial de Anões Atletas brasileiros. Quatro halterofilistas representaram o país no principal evento para atletas portadores de nanismo do mundo.


E ainda ousam falar do Holocausto.... 
• Israel lança licitação para construção de 1.000 casas em assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, pouco antes da retomada de novas negociações de paz com os palestinos. Enquanto isso, famílias palestinas vivem na incerteza perante a libertação de presos do campo de refugiados de Shuafat (Jerusalém). Como gesto de aproximação perante a retomada do processo de paz parado desde 2010, Israel anunciou que libertará 104 palestinos presos desde antes dos Acordos de Oslo (1993). As libertações serão feitas em função do andamento do diálogo e por fases - os primeiros 26 sairão no dia 13 de agosto, embora se desconheçam seus nomes. 

• Espanha: Lei exclui lésbicas de reprodução assistida. Para reduzir os gastos da saúde pública, nova norma exige esterilidade para acesso a tratamentos de fertilidade. 

• Conflito sírio leva medo à festival muçulmano. Pessoas caminham pela devastada cidade de Homs. Há dois anos, desde o começo do sangrento conflito sírio, aquele povo na cidade não comemora mais o festival muçulmano. 

Não é tão comum morrer de amor, mas, neste momento, em todas as partes do mundo, milhões morrem por falta dele. (James Baldwin)

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